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Esses aspectos impactam na sua vida pessoal de que forma?

AMOSTRA 01 1.Por que você decidiu ser professor(a)?

4. Esses aspectos impactam na sua vida pessoal de que forma?

• Para complementar a renda, faz-se necessário dobrar a jornada de trabalho. Reforço o salário ministrando, também, aulas particulares e orientando surdos adultos universitários. O tempo dedicado ao lazer, família e descanso é escasso e/ou inexistente. (Amélia)

• Educar me transformou numa pessoa melhor, sensível, preocupada com o lugar aonde vivo e com as pessoas. Eu sei que vou educar bem os meus filhos porque passei por esse laboratório fantástico da escola pública. Apesar dos problemas que a educação enfrenta, nesse espaço encontramos pessoas que educam com encantamento e beleza. Contudo, a profissão está fragilizada sim, não há como negar! Pessoalmente, isso me entristece, me cansa e me faz tomar a decisão de buscar outras alternativas. Olhar para trás e ver que pouca coisa avançou e que outras até retrocederam é motivo palpável para eu não ter dúvidas em repensar toda a minha vida. (Clarice)

• O impacto negativo em minha vida pessoal é refletido muitas vezes na desmotivação e no constrangimento de ser professora, sobretudo no ensino fundamental, em razão da repetência, que é atribuída ou repassada à sociedade como responsabilidade do professor, sem levar em consideração outros fatores. (Clotilde)

• Os aspectos que favorecem, funcionam como uma força propulsora, para que eu não desista da profissão, apesar dos aspectos desfavoráveis que sempre vêm à tona, causando conflitos internos. Esses conflitos causam uma grande falta de estímulo, além da cobrança de familiares e colegas, que muitas vezes criticam a

profissão que exerço. É como se eu fosse uma pessoa fracassada (isso para essas pessoas que cobram). E realmente a falta de bom salário, de condições satisfatórias de trabalho, dentre outros aspectos, têm um impacto negativo na minha vida, pois não realizo muitas coisas que quero, como viagens, moradia, estudos, oportunidades mais eficientes de muitas coisas que quero oferecer para meus filhos e para mim.(Dandara)

• Tudo que afeta minha vida profissional afeta minha vida pessoal. Recorro a Calvino (1995), que é muito elucidativo quando em seu discurso afirma que quem somos nós, quem é cada um de nós senão uma combinatória de experiências, de informações, de leituras, de imaginações? Cada vida é uma enciclopédia, uma biblioteca, um inventário de objetos, uma amostragem de estilos, onde tudo pode ser continuamente remexido e reordenado. Sendo assim, a Ádila cidadã e a Ádila professora caminham juntas, uma dando suporte à outra. Esse suporte também é fortalecido ou quebrado pelas direções e professores da escola aonde sou regente de uma turma de aceleração. Tenho encontrado excelentes professores, comprometidos com o ato de ensinar. Mas, como em todas as profissões, tenho “encarado” professores que só estão na escola para contar tempo de serviço. Isso me frustra!(Sandra)

• Todos esses aspectos desenvolvem impactos na minha vida pessoal, pois constantemente tenho crises de baixa auto-estima, ouvindo cobranças e conferindo o saldo bancário.(Flávio)

• Os aspectos citados na questão 3 interferem fortemente na minha vida pessoal, uma vez que estou inserida neste processo; principalmente no que diz respeito aos aspectos financeiros. É complicado manter uma família dignamente, provendo minimamente o lazer, educação, saúde, segurança, moradia e ainda se manter bem informado e qualificado com a valorização dispensada a nós, educadores.(Gisele)

• Estes aspectos tanto positivos quanto negativos afetam a sua vida pessoal à medida que momentos felizes ou tristes vividos durante 08 horas do seu dia são trazidos para sua casa, ora em forma de desabafo ou de interesse de melhorar, de fazer diferente. Como eu não sou uma pessoa desprovida de emoções, por vezes não consegue separar estas emoções, por vezes me mostro irritada, intranqüila, insegura, impaciente até com os “de casa”. Os momentos felizes

também são compartilhados e almejados por todos, só que hoje os momentos alegres acabam sendo mais raros. (Honória)

• Encaro a profissão de professor sendo igual a qualquer outra. Com seus aspectos positivos e negativos. Como em qualquer outra profissão, há que se ter consciência crítica a respeito de tudo aquilo que a cerca, não deixando que os aspectos negativos, mesmo que se sobressaiam aos positivos, tomem parte da nossa vida pessoal (Ivonete)

• Atualmente, me incomoda muito a apatia, a falta de esperança, o desencanto de muitos profissionais. Percebo nos olhos e ações de algumas colegas um certo “comodismo” que beira a imobilidade. Até parece que estou diante de pessoas “cristalizadas”, “endurecidas”. Na escola em que atuo, as pessoas trabalham com o conceito de “manutenção”, usando uma linguagem mais informal, quer dizer, “deixa assim para ver como é que fica”. De certa forma, perderam um pouco a objetividade.(Joelma)

• São muito relevantes os impactos que tais aspectos causam em minha vida pessoal, principalmente quanto a sensações de impotência e angústia, ao ver a séria acumulação de problemas estruturais na escola (sem nada poder fazer para solucioná-los) e compreender que o prejuízo maior é dos alunos, que sofrem com a falta de seriedade ou de vontade política para com a devida qualidade do sistema público.(Constância)

• Estes aspectos me deixam ansiosa, irritada (muitas vezes) e frustrada em algumas ocasiões.(Laura)

• Certamente que isto influencia diretamente nossa vida, trazendo-nos acréscimos quanto ao crescimento humano, mas também nos desgastando física, psicológica e emocionalmente, e ao longo do exercício acarretando sérias patologias ocupacionais, o que tem sido ultimamente, objeto de investigação de sindicatos e instituições ligadas à defesa dos trabalhadores em educação. (Miguel)

• Esses aspectos, juntamente com as más condições físicas de nossas escolas tornam-se desmotivadores, acredito, para aqueles que gostam e acreditam na educação como meio de transformação social, pois os mesmos seguem isolados ante tal realidade. (Noel)

• Os problemas da escola me incomodam muito e me envolvem profundamente, porém procuro trabalhar para separar questões profissionais das pessoais. Converso em casa, compartilho as preocupações, as vitórias, mas não me deixo confundir.(Graça)

• O acúmulo de funções a que o professor vem sendo submetido o deixa frustrado e o desprofissionaliza. O educador tem perdido a sua identidade ao longo dos anos. Tentamos exercer um conjunto de funções pertinentes ao Estado, Escola, Família, prejudicando o processo ensino-aprendizagem. Além disso, quando o profissional consciente se sente proletarizado ou um mero executor de projetos e se cansa de “remar contra a maré”, acaba contribuindo para o crescente número de professores afastados ou licenciados, com estresse, depressão, síndrome do pânico, dentre outros, prejudicando o convívio pessoal e familiar desse profissional. (Paula)

5. Na escola em que atua, você se identifica com o grupo de professores