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No documento 2000-2013 (páginas 68-72)

O contingente policial do estado é composto pela Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros. São estes que estão diretamente sob orientação do comando do governo e na sua folha de salários. Os dados apresentados a seguir trazem os números totais do efetivo em 2006, 2009 e 2011.

Houve um acréscimo de contingente da força policial do estado, entre 2006 e 2011, de 6,1 mil servidores. Sendo que 3,8 mil foram contratados en-tre 2006 e 2009 e outros 2,2 mil enen-tre 2009 e 2011.

Em termos da composição dos grupos no total, a Polícia Militar teve seu contingente reduzido proporcionalmente aos demais, passando de 72% em 2006 para 66,3% em 2011. A Polícia Civil, por sua vez, passou de 19% em 2006 para 20,5% em 2011, e o Corpo de Bombeiros, que tinha participação no total de 8,4% em 2006, passou para 13,1% em 2011.

Visto na perspectiva do contexto nacional, o contingente efetivo de poli-ciais no estado manteve sua participação média com relação ao total do Brasil.

Ou seja, as contratações seguiram o ritmo, entre 2006 e 2011, do que já vinha ocorrendo nos demais estados da federação.

Um fato que, entretanto, deve ser considerado é que, num quadro geral, de expansão da violência (crimes contra a pessoa e contra a propriedade) no

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estado, o efetivo de policiais cuja atuação é mais direta no combate a estes crimes foi bastante contida. O governo estadual teria dado certo destaque à recomposição do quadro efetivo do corpo de bombeiros no estado.

É verdade que a solução da questão da violência e insegurança não pode ser resolvida exclusivamente pela expansão de contingente policial. A melho-ria das condições gerais de trabalho (inclusive com investimento em inteligên-cia) e a intensificação de treinamento para o quadro policial são elementos que compõem o quadro de soluções.

Outro aspecto relevante da discussão é o relacionado com a assistência policial nos vários municípios do estado. Tem sido regra geral uma maior concentração de efetivo nos municípios de maior população (cidades grandes e médias), deixando vários municípios de reduzida população no interior do estado sem atendimento periódico.

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AStoeStAduAlemSegurAnçApúblicA

Num cenário nacional e estadual benigno em termos econômicos, nesta segunda metade dos anos 2000, o gasto total com segurança pública foi amplia-do. Partindo de R$ 809 milhões correntes em 2005 (3,4% do total nacional), chegou a 2011 com R$ 1,9 bilhão, valor corrente (ou 3,8% do nacional).

Em particular, a expansão mais relevante é a que acontece no período mais recente, de 2010-2011, quando o gasto em segurança pública por habitante, depois de ter atingido 65% da média nacional em 2009, aumentou para 76,5%

em 2010, e alcançou o patamar de 83,2% do valor nacional em 2011. Enquanto Pernambuco gastou (em despesa corrente e de capital) R$ 223 por pessoa em segurança pública, em 2011, o Brasil gastou R$ 268 no mesmo ano.

Tabela 31

Pernambuco e Brasil – Efetivo policial 2006, 2009 e 2011

Polícia Militar Polícia Civil Corpo de Bombeiros Total

2006 PE 16.909 4.444 1.961 23.314

BR 344.850 93.637 24.425 462.912

PE/BR 4,90% 4,74% 8,02% 5,03%

2009 PE 19.264 5.700 2.239 27.203

BR 398.465 108.310 50.881 557.656

PE/BR 4,83% 5,26% 4,44% 4,87%

2011 PE 19.545 6.053 3.866 29.464

BR 413.672 117.501 68.419 599.592

PE/BR 4,72% 5,15% 5,65% 4,91%

Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública, 2012. Senasp, Ministério da Justiça.

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No capítulo “O governo e a administração pública”, mais adiante neste documento, foram feitos cálculos de gasto em várias áreas da administração pública, entre elas, a segurança pública. Os dados, em valores constantes de 2008, permitem uma comparação mais acurada do comportamento recente.

Em 2006, o gasto total por habitante em Pernambuco foi de R$ 122,2 (valores constantes de 2008), passando para R$ 170,9 em 2010 e atingindo R$

204 em 2012. No conjunto das despesas totais do governo do estado, a área de segurança pública saiu de um patamar de 8,4% do total de gastos em 2006 para 9,3% em 2010 e 9,2% em 2012.

Considerando a expansão dos gastos na área de segurança, cabe in-dagar quais as destinações possíveis para estes gastos, se para custeio ou para investimento. A resposta mais provável é que a maior parcela do gasto nesta área vai para as despesas correntes (que inclui pessoal e, portanto, as contratações realizadas nos últimos anos). A despesa de capital (que inclui o investimento) na segurança pública passou de 1,1% do total da despesa estadual em investimento, em 2006, para o patamar de 4,7% em 2010, até atingir 5,4% em 2012.

O gasto por habitante em investimento na segurança pública, segundo dados do balanço geral do estado, passou de R$ 1,7 em 2006 para R$ 12,5 em 2010, chegando a R$ 17 em 2012, quando atingiu seu maior valor do período analisado.

O que temos, então, é a seguinte situação para as decisões de despesas nesta área de segurança pública. Em 2006, o governo estadual despendeu R$

1,0 bilhão na área, sendo apenas R$ 14,2 milhões deste total para investimen-tos (ou seja, 1,4% do total). Em 2012, o gasto total foi de 1,8 bilhão e o gasto em investimento foi de R$ 151 milhões (ou 8,3%).

Segurança Pública

Tabela 32

Pernambuco e Brasil – Gasto do governo estadual em segurança pública (em R$ 1.000 / 2014) 2005-2011

2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Pernambuco 809,1 780,2 919,6 1.154,8 1.366,6 1.594,1 1.977,0 Brasil 24.038,8 27.374,5 30.117,4 33.551,2 45.628,4 45.198,2 51.547,5 PE/BR 3,4% 2,9% 3,1% 3,4% 3,0% 3,5% 3,8%

Gasto por habitante (R$ 1,00/hab.)

Pernambuco 96,2 91,8 107,1 132,3 155,1 181,2 223,0 Brasil 130,5 146,6 159,1 177,0 238,3 236,9 268,0 PE/BR 73,7% 62,6% 67,3% 74,8% 65,1% 76,5% 83,2%

Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Vários números. Ministério da Justiça.

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Estudos estado Com recursos crescentes para esta área, resta saber se a estratégia de distribuição do gasto está sendo eficiente. A princípio, pode-se ver que houve ampliação do contingente de servidores estaduais (contratações), desde 2006 foram 6 mil novos servidores. O investimento total também vem aumentando na área, entretanto, o déficit de vagas no sistema prisional não foi reduzido: era de 7,5 mil em 2006 e chegou a 15,3 mil em 2011.

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A Comissão Pastoral da Terra (CPT), ligada à Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB), vem realizando de maneira sistemática levantamento sobre a situação dos conflitos de terras no país. Os dados a seguir apresenta-dos e comentaapresenta-dos são do documento Conflitos no Campo – Brasil 2012. Estes dados são coligidos segundo a orientação principal do conflito existente: terra, trabalho e água.

No que se refere a conflitos por terra, foram notificados 67 episódios em todo o estado, envolvendo 8.295 famílias (posseiros, sem terra, indígenas, trabalhadores rurais e pescadores) ao longo do ano de 2012. Os municípios palco dos conflitos foram: Água Preta, Joaquim Nabuco, Águas Belas, Altinho, Amaraji, Cortês, Arcoverde, Bom Conselho, Cabo de Santo Agostinho, Car-naubeira da Penha, Catende, Escada, Gameleira, Garanhuns, Gravatá, Igua-raci, Ipojuca, Ipubi, Itaquitinga, Jaboatão dos Guararapes, Jataúba, Limoeiro, Passira, Moreno, Palmares, Petrolina, Pesqueira, São Joaquim do Monte, São José do Belmonte, São Lourenço da Mata, Sertânia e Sirinhaém.

Ainda nos conflitos por terra, as ocupações/retomadas foram em núme-ro de 38, envolvendo 2.739 famílias nos municípios de Água Preta, Gameleira, Joaquim Nabuco, Águas Belas, Aliança, Goiana, Altinho, Bom Conselho, Cabo de Santo Agostinho, Custódia, Feira Nova, Lagoa do Carro, Gameleira, Gra-vatá, Ibimirim, Ipubi, Jataúba, Lagoa Grande, Limoeiro, Passira, Mirandiba, Pesqueira, Petrolina, Pombos, São Bento do Una, São Joaquim do Monte, São Lourenço da Mata, Sertânia e Xexéu.

No documento 2000-2013 (páginas 68-72)