cArActeríSticASeevolução
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Estudos estado A massa salarial (remuneração média vezes a População Ocupada – POC) passou de 2,4 bilhões em 2000 para R$ 3,4 bilhões em 2010, expandindo-se no decênio em R$ 1,0 bilhão, isto é, sofreu acréscimo de cerca de 41% com relação ao ano inicial.
Tabela 33
Brasil, Nordeste e Pernambuco – Dinâmica do mercado de trabalho 2000-2010
Posição na ocupação e rendimento 2000 2010
Brasil Nordeste Pernambuco Brasil Nordeste Pernambuco População em idade ativa 136.910.359 37.565.737 6.326.050 161.981.300 44.217.040 7.373.672 População economicamente ativa 77.467.473 19.477.471 3.242.771 93.504.659 23.106.950 3.827.308 População ocupada 65.629.892 16.384.648 2.648.179 86.353.839 20.854.301 3.403.873 População desocupada 11.837.581 3.092.823 594.592 7.150.820 2.252.649 423.435 População não economicamente ativa 59.442.886 18.088.266 3.083.279 68.476.640 21.110.089 3.546.363 Rendimento médio das pessoas ocupadas (R$) 1.280,17 780,39 910,20 1.344,70 945,61 1.006,99
Composição da população em idade ativa (%)
População em idade ativa 100% 100% 100% 100% 100% 100%
População economicamente ativa 56, 6% 51,8% 51,3% 57, 7% 52,3% 51,9%
População ocupada 47,9% 43,6% 41,9% 53,3% 47,2% 46,2%
População desocupada 8,6% 8,2% 9,4% 4,4% 5,1% 5,7%
População não economicamente ativa 43,4% 48,2% 48, 7% 42,3% 47, 7% 48,1%
Fonte: Censo/IBGE.
Nota: Rendimento deflacionado segundo INPC-Inflação, a preços de 2010.
Quando se analisam as características da população ocupada segundo a posição na ocupação, verifica-se a mudança no contingente dos empregados – com acréscimo líquido de 700 mil empregados – o qual passou de 1,5 milhão em 2000 para 2,2 milhões em 2010. A categoria empregados passou de 59,7%
do total da população ocupada em 2000 para atingir 66,1% do total em 2010.
É a única modalidade que expande participação relativa na POC do estado, com as demais categorias (conta própria, empregadores, não remunerados, e trabalhadores de autoconsumo) apresentando redução relativa.
No interior da categoria dos empregados, os com carteira de trabalho assi-nada se destacaram com expansão de 467 mil novos postos. No total dos empre-gados, os com carteira passaram de 28,3% em 2000 para 35,7% em 2010.
Os trabalhadores na categoria conta própria, portanto, trabalhadores autô-nomos, observaram expansão absoluta de 122,7 mil ao longo da década. Os traba-lhadores nas atividades de autoconsumo, por sua vez, tiveram crescimento de 51,1 mil pessoas na década, passando de 199,4 mil em 2000 para 250,6 mil em 2010.
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Estudos estados Brasileiros
Destaca-se a redução no número de empregadores durante o período, pas-sando de 57,1 mil em 2000 para 50 mil em 2010. As razões para tal ocorrência não estão claras. Como ao longo desta década o crescimento das economias brasileira e pernambucana foi muito intenso, seria de esperar que tivesse havido aumento do número de empregadores para corresponder via oferta a um nível de deman-da maior. Uma hipótese, aindeman-da a ser averiguademan-da, é que o crescimento econômico recente pode ter tido como característica a consolidação de estruturas produtivas mais robustas tanto em termos de intensidade de capital quanto de tecnologia; daí que o nível de oferta pode ter se expandido muito mais pela ampliação da escala de produção e menos pela quantidade de firmas e ofertantes (empregadores).
Outra característica promissora do mercado de trabalho nesta última década foi a redução do grau de informalidade prevalecente na população ocupada. O setor informal foi reduzido de 62,4% em 2000 para 55,3% em 2010 no total da população ocupada. Em termos absolutos, o contingente informal passou de 1,6 milhão para 1,8 milhão em 2010, com expansão anual de 1,3%.
O contingente de trabalhadores formais que se situava abaixo de 1 milhão de pessoas em 2000 – na verdade, 994 mil – passou para 1,5 milhão em 2010. O aumento na participação relativa foi significativo, passando de 37,6% para 44,7%
do total.
Tabela 34
Brasil, Nordeste e Pernambuco – Taxas anuais de crescimento do PIB per capita 2000-2011
200/1 2002/ 2003/ 2004/ 2005/ 2006/ 2007/ 2008/ 2009/ 2010/ 2011/
2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 PE 2,36% 3,24% -2,96% 2,80% 3,92% 3,40% 4,46% 4,05% 2,03% 11,72% 1,55%
NE 0,52% 4,64% -5,45% 4,26% 4,82% 3,38% 4,50% 7,44% -1,37% 6,42% 1,28%
BR 0,13% 1,46% -0,03% 4,48% 1,96% 2,74% 4,85% 3,95% -1,49% 6,25% 1,87%
Fonte: Dados brutos: Contas Regionais, IBGE.
Tabela 35
Pernambuco – Estimativa do grau de informalidade do mercado de trabalho e evolução 2000-2010
Formal/informal 2000 2010 População ocupada Participação relativa (%) Taxa anual de crescimento (%)2000 2010 Total 2.648.181 3.403.873 100,0 100,0 2,5
Formal 994.525 1.522.395 37,6 44,7 4,3 Informal 1.653.656 1.881.478 62,4 55,3 1,3
Fonte: Censo/IBGE.
Nota: Considera-se formal os empregados com carteira assinada, militares e funcionários públicos estatutários, conta própria com contribuição na previdência e empregadores com contribuição na previdência. Considera-se informal os empregados sem carteira assinada, conta própria sem contribuição na previdência, empregadores sem contribuição na previdência, não-remunerados e trabalhadores para o próprio consumo.
mercado de trabalho
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Estudos estado A Tabela 36 traz dados sobre o grau de instrução da força de trabalho na Região Metropolitana de Recife, Pernambuco, Nordeste e Brasil. O que se nota é que a situação de Pernambuco no indicador observado é superior ao restante do Nordeste, mas inferior ao nível médio prevalecente no país como um todo. Nas faixas de nível de instrução muito baixo, as condições vigentes no estado são melhores que as do Nordeste, mas não melhores que as do país:
por exemplo, no contingente sem instrução e com menos de um ano de estu-dos, Pernambuco ainda tem uma proporção relativamente grande de pessoas.
Em 2011, são 15,9% do total neste grupo, contra 17,6% no Nordeste e apenas 9,2% para o Brasil como um todo.
Houve melhoria muito considerável entre os dez anos percorridos entre 2001 e 2011, com avanços pronunciados do grau de escolarização da força de trabalho. O contingente da população com 11 anos ou mais de estudos – o que significa que este é o grupo de instrução com, pelo menos, o segundo grau completo – representa 41,3% do total em 2011 contra 22,3% em 2001.
Todos os grupos escolarizados avançam e melhoram de situação ao longo da década. Com o aumento do grau de escolarização, alguns grupos diminuem sua participação no contingente total.
Tabela 36
Brasil, Nordeste, Pernambuco e Recife – Nível de instrução da população ocupada (%) 2001-2011
Anos de estudo 2001 2011
Brasil Nordeste Pernambuco Recife Brasil Nordeste Pernambuco Recife Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 Sem instrução e
11,6 23,9 20,0 8,1 9,2 17,6 15,9 7,8 menos de 1 ano
1 a 3 anos 13,9 20,6 18,5 9,3 7,0 10,4 8,0 3,3 Sem instrução e
25,5 44,5 38,6 17,5 16,2 27,9 23,9 11,1 até 3 anos
4 a 7 anos 29,2 25,4 28,2 28,5 20,1 20,6 19,2 15,2 8 a 10 anos 16,0 10,6 10,9 15,0 17,3 15,0 15,5 14,9 4 a 10 anos 45, 3 36, 0 39, 0 43, 5 37, 3 35, 6 34, 7 30,1 11 a 14 anos 21,7 15,3 16,4 28,0 34,6 29,1 32,0 44,9 15 anos ou mais 7,1 3,8 5,9 10,9 11,7 7,3 9,3 13,8 11 anos ou mais 28,8 19,0 22,3 38,9 46,3 36,4 41,3 58, 7 Não determinados e
0,4 0,4 0,2 0,2 – – – – sem declaração
Não determinados – – – – 0,1 0,1 0,1 0,1
Fonte: PNAD/IBGE.
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Estudos estados Brasileiros
Em particular, o grupo dos sem instrução e menos de um ano de estudo apresenta queda pouco relevante de 20% do total para 15,9% entre 2001 e 2011. Aqui o que pode estar acontecendo é que este grupo tende a ser cons-tituído por pessoas de idade mais elevada, sendo mais difícil para a política pública de educação atingi-las. Apenas com o passar do tempo e à medida que o grupo se reduz relativamente às crianças e jovens escolarizados, é que o seu peso diminui na população ocupada.
A melhoria no grau de formalização e expansão do nível de ocupação da força de trabalho em Pernambuco e, de resto, no país como um todo, foi acompanhada pela expansão das posições de trabalho de baixa remuneração.
Em Pernambuco, em 2000, 35,1% das pessoas ocupadas recebiam até um sa-lário-mínimo. Em 2010 este contingente passou para 50,8%. Com proporções diferentes, o mesmo se deu na região Nordeste e no Brasil: expansão relativa do contingente com rendimento de até um salário-mínimo.
Se é verdade que no Brasil apenas 33,1% da POC percebem este nível de rendimento (1 SM), em Pernambuco o peso no mercado de trabalho é bem maior (de 50,8%), isto é, metade de sua força de trabalho produtiva se encontra no patamar mais baixo das remunerações, indicando a fragilidade estrutural que ainda se lhe apresenta.
Em termos relativos, todas as classes de rendimento acima de 1 SM em Pernambuco perderam participação relativa entre 2000 e 2010. O significado Tabela 37
Brasil, Nordeste e Pernambuco – Participação das pessoas ocupadas por classe de rendimento nominal mensal do trabalho principal (%)
2000 e 2010
Rendimento nominal mensal 2000 2010
do trabalho principal Brasil Nordeste Pernambuco Brasil Nordeste Pernambuco Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 Até 1 salário-mínimo 23,7 40,9 35,1 33,2 51,9 50,8 Mais de 1 a 2 salários-mínimos 25,7 22,4 25,8 33,1 20,4 23,2 Mais de 2 a 3 salários-mínimos 12,6 6,8 7,8 10,6 5,3 5,8 Até 3 salários-mínimos 61,9 70,1 68,8 76,8 77,6 79,8 Mais de 3 a 5 salários-mínimos 12,7 6,4 7,7 8,0 4,2 4,5 Mais de 5 a 10 salários-mínimos 11,0 4,9 6,0 5,8 3,1 3,4 De 3 a 10 salários-mínimos 23, 7 11,3 13, 7 13,9 7,3 7,9 Mais de 10 a 20 salários-mínimos 4,4 2,1 2,6 2,0 1,1 1,3 Mais de 20 salários-mínimos 2,3 1,0 1,3 0,8 0,4 0,5 Sem rendimento 7,7 15,6 13,6 6,6 13,6 10,6
Fonte: Censo/IBGE.
mercado de trabalho
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Estudos estado mais amplo deste comportamento é que houve redução das desigualdades no mercado de trabalho pela ampliação generalizada do número de trabalhadores na base, bem como da formalização de sua participação no mercado de traba-lho, garantindo-lhes uma remuneração de até 1 SM. Entrou mais gente na base da pirâmide do mercado de trabalho que nos estratos superiores e medianos, contribuindo para a redução das diferenças entre os grupos.
Outra característica a se destacar é a predominância no mercado de tra-balho estadual das remunerações até três salários-mínimos, as quais corres-pondem a 79,8% do total da POC em 2010. É, pois, um mercado de trabalho marcado pela predominância das baixas remunerações, baixo nível de escola-ridade (embora esta esteja numa fase crescente) e, portanto, de baixa produti-vidade econômica geral.