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Formulário Google Forms Questionário diagnóstico final

No documento MARIA GORETT FREIRE VITIELLO (páginas 93-102)

4. ANÁLISE E DISCUSSÃO

4.1. O uso das ferramentas mediadoras para a iniciação científica na

4.1.2. Formulário Google Forms Questionários

4.1.2.2 Formulário Google Forms Questionário diagnóstico final

Dando sequência às atividades e instrumentalização dos alunos, realizamos na fase 4 do projeto PIC a aplicação de um questionário para diagnóstico final, via

Google Forms (Apêndice C), este com a intenção de identificar nos alunos, sua

percepção acerca do uso da tecnologia na formação, partindo do pressuposto de que agora, já munidos e instruídos durante o desenvolvimento do PIC, algumas

colocações poderiam ser mais bem interpretadas por eles. A atividade foi anunciada durante um chat, pois assim seria atrelada a importância da participação no AVA, para conhecimento e desenvolvimento das atividades sequenciais, pertinentes ao PIC EaD. Para tanto, algumas questões direcionadas foram aplicadas, sendo estas solicitadas que a devolutiva deveria ocorrer num curto espaço de tempo (3 dias). Assim, dos 17 participantes, 14 conseguiram devolvê-las no prazo estipulado. Esse curto prazo foi proposital para que identificássemos a disponibilidade e empenho do aluno, bem como para que eles também percebessem que os prazos em qualquer projeto são importantes e precisam ser delimitados conforme a possibilidade de sua execução.

A seguir, apresentamos as enunciações dos 14 respondentes questionados sobre o que consideram mais importantes para a formação. As respostas pautaram- se no conhecimento e aprendizagem: “O conhecimento adquirido pelas leituras ao

longo do curso e a prática durante os estágios”; “Adquirir conhecimentos para

embasar minha atuação profissional”; “O conhecimento e a forma de construção do

mesmo, bem como, as ferramentas e recursos utilizados no percurso” e, “Ser capaz

de assimilar teoria e prática. As demais respostas foram de forma sucinta, limitando-

se as palavras conhecimento e ampliação de conhecimento. O quadro 10 mostra as enunciações dos alunos sobre o que consideram mais importante para a formação.

Quadro 10 – O que você considera mais importante para a sua formação? Categorização Respostas sobre o que consideram importante na formação

Aprendizado

A1 “Aliar o conhecimento a prática” A4 “O conhecimento pra eu conquistar novas oportunidades” A5 “Conhecimento, didática, metodologia, leitura e escrita” A6 “Conhecimento adquiro pelas leituras ao longo do curso” A7 “O conhecimento adquirido”

A8 “Conhecimentos múltiplos”

A9 “Adquirir conhecimentos para embasar minha atuação profissional” A11 “Adquirir conhecimentos”

A12 “Ampliação de Conhecimento”

A14 “O conhecimento e a forma de construção do mesmo, bem como, as

ferramentas e recursos utilizados no percurso” (grifo nosso)

A13 “Atrelar o conhecimento teórico e prático” A2 “Aprendizagem”

A3 “Ser capaz de assimilar teoria e prática

A10 “Um melhor preparo para que eu possa exercer minha profissão”

Como demonstra a quadro 10, os alunos frisaram a importância da aprendizagem para uma boa formação. Percebemos, assim, que, para eles, o aprendizado é, sem dúvida, a melhor forma de se adquirir uma boa formação e, em se tratando disso, a possibilidade de maior conhecimento, se concretiza por meio da pesquisa. São através das buscas por respostas que se desperta o interesse por assuntos, temas, lugares etc., e, assim, se obtém o conhecimento sobre o objeto de interesse, e é essa uma das engrenagens que move o anseio pela pesquisa. Notamos então, que para os alunos do PIC, a relevância da pesquisa está no aprendizado e para isto, a oportunidade de fazer parte de um grupo de pesquisa foi para eles o caminho para a ampliação de conhecimentos.

Outro questionamento aplicado refere-se à percepção do aluno sobre o impacto da tecnologia no ensino. Perguntamos: Na sua percepção, qual é o impacto da tecnologia na educação? As respostas pautaram-se na “Promoção do Acesso a Informação” e a “Autonomia do Aluno”, como evidenciam, algumas das respostas: A1 “A tecnologia tem grande impacto na educação, pois está cada vez mais ganhando

espaço, por meio da tecnologia algumas coisas tornam-se mais fáceis, como as

pesquisas por exemplo”; A5 “Melhorar o ensino e a aprendizagem; facilitar a interação

entre a comunidade escolar e contribuir com a pesquisa e ao acesso ao

conhecimento” e, A4 “[...] o que deve ser feito é adequar a melhor forma possível pra

que esse impacto seja positivo. Conciliando maior conhecimento, ensino e

aprendizagem”.

A partir das enunciações percebe-se que para os alunos o impacto da tecnologia no ensino pauta-se na praticidade e na necessidade de incluí-la para maior autonomia do aluno no que tange ao uso das ferramentas tecnológicas em prol do ensino. É urgente e necessário conciliar a tecnologia ao ensino e a aprendizagem no sentido de assim promover conhecimento e melhora na qualidade da educação. Neste prisma, buscamos também conhecer o que pensa o aluno sobre a influência das tecnologias na formação, conforme quadro 11.

Quadro 11 – Influência das tecnologias digitais na formação

Categorização Respostas sobre a influência das tecnologias na formação

Essencial para a formação

A1 “Grande, afinal participando de uma faculdade semipresencial temos muito contato com a tecnologia, aprendendo assim diversas maneiras de usufrui-la e depois utilizá-la durante nossas aulas”

A2 “Total, pois estou cursando uma universidade a distância, então faz-se necessário o uso de tecnologias”

A3 “É o principal meio de acesso ao conteúdo”

A11 “Minha formação é pautada e mediada pelas tecnologias digitais” A6 “É a mola mestre da minha formação”

A12 “Total ‘influência’”

A9 “Tem uma grande influência, principalmente pelo fato de o meu curso ser todo ministrado através de uma plataforma digital”

A10 “Maior suporte para minha formação no curso de Letras”

A14 “Para que o professor possa utilizar as TICs em suas aulas, deve primeiramente, conhecê-las e utilizá-las na própria formação”

Propulsora do conhecimento

A4 “Muitas, principalmente pela rapidez em que as informações são disseminadas”

A5 “Contribui para o ensino e aprendizagem, possui fatores motivacionais e estimula a busca pelo conhecimento pela facilidade de acesso”

A6 “É a mola mestre da minha formação”

A13 “Facilita o meu acesso ao processo de aprendizado e destreza na utilização dos recursos tecnológicos”

A7 “Desenvolvimento de recursos e facilidade para pesquisas” A8 “Visionária”

Fonte: Dados da pesquisa (2018).

Em relação as enunciações dos alunos quanto a influência da tecnologia digital na formação (quadro 11), categorizamos em: “Essencial para formação” e “Propulsora do conhecimento”.

Pelas enunciações identifica-se que a tecnologia na formação EaD é reconhecidamente fundamental, pois as respostas categorizadas como “essencial para a formação” assim se apresentam: A3 “É o principal meio de acesso ao

conteúdo”, e também A1 “[...] participando de uma faculdade semipresencial temos

muito contato com a tecnologia, aprendendo assim diversas maneiras de usufruí-la e depois utilizá-la durante nossas aulas”.

É também propulsora do conhecimento, visto que: A5 “Contribui para o ensino

e aprendizagem, possui fatores motivacionais e estimula a busca pelo conhecimento

pela facilidade de acesso”. Então, sendo ela, influente, essencial e propulsora, deve-

se, pois, trabalhar com suas potencialidades, a fim de atender o aluno quanto a sua capacitação e desse modo, promover a propulsão do conhecimento.

A fim de relativizarmos a relevância da IC para a formação, na percepção dos alunos, questionamos quais contribuições a IC promove para a formação. As respostas foram categorizadas em 2 eixos, cuja afirmativa é que, ela é um “diferencial na formação”, e novamente, “propulsora do conhecimento”, como mostra o quadro 12.

Quadro 12 – Contribuições da Iniciação Científica para a formação. Categorização Respostas sobre as contribuições da IC

Diferencial na formação

A5 “Contribui com mecanismos didáticos, com o acesso de materiais e formas de utilização, com o contato com professores e pesquisadores e com a produção oral e escrita”

A6 “Amplia os meus conhecimentos sobre pesquisa” A7 “Participação no Projeto PIC”

A8 “Conhecimento formal e estudo detido sobre o objeto de estudo”

A9 “Instiga-me a investigar sobre diversos assuntos correlatos à minha formação”

A10 “Na pesquisa de diferentes maneiras, bem como conduzir meu melhor desempenho em sala de aula”

A11 “A IC, contribui significativamente para minha formação. Potencializa meus estudos moldando assim, o meu aprendizado e, dessa forma, entendo melhor e aprendo melhor”

A12 “Contribuiu para aprimorar o que já apreendi”

A13 “A contribuição foi em relação a aprender a ser um pesquisador e elaborar trabalhos pautados em evidências cientificas”

Propulsora do conhecimento

A1 “Ampliação do conhecimento quanto ao uso das tecnologias”

A2 “Está ajudando muito no crescimento como aluna e com certeza como professora, e está me influenciando a tornar-me uma pesquisadora”

A3 “Incentivando-me a pesquisar mais, buscar conhecer como funciona a pesquisa cientifica, reconhecer a importância das TICs para a educação” A4 “Bastante, pois me propiciou um maior conhecimento”

A14 “O professor deve ser um eterno pesquisador. Deve sempre estar se aperfeiçoando e pesquisando novos meios e maneiras de ensinar. A IC provou que isso é realmente importante e se faz necessário”

Fonte: Dados da pesquisa (2018).

Considerando as enunciações dos alunos destacadas no quadro 12, temos que a IC traz para o aluno um diferencial em sua formação, agregando saberes e aprimorando seus conhecimentos prévios, como mostra a enunciação: A12

Contribuiu para aprimorar o que já apreendi”.

Nas respostas também identifica-se que a IC, reconhecidamente, contribui para a autonomia do aluno, como mostram, por exemplo, as respostas dos alunos:

A10 “Na pesquisa de diferentes maneiras, bem como conduzir meu melhor

correlatos à minha formação”, e A3 “Incentivando-me a pesquisar mais, buscar conhecer como funciona a pesquisa cientifica, reconhecer a importância das TICs para a educação”.

Cabe ressaltar que a autonomia do aluno é fundamental, mas não deve ser pleiteada somente no que diz respeito ao uso de forma técnica das TDIC, ou seja, quanto a técnica de saber usá-las como ferramentas tecnológicas. O uso das TDIC, no que se refere a autonomia do aluno, é para além de conhecer os recursos. É usá- lo em prol de algo maior, da democratização de saberes e formação cidadã. Saber e poder usar as ferramentas tecnológicas digitais é não só importante para a formação acadêmica, mas também, e especialmente, para melhor usufruir da gama de oportunidades de acesso a diferentes conhecimentos. Isso recai sobre a possibilidade de escolhas e necessidade de criticidade para o que se sabe e a compreensão do que se busca saber. Esta última, também provocada pela IC.

Quanto às percepções no que diz respeito ao uso da tecnologia no ensino, os alunos destacaram a praticidade, a capacidade de romper fronteiras e de potencializar o aprendizado, como mostra as enunciações no quadro 13.

Quadro 13 – Percepções quanto ao uso da tecnologia no ensino.

Categorização Respostas sobre o uso da tecnologia no ensino

Praticidade

A1 “Que podemos e devemos utilizá-la em nosso dia a dia, usufruindo de suas facilidades”

A4 “De que a tecnologia está presente em todo lugar nos possibilitando fazer o nosso próprio horário de ensino”

A5 “Que estamos convivendo com esta realidade em tudo o que fizemos em nossa vida particular, desta forma, criou-se com estas atividades o entendimento de que o ensino necessita andar no mesmo ritmo desta evolução” A7 “O uso da tecnologia vem sendo cada vez mais importante e fundamental nas atividades planejadas”

A2 “Que falta muito para se torna uma ferramenta utilizada no ensino convencional, mas que as universidades EAD já plantaram essa sementinha que está germinando”

Rompe fronteiras

A6 “Sem ela, seria impossível a execução do projeto, graças a tecnologia a distância não foi um empecilho para o bom desenvolvimento do projeto” A12 “As atividades deram uma base e apontaram novos caminhos e orientações”

A3 “Fundamental, pois ao passo que nos mostrava através dos textos a importância do uso das tecnologias, na prática éramos também orientados em como usufruir desse benefício e dominá-lo como ferramenta”

A8 “Desconhecimento e superação”

A9 “Todas elas dependiam de um vasto conhecimento do uso das tecnologias” A10 “Uma grande contribuição nos meus estudos”

Potencializa o aprendizado

A13 “Contribuiu para a aquisição de novos saberes, pois, para desenvolver as atividades do projeto utilizamos alguns recursos tecnológicos”

A11 “O uso da tecnologia agiliza os processos de aprendizagem e favorecem um amplo espaço discursivo que dinamizam a velocidade das percepções cognitivas”

A14 “Ressalta-se que a tecnologia é uma ferramenta importante na obtenção de conhecimento, pois, o aluno já possui conhecimentos básicos sobre a mesma e está inserido nesse universo digital, sendo assim, o professor deve aproveitar-se dessa pré-disposição do aluno para construir conhecimentos sobre sua matéria”

Fonte: Elaborado pela autora (2018).

No que se refere às expectativas e motivações que moveram o interesse do aluno a participar do PIC, 71,42% (10 alunos) disseram que foram alcançadas, e 28,57% (4 alunos) disseram que foram parcialmente alcançadas. As enunciações seguem no quadro 14.

Quadro 14 – Sobre as expectativas dos alunos do PIC EaD.

Categorização Respostas

Expectativas atendidas

“Sim. Pois conheci pessoas bacanas e além de tudo adquiri muito mais conhecimento”

“Sim. Pois sempre fui atendido com brevidade em questões necessárias e pude conhecer um universo totalmente novo em minha formação”

“Sim, todas as minhas expectativas foram trabalhadas”

“Sim, possibilita o conhecimento formal da pesquisa e vislumbra um leque de possibilidades em busca da compreensão”

“Sim, pois observo a importância que a iniciação científica tem na vida acadêmica e o quanto cresci com as etapas e atividades deste projeto”

“Sim. No tema do meu TCC”

“Sim. Porque eu me tornei mais leitora e escritora” “Sim, pois aprendi muito no decorrer do projeto” “Sim, a equipe é muito solícita e empenhada” “Sim, não vejo a hora para participar de outros”

Expectativas parcialmente atendidas

“Em partes. Tinha expectativa de realizar mais pesquisas de campo e aplicação dos conhecimentos”

“Em partes sim, infelizmente não estou totalmente satisfeita pelo fato de não poder acompanhar o desfecho do projeto já que irei me formar logo no final desse semestre, o que me impossibilitará de utilizar toda a carga horária do projeto como ACO”

“Em partes. Sinto não ter podido me dedicar mais aos projetos”

“Parcialmente. A meu ver deveríamos ser mais envolvidos no estudo e nas pesquisas”

Fonte: Elaborado pela autora (2018).

Quanto às expectativas e motivações para participar no projeto PIC, parte dos alunos 71,42% (10 alunos) relatou que foi alcançada, outra parte 28,57% (4 alunos) disse que as expectativas foram parcialmente alcançadas. No que diz respeito as

expectativas atendidas (quadro 14), destacamos as respostas: “Sim, possibilita o

conhecimento formal da pesquisa e vislumbra um leque de possibilidades em busca

da compreensão”; “Sim, pois observo a importância que a iniciação científica tem na

vida acadêmica e o quanto cresci com as etapas e atividades deste projeto”; “Sim.

Porque eu me tornei mais leitora e escritora.” e, “Sim, não vejo a hora para participar de outros”.

No que tange às lacunas (quadro 14), consideramos as respostas que denotam expectativas “parcialmente atendidas”. Nestas os alunos expressaram onde ocorreram lacunas que, de acordo com as expectativas e percepção dos alunos do PIC, não foram atendidas pelo projeto.

Sobre as enunciações apresentadas em resposta ao questionamento sobre o que dificultaria a permanência do aluno em um projeto de pesquisa na modalidade EaD, 50% (7 alunos) apontaram que a falta de tempo seria o maior agravante, mesmo sendo na modalidade EaD. Embora 4 das respostas se limitarem a frase “o tempo”, duas das seis respostas que apontaram o “tempo”, ou seja, a falta dele, ser o maior empecilho, foram justificadas: “Nesse projeto o que dificultou foram as demandas de

outras atividades” e, “As vezes por falta de tempo, mesmo sendo EaD, minha vida é

uma correria”. A partir dessas respostas podemos deduzir que, parte das desistências

que ocorreram no decorrer do projeto, podem estar relacionadas a falta de tempo, conforme os alunos apontaram.

Dos respondentes, 21,42% (3 alunos) afirmaram que não haveria

dificuldade: “Nada, eu adoraria continuar”; “Acredito não haver dificuldades” e,

“Acredito que nada. Não vejo obstáculos na modalidade EaD. Sempre dá para

conciliar os horários, bastando apenas, boa vontade”.

Uma outra parcela 21,42% (3 alunos) apontaram como empecilho para permanecer em um projeto na modalidade EaD, a falta de recursos e ferramentas

tecnológicas: “O acesso à internet”; “A falta de ferramentas como internet e celular”

e “Não vejo muitos empecilhos, somente (como me ocorreu no início do ano) a falta

de material necessário, como o notebook”. Conforme as enunciações apresentadas,

as falas dos alunos trouxeram para nós, o que de certa forma seriam empecilhos previsíveis. Contudo, 2 respostas, ao nosso ver, mereceram maior atenção: “A falta

de orientação” e “Ao que parece, um projeto de pesquisa demanda um tempo bem

significativo, e, talvez, a demora na apresentação de um desfecho traga um pouco de

respostas, especificamente, podemos identificar que, para o aluno, a presença de um motivador/orientador, é imprescindível para que ele se sinta acolhido, motivado e direcionado. A falta de orientação, como exposto, poderia ser fator crucial para a desistência de um aluno em um projeto na modalidade EaD, e isto faz todo sentido, pois, embora busquemos dar maior autonomia ao aluno, a orientação ou a falta dela, pode motivar ou não a permanência em um projeto, bem como a desenvoltura do aluno e assim influenciar na capacidade dele tornar-se ou não um futuro pesquisador, bem como continuar ou não realizando pesquisas.

No mesmo passo, “a demora na apresentação de um desfecho”, como relatou o aluno, pode ser entendida como a falta de feedback às atividades realizadas e, tão importante quanto o cumprimento de qualquer atividade, é o retorno sobre a atividade cumprida. É isto que vai nortear as próximas ações e definições do que é tido como correto ou necessário ajustar. Pode-se compreender ainda, de acordo com a fala do aluno, que a frustração pode decorrer pela não materialização de suas ações no projeto, ou melhor dizendo, resultado efetivo. Neste quesito, buscou-se com o grupo PIC, dar prontamente feedbacks das atividades, bem como a materialização das teorias estudadas, que resultaram na produção de vídeos e trabalhos acadêmicos.

Questionados se o projeto acrescentou conhecimento científico, o “sim” foi resposta unânime, como mostram as enunciações dos respondentes: – A1: “Sim. por

meio do projeto pude conhecer outros autores relacionados a linguagem e também diversas formas de utilizar a tecnologia como ferramenta de ensino”. - A2: “Sim, comecei a verificar com os colegas do meu curso o que eles achavam da faculdade a distância e o que poderia ser melhorado, então me vi como uma pesquisadora preparando o seu próprio estudo a ser apresentado a comunidade cientifica”. - A3: “Sim, pois através do material disponibilizado e as atividades propostas, somos

incentivados a buscar mais conhecimento”. - A4: “Bastante, pois aprendi concepções

que eu não sabia”. - A5: “Sim, principalmente com as leituras indicadas, as pesquisas e as produções realizadas”. - A6: “Sim, graças ao projeto tive acesso a teorias sobre educação a distância que dentro da sala de aula e com a grade curricular do curso, eu não teria visto”. - A7: “Sim, muito. O conhecimento veio com motivação para continuar”. - A8: “Sim, o conhecimento aprofundado do objeto pesquisado”. - A9: “Bastante. Pude aprender desde a construção de um projeto de pesquisa até sua utilização para melhorias no campo de investigação”. - A10: “Muito. Porque através dele tenho buscado novos materiais e aprendo muito com eles”. – A11: “Sim, o projeto

deu-me uma nova postura quanto a importância da pesquisa cientifica; potencializou meus estudos trazendo uma vasta contribuição ao meu repertório de mundo”. – A12: “Sim, ampliando a visão dessas ferramentas na nossa vida”. – A13: “Sim, porque aprendi a extrair de artigos os pontos importantes de uma pesquisa”. – A14: “Sim, pois tem como objetivo, a IC e a pesquisa. Quando pesquisas são realizadas, novos conhecimentos são construídos e antigos são modificados”.

Pelas enunciações dos alunos do PIC, quanto ao projeto ter lhes acrescentado conhecimento científico, nota-se que a experiência de IC, ainda que na modalidade EaD, proporcionada pelo projeto, promoveu para o senso crítico e a autonomia do aluno. Isto fica evidente em algumas das respostas, tais como nas respostas 7, 10 e 14, por exemplo: i) A7: “Sim, muito. O conhecimento veio com

motivação para continuar”; ii) A10: “Muito. Porque através dele tenho buscado novos

materiais e aprendo muito com eles” e, iii) A14: “Sim, pois tem como objetivo, a IC e a pesquisa. Quando pesquisas são realizadas, novos conhecimentos são construídos e antigos são modificados”.

Uma das questões que buscamos repetir para ver a proficuidade de cada ferramenta empregada no projeto foi referente as ferramentas mais utilizadas por eles durante o PIC. Conforme levantamento, o celular teve a primeira colocação, com 38,9%, seguido do aplicativo WhatsApp, com 27,8%. Acreditamos que esse dado se deve pelo aumento da aquisição dos dispositivos móveis, pela sociedade, nos últimos anos e principalmente por sua praticidade.

No documento MARIA GORETT FREIRE VITIELLO (páginas 93-102)