Ao igual que qualquer subcultura, a Família tem suas próprias gírias. Parte delas quase tão anti- quadas, palavras que os mortos conservaram e dis- torceram. Parte delas é moderna, desenvolvidas em uma época industrial e da informação.
Abraço: Abraçar: o ato de transformar um
mortal em vampiro.
Amaldiçoados, os: a raça a que pertence à
mais de 150 anos; é também um termo respeitoso.
Ancilla (an•CI•la): vampiros velhos demais
para serem considerados neófitos, mas ainda não soa anciões, cujos Réquiem duraram cerca de 50 a 150 anos. O plural é ancillae (na-CI-le).
Anéis do Dragão: um método místico de apren-
dizado, praticado pela Ordo Dracul, que permite aos vampiros ignorar certos aspectos de sua maldição.
Avus (AY•vuss): o avo ou patrono de um per-
sonagem em uma linhagem da qual ele não descende de fato.
Beijo: o ato de morder e consumir o sangue de
um mortal e também o prazer que esse ato proporcio- na aos dois participantes.
Camarilla (CAM•er•ill•uh): o mais antigo,
comumente acredita-se, estado da Família para go- vernar longas áreas do mundo. A Camarilla governou durante quase o mesmo tempo, e quase a mesmas par- tes do mundo, que a mortal Republica Romana e o Império.
Círculo da Anciã: uma coalizão ritualística da
Família que venera deuses, espíritos, panteões e/ou progenitores pagãos.
Claustro: uma cidade ou um domínio longo
que ficou “às escuras”, onde a Família não pode (ou querem) comunicar dentro ou fora.
Coalizão: uma facção da Família que apresen-
ta certas convicções políticas e teológicas. Existem coalizões no mundo todo, mas os pormenores muitas vezes diferem de um domínio para outro.
Cocho: as melhores regiões da cidade para a
alimentação, entre as quais se encontram as casas no- turnas e outras áreas ruidosas e apinhadas de gente.
Conclave: uma organização de vampiros que
se estende através de múltiplas cidades, mas não é um governo. Às vezes, os conclaves são grupo indi- viduais, membros da Família com ideias afins. Outras vezes, são compostas de funcionários representantes de vários domínios.
Coterie (co•te•RRI): um grupo de membros
aliados da Família
Cruac: a magia sangrenta e muito semelhan-
te à bruxaria praticada efusivamente pelo Círculo da Anciã.
Danse Macabre (DAN•se ma•CA•bre): a si-
tuação de perpétuo conflito interno entre os membros da Família de diferentes clãs, coalizões e faixas etá- rias.
Desgarrado: o vampiro que se recusa a aceitar
a soberania de um Príncipe ou de outro corpo gover- nante da Família; também conhecido como apartidá- rio ou independente.
Deva: um clã de vampiros conhecidos por se-
rem emotivos, sensuais e desejáveis.
Diablerie (dja•ble•RRI): o “canibalismo” en-
tre os membros da Família; sorver não só o sangue como também a alma de outro vampiro.
Disciplinas: as habilidades e vantagens sobre-
naturais apresentadas pelos membros da Família, que lhes permitem desaparecer, transformar-se em mor- cegos e realizar inúmeras outras façanhas inumanas.
Domínios: uma região governada (ostensiva-
mente) por uma única autoridade da Família; os do- mínios maiores correspondem às cidades e muitas vezes englobam domínios menores.
Elísio: Um local utilizado para reunir a Famí-
lia declarado território neutro e um santuário de “não violência” pelo Príncipe.
Espectro: um vampiro “nascido” de um Abra-
ço espontâneo. Usualmente vítima de um vampiro que, por razoes desconhecidas, o ergue da morte.
Ermos: porções da cidade não adequadas para
caça. Normalmente, são lugares onde as pessoas não vão de noite ou que são vigiados pela polícia.
Família; membro da Família: o termo moder-
no (e mais frequente) empregado pelos vampiros ao se referirem si mesmo e a sua raça.
Fera, a: os impulsos incipientes que afastam o
vampiro do Homem.
Feitiçaria Tebana: uma forma misteriosa de
mente pelos membros da Lancea Sanctum.
Fonte: qualquer fonte de sangue da qual a
Família possa se alimentar; empregado geralmente, mas nem sempre, em referência a um mortal.
Frangote: um neófito; um vampiro recém-
-criado sob a proteção de seu genitor.
Frenesi: um estado frenético no qual a Fera
assume total controle sobre um vampiro. A raiva, o medo e a fome podem induzir frenesis; quando se faz necessária uma certa clareza, o termo é quali- ficado pela causa (frenesi de raiva, de medo ou de fome). Quando não é qualificado, o termo geral- mente indica o frenesi de raiva.
Gado; cabeça de gado: os mortais; a expres-
são “o gado e a Família” se refere a todo o mundo.
Gangrel: um clã de vampiros conhecidos por
serem primitivos, intrépidos e selvagens.
Gatuno: vampiro que se alimenta no domínio
de outro membro da Família sem a permissão deste.
Genitor; genitora: o “pai” ou a “mãe” de um
vampiro, aquele que Abraçou um infante.
Ghul; fem. ghulah: um mortal que é alimen-
tado com a Vitae da Família e possui várias habili- dades sobrenaturais, apesar de ser muito mais fraco que a maioria dos vampiros.
Homem, o: a humanidade que o vampiro
conserva (ou tenta conservar); a centelha de morta- lidade que o distingue da Fera.
Infante: “filho” da Família; também utilizado
em referência a neófitos particularmente jovens ou como um pequeno insulto (que equivale a chamar alguém de “criança” nos círculos humanos).
Invictus (in•VIK•tus): uma das maiores coa-
lizões da Família, que acredita no governo de uma “elite” de vampiros formada principalmente por an- ciões.
Laço de Sangue o amor e a lealdade artifi-
ciais geradas pelo ato de se alimentar três vezes do mesmo vampiro; também conhecido, de maneira mais formal, como Vinculum.
Lambedor: um termo geralmente vulgar para
vampiro.
Lancea et Sanctum (LAN•kea uh SANK•- tum): uma coalizão de vampiros formada por fa-
náticos religiosos que veneram o centurião romano Longino, que foi adotado por eles como uma espé- cie de “santo padroeiro” pelo ato de pôr à prova a divindade de Cristo.
Lei Cartiana: a estranha capacidade do Mo-
vimento Cartiano para respaldar as leis místicas dos Família com força.
Linhagem: um grupo de vampiros que se
separa de um clã parental para formar uma estir- pe diferente; algumas linhagens não se distinguem significativamente do clã de origem, ao passo que outras têm poderes ou fraquezas diferentes.
Máscara: o empenho e o código legal exigi-
dos pela Tradição do Sigilo para esconder do mun- do dos mortais a existência da Família.
Mekhet (MÉ•ket): um clã de vampiros co-
nhecidos por serem rápidos e sábios.
Mortal: um humano comum. Ainda que a
Família, é em maior ou menor grau, consciente de outros monstros no Mundo das Trevas, utilizam o termo “mortal” com frequência para descrever todo aquele que não é um deles.
Morte Final: a morte real, legítima e defini-
tiva de um membro da Família, é quando cessa sua não-vida e ele nunca mais retornará como vampiro.
Movimento Cartiano: um grupo de vampi-
ros idealistas, que acreditam na possibilidade de conciliar o Réquiem com a política e a sociedade dos mortais contemporâneos.
Neófito: um vampiro jovem absorto no pró-
prio Réquiem há menos de cinquenta anos.
Nosferatu: um clã de vampiros conhecidos
por serem dissimulados, fortes e apavorantes.
Ordo Dracul (OR•do dra•CUL): uma coali-
zão de vampiros conhecidos por seus estudos místi- cos e o desejo de transcender a condição vampírica.
Patriarca: o raro vampiro que já existe há mais
de um século.
Perversão: o ato de dois Membros beberem o
sangue um do outro.
Rebanho: um grupo de mortais dos quais um
vampiro se alimenta regularmente.
Reencarnado: vampiro que perdeu toda a Hu-
manidade, sendo uma fera irracional ou um completo predador descuidado.
Refúgio: a residência de um vampiro; um san-
tuário contra a luz do sol.
Réquiem: a condição da Família; a canção lú-
gubre e maldita da não-vida de um vampiro em sua totalidade seja singular ou metaforicamente.
Sete: um clã, uma coalizão ou outro grupo de
vampiros que detesta a Família e deseja destruí-la por completo, com a exceção de seus próprios integran- tes.
Simpatia do Sangue: a mística ligação entre
vampiros “relacionados”.
Suserano: o membro da Família que exerce a
suserania sobre um vassalo; o membro dominante de um Vinculum; “domitor”.
Tradições: as três principais leis da Família,
passadas de uma geração a outra no decorrer das eras e observadas à risca em função da condição da Famí- lia.
Torpor: o sono semelhante à morte que acome-
te os membros da Família que são feridos gravemente ou passam fome durante muito tempo. Os vampiros também podem entrar voluntariamente em torpor para fugir do mundo durante algum tempo.
Vassalo: aquele que se acha comprometido
com um suserano; o membro escravizado de um Vin- culum.
Ventrue (VEN•tru): um clã de vampiros co-
nhecidos por serem régios, imperiosos e aristocráti- cos.
Vitae (Vi•te): sangue, particularmente o de um
Nenhuma igreja
na selva parte 3
Thao
.“Eddie, o que estou olhando? ”. “Hum, a sala da minha casa? ”.
“Sei que é sua sala de estar, seu idiota. Mas, quando eu visito sua subdivi- são de bordel na Sexta à noite, deveria haver algumas coisas que deveria estar
vendo. Como, por exemplo, tudo que se supõe que deverias estar me vendendo. E eu tenho certeza que você não perdeu”.
“Thao, você não pode ficar irritado comigo! Não foi minha culpa dessa vez! ”.
“Não era sua culpa que está ausente? Um favor para sua última festa do pijama talvez? ”.
“Eu não o dei isto longe, só... não o peguei”.
“Você o que”. De fato, eu precisava pegar um ar. Igualei com a vida de ou- tro, me acalmei e não matar minha estupida irmã. “Olha, sabes como funciona isto. Você e sua pequena banda de ciganos roubam algo de valor, depois, o dão para mim, e eu o vendo para pagar Papai e impedir de olhar duramente seu
X
XI
sabe como falar com as pessoas. Eu juro, é como se acreditas que podes fazer o que quiseres, agora que estais morto”.
“Seu puto. Porque você não pode reconhece desta vez? Não podíamos pega- -lo; era arriscado demais”.
“Hey, você quer tomar o mundo feroz por si mesmo? Siga em frente. Po- deria ter comprado meu caminho para a cidade atual com o muito que me arrisquei arrumando seus problemas pessoais. Vamos ver quão bem você se dará dando voltas nos subúrbios sem ninguém para te proteger”. E eu sai pela porta. E me senti livre pela primeira vez em trinta anos.
Mas, só até chegar as escadas.
“Thao, não podia pega-lo porque era do Papai”.
Um arrepio corre até minha espinha, e eu reviro os olhos e não deixo que veja meu tremor. “O que quis dizer que era do Papai? Perigoso é um pouco des- qualificado para seus amigos”.
“Foi perigoso, e todo mundo que enterrei no deserto cheirava como nos”. “Tenho que ir”.
“Thao, espere! Podemos resolver isto, mas preciso que...” fechou a porta na minha cara. “Para me escutar”. Ouvi sussurra do outro lado. E depois me afastei.
Introdução
Vampiro: o Réquiem é sobre a fantasia emocio- nante de ser um vampiro, combinada com a profunde- za e o drama que vem explorar o assustador que são os vampiros. Neste capitulo, exploramos como criar seu próprio personagem vampírico, assim como apre- sentar muitos dos terríveis poderes dos Amaldiçoa- dos. Preparado para se unir a nos na noite de neon?