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Eu gostei do projeto porque ele ajudou a gente e eu aprendi os nomes dos personagens da Vila

No documento HISTÓRIAS DE MUDANÇAS 2016 (páginas 30-37)

Sésamo. Hoje nós fizemos a Feirinha de Trocas

na nossa escola e quem pôde ajudar trazendo

alguma coisa para trocar, trouxe. Eu trouxe

coisas de cozinha, panelinha, e troquei por uma

fantasia de Minnie. Achei muito legal e não

precisei gastar dinheiro, porque esse projeto

fala sobre economizar e gastar só com o que a

gente precisa.

Maria Eduarda, aluna do 1º ano – Escola Estadual Profª Dirce Pastore Donato

DEPOIMENTO VII

Aprendi que devemos compartilhar com quem não tem. Podemos doar brinquedos se eles estiverem bons. Também aprendi a fazer brinquedos: bola de meia, foguete de garrafa e papelão, peteca, bilboquê, cama de gato (com barbante) e bonecos.

Lohan Santos Corrêa Silva, aluno do 1º ano – Escola Estadual Luís Elias Attiê

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DEPOIMENTO VIII

Aprendi a poupar, a gastar só o que tenho. Para comprar tem que planejar, tem que fazer escolhas. Também aprendi a fazer histórias quando colei os desenhos no

dado.

Agora economizo água e luz e ensino

o que aprendi para os meus parentes.

Cuido

das coisas que tenho para não estragar, faço doação das roupas e sapatos – quando estão pequenos. Eu ajudo os amigos que têm dificuldade de aprender.

Maria Eduarda Fortes de Souza, aluna do 1º ano – Escola Estadual Luís Elias Attiê

DEPOIMENTO IX

O que mais chamou a atenção da equipe escolar foi a escolha dos materiais do projeto. Além disso, os objetivos bastante claros (Sonhar, Planejar, Alcançar) e a formação oferecida direcionaram e encaminharam todas as atividades. A palavra mágica que desencadeou as demais atividades foi SONHAR, e também norteou o projeto aqui na escola Luiz Cintra. Sonhamos, planejamos e alcançamos uma salada de frutas coletiva, produzimos os cofrinhos, a vendinha especial... Esse projeto desencadeou outros projetos e “incendiou” a escola toda. Os alunos dos segundos anos produziram brinquedos de sucata e os ofertaram aos alunos dos primeiros anos (deram significado a palavra doar); por sua vez, os quintos anos sonharam, planejaram e alcançaram uma peça teatral, adaptando para o projeto “Vila Sésamo apresentam João e Maria”. Em DOAR, TROCAR e COMPARTILHAR, toda a equipe docente desengavetou objetos que não usavam e trouxeram para uma atividade diferenciada para o dia de planejamento na escola. Uma das mães da APM arrecadou brinquedos para a nossa brinquedoteca na comunidade, houve a doação de cadeiras para compor a sala de vídeo/multiúso pelo Colégio Alemão Humbodt, em Interlagos. Enfim, este projeto deu VIDA aos sonhos de todos nós, acendeu a chama da solidariedade, da compreensão e da necessidade humana de poupar para ter sempre. Gratidão!

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DEPOIMENTO X

Os alunos aprenderam a compartilhar e a doar objetos que, para eles, não eram mais tão legais, mas para outros eram de grande valia, como um brinquedo, um livro, uma roupa. Também compartilharam um abraço, uma palavra de conforto. Juntamente com os alunos, também colaboramos para o meio ambiente, plantando árvores frutíferas na escola, e também na confecção de brinquedos recicláveis. Com isso, temos certeza de que formaremos

cidadãos mais conscientes.

DEPOIMENTO XI

O projeto veio ao encontro da necessidade da comunidade escolar (alunos, professores, pais e funcionários), fortalecendo o desenvolvimento de hábitos/comportamentos de todos os envolvidos. Nosso segundo ano de desenvolvimento

do projeto Sonhar, Planejar e Alcançar – Fortalecimento Financeiro para Famílias fez com que o projeto se estruturasse melhor, obtendo assim um melhor resultado. Sem falar na conquista de novos espaços como a sala de leitura (em 2015) e a brinquedoteca (em 2016). A iniciativa nos dois anos em que foi

desenvolvida na Escola Estadual Luis Elias Attiê trouxe muitos benefícios para a aprendizagem dos alunos e da comunidade, fazendo com que eles vissem a importância do planejamento para realização dos seus sonhos.

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DEPOIMENTO XII

Há três anos cheguei à escola e deparei com uma situação bastante diferente da que eu imaginava. Achava a escola triste, sem cor e sem espaço interativo para os alunos. Nós professores sempre tínhamos esse diálogo de como poderíamos transformar esses espaços em ambientes construtivos. Uma das dificuldades era implantar projetos com parcerias, pois somente assim seria possível alcançar o que desejávamos. O que sonhávamos para a escola? Como poderíamos alcançar dentro das possibilidades que tínhamos? Passados esses dois anos, conseguimos realizar dois dos nossos ‘sonhos’ principais: uma sala de leitura, um espaço para a criança interagir com livros e um local agradável onde os livros estivessem à disposição delas e o outro sonho, um espaço da brinquedoteca. Há aqui crianças de 1º ano que chegam com 6 anos, e não existia espaço de lazer. Queríamos um espaço onde elas pudessem brincar, desenvolver atividades lúdicas, um espaço colorido, e agora estamos realizando mais esse sonho.

Para a construção da brinquedoteca, os alunos nos deram como sugestão (e nós acolhemos) separar os brinquedos que não utilizavam mais, fazer uma seleção desses brinquedos e trazer para a escola para eles passassem a pertencer a todos. Contamos com ajuda das famílias e dos nossos amigos, fizemos uma campanha de arrecadação, colocamos no Facebook e conseguimos muita coisa. Também realizamos oficinas para reparar os brinquedos que estavam danificados. Vimos, de forma bem clara, como o projeto saiu da sala de aula e chegou às famílias.

Percebemos mudanças de atitudes e desde o começo vimos que a palavra sonho também passou a fazer parte do vocabulário das pessoas. Trabalhamos em uma escola que tem muitas dificuldades; então, essa autoconfiança foi muito legal. Hoje, se perguntarmos

‘Vamos fazer tal projeto, o que dá pra fazer?’; as crianças têm várias ideias com possibilidades; a iniciativa abriu esse leque na vida delas. Outra coisa interessante foi que as atividades trouxeram os pais para dentro da escola. É um projeto para a vida, e encontramos os resultados com muita frequência.

Essa parceria com a Vila Sésamo fez a diferença pela motivação e pelo encantamento que os personagens trazem para as crianças. Muitas passaram a buscar referências e, até mesmo, as características e personalidades dos personagens possibilitaram uma identificação das crianças com eles; isso, então, aproximou e trouxe entusiasmo para todos.

Educadora Simone Andrade Ferreira – Escola Estadual Luís Elias Attiê

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Capital de Minas Gerais – MG.

População estimada: 2.479.175 residentes. De acordo com o Atlas do Desenvolvimento

Humano, no município, a proporção de crianças de 5 a 6 anos na escola é de 93,68%.

A capital mineira é também sede da terceira concentração urbana mais populosa do país. Belo Horizonte já foi indicada pelo Population Crisis Commitee, da ONU, como a metrópole com melhor qualidade de vida na América Latina e a 45ª entre as 100 melhores cidades do mundo.

Tem o quinto maior PIB entre os municípios brasileiros, representando 1,38% do total das riquezas produzidas no país.

Um dos maiores centros financeiros do Brasil, Belo Horizonte é caracterizada pela predominância do setor terciário em sua economia. Mais de 80% da economia do município se concentra nos serviços, com destaque para o comércio, serviços financeiros, atividades imobiliárias e administração pública. Segundo pesquisa da Fecomercio/MG, o nível de endividamento da população de Belo Horizonte é de cerca de 51,6%. Desse total, 45,3% disseram que comprometeram de 31% a 50% de sua renda para o pagamento de dívidas.

No documento HISTÓRIAS DE MUDANÇAS 2016 (páginas 30-37)

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