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EVENTOS SUBSEQUENTES 43.1 Investida Mesa

No documento FURNAS CENTRAIS ELÉTRICAS S A (páginas 157-162)

Em 11 de janeiro de 2013, foi registrada na Junta Comercial do Estado de São Paulo (JUCESP), a Escritura Particular da 2ª Emissão Privada de Debêntures Simples, celebrada entre a Santo Antonio Energia (controlada da Mesa), como emissora, Pentágono S.A. Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, como agente fiduciário e representante do debenturista e a investida Mesa, como interveniente anuente. A emissão será em janeiro de 2013 e o valor total é de R$ 420.000.

Em 15 de janeiro de 2013, a Superintendência de Fiscalização dos Serviços de Geração da Aneel, mediante o Despacho de seu Superintendente nº 91/2013, decidiu liberar a unidade geradora 10, de 69.590 kW, para início da operação em teste a partir de 16 de janeiro de 2013, conforme Processo nº 48500.003984/2008-31.

Em 17 de janeiro de 2013, a Superintendência de Fiscalização dos Serviços de Geração da Aneel, mediante o Despacho de seu Superintendente nº 105/2013, decidiu liberar a unidade geradora 11, de 69.590 kW, para início da operação comercial a partir de 18 de janeiro de 2013, conforme Processo nº 48500.003984/2008-31.

43.2 Usina de Simplício

Iniciou em 23 de fevereiro de 2013, o enchimento do reservatório da usina hidrelétrica de Simplício, projeto cujas obras foram iniciadas há seis anos. O empreendimento terá capacidade de gerar energia suficiente para abastecer uma cidade de 800 mil habitantes.

FURNAS estima que com as vazões observadas recentemente, o enchimento deve durar cerca de 26 dias. Considerando este cenário, a previsão de entrada em operação da primeira unidade geradora é em meados de abril deste ano.

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Ainda segundo FURNAS, esta usina é um projeto ímpar na história da estatal porque para evitar a inundação de uma extensa área urbana e de terras cultiváveis, o projeto conta com um conjunto de canais, túneis, diques e reservatórios que desviaram parte do rio por 30 quilômetros.

Sendo assim, em função deste circuito hidráulico – que aproveita o desnível de 115 metros existente no relevo local para garantir a potência instalada do empreendimento – Simplício apresenta uma relação entre área inundada e potência de 0,05 km2/MW, uma

das menores do mundo.

43.3 Normas novas e revisadas adotadas sem efeitos relevantes nas demonstrações financeiras consolidadas

Alterações à IFRS 7 - Divulgação - Transferência de ativos financeiros

As modificações à IFRS 7 – Instrumentos Financeiros: Evidenciação aumentam as exigências de divulgação das transações envolvendo ativos financeiros. Essas alterações pretendem proporcionar maior transparência às exposições de risco quando um ativo financeiro é transferido, mas o transferente continua retendo certo nível de exposição no ativo. As alterações também exigem a divulgação da transferência de ativos financeiros quando não forem igualmente distribuídos no período.

Esta norma entrou em vigor em 1º de janeiro de 2012 e não gerou impacto sobre as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Empresa.

Alterações à IAS 12 -Imposto diferido: recuperação de ativos subjacentes

As modificações à IAS 12 – Tributos sobre o Lucro apresentam uma exceção aos princípios gerais da IAS 12 no sentido de que a mensuração dos ativos e passivos fiscais diferidos deve refletir os efeitos fiscais resultantes da maneira na qual a entidade espera recuperar o valor contábil de um ativo. Especificamente, de acordo com as modificações, espera-se que as propriedades para investimento mensuradas com base no modelo de valor justo de acordo com a IAS 40 - Propriedade para Investimento sejam recuperadas através de venda para fins de mensuração dos impostos diferidos, a menos que a premissa seja invalidada em determinadas circunstâncias. Esta norma entrou em vigor em 1º de janeiro de 2012 e não gerou impacto sobre as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Empresa.

43.4 Normas e interpretações novas e revisadas já emitidas e ainda não adotadas

Novas normativas e revisões sobre consolidação, acordos de participação, coligadas e divulgações

Em maio de 2011, um pacote de cinco normas de consolidação, acordos de participação, coligadas e divulgações foi emitido, incluindo a IFRS 10, IFRS 11, IFRS 12, IAS 27 (revisada em 2011) e IAS 28 (revisada em 2011).

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A IFRS 10 substitui as partes da IAS 27 Demonstrações Financeiras Consolidadas e Separadas que tratam das demonstrações financeiras consolidadas. A SIC-12 Consolidação – Sociedades de Propósito Específico será retirada com a aplicação da IFRS 10. De acordo com a IFRS 10, existe somente uma base de consolidação, ou seja, o controle. Adicionalmente, a IFRS 10 inclui uma nova definição de controle que contém três elementos: (a) poder sobre uma investida; (b) exposição, ou direitos, a retornos variáveis da sua participação na investida e (c) capacidade de utilizar seu poder sobre a investida para afetar o valor dos retornos ao investidor. Orientações abrangentes foram incluídas na IFRS 10 para abordar cenários complexos.

A IFRS 11 substitui a IAS 31 Participações em Joint Ventures. A IFRS 11 aborda como um acordo de participação onde duas ou mais partes têm controle conjunto deve ser classificada. A SIC-13 Joint Ventures – Contribuições Não-Monetárias de Investidores será retirada com a aplicação da IFRS 11. De acordo com a IFRS 11, os acordos de participação são classificados como operações conjuntas ou joint ventures, conforme os direitos e as obrigações das partes dos acordos. Por outro lado, de acordo com a IAS 31, existem três tipos de acordos de participação: entidades controladas em conjunto, ativos controlados em conjunto e operações controladas em conjunto. Adicionalmente, de acordo com a IFRS 11, as joint ventures devem ser contabilizadas pelo método de equivalência patrimonial, enquanto as entidades controladas em conjunto, de acordo com a IAS 31, podem ser contabilizadas pelo método de equivalência patrimonial ou pelo método de contabilização proporcional.

A IFRS 12 é uma norma de divulgação aplicável a entidades que possuem participações em controladas, acordos de participação, coligadas e/ou entidades estruturadas não consolidadas. De um modo geral, as exigências de divulgação de acordo com a IFRS 12 são mais abrangentes do que as normas atuais.

Em junho de 2012, as modificações às IFRS 10, IFRS 11 e IFRS 12 foram emitidas para esclarecer certas regras de transição na aplicação destas IFRSs pela primeira vez.

Essas cinco normas, juntamente com as respectivas modificações relacionadas às regras de transição, são aplicáveis a períodos anuais iniciados em ou após 1o de janeiro de

2013.

A Administração espera que a aplicação dessas cinco normas tenha um efeito significativo sobre os valores reportados nas demonstrações financeiras. Por exemplo, a adoção da IFRS 10 poderá afetar a contabilização das participações nas empresas relacionadas na nota 14.b, atualmente classificadas como coligadas da Empresa. Considerando a nova definição de controle e as diretrizes adicionais de controle definidas na IFRS 10, devido à adoção da IFRS 10, algumas destas empresas podem vir a ser consideradas como controladas da Empresa.

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Caso alguma destas empresas seja consolidada como controlada da Empresa, seus ativos líquidos, bem como as receitas e despesas, serão apresentados separadamente no balanço patrimonial consolidado, bem como na demonstração consolidada do resultado do exercício ou em outros resultados abrangentes, respectivamente, em vez de serem apresentados em uma única conta nas demonstrações financeiras consolidadas da Empresa. A Administração realizará uma revisão detalhada para determinar os efeitos da adoção da IFRS 10 na data de sua adoção.

A adoção da IFRS 11 resultará em alterações na contabilização dos investimentos mantidos pelo Grupo nas entidades controladas em conjunto de acordo com o IAS 31, listadas na nota explicativa 3.2 e atualmente contabilizadas pelo método de consolidação proporcional. De acordo com a IFRS 11, estas entidades controladas em conjunto serão classificadas como joint venture e registradas pelo método de equivalência patrimonial, resultando no registro da participação proporcional nos ativos líquidos, resultado do exercício e outros resultados abrangentes da Entidade em uma única conta que será apresentada no balanço patrimonial consolidado, bem como na demonstração consolidada do resultado do exercício ou do resultado abrangente como “investimento em joint

venture” e “participação nos lucros (prejuízos) de joint venture”, respectivamente.

Demais normas e interpretações novas e revisadas já emitidas e ainda não adotadas

Norma Exigências-chave Data de vigência

Alteração ao IAS 1 -

"Apresentação das Demonstrações Financeiras" com relação a outros resultados abrangentes

A principal modificação resultante destes adendos foi a exigência de que as entidades agrupem os itens apresentados em outros resultados abrangentes com base na possibilidade de serem ou não

potencialmente reclassificáveis para lucros ou perdas, subsequentemente (ajustes de reclassificação). As alterações não estabelecem quais itens devem ser apresentados em outros resultados abrangentes.

Exercícios anuais iniciados

após 1o de julho de 2012

Alteração ao IAS 19 - "Benefícios

a Empregados" Estas alterações eliminam a abordagem do corredor e requerem que se calculem os custos financeiros com base na captação líquida.

Exercícios anuais iniciados

após 1o de janeiro de 2013

IFRS 9 - "Instrumentos

Financeiros" O IFRS 9 é a primeira norma emitida como parte de um projeto maior para substituir o IAS 39. O IFRS 9 mantém, mas simplifica o modelo de mensuração combinada e estabelece duas principais categorias de mensuração para ativos financeiros: custo amortizado e valor justo. A base de classificação depende do modelo de negócios da entidade e das características do fluxo de caixa contratual do ativo financeiro. A orientação do IAS 39 sobre redução do valor recuperável de ativos financeiros e contabilidade de hedge continua aplicável.

Exercícios anuais iniciados

após em 1o de janeiro de 2015

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IFRS 13 - "Mensuração do Valor

Justo" O objetivo do IFRS 13 é aprimorar a consistência e reduzir a complexidade da mensuração ao valor justo, fornecendo uma definição mais precisa e uma única fonte de mensuração do valor justo e suas

exigências de divulgação para uso em IFRS. As exigências, que estão bastante alinhadas entre IFRS e US GAAP, não ampliam o uso da contabilização ao valor justo, mas fornecem orientações sobre como aplicá-lo quando seu uso já é requerido ou permitido por outras normas IFRS ou US GAAP.

Exercícios anuais iniciados

após 1o de janeiro de 2013

Alterações à IFRS 7 e IAS 32 – Compensação de ativos e passivos financeiros e divulgações

relacionadas

As alterações à IAS 32 esclarecem questões de adoção existentes com relação às exigências de compensação de ativos e passivos financeiros. Especificamente, essas alterações esclarecem o significado de “atualmente possui o direito legal de compensar” e “realização e liquidação simultâneas”.

As alterações à IFRS 7 exigem que as entidades divulguem as informações acerca dos direitos de compensação e acordos relacionados (como as exigências de garantias) para os instrumentos financeiros sujeitos à compensação ou contratos similares.

Exercícios anuais iniciados

após 1o de janeiro de 2013

(IFRS 7 – itens de divulgação) e após 1o de janeiro de 2014

(IAS 32)

IFRIC 20 - Custos de Remoção na Fase de Produção de uma Mina de Superfície

IFRIC 20 – Custos de remoção na fase de produção de uma mina de superfície aplica- se aos custos de remoção de resíduos incorridos nas atividades de mina de superfície durante a fase de produção (custos de remoção na fase de produção).

Exercícios anuais iniciados

após 1o de janeiro de 2013

Melhorias anuais ao ciclo de IFRSs

2009 – 2011 (maio de 2012) Alterações à IAS 16 As alterações à IAS 16 esclarecem que as peças de substituição, equipamentos reservas e equipamentos de serviço devem ser classificados como imobilizado caso estejam de acordo com a definição de imobilizado da IAS 16 ou, de outra forma, como estoque.

Alterações à IAS 32

As alterações à IAS 32 esclarecem que o imposto de renda relacionado às

distribuições dos titulares de instrumentos patrimoniais e aos custos das transações patrimoniais deve ser contabilizado de acordo com a IAS 12 – Impostos sobre o lucro.

Exercícios anuais iniciados

após 1o de janeiro de 2013

A Empresa está avaliando o impacto destes Pronunciamentos e Orientações sobre suas Demonstrações Financeiras, não tendo sido, ainda, editadas normas correspondentes no Brasil.

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Não há outras normas IFRS ou interpretações IFRIC que ainda não entraram em vigor que poderiam ter impacto significativo sobre o Grupo.

FLAVIO DECAT DE MOURA Diretor - Presidente

NILMAR SISTO FOLETTO CESAR RIBEIRO ZANI

Diretor Diretor

OLGA CÔRTES RABELO LEÃO SIMBALISTA MÁRCIO DE ALMEIDA ABREU

Diretor Diretor

LUÍS FERNANDO PAROLI SANTOS Diretor

JOSÉ LUIZ OLIVEIRA DE AGUIAR Superintendência de Contabilidade

CRC - RJ 026.157/O-5 – Contador

FERNANDO SERGIO LOPES ROSA Departamento de Contabilidade CRC - RJ 061.286/O-3 – Contador

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