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Benefícios do marketing nos social media

2.3. As redes sociais

2.3.5. Estado da arte das redes sociais 1. Facebook

2.3.5.4. Google Plus ou Google +

O Google Plus, ou Google +, lançado em 2011, é uma rede social, que apesar de não se apresentar tão popular como as restantes, conta já com 540 milhões de utilizadores ativos. Destes 62% são marketers B2B (Business to Business). Apesar das críticas e do baixo envolvimento dos utilizadores, a verdade é que o Google + conquistou 87% do top 100 das marcas (definidas pela Interbrand) e 50% destas publica conteúdo ativamente (Simply Measured, 2016).

Para os utilizadores esta rede social, principalmente com o novo design e características, permite partilhar mensagens públicas ou privadas, interagir com comunidades que partilham interesses semelhantes, criar coleções que permitem expressar-se perante os seguidores e ainda comunicar de uma forma inovadora através do Hangouts, que permite fazer transmissões em direto, vídeo chamadas, telefonemas e partilhar simples mensagens de texto.

Para Marques (2014), apesar de a maioria da audiência não estar presente nesta rede social, salienta que existem nichos de mercado com forte presença. Para o autor, algumas das vantagens associadas ao Google + são:

Ao participar no Google +, a empresa pode estar integrada com todo o sistema Google;

É uma rede social em crescimento;

Boas funcionalidades, podendo ultrapassar os concorrentes;

Integração e interação a partir da conta Gmail;

Grupos (comunidades) organizados por tópicos relevantes;

Grande controlo dos parâmetros de privacidade;

Aplicação para dispositivos móveis sofisticada;

Relevância nas pesquisas.

O Google + pode ser encarado como uma rede social vantajosa e estratégica para as empresas.

Nas palavras de Newman (2013), o que torna esta rede poderosa é a sua conexão com os restantes produtos do Google, o que permite melhorar os sistemas de otimização do motor de busca (SEO) e integrar várias ferramentas para alcançar a audiência alvo. A título de exemplo, os utilizadores podem integrar os Hangouts com o YouTube, permitindo transmitir conteúdo em direto para o YouTube. Schaffer (2013) reforça o pensamento de Newman (2013) e Marques (2014), destacando que a importância de se ter uma interação ativa no Google + influencia os resultados de procura do Google. Como refere o relatório da GBSN Research (2016, p. 20) “esta rede pode

ser aproveitada pelas marcas como forma de melhorar o seu nível de exposição, uma vez que o algoritmo do Google dá preferência a quem está presente na sua rede social”.

No panorama português, e dados da Socialbakers (2016e), os perfis do Google + com maior número de seguidores são a MEO (56 107 seguidores), a Vodafone Portugal (52 424 seguidores) e o OLX (7 681 seguidores).

Características e estratégias da rede

Tal como o Instagram em 2016, o Google + sofreu alterações em 2015. Os utilizadores da aplicação mobile da rede social têm acesso às alterações efetuadas no momento de atualização da mesma, mas no computador é possível alternar entre a nova versão e a versão anterior, uma vez que existem recursos que não estão disponíveis no novo Google +. As principais mudanças relacionam-se com os seguintes tópicos:

Marcação de fotos, informações de local e eventos: todas as ações relacionadas com os tags identificadores nas fotografias (como ver, aprovar ou eliminar), a localização das fotografias e a criação de novos eventos devem ser geridos através da aplicação para Android ou na versão clássica;

Perfil: na nova versão, os utilizadores encontram uma plataforma mais simples, que inclui as coleções, comunidades e posts e ainda a possibilidade de ver os locais que outros utilizadores partilham. Nesta versão não se encontra disponível a guia de “fotos” ou o Hangouts. Para ter acesso a estes recursos, o utilizador deve voltar à versão anterior, embora no caso do Hangouts o utilizador possa aceder diretamente à página principal (http://hangouts.google.com) ou fazer download da aplicação.

Um utilizador pode aceder ao Google + através da sua conta Gmail. Ao fazê-lo, o utilizador entra automaticamente na página inicial, e, na nova versão, encontra do lado esquerdo um menu com um conjunto de opções que vão ser abordadas de seguida: página inicial, coleções, comunidades, perfil e pessoas, e ainda definições, enviar comentários e ajuda. Na versão anterior, o utilizador encontra, para além destas opções: temas interessantes, eventos, Hangouts e páginas.

Perfil e Página inicial

O perfil dos utilizadores inclui os conteúdos partilhados, as coleções e comunidades nas quais participa. Ambas as versões da rede social apresentam o nome e uma foto de utilizador, uma foto capa, um slogan e a indicação do número de seguidores na parte superior do perfil. Caso o utilizador não escolha uma imagem de perfil, será gerada uma automaticamente pelo Google + com as iniciais do utilizador. Os seguidores e restantes pessoas podem ver mais informações sobre determinada pessoa, através dos dados disponibilizados nessa secção.

Na antiga versão do Google +, o utilizador podia ver, por baixo da foto de capa do perfil, informações (básicas, histórico profissional, pessoas que pertencem ao círculo, entre outras), as publicações efetuadas e denominadas como “mensagens”, coleções, fotos, vídeos de YouTube

carregados pelo utilizador, conteúdos marcados com “+1” e comentários feitos no perfil. A nova versão permite ver as mensagens/publicações do utilizador, quais as coleções e comunidades em que participa e aceder a informações mais detalhadas e disponibilizadas por este (Google +, s.d.).

O proprietário do perfil é capaz de gerir as permissões de uma forma detalhada, ou seja, escolher ao pormenor aquilo que é, ou não, visível para os seus seguidores e outros utilizadores em geral a partir das definições (Google +, s.d.; Marques, 2014).

Em relação à página inicial, na nova versão do Google +, esta apresenta as publicações mais recentes e ainda a possibilidade de publicar um novo conteúdo a partir desta página. Na versão anterior, para além da capacidade de publicação e da visualização dos conteúdos mais recentes, o utilizador encontra, na parte superior, um conjunto de opções: todos (consiste no feed de notícias com as publicações mais recentes), amigos, família e conhecidos (apresenta as publicações das pessoas que se encontram nesses círculos), mais (outros círculos e a definição do formato de visualização das publicações) e menções. Ainda na mesma secção, do lado direito, o utilizador encontra sugestões e a opção de seguir novas pessoas e Hangouts. No Google + os utilizadores podem seguir pessoas e coleções e participar em comunidades, cujos conteúdos passam a aparecer na sua página inicial. É de salvaguardar que um utilizador pode seguir outro, sem que este o siga de volta (Google +, s.d.; Marques, 2014).

Publicações/Mensagens

As mensagens podem ser enviadas para vários utilizadores individuais em simultâneo, para coleções em que se seja administrador e círculos ou enviar mensagens privadas. Estas mensagens podem conter texto, fotografias (sendo possível adicionar mais do que uma na mesma mensagem e definir se as pessoas podem ou não fazer download destas), links (aparecendo uma imagem miniatura à semelhança do que acontece com outras redes sociais), sondagem ou localização. A versão clássica permite adicionar vídeo (através da pesquisa de vídeos, de um URL do YouTube ou do carregamento a partir de um dispositivo do utilizador), e eventos.

As mensagens publicadas podem ser sinalizadas com “+1”, que equivale a um “gosto” comumente conhecido noutras redes sociais, partilhadas ou comentadas. Os comentários podem ser respondidos através da conta Gmail associada à rede social, se as definições de notificação assim o permitirem. Quando o utilizador coloca um sinal “+” ou “@” antes do nome de um utilizador poderá identificar essa pessoa (Google +, s.d.; Marques, 2014).

Dados do inquérito da GBSN Research (2016), permitem deduzir que a maioria dos marketers questionados não utiliza o Google +. Os autores do relatório afirmam que a melhor prática ao nível das publicações se situa, em média, em três publicações por dia, destacando que quanto mais publicações, maior o engagement e melhores poderão ser os resultados de pesquisa do motor de busca do Google. Schaffer (2013) não aponta um número específico de publicações, mas salienta que o Google +, tal como o Twitter, precisa de mensagens frequentes para sobressair porque

existem muitos benefícios associados à frequência dos posts. No entanto, como ainda menciona, tudo depende da qualidade dos conteúdos a publicar e como é que a audiência interage.

Pessoas

No separador “Pessoas”, o utilizador encontra as pessoas que está a seguir, os seus seguidores e ainda pode procurar pessoas que eventualmente poderá querer seguir. A partir do separador “a seguir” o utilizador pode adicionar um novo círculo, assim como alterar as definições, ver as mensagens publicadas ou eliminar círculos já existentes. Na versão anterior do Google + a disposição desta secção é diferente. Para além das opções que se encontram na nova versão, o utilizador pode descobrir pessoas ou outras entidades do seu interesse, como marcas, figuras públicas ou bandas, subdivididos em diferentes categorias, no menu “Descubra”. A partir deste menu é possível seguir todos os perfis apresentados de uma só vez. Para além disso, na versão clássica, o utilizador pode importar contactos da sua conta Gmail para descobrir pessoas e ainda ter conhecimento de quem o adicionou (Google +, s.d.; Marques, 2014).

Círculos

Newman (2013) refere que as conexões no Google + são desenvolvidas essencialmente através dos círculos, que apresentam dois propósitos: relações e interesses. A partir desta ferramenta única, os utilizadores segmentam e reagrupam as pessoas em círculos. Assim, os círculos têm como principal função juntar pessoas, mesmo que não sejam seguidores, e partilhar informação com estas, através de mensagens ou coleções. Os utilizadores que façam parte de um círculo podem também participar em Hangouts (Google +, s.d.).

Coleções

As coleções permitem aos utilizadores organizar conteúdos por temas, que os seguidores, de acordo com as suas preferências e interesses, decidem ou não seguir, de forma a receberem atualizações e notificações dessas coleções assim como interagir com os conteúdos. Os criadores da coleção podem definir se as pessoas podem seguir automaticamente a coleção, ver quem a segue, alterar o aspeto da página, eliminá-la e publicar conteúdo. É ainda possível fixar um post na parte superior da página, destacando desta forma o seu conteúdo. As coleções podem ser editadas a partir de um computador e dispositivos móveis (Google +, s.d.).

Comunidades

Nas comunidades é possível partilhar conteúdo e conversas com outros utilizadores que partilhem interesses comuns. Os utilizadores ao participarem numa comunidade podem ver as publicações na página inicial, publicar conteúdos, comentar e sair quando assim desejarem. É ainda permitido ao utilizador moderar a quantidade de publicações que aparecem na sua página inicial e ver as comunidades em que participam outros utilizadores. O criador de uma comunidade pode, por sua vez, escolher quem pode ver e participar, adicionar pessoas como moderadoras ou proprietárias, remover pessoas, moderar as publicações e comentários, editar a aparência da página e apagar a

comunidade. As funções que o proprietário e o moderador podem desempenhar numa comunidade são apresentadas na tabela 6 (Google +, s.d.).

Tabela 6 – Funções de um proprietário e de um moderador numa comunidade do Google +. Fonte:

Elaboração própria

Funções Proprietário Moderador

Convidar pessoas para participar na comunidade  

Aprovar solicitações de participação  

Banir ou remover pessoas da comunidade  

Editar as informações sobre a comunidade  

Apagar a comunidade  

Tornar outros membros da comunidade moderadores

ou proprietários  

Rebaixar de moderador a membro ou proprietário a

moderador  

Moderar posts e comentários na comunidade  

Deixar a função de moderador e tornar-se membro  

Tal como noutras redes sociais, é possível fixar um conteúdo na parte superior da página da comunidade e, ao nível dos conteúdos, o administrador da comunidade pode aplicar filtros de forma a diminuir a quantidade de spam e conteúdos impróprios e/ou ofensivos. Alguns posts podem necessitar de aprovação para serem expostos (Google +, s.d.).

As comunidades podem incluir tópicos que enquadram os conteúdos e permitem que os utilizadores encontrem mais facilmente aquilo que procuram. Ao publicar na comunidade, os utilizadores podem escolher o tópico, desde que tenha sido definido pelo proprietário. Para além disso, existe uma barra de pesquisa e a possibilidade de escrever uma definição da comunidade (onde se pode associar um website, por exemplo) (Marques, 2014).

A grande diferença entre uma comunidade e uma coleção baseia-se nos termos de publicação.

Enquanto na coleção apenas a pessoa que a criou pode publicar conteúdo, nas comunidades é possível ter mais que um proprietário e várias pessoas podem participar contribuindo com conteúdos (Google +, s.d). As comunidades assemelham-se muito aos grupos de Facebook, muito embora, nas palavras de Marques (2014, p. 158), a “grande vantagem” da comunidade “é que permite criar tópicos, ficando o grupo muito mais organizado, do que, por exemplo, no Facebook, que é muito mais rudimentar”. A Simply Measured (2016) aponta as comunidades e as coleções como ferramentas essenciais para fazer crescer a presença social na rede e, portanto, as empresas devem focar-se e participar ativamente.

Temas interessantes

Disponível apenas na versão clássica, esta secção apresenta os conteúdos mais interessantes e recomendados quando se pesquisa por determinado hashtag. Para Marques (2014, p. 157) conhecer os temas mais populares é “muito interessante até para benchmarking e para saber que assuntos estão a gerar mais interesse”.

Eventos

Os eventos podem ser agendados pelo utilizador. Os dados obrigatórios são a data, hora e o título do evento, sendo opcional adicionar uma localização, detalhes sobre o evento, URL’s do website ou YouTube, informações de estacionamento e enviar convites a utilizadores, círculos ou endereços de e-mail. O utilizador pode definir se os convidados podem convidar outras pessoas e se podem adicionar fotografias. Os eventos apresentam capas que podem ser fixas ou animadas e que podem ser selecionadas de entre um leque de opções ou carregadas pelo utilizador (Google +, s.d.). Para Marques (2014) as capas animadas destacam-se mais do que as restantes.

Funcionalidades

Hangouts

Os Hangouts permitem o envio de mensagens individuais ou de grupo com fotos, emojis, GIF’s e mapas e a efetuarem chamadas de voz e vídeo chamadas. Os utilizadores podem transmitir em direto conversas no Google +, no YouTube e no seu website, aproveitando esta ferramenta para responder a questões colocadas previamente pelos seguidores. Os Hangouts em direto podem ser agendados e só podem participar até dez pessoas.

Google My Business

As páginas que outrora podiam ser criadas a partir do Google +, que constituíam uma ferramenta para as empresas, foram substituídas pelo Google My Business que é uma ferramenta gratuita a partir da qual os negócios podem aparecer mais rapidamente na pesquisa do Google e colocar informações suas no painel do conhecimento (como o horário de funcionamento ou os contactos, como se pode ver na figura 29), no Google Maps (com marcadores de local – ver figura 29) e no Google +, tornando mais fácil o encontro por parte do utilizador da empresa em questão (Google My Business s.d.). Esta ferramenta do Google permite criar Localizações, onde as empresas podem, gratuitamente, gerir um conjunto de locais através dos quais os utilizadores possam facilmente encontrar a empresa (Google My Business, s.d.).

Figura 29 – Exemplo de informações disponibilizadas no Painel do Conhecimento e nos Marcadores de Local no Google Maps. Fonte: Google My Business (s.d.)

Para usufruir destas vantagens, a entidade deve criar uma conta do negócio e associar os elementos, como por exemplo, associar a conta do Google + ao Google Maps. A partir de então, pode gerir as informações que os utilizadores do Google visualizam quando procuram pela empresa. É importante perceber o comportamento dos utilizadores e saber aquilo que pesquisam e procuram de forma a otimizar a informação disponibilizada. É importante manter os dados atualizados, apresentar fotos atrativas que mostrem a oferta da empresa, ler e responder a comentários, questões e críticas, sendo práticas essenciais. Embora as informações comerciais assertivas e conteúdo de qualidade possam ser fatores tidos em conta, não existem, ainda assim, garantias que a empresa tenha um marcador de local no Google Maps, apareça nos resultados de pesquisa, ou no painel do conhecimento. O algoritmo do Google determina estas questões de acordo com a relevância, distância e proeminência da empresa. A Simply Measured (2016) realça que tirar partido desta ferramenta será uma mais-valia, atendendo que através do Google My Business, o negócio é diretamente associado quando alguém o procura na esfera do Google.

2.3.5.5. YouTube

O YouTube surge em 2005, época em que as câmaras de filmar com qualidade começaram a emergir e estar ao alcance das pessoas. Onze anos mais tarde e com o enorme desenvolvimento registado ao nível dos gadgets e da adesão massiva por parte da população destes dispositivos, o YouTube afirma-se como um dos websites mais popular da Internet, a nível mundial e o seu crescimento tem sido imparável (Marques, 2014; Sweeney & Craig, 2011). De acordo com dados do próprio YouTube, o número de utilizadores é já superior aos mil milhões, gerando centenas de milhões de horas de vídeo assistido todos os dias e milhares de milhões de visualizações. O crescimento do tempo de visualização dos vídeos do YouTube cresceu cerca de 50% nos últimos três anos, enquanto o número de pessoas que assistem a conteúdos diariamente cresceu 40%

nos últimos dois anos. Atualmente, as pessoas têm uma grande tendência para fotografar e filmar a partir dos seus dispositivos móveis e posteriormente publicar nas redes sociais (Sweeney &

Craig, 2011). Mas as visualizações de conteúdos no YouTube também cresceram a partir destes dispositivos. As informações do YouTube (2016) apontam para que mais de metade das visualizações tenha origem nos dispositivos móveis, acrescentando ainda que, em média, um utilizador assiste a mais de 40 minutos de vídeo e que o número de horas que as pessoas passam a assistir vídeos cresceu 100%.

É de salientar que 80% das visualizações advêm de várias zonas do globo fora dos EUA e, de forma a ser cada vez mais eficiente, o YouTube desenvolveu versões locais em mais de 88 países e conta com um total de 76 idiomas disponíveis (YouTube, 2016).

O principal objetivo desta rede social consiste em oferecer aos seus utilizadores a liberdade de descobrir, ver e partilhar vídeos originais e criativos, para além de uma plataforma onde os mesmos utilizadores podem interagir entre si.

Atendendo a este panorama geral, o YouTube é uma ferramenta com várias características de interesse para os negócios e marketers (Sweeney & Craig, 2011). Marques (2014) salienta que o

YouTube, se bem gerido e com bons conteúdos, pode auxiliar os negócios a aumentarem a sua notoriedade, gerar tráfego para o website e melhorar os resultados da estratégia de marketing.

De acordo com o relatório da GBSN Research (2016) sobre as redes sociais, as marcas com maior sucesso no YouTube são marcas que conseguem captar a atenção do consumidor em poucos segundos, dinâmicas e principalmente relacionadas com interatividade. Em Portugal, no mês de Junho de 2016, de acordo com dados da Socialbakers (2016f), as empresas que lideram pelo número de visualizações no YouTube são a MEO (19 635 357 visualizações e 10 561 subscritores), a Vodafone Portugal (17 427 925 visualizações e sem dados sobre as subscrições) e a L’oreal Paris Portugal (16 646 061 visualizações e 7 574 subscrições).

Características e estratégias da rede

O YouTube é uma ferramenta simples e que pode gerar grande valor para as empresas, com uma boa manutenção e gestão. Marques (2014) refere alguns pontos essenciais que devem constar da estratégia de participação neste canal, nomeadamente, a definição de uma imagem de perfil e de capa, links para o website e outras redes sociais, a descrição deve ser apelativa, o trailer do canal curto e atrativo, o URL deve ser personalizado e as secções devem ser bem trabalhadas. Os vídeos podem ser carregados, criados através de fotografias, transmitidos em direto e ainda editados facilmente. Algumas das características do YouTube e as suas potencialidades são apresentados de seguida.

Canais

O YouTube permite aos utilizadores criarem o seu próprio canal, sendo para tal necessário registar-se através da conta do Gmail. Normalmente a conta de YouTube está associada ao perfil do Google +, no entanto é possível desassociar as contas. As duas redes sociais partilham os mesmos dados, o que significa que as alterações efetuadas ao nível das informações ou, por exemplo, ao nível da imagem de capa, serão apresentadas nas duas plataformas. Da mesma forma, sempre que o utilizador carregar um vídeo, este será automaticamente publicado no perfil do Google + (Marques, 2014).

Ao se apreciarem os conteúdos publicados por determinado utilizador, as pessoas podem optar por subscrever o canal, ficando automaticamente adicionado no menu “Subscrições” do lado esquerdo, após se efetuar o respetivo login da conta.

Desenvolver um canal próprio no YouTube pode ser uma mais-valia. As vantagens são apresentadas por Sweeney e Craig (2011) e são sumariadas nos seguintes tópicos:

 Todos os vídeos carregados estão numa única plataforma, de acesso fácil para a audiência;

 Todos os vídeos carregados estão numa única plataforma, de acesso fácil para a audiência;