CAPÍTULO III O DIREITO, OS PARENTES E AS REDES DE SOLIDARIEDADE
3.1 A implementação do novo Programa para quilombolas
3.1.1 Experimentações: os processos seletivos para quilombolas entre 2016 e 2019
As inscrições para indígenas e quilombolas são gratuitas. Conforme o item 2 do edital do vestibular 2016, para se inscrever, a/o candidata/o deveria:
a) acessar o site www.vestibular2016.ufsc.br, no período de 15 de setembro a 14 de outubro de 2015, preencher integralmente o Requerimento de Inscrição e enviá-lo (via internet) para a COPERVE/UFSC até as 23h59min do dia 14 de outubro de 2015. As informações prestadas nesse Requerimento são de total responsabilidade do candidato;
b) imprimir o Comprovante do Requerimento de Inscrição (UFSC, 2015e).
Neste vestibular 85 pessoas se candidataram às nove vagas suplementares para quilombolas, cuja seleção foi feita pelo vestibular geral. Conforme informações obtidas no trabalho de campo, as/os nove classificadas/os eram oriundas/os de comunidades quilombolas catarinenses, como preferência prevista na RN nº 52/15. A resolução prevê, também, o limite de uma/um estudante por curso em cada processo seletivo. Em 2016, foram classificadas/os candidatas/os para os cursos de Arquitetura e Urbanismo, Ciências Contábeis (diurno), Ciências da Computação, Direito (diurno e noturno), Educação Física, Medicina, Psicologia e Relações Internacionais – todos no campus Florianópolis.
Nesse ano a PROGRAD publicou 15 editais complementares para o preenchimento das vagas abertas, sendo elas regulares, da lei de cotas ou suplementares. Destaca-se, nos títulos dos editais, a distinção feita para as/os convocadas/os via novo Programa da seguinte forma: “Suplementares Negros (*), Indígenas (*) e Quilombolas (*)”. Este asterisco também aparece ao lado direito do nome da pessoa convocada, sem identificar, contudo, sua categoria de ingresso: se indígena, quilombola ou negra.
No primeiro ano de implementação do novo Programa, Ezequiel de Souza (Invernada dos Negros) ingressou no curso de Secretariado Executivo e, como descrevo na seção 3.2, em 2019 entrou em Direito (curso noturno). Adriana Ferreira disse que dessa “primeira turma [2016], muitos não conseguiram ficar”. A pesquisadora quilombola relatou a situação de estudantes da Invernada dos Negros que se matricularam, mas não tiveram condições de permanecer na instituição. A questão da permanência será problematizada no Capítulo IV, porém cabe aqui antecipar uma das situações. A bolsa permanência – bolsa MEC – específica
para indígenas e quilombolas, no valor de 900 reais, exige um prazo de no mínimo três meses para ser depositada nas contas bancárias de estudantes. A distância que separa a casa da UFSC faz com que estudantes da Invernada dos Negros, necessariamente, acionem redes de apoio e constituam arranjos econômicos para ficar na universidade até o recebimento da bolsa. Estudantes quilombolas na UFSC e o MNU fazem parte da rede de apoio e solidariedade aos novos. Contudo, com muitas limitações. Assim, uma estudante da Invernada não teve isenção da alimentação no Restaurante Universitário, automática para indígenas e quilombolas,
Não tinha moradia, porque a assistência social estava despreparada, a instituição estava despreparada, não sabia como é que funcionava. E ela foi embora. O pai vendeu a vaca, o pai vendeu o que tinha para pagar o aluguel para ela. Ela estava fazendo Medicina Veterinária. E ela disse: “olha, eu vou ter que ir embora. Eu agradeço o esforço que vocês fizeram”. A gente lutou muito para que ela viesse. Ela fez a prova, ela veio aqui um dia, ela ficou na casa de uma colega do movimento para poder conhecer a universidade, para trazer os documentos da matrícula. A gente pagou até a passagem do ônibus para ela vir. E ela não conseguiu ficar porque a gente não tinha mais força. A gente não tem dinheiro. A gente não é dono de nada. Não tem riqueza. Como que a gente vai ajudar alguém sendo que o papel é do estado, do governo? E eles não fizeram o papel deles. Eles não cumpriram o papel (Adriana Ferreira, em 7 de maio de 2018).
Retorno a esse tema no próximo capítulo. Por ora, busco descrever as mudanças ocorridas nos processos seletivos e identificar quilombolas ingressantes nos primeiros anos de vigência das vagas suplementares e em quais cursos.
Em 2017, a UFSC abriu processo seletivo diferenciado e exclusivo para as vagas suplementares de quilombolas e indígenas. A COPERVE criou a página online https://suplementares2017.paginas.ufsc.br/ com informações sobre o processo específico e com os respectivos campos para inscrição.
A aproximação das categorias quilombola e indígena, já anunciada em 2013 na proposição de vagas suplementares, foi efetivada nos procedimentos de inscrição, nos documentos referentes aos processos seletivos e no modelo comum de avaliação a partir da seleção 2017.154
154 De modo geral, as universidades que possuem vagas específicas para indígenas e quilombolas fazem essa associação em seus editais. A bolsa de permanência financiada pelo MEC, específica para indígenas e quilombolas, também faz essa aproximação. De outro modo, conforme pontuou José Maurício Arruti (1997), antropólogas/os que trabalhavam com a temática quilombola ancoraram-se no “instrumental crítico e do acúmulo das técnicas de
mediação e intervenção sobre a ‘terra indígena’, para uma atuação sobre as ‘terras de pretos’, ou como insistem nossos legisladores, terras de ‘comunidades remanescentes de quilombos’” (ARRUTI, 1997, p. 8). Um exemplo
de conexões parciais (STRATHERN, 2014, 2018) entre socialidades indígenas e negras pode ser encontrado em “Mocambo: antropologia e história do processo de formação quilombola” (ARRUTI, 2006), assim como no debate
As inscrições foram feitas pelo endereço acima citado, seguindo o modelo regular do vestibular da instituição, via internet. Entretanto, em 2017, o processo seletivo foi diferente. A avaliação e a classificação foram feitas por meio da análise do currículo escolar. Após fazer a inscrição online, a/o candidata/o deveria enviar o histórico escolar e o certificado de conclusão do ensino médio à COPERVE, por meio do correio, correio eletrônico ou pessoalmente.
Nesse ano, 28 pessoas se inscreveram para as nove vagas suplementares (UFSC, 2017c). Na primeira chamada, foram convocadas/os estudantes para os seguintes cursos: Administração, Ciências Biológicas (diurno), Ciências Contábeis (noturno), Direito (noturno), Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Medicina (8 inscritos) e Medicina Veterinária (campus Curitibanos). Houve 14 editais com chamadas complementares; neles, a indicação de convocadas/os pelo novo Programa foi feita pelo asterisco.
Em entrevista, o diretor administrativo da Secretaria da Ações Afirmativas e Diversidades (SAAD),155 Marcelo Tragtenberg, ressaltou que em 2017 não foram preenchidas todas as vagas para quilombolas. Segundo o diretor, as dificuldades de deslocamento e de comunicação contribuíram: “Cheguei a me comunicar por Facebook com um rapaz, perguntei se ele não vinha, porque ele não respondia nada. Não respondia telefone, nem e-mail. Consegui o Facebook dele com outra pessoa, e ele disse que não ia dar para vir de Campos Novos [Invernada dos Negros]” (9 de agosto de 2017). Conforme Raquel Mombelli, apenas cinco das nove vagas para quilombolas foram ocupadas em 2017. A antropóloga relatou que, quando a administração central propôs o processo seletivo pela análise do histórico escolar, ela sugeriu a adoção de um modelo semelhante ao da UFPR.156 Contudo, a administração argumentou que era inviável devido ao alto investimento exigido. Mombelli questionou também o modelo de avaliação. Em seu ponto de vista, a análise curricular pelas notas poderia causar a exclusão de
mais recente publicado pela R@U (2017) no “Dossiê (Contra) Mestiçagens Ameríndias e Afro-Americanas. Entretanto, o aprofundamento dessas conexões ultrapassa o escopo desta tese.
155 A SAAD foi criada em 2016 e será apresentada em maiores detalhes no Capítulo IV. Cabe aqui indicar que, a partir desse ano, o órgão passa a participar formalmente da elaboração das normas relativas à matrícula de estudantes ingressantes pelas políticas afirmativas da lei de cotas e da instituição.
156 A Comissão Universidade para os Índios (CUIA), constituída em parceria entre o governo do estado e a Universidade Federal do Paraná (UFPR), realiza o Vestibular dos Povos Indígenas no Paraná. A UFPR oferta 10 vagas suplementares e as Universidades Estaduais, 6 vagas cada, exclusivas para indígenas. Para a inscrição, primeiro, a/o candidata/o preenche um formulário eletrônico e, segundo, imprime um formulário para ser preenchido e enviado com a documentação solicitada à Universidade. Os locais de realização da prova são definidos pela localização da terra indígena. O deslocamento de candidatas/os até o local é financiado pela CUIA, bem como a alimentação e a hospedagem. Conforme edital de 2019, a prova é feita em duas etapas. No primeiro dia, prova oral. No segundo, prova de Língua Portuguesa – Redação, Língua Portuguesa – Interpretação de Textos, Língua Estrangeira Moderna (Inglês ou Espanhol) ou Língua Indígena (Guarani ou Kaingang), Biologia, Física, Geografia, História, Matemática e Química (UFPR, 2019).
estudantes que moram nos territórios quilombolas ou indígenas, “privilegiando aqueles que estão no meio urbano” e que teriam acesso a um ensino de “melhor qualidade”. Retorno a esta questão nas considerações finais.
Durante o trabalho de campo conversei com alguns dos ingressantes em 2017: os primos Alexandre Paulo Cristina157 (Engenharia Civil), Rodrigo Machado (Engenharia Florestal) e Edna Isabel Machado (Nutrição), do Morro do Fortunato; e com Abegail de Souza, da Invernada dos Negros. Também conversei com uma estudante quilombola do Tocantins,que ingressou em odontologia no segundo semestre de 2017.
Em 2018 houve nova alteração na forma de seleção. A classificação pelo histórico escolar deu lugar a uma prova. Conforme o edital nº 09/COPERVE/2017, a prova tinha 30 questões, sendo 10 de língua portuguesa e 20 de conhecimentos gerais (biologia, química, matemática, física, história e geografia), mais a redação. A prova foi realizada em 28 de janeiro de 2018, nas seguintes cidades catarinenses: Curitibanos, Florianópolis, Garopaba, José Boiteux e Xanxerê (UFSC, 2017d). Este modelo de seleção é similar ao do curso licenciatura em Educação do Campo, que Adriana Ferreira realizou em 2010.
Nesse ano, 31 pessoas se inscreveram. O expressivo número de inscrições no primeiro ano (2016: 85) cai drasticamente no segundo (2017: 28) e se mantém relativamente estável no terceiro. No edital de primeira chamada de 2018, a instituição convocou sete pessoas para os seguintes cursos: Arquitetura e Urbanismo, Direito (noturno), Educação Física, Engenharia Civil, Engenharia de Produção Mecânica, Medicina e Serviço Social (noturno). Conforme relato de uma interlocutora, o MNU, junto a estudantes quilombolas na instituição, reivindicaram à UFSC o atendimento da resolução que destinou nove vagas para comunidades quilombolas, o que foi feito em edital complementar. Foram publicados 14 editais de chamada complementar e, tal como nos anos anteriores, o asterisco ao lado do nome da pessoa convocada fez a distinção de ingressantes pelo novo Programa.
Dos ingressantes em 2018, conversei com os primos Ézio Duarte (Engenharia Civil), Emerson Machado Cristino (Engenharia de Produção) e Roberta do Rosário (Arquitetura e Urbanismo), do Morro do Fortunato, e com Ana Nascimento (Serviço Social), do Aldeia.
Em 2019, 49 pessoas se inscreveram para as vagas suplementares (UFSC, 2019b). Com o mesmo procedimento de inscrição e de seleção, observa-se a elevação do número de candidatas/os em 58% em relação a 2018. Na primeira chamada, foram convocadas/os estudantes para os seguintes cursos: Direito (noturno), Enfermagem, História (noturno),
Jornalismo, Letras-Libras, Medicina (Araranguá e Florianópolis), Pedagogia (diurno) e Secretariado Executivo (noturno).
Em 2017 e 2018, não houve convocadas/os para o curso de Direito (diurno). Em 2019 não houve inscrições para esse curso. Entre 2016 e 2019, porém, a maior demanda foi para os cursos de Medicina e de Direito. Pode-se dizer que, tradicionalmente, como em todo o país, esses cursos geram alta demanda, o que não se observou nos demais cursos.
O modelo adotado para a seleção em 2018 foi mantido em 2019 e em 2020. Tal estabilização indica uma maior aceitação do modelo pelas diferentes agências envolvidas na política afirmativa. Indica também que esse modelo, aplicado desde 2009 para o curso de licenciatura em Educação do Campo – realização de prova e redação –, sustentou o potencial de inclusão de grupos distintos.
Em 2018, primeiro ano de seleção por prova específica, ela foi aplicada em Garopaba, onde estão localizadas as comunidades Aldeia e Morro do Fortunato. Já em 2019 e em 2020, Garopaba foi excluída do rol de cidades com aplicação de provas, e mantida em Curitibanos, Florianópolis, José Boiteux e Xanxerê.
Como descrevi, no primeiro ano de implementação da política específica, houve 85 inscrições. Em 2017, foram 28 inscrições, em 2018, foram 31, e em 2019, 49. Não é possível determinar as razões da redução drástica do número de inscritos em 2017 e 2018, nem da súbita e relativa elevação em 2019. Contudo, talvez as dificuldades para a inscrição via internet e os desafios da permanência enfrentados pelos ingressantes nos primeiros anos de vigência das vagas suplementares tenham contribuído para tal oscilação. Outro fator a considerar é que, talvez pelo alcance da divulgação do vestibular geral, quilombolas de todo o país tenham se inscrito na primeira seleção (2016) que, na sequência, se particularizou com editais específicos. Como mencionei, nos editais de 2016 a 2018 o asterisco à direita do nome da pessoa convocada indica o ingresso via Programa, mas não permite saber em qual categoria. A partir de 2019 há a identificação, por meio de códigos numéricos, das diferentes modalidades de vagas da instituição, como apresenta o Quadro 4.
QUADRO 4 - CÓDIGOS DE IDENTIFICAÇÃO DAS CATEGORIAS DE INGRESSO A PARTIR DE 2019 Códigos Categorias de ingresso do vestibular e da política afirmativa da UFSC
3 Classificação geral
4 Vagas Suplementares para Indígena 5 Vagas Suplementares para Quilombola
6 Vagas Suplementares para Negro
Códigos Categorias de ingresso pela Lei nº 12.711/12
211 PPI (Pretos, Pardos e Indígenas) com deficiência/ Renda até 1,5 Salário Mínimo 212 PPI (Pretos, Pardos e Indígenas) sem deficiência/ Renda até 1,5 Salário Mínimo 221 Outros com deficiência [não PPI] / Renda até 1,5 Salário Mínimo
222 Outros sem deficiência [não PPI] / Renda até 1,5 Salário Mínimo
231 PPI (Pretos, Pardos e Indígenas) com deficiência/ Renda <1,5 Salário Mínimo 232 PPI (Pretos, Pardos e Indígenas) sem deficiência/ Renda < 1,5 Salário Mínimo 241 Outros com deficiência [não PPI] / Renda acima de 1,5 Salário Mínimo 242 Outros sem deficiência [não PPI] / Renda acima 1,5 Salário Mínimo
FONTE: Organizado pela autora a partir do Edital complementar n° 12/2019/PROGRAD.
Esses códigos têm lugar na última coluna do edital de convocação: na categoria “Cat”, marcada com uma seta vermelha na Figura 5. Em 2019 foram publicados 16 editais de chamada complementar. Manteve-se o asterisco à direita do nome da pessoa convocada, porém já era possível saber qual a categoria de ingresso. Nenhum desses editais tinha o número cinco na última coluna, o código da categoria quilombola. Isso pode significar duas coisas: ou todas as vagas foram ocupadas, ou não houve classificados para as chamadas subsequentes.
FIGURA 5 - CABEÇALHO DE EDITAL N° 12/2019/COPERVE
FONTE: Edital N° 12/2019/COPERVE
Organizei o Quadro 5 com os dados dos relatórios oficiais dos processos seletivos dos anos de 2016 a 2019, com os cursos com quilombolas convocadas/os na primeira chamada de cada ano. O quadro demonstra a elevação do número de quilombolas classificadas/os em cursos das mais variadas áreas, a maioria de alta concorrência. Destacam-se os cursos de Medicina e Direito noturno, que tiveram convocados em todos os anos. Os cursos de Arquitetura e Urbanismo, Educação Física e Engenharia Civil tiveram dois estudantes convocados no período.
QUADRO 5 - CONVOCADOS NA PRIMEIRA CHAMADA PARA AS VAGAS SUPLEMENTARES PARA QUILOMBOLAS – 2016-2019.
Cursos 2016 2017 2018 2019 Total no curso
1. Administração – Diurno 1 1
2. Arquitetura e Urbanismo - Diurno 1 1 2
3. Ciências Biológicas 1 1
4. Ciências Contábeis - Diurno 1 1
4. Ciências Contábeis - Noturno 1 1
5. Ciências da Computação 1 1
6. Direito - Diurno 1 1
7. Direito - Noturno 1 1 1 1 4
8. Educação Física - Diurno 1 1 2
9. Enfermagem 1 1
10. Engenharia Elétrica 1 1
11. Engenharia Civil 1 1 2
12. Engenharia Mecânica 1 1
13.Engenharia de Produção Mecânica 1 1
14. História - Noturno 1 1
15. Jornalismo - Diurno 1 1
16. Letras - Libras - Licenciatura 1 1
17. Medicina - Araranguá 1 1
18. Medicina - Florianópolis 1 1 1 1 4
19.Medicina Veterinária - Curitibanos 1 1
20. Pedagogia - Diurno 1 1
21. Psicologia – Diurno 1 1
22. Relações Internacionais - Diurno 1 1
23. Secretariado Executivo - Noturno 1 1
24. Serviço Social – Noturno 1 1
Total de convocadas/os 9 9 7* 9 34*
FONTE: Tabela organizada pela autora a partir dos editais de primeira chamada no período de 2016 a 2019. * Em 2018 a primeira chamada saiu com sete classificadas/os. Em edital complementar foram convocados mais dois classificados, completando as nove vagas previstas na Resolução nº 52/CUn/2015.
A partir do Quadro5é possível observar o interesse de estudantes em várias áreas, mas ela não é conclusiva, pois foi feita a partir de dados oficiais relativos ao edital de primeira chamada anual. Não contém, portanto, as alterações que possam ter ocorrido devido às desistências e às convocações complementares.
Com o delineamento sobre os procedimentos de seleção e (potenciais) cursos de ingresso, passo a descrever, sucintamente, os procedimentos para a matrícula de quilombolas.