EXAMES LABORATORIAIS E ESPECIALIZADOS
2 EXAMES LABORATORIAIS
2.4 EXAME DE ESCARRO
Os exames de escarro são indicados com frequência para diagnosticar infecção das vias aéreas e células cancerígenas. A co- leta é realizada de preferência pela manhã antes da higiene oral e do desjejum. Para a realização da coleta do escarro a pessoa é orientada a inspirar profundamente, tossir com força e expectorar dentro de recipiente estéril (placa de petri) que deve estar devi- damente identificado; a seguir encaminhar imediatamente ao la- boratório. Em caso de cultura, o usuário deve escovar os dentes e lavar a boca com água estéril. Caso a amostra contenha apenas saliva, deve-se repetir o processo. O escarro da manhã é mais in- dicado por apresentar uma quantidade maior de microrganismos patogênicos (KAWAMOTO; FORTES, 2011).
Além dos exames laboratoriais, existe uma infinidade de exa- mes e procedimentos especializados que incluem radiografia, e suas derivações específicas – a tomografia computadorizada (TC), a res- sonância magnética (RM), ultrassonografia (US), exames em me- dicina nuclear, exames eletrodiagnósticos, biopsias e endoscopias.
É oportuno destacar que várias observações são melhor reali- zadas pelo profissional de saúde competente do que por uma má- quina. Assim, de acordo com Seidel et al. (2007), pode-se citar:
todas as percepções obtidas por meio da visão, audição, tato e ol- fato; a aparência da pessoa, sua vitalidade, a presença ou ausência de apatia, e o senso de enfermidade, assim como a perceptividade cognitiva do paciente.
Contudo, uma variedade de procedimentos diagnósticos pode proporcionar uma melhor compreensão dos problemas apresentados pelo enfermo. Aspectos relativos à humanização são sempre estimulados, tendo em vista que, certos procedimentos e equipamentos podem amedrontar as pessoas. E por fim, acres- centa-se que nenhum procedimento ocorre sem custo de ordem financeira para o corpo humano e/ou para a emoção das pessoas submetidas a ele (SEIDEL et al., 2007).
REFERÊNCIAS
DSS BRASIL Diagnóstico com responsabilidade. Tubos a vácuo. São Caetano do Sul, [200-?]. Disponível em: <http://dssbrasil.com. br/produtos/produto/visualizar/1509>. Acesso em: 12 ago. 2015. FISCHBACH, F; DUNNING III, M. B. Manual de Enfermagem: exames laboratoriais e diagnósticos. 8. ed. Rio de Janeiro: Guana- bara Koogan, 2010.
KAWAMOTO, E. E.; FORTES, J. I. Fundamentos de Enfermagem. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.
LABORATÓRIO Médico Carlos Chagas. Instruções de coleta. João Monlevade, [200-?]. Disponível em: <http://www.carloschagasjm. com.br/instrucoes-de-coleta.php>. Acesso em: 12 ago. 2015. SEIDEL, H. M. et al. Mosby:guia de exame físico. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007.
Sheyla Gomes Pereira de Almeida Cláudia Cristiane Filgueira Martins Rodrigues Cleide Oliveira Gomes Rita de Cassia Girão de Alencar4*
A
verificação dos sinais vitais (SSVV) é considerada como um importante indicador das funções vitais do organismo e se constitui uma prioridade para os cuidados de Enfermagem no atendimento ao enfermo. Em virtude de sua relevância, são refe- ridos como sinais de vida a frequência respiratória, a frequência cardíaca, a pressão arterial, a temperatura e a dor, que indicam a eficácia de funções primordiais ao equilíbrio orgânico.Dessa forma, discutiremos neste texto conceitos básicos, va- lores de referência, fatores que alteram a temperatura (T), pulso (P), respiração (R), pressão arterial (PA), considerações sobre a dor e princípios concernentes às intervenções de Enfermagem re- lacionadas aos sinais vitais.
Conceitualmente os sinais vitais são mensurações/medidas obtidas pelos profissionais da Enfermagem, considerados indica-
dores das funções vitais do organismo. Regulados por mecanis- mos complexos como os neurológicos, recebem influências tam- bém do sistema endócrino, das emoções e do ambiente (TAYLOR; LILLIS; LEMONE, 2007).
A verificação de sinais vitais constitui uma medida rápida e eficiente de monitorização das condições do enfermo, como tam- bém permite a identificação de problemas e avalia resultados de intervenções realizadas diante de alterações ocorridas (POTTER; PERRY, 2009). A valorização das anotações de tais aferições, que devem ser registradas em impressos próprios ou através de gráfi- cos, permite uma avaliação objetiva do estado geral de saúde.
Devem ser registrados de maneira precisa e clara em inter- valos de tempo determinados, de acordo com a condição clíni- ca apresentada. O técnico em Enfermagem deve estar habilitado para aferir adequadamente os sinais vitais, comunicar os achados e instituir ações conforme a necessidade encontrada (POTTER; PERRY, 2011). Os cuidados para intervir nas alterações dos sinais vitais dependem da intensidade das alterações e do estado geral de saúde, indicando as prioridades dos cuidados de Enfermagem. Por se tratar de um momento que gera certa medida de an- siedade e tensão, durante sua aferição, existe a necessidade do estabelecimento de relacionamento interpessoal no qual a comu- nicação, além de fazer parte do procedimento em si, passa a ser instrumento de interação, gerador de confiança entre pessoa cui- dada e profissional. Uma vez firmado, o sentimento de confiança legitima essa relação. O momento da verificação dos sinais vitais,
como tantos outros, necessita da aplicação dos princípios éticos e conhecimentos técnico e científico por parte do profissional (GO- MES; ALENCAR; ALMEIDA, 2010).
São vários os momentos nos quais a verificação dos sinais vitais se faz necessária, entre esses se destacam: admissão, alta e transferência; antes de procedimentos que possam ou não alte- rá-los; antes, durante e após procedimentos invasivos; de acordo com a rotina de cada instituição de saúde.
O material e o método utilizado deverão ser selecionados de acordo com as condições e características clínicas da pessoa as- sistida. Geralmente, são utilizados os seguintes materiais (Figura 1): bandeja, termômetro, esfigmomanômetro ou tensiômetro e es- tetoscópio; relógio de pulso com ponteiro de segundos, bolas de algodão e álcool 70%.
Figura 1 – Material necessário para verificação de sinais vitais
1 TEMPERATURA
A temperatura corporal representa o equilíbrio entre o calor produzido e as perdas de calor. Entende-se que os responsáveis pela produção de calor são o metabolismo e a atividade muscu- lar, assim como as perdas estão relacionadas com as eliminações corporais que acontecem por meio dos pulmões e pele, princi- palmente o suor. Um padrão estável de temperatura promove o funcionamento adequado das células, tecidos e órgãos. Alterações no padrão geralmente sinalizam o início de enfermidades.
A temperatura pode ser medida com vários tipos de termô- metros, como os de mercúrio, eletrônico ou digital, químico (fitas adesivas descartáveis para utilização na pele), timpânico, e atual- mente, para pacientes de alta complexidade, são utilizados os dis- positivos para monitoramento automático que fazem a leitura de todos os parâmetros de sinais vitais (POTTER; PERRY, 2011).
Figura 2 – Termômetro Timpânico
Figura 3 – Termômetro clínico
Fonte: Estácio (2015) Figura 4 – Termômetro digital
Fonte: Potter e Perry (2011)
Segundo Volpato e Passos (2015), as temperaturas em adul- tos oscilam normalmente entre: temperatura oral/bucal, 36,3ºC a 37,4ºC (temperatura superficial); temperatura retal, 37°C a
38°C; temperatura axilar, 35,8ºC a 37ºC (temperatura superfi- cial); e temperatura timpânica, a leitura é em média de 37,5oC.
Existem outras temperaturas centrais verificadas por meio de instrumentos apropriados, como a esofagiana, da bexiga urinária e da artéria pulmonar.