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Simão Dias

Fonte: BRAVO FILHO, (2017-2018).

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Capítulo 3: MULTIPLICAÇÃO VEGETATIVA IN VITRO, ACLIMATIZAÇÃO E CONSERVAÇÃO EX SITU DE

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O baixo índice de sobrevivência de plantas de M. sergipensis pós-plantio observado nesta pesquisa, encontra-se amparo nos relatos apresentados por Calheiros (2011) ao pesquisar os impactos nas populações de cactos pela subtração direta da Caatinga para serem comercializados em rodovias no estado de Pernambuco, pois esse autor afirma que para algumas espécies de cactos de cada 10.000 sementes que germinam diretamente na natureza apenas uma plântula consegue chegar a fase adulta.

Resultados semelhantes foram obtidos por Dorneles et al., (2011), ao estudar a aclimatização e reintrodução de Cattleya intermedia Graham ex Hook (Orchidaceae) obtidas por propagação in vitro, pois registraram mortalidade variando de 0-100% em orquídeas pós- introduzida em campos, onde o fator preponderante da mortalidade foi a baixa intensidade luminosa, afirmam que as plantas que receberam intensidade luminosa variando entre 3.000 a 5.000 lux não sobreviveram, já as que foram expostas a intensidade luminosa acima de 5.000 e abaixo de 10.000 lux obteve índice de sobrevivência acima de 80%.

A média do desenvolvimento do diâmetro das plantas sobreviventes ao final de um ano pós introdução em campo praticamente dobrou, pois vario de 0,83-1,52 cm (Fig. 3.11), contudo em relação à média da altura do caule, a variação foi de apenas 1mm (1,1-1,2 cm), ou seja, praticamente não ocorreu variação (Fig. 3.11). Esse fato é explicado devido as plantas ao serem introduzida em campo apresentarem morfologia colunar e somente aos poucos vão se amoldando a característica globular que é própria do gênero.

Figura 3.11: Comparação da evolução do desenvolvimento do diâmetro e da altura da parte aérea, um ano pós introdução em campo.

1,1 1,2 0,8 1,5 0 0,2 0,4 0,6 0,8 1 1,2 1,4 1,6

Plantio Após um ano de cultivo

Altura do caule (cm) Diâmetro do caule (cm)

Capítulo 3: MULTIPLICAÇÃO VEGETATIVA IN VITRO, ACLIMATIZAÇÃO E CONSERVAÇÃO EX SITU DE

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CONCLUSÕES

Com base nos resultados, pode-se considerar que a suplementação balanceada de BAP/ANA no meio de nutritivo na proporção de 1,0/0,5 mg L-1 proporcionou maior número de

brotação durante a fase de multiplicação in vitro de M. sergipensis quando comparado aos demais tratamentos.

Para a aclimatização de brotos de M. sergipensis obtidos in vitro não foi necessária prévia indução in vitro do desenvolvimento do sistema radicular, pois 70% dos brotos que sobreviveram pós-transplantação para o substrato, todos desenvolveram o sistema radicular, por outro lado, os brotos hiperídricos 99% morreram nos primeiros oito dias pós-transplantação para condição ex vitro.

O cultivo em campo apresentou alto índice de mortalidade das plantas, pois apenas 20% sobreviveram. Acredita-se que os principais fatores que levaram a essa elevada taxa de mortalidade sejam, o soterramento das plantas pelo solo da cova, assim como, pela sobreposição de camadas de folhas que caem sobre as plantas causando redução na taxa de fotossíntese, além de tornar as plantas mais susceptível a ocorrências infestação de fungos causadores de patogênese.

Capítulo 3: MULTIPLICAÇÃO VEGETATIVA IN VITRO, ACLIMATIZAÇÃO E CONSERVAÇÃO EX SITU DE

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