17.1 Obrigações Vinculadas a concessões
Descritivo Individual e consolidado 31.12.2012 31.12.2011 Amortização 81.998 81.998 Participação da União 28.539 28.539 Outras 2.003 2.003 TOTAL 112.540 112.540
O saldo de amortizações é proveniente das reservas para amortização constituídas até 1971, nos termos do Decreto Federal nº 41.019/1957 e que foram aplicadas, até aquela data, na expansão do Serviço Público de Energia Elétrica. Cabe destacar que os valores referentes a geração correspondem a usinas não afetadas e os de transmissão referem-se a RBSE não alcançadas pela Lei nº 12.783/2013.
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17.2 Cabe ressaltar que a composição do imobilizado de FURNAS, por macroatitividade, apresenta o seguinte detalhamento:
R$ Mil Descritivo Taxas médias anuais de depreciação (%) 31.12.2012 31.12.2011 Custo Depreciação e amortização
acumulada Valor líquido Valor líquido
Em Serviço Geração 2,92 5.188.561 (2.052.039) 3.136.522 5.783.978 Administração 8,39 213.824 (114.058) 99.766 85.495 Comercialização 10,52 1.540 (1.119) 421 508 Subtotal 5.403.925 (2.167.216) 3.236.709 5.869.981 Em curso Geração - 2.469.610 - 2.889.515 2.708.552 Transmissão - 153.815 - 153.815 - Administração - 21.838 - 21.838 14.573 Comercialização - - - - - Subtotal 2.645.263 - 2.645.263 2.723.125
(-) Obrigações vinculadas a concessão (112.540) - (112.540) (112.540)
Imobilizado líquido - total 7.936.648 (2.167.216) 5.769.432 8.480.566
Um item de imobilizado é baixado quando vendido ou quando nenhum benefício econômico futuro for esperado do seu uso ou venda. Eventual ganho ou perda resultante da baixa do ativo (calculado como sendo a diferença entre o valor líquido da venda e o valor contábil do ativo) é incluído na demonstração do resultado no exercício em que o ativo for baixado. Cabe ressaltar que segundo a legislação vigente pela Aneel, os bens e instalações utilizados na geração, transmissão, distribuição e comercialização são vinculados a estes serviços, não podendo ser retirados, alienados, cedidos ou dados em garantia hipotecária sem a prévia e expressa autorização do Órgão Regulador. A Resolução Aneel nº 20/1999 regulamenta a desvinculação de bens das concessões do Serviço Público de Energia Elétrica, concedendo autorização prévia para desvinculação de bens inservíveis à concessão, quando destinados à alienação, determinando que o produto da alienação seja depositado em conta bancária vinculada para aplicação na concessão.
17.3 Premissas para o cálculo do Impairment
A Administração da Empresa avalia em bases periódicas, ou sempre que alguma circunstância assim determinar, a recuperabilidade dos ativos de longa duração, principalmente o Imobilizado mantido e utilizado nas suas operações, com o objetivo de identificar eventuais desgastes desses ativos ou grupos de ativos, que levem à sua não recuperação plena.
São identificadas as circunstâncias que possam exigir a avaliação da recuperabilidade dos ativos e determinada a mensuração de eventuais perdas. Quando não é possível, ou quando impraticável estimar o montante recuperável de um ativo individualmente, a Empresa calcula o montante estimado da recuperação da unidade geradora de caixa a qual pertence o ativo.
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Em função da renovação do contrato de concessão nº 062/2001, nos termos da Lei nº 12.783/2013, a Empresa mudou a sua característica com relação à atividade de Transmissão: Antes, todos os bens destinados a essa atividade eram tratados como Ativos Financeiros, uma vez que todos os contatos de transmissão foram assim considerados.
Com a renovação, o contrato nº 062/2001 passou a ser considerado como Prestação de Serviço de Operação e Manutenção. Como consequencia, os bens inerentes a esta Concessão (linhas e subestações) foram baixados, e os bens destinados a Operação e Manutenção (equipamentos gerais, almoxarifado) ou que não faziam parte dessa Concessão, foram reclassificados para o Ativo Imobilizado.
A seguir, as principais premissas para avaliação do modelo Impairment, por unidade operativa, adotado por FURNAS:
(i) Custos – Pessoal, Material, Serviços e Outros (PMSO)
Foi considerada a curva dos custos até 2020, fornecidos pela área de orçamento. Após 2020, foram considerados os custos sem crescimento.
Para o cálculo do PMSO, foi considerado um esforço adicional de R$ 370 milhões, de redução de custos.
(ii) Receitas
Usinas Afetadas - Considerada a Receita Anual de Geração (RAG) de cada usina estabelecida pela Aneel, e aplicada a correção pelo IPCA (Boletim Focus de 17 de janeiro de 2013).
Usinas não Afetadas - Considerada a curva da receita fornecida pela área de comercialização no cenário de R$ 90/MWh até o vencimento da concessão. Após a renovação, foi considerada a receita fornecida para Itumbiara, Mascarenhas Moraes e Serra da Mesa e, para as demais usinas, foi calculada a receita de forma a obter uma margem EBITDA de 10%, similar ao conceito contido no cálculo da RAG estabelecida pela Aneel para as usinas afetadas.
(iii) Impostos e Encargos
PIS/Cofins - Alíquota de 9,65% sobre a Receita Bruta (Lucro Real). P&D - 1% da ROL.
Cfurh - Valores enviados pela área de comercialização. Taxa Aneel - 0,4% sobre a Receita Bruta.
RGR – a) Ativos Afetados: 0%; b) Ativos Não Afetados: 2,5% até a data de vencimento da concessão.
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TUST – Considerado o valor da TUST realizado em 2012 para a projeção de todos os ativos, com exceção de Serra da Mesa, o qual a partir de maio de 2014 com redução de 48,46%, em decorrência do término do contrato de compra e venda de energia.
(iv) Valor Novo de Reposição (VNR)
Considerados os Valores Novos de Reposição (VNR) fornecidos pela Engenharia, cujo cálculo está descrito a seguir:
a) Usinas Hidrelétricas - Metodologia de Orçamentação
a.1) Definição dos custos de Implantação dos Empreendimentos
A orçamentação de todas as usinas hidrelétricas constantes do Parque Gerador de FURNAS foi realizada com dados obtidos através de informações do Projeto Básico representativo de cada empreendimento.
Para cada usina, foi elaborada planilha de custos que é referência para o Setor Elétrico Nacional e que compõe o denominado Orçamento Padrão ELETROBRAS – OPE.
Para tal, foi realizado o preenchimento com os dados dos quantitativos de obras civis e de fornecimento eletromecânicos, inseridos em cada projeto, de forma a possibilitar o início da valoração dos serviços.
A única exceção à regra utilizada refere-se às Usinas Hidrelétricas de Batalha e Simplício, usinas recentes, cujos orçamentos já foram realizados com base no preenchimento da planilha OPE, constante de seus projetos aprovados pela ANEEL. Desta forma, para as referidas usinas o orçamento existente foi apenas corrigido pelo IPCA.
a.1.1) Custos Civis
A partir dos quantitativos listados para cada item de serviço de uma usina hidrelétrica foi inserido o seu respectivo custo unitário, custo este representativo dos valores praticados para a UHE Teles Pires, cujo Projeto Básico e respectivo OPE foram devidamente aprovados pela Aneel. Esta usina fez parte do Leilão 04/2010, em que FURNAS, em parceria com a iniciativa privada, se sagrou vitoriosa. Este foi o último projeto hidrelétrico em que a empresa obteve a Concessão para a sua implantação e operação.
Além disto, este mesmo empreendimento foi utilizado pela EPE, quando do cálculo do VNR das usinas afetadas pela MP 579, referendando, desta forma, a sua utilização.
Os custos unitários de Teles Pires referem-se à data base de novembro/2010, sendo adotado para sua atualização o IGPM.
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Ressalta-se que a metodologia é a mesma que é utilizada no período pré leilão para estimar o CAPEX de um novo empreendimento.
a.1.2) Custos Eletromecânicos
A orçamentação dos equipamentos eletromecânicos foi baseada no peso dos equipamentos projetados, além de consultas ao mercado. Para a definição do peso são utilizadas metodologias distintas para cada equipamento, conforme a seguir apresentado:
Turbinas Hidráulicas: utilizou-se a metodologia publicada na Water Power & Dam Construction de June 1981 – “Cost Analysis of Hydraulic Turbines” por L. H. Sheldon;
Geradores Síncronos: utilizou-se a metodologia publicada no Manual de Viabilidade de Eletronorte – GTCM/1978;
Equipamentos Hidromecânicos: utilizou-se metodologia constante do livro Comportas Hidráulicas – capítulo 7 – Paulo Cezar Ferreira Erbisti;
Equipamentos de Movimentação de Carga: utilizou-se Ábaco da Eletrobrás (GTCN – Peso Próprio Total de Ponte Rolante e Guindaste, Pórtico – Departamento de Geração).
A esta estimativa de peso é aplicado um valor em reais por quilograma que é informado extra oficialmente por fabricantes, e que se refere a valor atual. Trata- se de um preço ponderado pelos diversos materiais e operações de fabricação aplicados ao equipamento.
O valor obtido é o custo FOB, sendo a ele acrescido 5%, referente a transporte e seguros e 10% referente à montagem e testes.
Ressaltamos que a atualização dos preços foi realizada pelo IPCA. a.1.3) Aspectos Ambientais e Fundiários
Os aspectos fundiários foram norteados pelas seguintes premissas, visando a sua adequação ao valor de mercado:
Preços unitários das terras: adotados os preços levantados e praticados no AHE Simplício para quase todos os empreendimentos, à exceção da Usina de Corumbá, cuja referência foi o preço praticado no reservatório do AHE Batalha;
Áreas totais consideradas: calculadas com base no último levantamento aerofotogramétrico contratado paras as usinas em questão, envolvendo a soma da área desapropriada para o reservatório e o canteiro de obras, com a devida exclusão das áreas das calhas dos rios;
Valor das benfeitorias: equivalente a 20% do valor total das terras, tomando como referência o que vem ocorrendo no AHE Batalha e considerado costumeiramente nas estimativas da conta 10 do Orçamento Padrão Eletrobrás (OPE);
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Outros - estimativa referente aos custos de relocação de infra-estrutura, aluguéis temporários, remanejamento de população, etc., equivalente a 10% do valor total das terras para quase todos os empreendimentos, à exceção da Usina de Furnas onde foram atingidos e remanejados diversos núcleos urbanos, para a qual estima-se o valor de 20%.
Em relação aos aspectos ambientais de licenciamento foi inserido valor pertinente a 5% do custos diretos do empreendimento.
a.1.4) Outros Custos Associados
Aos valores obtidos a partir do Projeto Básico foram adicionados custos pertinentes a riscos geológicos, hidrológicos e topográficos, seguros, administração dos contratados, dentre outros, de forma a compor o CAPEX do empreendimento.
Tal premissa baseou-se no fato do Projeto Básico não representar todo o investimento necessário à implantação do empreendimento, uma vez que as atividades ali inseridas refletem apenas àquelas relativas aos quantitativos de obras civis e equipamentos eletromecânicos.
Além dos valores do Projeto Básico foram inseridos custos relativos às melhorias e modernizações realizadas em cada empreendimento, quando aplicáveis, os quais basearam-se em contratos firmados para a implantação dos serviços.
b) Usinas Termelétrica de Santa Cruz - Metodologia de Orçamentação
Para a UTE Santa Cruz, por ser um empreendimento de fonte termelétrica, foi utilizada metodologia própria e específica vinculada a esta fonte de energia, sendo realizada a avaliação de custos de implantação de uma usina similar com características semelhantes.
Para tal, visando a avaliação do investimento das instalações das unidades a vapor, considerando os turbogeradores à vapor com caldeiras à óleo combustível, na data base julho de 2012, foi utilizado o software THERMOFLOW.
Este software tem reconhecimento internacional, largamente utilizado para desenvolvimento de projetos de termelétricas em ciclo aberto ou combinado, que se utiliza de uma base de dados permanentemente atualizada, envolvendo informações técnicas de equipamentos, preços de fornecimentos e serviços.
O THERMOFLOW possui os módulos de projeto de ciclos a gás (GT PRO & GT MASTER) e de ciclos a vapor (STEAM PRO & STEAM MASTER), os quais associados ao módulo de orçamento (PEACE) possibilitam o desenvolvimento do projeto das instalações, incluindo além da seleção do turbogerador, as caldeiras, condensadores, bombas, tubulações, etc, assim como os seus custos e dos serviços associados a esta implementação.
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Desta forma, foram utilizados os dados técnicos das unidades a vapor, através do balanço térmico, disponibilizado pelo fabricante na época da implantação do empreendimento, de cada unidade geradora, de modo a simular o custo atualizado da implementação destas unidades, através da definição dos equipamentos atualmente disponíveis no mercado com desempenho similar.
Ressaltamos que a utilização do software THERMOFLOW para estudos de viabilidade / projeto básico de usinas térmicas é uma prática usualmente adotada. Os valores das unidades geradoras a gás, assim como os valores da implantação do ciclo combinado, são referentes aos contratos nº 13.853 - Fornecimento e 13.894 - Serviços (Siemens-Westinghouse) e 13.959 (Fiat Engineering).
(v) Investimentos
Considerado o estágio em que as usinas de Batalha e Simplício se encontram: em construção e enchimento de reservatório, respectivamente, foram orçados em 2013, para os ativos de Batalha e Simplício, os valores de R$ 135,9 milhões e R$ 173,8 milhões, respectivamente.
(vi) Renovação da Concessão
Foi considerado que os ativos não afetados serão renovados dois anos antes da data de vencimento da concessão, com exceção de Santa Cruz, o qual será renovado apenas no ano do vencimento por um prazo de 20 anos.
(vii) Depreciação
Utilizada a taxa da Aneel conforme sua Resolução nº 474/2012. (viii) UBP
Foi considerado UBP para os ativos de Batalha e Simplício, nos valores de R$ 277,4 milhões ao ano e R$ 1.211,75 milhões ao ano, respectivamente.
Taxa de desconto – Weighted Average Cost of Capital (WACC) = custo médio ponderado de capital: a) Ativos de Geração: 4,98% a.a. real; e b) Ativo de Transmissão: 4,73% a.a. real.
Diante das premissas acima relacionadas foi modelado o cálculo do Impairment cujo resumo dos valores apurados apresenta-se no item 2.3.3.4.
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Na determinação da Base de Remuneração Regulatória (BRR) correspondente à RBSE, foram utilizadas as seguintes premissas:
(i) Identificação dos ativos
Foram utilizadas as informações modulares constantes do SISGET/Aneel, acrescidas de um conjunto de ativos, identificados por FURNAS, como disponibilizados à operação do sistema e que não constam da relação do SIGET publicada na Resolução nº 1.313/2012. Estes ativos estão identificados nas planilhas modulares.
(ii) Precificação dos ativos
Foi utilizado na precificação dos módulos as informações constante do Banco de Preços de Junho de 2012. Os valores obtidos foram atualizados para dezembro de 2012, com base na variação do IGPM. Na ausência de informações no banco de preços Aneel, verificadas exclusivamente para o caso de módulos de equipamentos, foram utilizados preços de aquisição do equipamento fornecido pelo DEL e desconsiderados eventuais custos de obras associados a instalação dos mesmos.
(iii) Data de entrada em operação
Para o cálculo da depreciação foi utlizada a data de entrada em operação da função de transmissão e caso tenha havido substituição do equipamento principal, foi considerada a data da última substituição.
(iv) Depreciação
Foi calculada a depreciação linear levando em conta a data de entrada em operação conforme descrita acima e o tempo de vida útil previsto no manual de contabilidade da Aneel.
Após aplicação da metologia utilizando as premissas acima elencadas, FURNAS efetuou os testes de impairment e avaliou a existência de contratos onerosos culminando nos seguintes ajustes:
a) Baixa total do valor contábil dos ativos da UTE Campos que foi considerado não recuperável;
b) Complemento do impairment das UHE Batalha e Simplício;
c) Reconhecimento de contrato oneroso para UHE Funil e para o contrato de transmissão 062/2001, em decorrência de que as tarifas estabelecidas não cobrem os atuais custos de operação e manutenção.
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17.4 Movimentação do ativo imobilizado individual
R$ Mil