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FASE PRELIMINAR

No documento VINTE TODO DIA FIXCICLANDO 12 (páginas 34-37)

COMPETÊNCIA TERRITORIAL

FASE PRELIMINAR

- No âmbito dos juizados nós temos a fase preliminar e a fase judicial. Aquela tem como objetivo atingir a composição civil dos danos e/ou a transação penal. Se ela não surtir o efeito almejado, aí sim passamos à fase judicial, com o oferecimento da denúncia, citação do acusado e instrução normal do processo.

Art. 72, Lei n° 9.099/95. “Na audiência preliminar, presente o representante do Ministério Público, o autor do fato e a vítima e, se possível, o responsável civil, acompanhados por seus advogados, o juiz esclarecerá sobre a possibilidade da composição dos danos e da aceitação da proposta de aplicação imediata de pena não privativa de liberdade.”

- Comparecendo a vítima e o agente do delito ao Juizado e, se possível, o responsável civil, acom-panhados de seus advogados, o Juiz esclarecerá a possibilidade de composição dos danos e aceitação imediata de pena não privativa de liberdade (art. 72). A fase conciliatória será conduzida por Juiz ou por conciliador, sob sua orientação (art. 73).

#ATENÇÃO: Ausência da vítima à audiência de composição não importa renúncia ao direito de queixa.

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- Objetivos da audiência preliminar: Aplicação de alguma das seguintes medidas despenalizadoras (nessa ordem):

- Composição civil dos danos;

- Transação penal.

#DEOLHONAJURISPRUDÊNCIA: As consequências jurídicas extrapenais previstas no art. 91 do Código Penal são decorrentes de sentença condenatória. Tal não ocorre, portanto, quando há tran-sação penal, cuja sentença tem natureza meramente homologatória, sem qualquer juízo sobre a responsabilidade criminal do aceitante. As consequências geradas pela transação penal são essen-cialmente aquelas estipuladas por modo consensual no respectivo instrumento de acordo. STF.

Plenário. RE 795567/PR, Rel. Min. Teori Zavascki, julgado em 28/5/2015 (Info 787).

Súmula vinculante 35-STF: A homologação da transação penal prevista no artigo 76 da Lei 9.099/1995 não faz coisa julgada material e, descumpridas suas cláusulas, retoma-se a situa-ção anterior, possibilitando-se ao Ministério Público a continuidade da persecusitua-ção penal mediante oferecimento de denúncia ou requisição de inquérito policial.

PROCEDIMENTO

- Caso não ocorra a composição civil dos danos (somente na ação penal privada ou pública condicionada a representação) nem a transação penal, abre-se a oportunidade para que o Ministério Público oferte sua denúncia ou o ofendido apresente sua queixa.

- A denúncia deve ser ofertada oralmente (art. 77) ou se o Ministério Público entender complexa a causa, poderá requerer ao Juiz o encaminhamento das peças existentes ao Juízo comum (sumário).

- Oferecida a denúncia ou queixa, será reduzida a termo e se entregará cópia ao acusado que será citado e cientificado do dia e hora da audiência de instrução e julgamento (art. 78).

- A citação do acusado deverá ser feita pessoalmente (no próprio juizado ou por mandado).

- Comprovação da materialidade: Art. 77, §1°, Lei n° 9.099/95. “Para o oferecimento da denúncia, que será elaborada com base no termo de ocorrência referido no art. 69 desta Lei, COM DISPENSA DO INQUÉRITO POLICIAL, PRESCINDIR-SE-Á DO EXAME DO CORPO DE DELITO QUANDO A MATE-RIALIDADE DO CRIME ESTIVER AFERIDA POR BOLETIM MÉDICO OU PROVA EQUIVALENTE.

- O número de testemunhas é de 03 (três), por parte.

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- A defesa deve apresentar o seu rol testemunhas dentro de 05 (cinco) dias antes da realização da audiência de instrução e julgamento.

- Defesa preliminar: nos Juizados, antes de receber/rejeitar a peça acusatória, o juiz deve dar a palavra à defesa: Art. 81, Lei n° 9.099/95. “Aberta a audiência, será dada a palavra ao defensor para responder à acusação, após o que o Juiz receberá, ou não, a denúncia ou queixa (...) A defesa prelimi-nar deve ser apresentada entre o oferecimento e o recebimento da peça acusatória. Também pode ser oral. Tem o objetivo de convencer o juiz a rejeitar a denúncia ou queixa. Deve ser apresentada pelo defensor, não podendo ser apresentada pelo acusado.

- Recebimento/rejeição da peça acusatória: Nos Juizados, o recurso cabível contra a rejeição da peça acusatória é a apelação no prazo de 10 dias (#ATENÇÃO: no CPP é o RESE – art. 581, I, CPP).

- Citação: Se a peça acusatória foi recebida, deverá ser determinada a citação do acusado. Em regra, a citação deve ser pessoal. Não cabe nos Juizados citação por edital e nem por carta roga-tória. A doutrina vem entendendo que cabe citação por hora certa nos Juizados.

» AIJ: Aberta a audiência de instrução e julgamento haverá o seguinte rito:

• Será dada a palavra ao defensor para responder à acusação.

• Caso a denúncia seja rejeitada, cabe apelação com prazo de 10 (dez) dias; se for aceita a denúncia não cabe recurso.

• A vítima é ouvida.

- Nessa ordem, as testemunhas de acusação e defesa são ouvidas (o acusado deve trazer suas testemunhas à audiência, ou requerer a sua intimação, com antecedência mínima de 5 dias) e, por fim, o interrogatório do acusado. O réu somente é interrogado após a oitiva das testemunhas arroladas pela acusação e defesa.

• Em seguida passa-se aos debates orais (por analogia ao sumário, o prazo de 20 minutos para cada parte) e à prolação da sentença. O assistente pode ser admitido após o recebimento da denúncia.

• As provas são produzidas em audiência, podendo ser limitadas a critério do juiz, quando as achar excessivas.

• Sentença: Na sentença dos Juizados dispensa-se o relatório.

• Recurso: Os recursos do juízo monocrático são dirigidos à Turma Recursal (órgão de segunda instân-cia dos Juizados Espeinstân-ciais, composto por três juízes em exercício no primeiro grau de jurisdição).

Se a sentença for confirmada, a súmula de julgamento servirá de acórdão.

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- Apelação: deve ser interposta no prazo de 10 (dez) dias, acompanhada das razões. Se a apela-ção não estiver acompanhada de razões terá que ser apresentado no decêndio legal para ser conhecida.

A apelação terá cabimento nas seguintes hipóteses: a) rejeição da denúncia ou queixa; b) sentença homologatória da transação; c) sentença de mérito.

- Embargos de declaração: podem ser opostos no prazo de 05 (cinco) dias, e são cabíveis nas hipóteses da sentença ou acórdão apresentar obscuridade, contradição, omissão ou dúvida.

NO CPP NOS JUIZADOS

PRAZO 2 dias 5 dias

INTERPOSIÇÃO por petição escrita por petição escrita ou oralmen-te

EFEITO interrupção do prazo para

outros recursos interrupção do prazo para outros recursos

- HC: Competência para julgar:

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