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Segundo a Resolução CONAMA 237/97, estudos ambientais são todos e quaisquer estudos relativos aos aspectos ambientais relacionados à localização, instalação, operação e ampliação de uma atividade ou em- preendimento, apresentado como subsídio para a análise da licença re- querida, tais como relatório ambiental, plano e projeto de controle ambi- ental, relatório ambiental preliminar, diagnóstico ambiental, plano de manejo, plano de recuperação da área degradada e análise preliminar (BRASIL, 1997)

A Resolução CONAMA nº 01/1986 trouxe uma lista não exausti- va de empreendimentos sujeitos a apresentação de Estudo de Impacto Ambiental e do Relatório de Impacto Ambiental, sendo elas:

I - Estradas de rodagem com duas ou mais faixas de rolamento;

II - Ferrovias;

III - Portos e terminais de minério, petróleo e pro- dutos químicos;

IV - Aeroportos, conforme definidos pelo inciso 1, artigo 48, do Decreto-Lei nº 32, de 18.11.66; V - Oleodutos, gasodutos, minerodutos, troncos coletores e emissários de esgotos sanitários; VI - Linhas de transmissão de energia elétrica, acima de 230KV: (grifo meu)

VII - Obras hidráulicas para exploração de recur- sos hídricos, tais como: barragem para fins hidre- létricos, acima de 10MW, de saneamento ou de ir- rigação, abertura de canais para navegação, drena- gem e irrigação, retificação de cursos d'água, abertura de barras e embocaduras, transposição de bacias, diques;

VIII - Extração de combustível fóssil (petróleo, xisto, carvão);

IX - Extração de minério, inclusive os da classe II, definidas no Código de Mineração;

X - Aterros sanitários, processamento e destino fi- nal de resíduos tóxicos ou perigosos;

Xl - Usinas de geração de eletricidade, qualquer que seja a fonte de energia primária, acima de 10MW;

XII - Complexo e unidades industriais e agro- industriais (petroquímicos, siderúrgicos, cloroquí- micos, destilarias de álcool, hulha, extração e cul- tivo de recursos hídricos);

XIII - Distritos industriais e zonas estritamente in- dustriais - ZEI;

XIV - Exploração econômica de madeira ou de le- nha, em áreas acima de 100 hectares ou menores, quando atingir áreas significativas em termos per- centuais ou de importância do ponto de vista am- biental;

XV - Projetos urbanísticos, acima de 100ha ou em áreas consideradas de relevante interesse ambien- tal a critério da SEMA e dos órgãos municipais e estaduais competentes;

XVI - Qualquer atividade que utilize carvão vege- tal, em quantidade superior a dez toneladas por dia (BRASIL, 1986).

Nota-se que, conforme a Resolução, processos de licenciamento ambiental de Linhas de Transmissão acima de 230 kv necessariamente serão subsidiados por EIA2.

Diretrizes gerais para a elaboração do EIA também são apresenta- das pela Resolução CONAMA 01/86:

I - Contemplar todas as alternativas tecnológicas e de localização do projeto, confrontando-as com a hipótese de não execução do projeto;

II - Identificar e avaliar sistematicamente os im- pactos ambientais gerados nas fases de implanta- 2 Posteriormente, a Resolução nº 279 de 27 de junho de 2001 instituiu o li- cenciamento ambiental simplificado de empreendimentos elétricos com pequeno potencial de impacto ambiental, e fixou prazos e procedimentos, incluindo sistemas de transmissão de energia elétrica (linhas de transmis- são e subestações). Para esses empreendimentos a Resolução instituiu o Relatório Ambiental Simplificado (RAS), como estudo para subsídio a análise de viabilidade ambiental do empreendimento.

ção e operação da atividade;

III - Definir os limites da área geográfica a ser di- reta ou indiretamente afetada pelos impactos, de- nominada área de influência do projeto, conside- rando, em todos os casos, a bacia hidrográfica na qual se localiza;

IV - Considerar os planos e programas governa- mentais, propostos e em implantação na área de influência do projeto, e sua compatibilidade (BRASIL, 1986).

Além das diretrizes gerais, a Resolução CONAMA nº 01/1986 apre- senta o conteúdo mínimo de um Estudo de Impacto Ambiental:

I - Diagnóstico ambiental da área de influência do projeto completa descrição e análise dos recursos ambientais e suas interações, tal como existem, de modo a caracterizar a situação ambiental da área, antes da implantação do projeto, considerando: a) o meio físico - o subsolo, as águas, o ar e o cli- ma, destacando os recursos minerais, a topografia, os tipos e aptidões do solo, os corpos d'água, o re- gime hidrológico, as correntes marinhas, as cor- rentes atmosféricas;

b) o meio biológico e os ecossistemas naturais - a fauna e a flora, destacando as espécies indicadoras da qualidade ambiental, de valor científico e eco- nômico, raras e ameaçadas de extinção e as áreas de preservação permanente;

c) o meio socioeconômico - o uso e ocupação do solo, os usos da água e a socioeconomia, desta- cando os sítios e monumentos arqueológicos, his- tóricos e culturais da comunidade, as relações de dependência entre a sociedade local, os recursos ambientais e a potencial utilização futura desses recursos.

II - Análise dos impactos ambientais do projeto e de suas alternativas, através de identificação, pre- visão da magnitude e interpretação da importância dos prováveis impactos relevantes, discriminando: os impactos positivos e negativos (benéficos e ad- versos), diretos e indiretos, imediatos e a médio e longo prazos, temporários e permanentes; seu grau de reversibilidade; suas propriedades cumu- lativas e sinérgicas; a distribuição dos ônus e be- nefícios sociais.

pactos negativos, entre elas os equipamentos de controle e sistemas de tratamento de despejos, avaliando a eficiência de cada uma delas.

lV - Elaboração do programa de acompanhamento e monitoramento (os impactos positivos e negati- vos, indicando os fatores e parâmetros a serem considerados (BRASIL, 1986).

Por sua vez, o RIMA, conforme a Resolução CONAMA 01/86 deverá refletir as conclusões do EIA e conter no mínimo:

I - Os objetivos e justificativas do projeto, sua re- lação e compatibilidade com as políticas setoriais, planos e programas governamentais;

II - A descrição do projeto e suas alternativas tec- nológicas e locacionais, especificando para cada um deles, nas fases de construção e operação a área de influência, as matérias primas, e mão-de- obra, as fontes de energia, os processos e técnica operacionais, os prováveis efluentes, emissões, re- síduos de energia, os empregos diretos e indiretos a serem gerados;

III - A síntese dos resultados dos estudos de diag- nósticos ambiental da área de influência do proje- to;

IV - A descrição dos prováveis impactos ambien- tais da implantação e operação da atividade, con- siderando o projeto, suas alternativas, os horizon- tes de tempo de incidência dos impactos e indi- cando os métodos, técnicas e critérios adotados para sua identificação, quantificação e interpreta- ção;

V - A caracterização da qualidade ambiental futura da área de influência, comparando as diferentes si- tuações da adoção do projeto e suas alternativas, bem como com a hipótese de sua não realização; VI - A descrição do efeito esperado das medidas mitigadoras previstas em relação aos impactos ne- gativos, mencionando aqueles que não puderam ser evitados, e o grau de alteração esperado; VII - O programa de acompanhamento e monito- ramento dos impactos;

VIII - Recomendação quanto à alternativa mais favorável (conclusões e comentários de ordem ge- ral) (BRASIL, 1986).

A mesma Resolução estabelece que o RIMA deve ser apresenta- do de forma objetiva e as informações devem ser traduzidas em lingua- gem acessível, com ilustrações e demais técnicas de comunicação visu- al, de modo que se possam entender as vantagens e desvantagens do projeto, bem como todas as consequências ambientais de sua implemen- tação (BRASIL, 1986).

EIA e RIMA são documentos diferenciados que servem de ins- trumento para a Avaliação de Impacto Ambiental, no âmbito do processo de licenciamento ambiental. Segundo Rodrigues (2014) o Estudo Prévio de Impacto Ambiental é o instrumento da PNMA, que concretiza os princípios da prevenção e precaução.

O EIA é bastante extenso e possui um alto nível de detalhamento além de ser escrito em linguagem técnica. O RIMA, por sua vez, é ela- borado, em linguagem mais acessível, com o objetivo de atender à de- manda da sociedade por informações a respeito do empreendimento e de seus impactos (BRASIL, 2004).

Em relação aos RIMAs, Agra Filho (2008) destaca a deficiência ou precariedade da linguagem e do conteúdo desses relatórios, compro- metendo as possibilidades de participação pública. Cabe lembrar que a Instrução Normativa IBAMA nº 184/2008 estabelece que o RIMA deve ser avaliado quanto ao conteúdo e linguagem (BRASIL, 2008).

3.7. DEMAIS ESTUDOS AMBIENTAIS EXIGIDOS NO ÂMBITO

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