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5 ESTRATÉGIAS

5.4 Ferramenta Simplificada de Retroalimentação

80 Quadro 6 - Dimensionamento de Ambientes Hospitalares (conclusão)

AMBIENTE DIMENSIONAMENTO MÍNIMO ANVISA

DESCRIÇÕES INSTALAÇÕES

Depósito de material de limpeza - DML

Menor dimensão:

1,00 m Área mínima: 2,00m²

Local destinado à guarda de aparelhos, utensílios e material

de limpeza.

Tanque e armário

Abrigo de recipiente de resíduos sólidos

Dimensionamento para 2 coletores de resíduos

sólidos.

Menor dimensão: 1,00m²

Ambiente destinado à guarda temporária de

recipientes de resíduos sólidos aguardando a coleta

pública.

Torneira baixa, ralo sifonado, tela milimétrica

na janela e porta com abertura no sentido de

fuga.

Fonte: ANVISA,2006.

81 Esse instrumento está destinado a obter informações sobre o corpo do prédio já edificado a partir da vivência dos grupos de funcionários/usuários, como gestores, médicos, enfermeiros e demais colaboradores de longa permanência no local. O mesmo funciona como uma ferramenta de avaliação e retroalimentação para o objeto arquitetônico pré-hospitalar edificado em LSF. Para tanto, este trabalho propõe modelos de questionários, classificados em 3 categorias, que se referem à flexibilidade dos espaços no dimensionamento de EASs, ao desempenho do sistema de construção em LSF e ao controle de infecção nas paredes em LSF.

Esses questionários de pós-ocupação são apresentados no Apêndice D.

O resultado desta avaliação pós-ocupação possibilita adequações e futuras atualizações nas edificações hospitalres, com intuito de otimização do LSF. É baseado em evidências da avaliação dos espaços, de tal forma que permite complementar os requisitos gerais da RDC n˚

50/02. Além disto, tem como objetivo de produzir uma visão sistêmica da flexibilidade dos espaços internos em edifícios pré-hospitalares, já em uso. Também atua como base para redefinição de alguns requisitos da norma para minimizar ou talvez eliminar as falhas.

82 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

No desenvolvimento deste trabalho pode-se comprender que, para conceber a produção de um espaço hospitalar de forma mais assertiva, é preciso ter em conta também as percepções dos ocupantes de longa permanência no edifício, por meio da análise de suas diferentes maneiras de utilização, bem como o desempenho da construção sobre o olhar dos gestores hospitalares e das diversas experiências que as Unidades Assistenciais à Saúde produzem.

Sugere-se a especificação do LSF nas edificações pré-hospitalares e, de modo geral, em todas os EASs, pois é possível sua adaptação na produção destes ambientes dinâmicos. A partir da ideia da flexibilização imprescindível à tipologia sanitária, o controle e a proposição da reversibilidade pode ser realizado de forma simplificada. Atualmente, a facilidade de absorção da tecnologia em LSF se justifica pelo custo-benefício do aço leve, pela oferta da disposição de treinamento de mão de obra, pela sua montagem rápida, logística e transporte no país.

Entende-se que a RDC n°50/2002 (ANVISA, 2002) generaliza a execução do espaço hospitalar para qualquer tipo de sistema de construção, não sendo qualquer material estrutural limitante para alguns EASs, mas a modulação encontra-se ainda com algumas restrições, talvez por falta de direcionamentos projetuais efetivos. Diante disto, as estratégias que têm como base o uso do LSF são pensadas de forma a minimizar questões relacionadas com esse direcionamento com ênfase na flexibilidade, em novas possibilidades prontas de rearranjos de layout, reversibilidade e expansibilidade do corpo do prédio, pois são características consideradas prioritárias na arquitetura hospitalar, a adaptação ao programa físico-funcional dos espaços, elaborado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Acredita-se na possibilidade de alcançar as estratégias de otimização da produção em LSF, com ênfase na flexibilidade da arquitetura pré-hospitalar. Portanto, foram obtidas, por meio de questionários e entrevistas não codificadas, informações sobre o desempenho do sistema de construção em Light Steel Framing e sua aplicabilidade na arquitetura pré-hospitalar pública, além de outras ações já mencionadas nos objetivos desta pesquisa.

Assim, como resultado deste trabalho, as estratégias propostas se referem à proposição de sugestões para módulos básicos infaestruturais em LSF, considerados multiuso e que atendem a todo programa inicial de dimensionamento de ambientes comuns a várias tipologias hospitalares da ANVISA; proposição de ambientes a partir da reversibilidade do sistema de construção para a arquitetura hospitalar patrimonial específica; proposição de Estabelecimentos Assistenciais à Saúde descentralizados considerando a flexibilidade dos módulos propostos em

83 LSF e, por fim, uma ferramenta simplifacada de retroalimentação pós-ocupação para EASs validada.

Deve-se salientar ainda que a pesquisa de campo em ambientes hospitalares se apresenta mais difícil que em outras tipologias arquitetônicas, tendo em vista que é um ambiente de atendimente de urgência e emergência que funciona, geralmente, 24 horas por dia e possui diversas restrições de acesso.

Espera-se que as estratégias de otimização da produção para arquitetura pré-hospitalar sugeridas nesse trabalho, bem como a análise da possibilidade de adaptação ao programa físico-funcional elaborado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), possam contribuir para minimizar problemas dos projetos hospitalares, de forma a tornar os espaços flexíveis e compatíveis com LSF, tendo em vista proporcionar melhoria na concepção projetual e execução da arquitetura e engenharia hospitalar.

Recomenda-se, para pesquisas futuras, analisar outras tipologias de edifícios assistenciais à saúde pública ou privada executados em LSF e criar um comparativo com as percepções encontradas neste trabalho.

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