• Nenhum resultado encontrado

junto do tecido empresarial. Esta tipologia tem o objetivo central de ajudar a colmatar as fragilidades intrínsecas do tecido empresarial, assumindo-se como uma das medidas de política contra-cíclicas, escassas no quadro de combate à crise económica e financeira.

Em termos globais, no ano de 2012, foram abrangidos 328.820 formandos, evidenciando o gráfico 3.3.1 que a TI da inovação e gestão realizada por entidades empregadoras obteve a maior execução física (167.989 formandos), seguindo-se a uma distância ainda razoável as operações realizadas pela Administração Pública (84.101 formandos), e por fim as intervenções da formação-ação para PME’s e para entidades da economia social (76.730 formandos), o que dá uma relação de 3 abrangidos do setor privado (incluindo para este efeito os abrangidos do 3º setor) para 1 abrangido do setor público administrativo e administração autárquica. Porém, esta relação altera-se se a variável em análise for o tempo despendido na formação (ver análise das tipologias).

Intervenções no tecido produtivo

O indicador da formação-ação agrega duas realidades operacionais distintas tanto no que se refere às unidades económicas que as constituem – empresas e entidades da economia social – como no que se refere aos sistemas de gestão e controlo das suas candidaturas, encontrando-se a primeira entregue à contratualização e a segunda à gestão direta da Autoridade de Gestão. O indicador foi definido juntando estas duas realidades, seguindo-se uma análise do contributo de cada uma delas para a meta estipulada.

Quadro 3.3.1 – N.º de empresas/entidades abrangidas em programa formação-ação

Indicador Tipologia Para o ano de 2012 Meta (média anual) Nº de empresas e outras entidades

abrangidas em programas de formação-ação para PME (1)

TI 3.1.1 + 3.1.2 5.590 4.500 TI 8.3.1 + 8.3.1.2 125 170

Total 5.715

(1) Apuramento líquido de repetições por distribuição territorial das entidades destinatárias. Estas repetições estão refletidas nos quadros seguintes. Gráfico 3.3.1 – Formandos abrangidos no eixo 3

 

As Tipologias em análise têm como objetivo promover ações de formação-ação padronizada e individualizada, visando proporcionar serviços de formação e consultoria articulados entre si, definidos em função das necessidades específicas dos destinatários. São destinatários das ações desenvolvidas no âmbito destas Tipologias as PME’s (TI 3.1.1 e 8.3.1.1) e as entidades da economia social (TI 3.1.2 e 8.3.1.2) com número de trabalhadores igual ou inferior a 100.

No primeiro caso, a gestão é assegurada por sete Organismos Intermédios com subvenção global, dos quais 6 (seis) de natureza privada. No segundo caso, a tipologia de formação-ação destinada às entidades da economia social é operacionalizada mediante candidaturas das entidades beneficiárias da economia social diretamente junto da Autoridade de Gestão.

A análise efetuada ao indicador para o ano de 2012 releva uma execução de 124,22% face à meta para as regiões de convergência, e 73,53% para a região do Algarve, tendo sido abrangidas 5.590 empresas e entidades da economia social para as regiões de convergência e 125 unidades para a região do Algarve. A contribuição das entidades da economia social para o indicador assume uma expressão discreta que ronda os 4,84%, cabendo ao setor empresarial e ao empenho de cada um dos organismos intermédios, dentro dos limites das contratualizações estabelecidas, os níveis atingidos no presente indicador.

Formação-ação para PME – TI 3.1.1 e 8.3.1.1 A tipologia de intervenção 3.1.1 – programas de formação-ação para PME visa o desenvolvimento de estratégias integradas e flexíveis de consultoria e formação orientadas para o tecido empresarial constituído pelas micro, pequenas e médias empresas até 100 trabalhadores. Constitui, por isso, objetivo desta tipologia a melhoria dos processos de gestão destas empresas e o reforço das competências dos seus dirigentes, quadros e trabalhadores.

As ações de Formação – ação podem ter dois tipos de organização: padronizadas, se definidas em função de características e necessidades comuns aos destinatários do mesmo sector de atividade, assentes em diagnósticos de necessidades e em planos estratégicos de âmbito sectorial; ou individualizadas se definidas em função das necessidades específicas dos destinatários, tendo por base o diagnóstico das suas necessidades individuais.

Para a gestão desta tipologia a Comissão Diretiva do POPH celebrou contratos de delegação de competências com 7 (sete) organismos intermédios, atribuindo subvenções globais diferenciadas, às quais estão indexados objetivos, designadamente em termos de número de empresas a quem devem ser proporcionados serviços de formação, diagnóstico e aconselhamento e também formação profissional na modalidade formação-ação:

 

- Associação Industrial Portuguesa (AIP) - Associação Empresarial de Portugal (AEP) - Confederação do Comércio e Serviços de

Portugal (CCP)

- Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP)

- Conselho Empresarial do Centro/Câmara de Comércio e Indústria do Centro (CEC/CCIC) - Associação Industrial do Minho (AIMinho)

- Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (IAPMEI)

O quadro 3.3.2 representa o nível de execução física atingido no ano de 2012 na formação-ação, evidenciando que 5.489 empresas participaram em ações de formação profissional e/ou consultoria. Quanto à sua representatividade regional, estas empresas distribuem-se pelas regiões de convergência - a região Norte destaca-se das restantes abrangendo mais de metade das empresas (51,18%), seguida da região Centro (33,43%) e do Alentejo (13,15%). A região do Algarve assume um peso relativo muito inferior às regiões de convergência per si (2,24%). Estes resultados estão em linha com a distribuição no território do tecido empresarial, tendo em consideração que a maior concentração de empresas se observa na região Norte, seguindo-se a região do Centro38. O input de cada um dos organismos intermédios para a obtenção destes resultados por região não será indiferente à dinâmica da sua rede associativa no território do Continente.

Em termos de dimensão, 3.465 são micro empresas, 1.759 pequenas empresas e 265 médias empresas, o que comprova a aderência à realidade na definição do alvo preferencial da intervenção da tipologia. Efetivamente, participaram uma larga maioria de micro e pequenas empresas em ações de modernização dos seus processos organizacionais, que de forma autónoma não teriam capacidade para mobilizar os recursos financeiros necessários para ações equivalentes.

Não obstante ser mais representativo o número de micro empresas, a sua representação não é diretamente proporcional à dimensão desta classe de dimensão no tecido empresarial, o que não é necessariamente uma constatação negativa, dado que as pequenas empresas, melhor representadas face à sua classe em termos nacionais, terão uma massa crítica mais capaz para transformarem a sua participação nas ações em oportunidade de modernização organizacional ou de negócio.

Quadro 3.3.2 – Distribuição das empresas/entidades executoras por região e dimensão Organismos

Intermédios Total Norte Centro Alentejo Algarve

Micro

38Fonte: INE, Empresas em Portugal 2009

 

Organismos

Intermédios Total Norte Centro Alentejo Algarve

Micro

Tomando o conjunto das 5.489 empresas e analisando a sua distribuição pelas atividades económicas (Quadro 3.3.3), constata-se que, o ‘sector do comércio a retalho, exceto de veículos automóveis e motociclos (47)’ é o que está mais representado, seguindo-se-lhe ‘agricultura, produção animal, caça e atividades dos serviços relacionados (01)’, o ‘comércio por grosso (inclui agentes), exceto de veículos automóveis e motociclos (46)’, o setor da ‘ restauração e similares (56)’, o setor das ‘ atividades especializadas de construção (43)’, a ‘fabricação de produtos metálicos, exceto máquinas e equipamentos (25)’, as ‘indústrias alimentares (10)’, o ‘ comércio, manutenção e reparação , de veículos automóveis e motociclos (45)’, a ‘ promoção imobiliária (desenvolvimento de projetos de edifícios); construção de edifícios (41)’ e as ‘ atividades de arquitetura, de engenharia e técnicas afins; atividades de ensaios e de análises técnicas (71)‘. Nos dez setores de atividade anteriormente enunciados concentram-se cerca de 63% das empresas executoras sendo que as restantes entidades (37%) dispersam-se pelos restantes 65 setores. Esta implantação setorial reflete a implantação dos setores de atividade mas não traduz ainda a estimulação da procura nos setores industriais que os organismos intermédios estão a promover na segunda fase da contratualização.

Quadro 3.3.3 Empresas/entidades executoras por atividade económica CAE (1) Total Micro

 

CAE

(1) Total Micro

Empresa Pequena

Empresa Média

Empresa CAE Total Micro Empresa Pequena

Empresa Média

O quadro 3.3.4 sistematiza a distribuição do volume de horas, n.º de formandos e horas de consultoria pelos vários organismos intermédios, concluindo-se que todos privilegiaram a dimensão formativa, a qual abrangeu 66.205 pessoas com uma média de 19,41 horas por pessoa, sem prejuízo do reforço da componente de consultoria com a continuação do desenvolvimento dos projetos, o que é consistente com a aproximação da formação ministrada às unidades de curta duração prevista no Catálogo Nacional para as Qualificações.

Quanto à componente de consultoria, verifica-se que as horas de consultoria individualizada predominam no total das horas desta componente.

Quadro 3.3.4 – Indicadores físicos das tipologias 3.1.1 e 8.3.1.1 - Formação-Ação Organismos Intermédios

 

CCP 126.309,00 8.750 20.767,50 37.030,00

IAPMEI 49.353,50 590 0,00 0,00

Total 1.285.169,00 66.205 20.767,50 239.644,00

Quanto à distribuição territorial refletida no quadro 3.3.5, verifica-se que, na região Norte, a maior percentagem de empresas com a intervenção concluída se situa no distrito do Porto (20,44%), seguindo-se Braga com 12,12%. Na região Centro destaca-se o distrito de Aveiro com uma expressão que ronda os 8,76%, seguido do distrito de Leiria com cerca de 7,45%.

Quadro 3.3.5 – Distribuição das empresas por distrito

No ano de 2012 Distritos Total Micro

Empresa Pequena

Empresa Média

Empresa Distritos Total Micro

Empresa Pequena

Formação-ação para entidades da economia social – TI 3.1.2 e 8.3.1.2 A Tipologia de Intervenção 3.1.2 visa desenvolver as competências dos colaboradores e das organizações da economia social, melhorando a qualidade das suas prestações, a eficácia da gestão e contribuir para a sua competitividade e sustentabilidade, utilizando uma metodologia participativa de consultoria e formação.

Os projetos são desenvolvidos por entidades de natureza associativa de âmbito nacional, que atuem como polos dinamizadores junto de entidades da economia social constituindo-se como entidades destinatárias das

 

intervenções as cooperativas, mutualidades e instituições com finalidade social, nomeadamente as instituições particulares de solidariedade social, as misericórdias e as associações de desenvolvimento local.

As ações de formação-ação podem ser padronizadas, se definidas em função de características e necessidades comuns aos destinatários do mesmo sector de atividade, assentes em diagnósticos de necessidades e em planos estratégicos de âmbito sectorial, ou individualizadas se definidas em função das necessidades específicas dos destinatários, tendo por base o diagnóstico das suas necessidades individuais.

No que respeita ao ano 2012 esta intervenção envolveu 226 entidades da economia social, sendo praticamente a sua totalidade pertencente às regiões de Convergência, com uma representatividade de 99% .

Quadro 3.3.6 - Entidades executoras por atividade económica e região

CAE Total Norte Centro Alentejo Algarve CAE Total Norte Centro Alentejo Algarve

10 6 0 0 6 0 87 23 12 10 1 0

46 1 0 1 0 0 88 64 32 27 3 2

84 94 41 39 14 0 94 22 16 6 0 0

85 16 1 7 8 0 Total 226 102 90 32 2

Da análise da distribuição das entidades destinatárias por atividade económica, retira-se que os resultados diferem ligeiramente face aos anos anteriores. As atividades de proteção civil (CAE 84) assumem pela primeira vez um lugar de destaque com 41,6% das entidades envolvidas, seguidas das atividades de apoio social (CAE 88) que continuam a ser uma das áreas com mais relevância, 28,3%, situação que se coaduna com o perfil das entidades candidatas no âmbito desta tipologia.

Nos anos de 2009 a 2011 era na região Centro que se registava o maior número de entidades apoiadas.

Contudo no ano 2012, o Norte assume uma maior representatividade com 45,1%, seguindo-se a região Centro com 39,8%, o Alentejo com apenas 14,2% e o Algarve com um valor residual de 0,9%. Esta inversão decorre de neste ano ter ocorrido uma concentração do encerramento de projetos da região Norte.

Quadro 3.3.7 - Indicadores físicos para as entidades da economia social, por região Regiões

Para o ano de 2012 Formação Consultoria

padronizada (horas)

Consultoria individualizad a (horas) Volume (horas) Formandos

Norte 83.025 4.136 141 4.456,5

Centro 86.410 4.641 47,5 3.536

Alentejo 36.102 1.618 29 1.928

Algarve 2.218 130 0 29

Total 207.755 10.525 217,5 9.949,5

 

No total dos projetos abrangidos foram realizadas 976 ações de formação, envolvendo um total de 10.525 formandos, dos quais 2.020 são homens (19,2%) e 8.505 mulheres (80,8%), distribuição que reflete a realidade do setor da economia social, em que a maioria da população trabalhadora neste setor é, essencialmente, feminina.

Da análise do quadro é possível aferir que a duração média da formação situa-se 19,73 horas por pessoa, resultado que se considera consistente com a aproximação de conteúdos programáticos das unidades de curta duração aplicáveis ao setor e previstas do Catálogo Nacional para as Qualificações. Para além disso, a diminuição da duração média da formação que se registou face aos anos anteriores, prende-se com o facto de no ano em análise estes indicadores terem por base apenas um concurso (20/2009), que se encontra numa fase de encerramento e cuja execução tem vindo a ser declarada desde o ano 2010.

Quanto à componente de consultoria foram abrangidos o total de 2.899 formandos (644 homens e 2.255 mulheres), repartidos por 641 ações, ascendendo o volume do conjunto das componentes da consultoria 10.167 horas, assumindo a componente individualizada um peso de 98%.

Quadro 3.3.8 - Distribuição das entidades da economia social, por distrito

Distritos Nº entidades Distritos Nº entidades Distritos Nº entidades

Aveiro 32 Évora 8 Porto 32

Beja 9 Faro 2 Santarém 9

Braga 22 Guarda 13 Setúbal 5

Bragança 10 Leiria 10 Viana do Castelo 11

Castelo Branco 9 Lisboa 5 Vila Real 7

Coimbra 14 Portalegre 4 Viseu 24

Total 226

Das 226 entidades da economia social apoiadas, os distritos de Aveiro, Braga, Porto e Viseu são os que evidenciam uma maior concentração de destinatárias, sendo que, o somatório destas quatro regiões perfaz 49%

do total das entidades abrangidas, com 14%, 10%, 14% e 11% respetivamente.

De relevar que estão registados dados relativos aos distritos de Setúbal e Lisboa, apesar da região de Lisboa não estar abrangida por esta Tipologia, situação que se explica pelo facto destes dois distritos não se esgotarem na área metropolitana de Lisboa. Existem concelhos destes dois distritos que fazem parte das regiões Centro (concelhos do distrito de Lisboa da região Oeste) e Alentejo (concelhos do distrito de Setúbal da região do Alentejo Litoral).

Formação para a Inovação e Gestão – TI 3.2, 8.3.2 e 9.3.2

A Tipologia de Intervenção 3.2 – Formação para a Inovação e Gestão, visa apoiar a modernização de micro, pequenas e médias empresas e outras entidades, numa ótica de reciclagem, atualização ou aperfeiçoamento

 

das competências dos seus ativos, na perspetiva de inovação organizacional ou de adaptação a novos equipamentos, métodos ou contextos de trabalho inerentes ao desenvolvimento empresarial em que se inserem.

Esta abordagem procura conciliar as trajetórias de modernização com as necessidades de formação e a programação das ofertas formativas, tendo subjacente dois pressupostos: a existência de processos de modernização em curso; o desenvolvimento de uma cultura de procura de formação em rutura com a tradicional cultura da oferta.

A formação, no âmbito da presente intervenção formativa assume-se instrumental, coligando o reforço da capacidade técnica e organizativa das organizações com a dinamização de ações de formação à medida das suas próprias necessidades e estratégias de desenvolvimento, endogeneizando as competências essenciais às trajetórias de modernização gizadas para alavancar a competitividade das empresas.

Esta alteração de paradigma implica grandes mudanças por parte dos vários atores chave, particularmente das entidades empregadoras e formadoras, a qual não se encontra ainda totalmente assimilada, o que requer um esforço acrescido no processo de análise e seleção das candidaturas de forma a viabilizar os projetos que melhor se apresentam em sintonia com os objetivos da tipologia de intervenção.

Esta tipologia concretiza-se através de ações de reciclagem, de atualização e de aperfeiçoamento, destinadas a ativos empregados, sendo as entidades beneficiárias dos apoios as respetivas entidades empregadoras.

Quadro 3.3.9 - Ativos abrangidos em ações de formação para inovação e gestão

Indicador Tipologia Para o ano de

2012

Meta anual (média)

Nº de ativos abrangidos em ações de formações para a inovação e gestão

TI 3.2 131.790 38.600 TI 8.3.2 5.651 970 TI 9.3.2 30.548 2.500

Total 167.989

 

O número de ativos abrangidos nas ações de formação para a inovação e gestão, confirmou em 2012, a tendência registada ao longo do período de execução do POPH, pois o número total de candidatos voltou a superar a meta anual prevista, na sua globalidade e por Eixos. Não obstante, o ambiente adverso da atual conjuntura económica e financeira, as mesmas procuraram ainda assim não desativar a formação dos seus ativos. Denota-se uma tendência em maximizar os apoios concedidos, racionalizando-os, redefinindo a própria estrutura curricular das ações propostas em candidatura de forma a desenvolver mais ações, com os mesmos recursos financeiros, promovendo modelos formativos de curta duração, apoiados nos referenciais das unidades de formação de curta duração previstos no Catálogo Nacional de Qualificações, em detrimento de ações de formação com uma carga horária média mais elevada.

 

Quadro 3.3.10 - Fluxos dos formandos nas ações de formação para inovação e gestão Fluxos

Para o ano de 2012

Pessoas que entram Pessoas que saem Abrangidos Total H M Total H M Total H M Nº total de formandos 157.070 100.146 56.924 162.453 103.184 59.269 167.989 106.832 61.157

 

No ano de 2012 foram envolvidos 167.989 formandos, dos quais 162.453 concluíram as ações no ano, o que representa um peso significativo no total de abrangidos (97%), fruto da curta duração que as ações têm. De referir ainda que para o número de formandos abrangidos contribuíram 157.070 novos formandos.

Na análise à distribuição por género, conclui-se pela maior representatividade do sexo masculino (64%), em detrimento do sexo feminino (36%), percentagens idênticas às do ano 2011, e que refletem a tendência de desequilíbrio registada ao longo dos anos de execução desta tipologia, a que não é alheio as caraterísticas das empresas apoiadas, bem como uma tendência para a manutenção dos postos de trabalho do género masculino, no atual contexto de crise económico-social.

Quadro 3.3.11 - Formandos nas ações para inovação e gestão, por situação face ao emprego, escalão etário e regiões Para o ano de 2012

Total H M Total H M

Situação face ao emprego: Habilitações (à entrada):

Empregados 167.989 106.832 61.157 4º Ano 18.803 12.725 6.078 Desempregados NDLD 0 0 0 6º Ano 26.256 18.316 7.940 Desempregados DLD 0 0 0 9º Ano 43.554 29.789 13.765 Desempregados à Procura do

1º Emprego 0 0 0 Ensino Secundário 46.788 28.197 18.591 Total 167.989 106.832 61.157 Ensino Superior 30.863 16.698 14.165 Mestrados 1.589 1.007 582 Doutorados 136 100 36 Total 167.989 106.832 61.157

Escalão etário: Regiões:

Grupo etário (15 – 19) 1.452 929 523 Região Norte 68.672 43.759 24.913 Grupo etário (20 – 24) 12.725 7.953 4.772 Região Centro 51.553 34.219 17.334 Grupo etário (25 – 34) 54.096 33.434 20.662 Região Lisboa 30.548 19.053 11.495 Grupo etário (35 – 44) 54.903 33.973 20.930 Região Alentejo 11.565 7.100 4.465 Com idade superior a 44 anos 44.813 30.543 14.270 Região Algarve 5.651 2.701 2.950 Total 167.989 106.832 61.157 Total 167.989 106.832 61.157

 

Decorrente dos quesitos de elegibilidade previstos na tipologia, pelo quadro supra, verifica-se que na sua totalidade os formandos são empregados, não tendo qualquer expressão a prorrogativa prevista na lei de permitir

 

a inclusão de formandos desempregados, ao abrigo de processos de recrutamento, com vista à sua integração na empresa, cenário confirmado pela atual conjuntura.

No que se refere à caraterização dos formandos por grupo etário, constata-se que o grupo com maior peso é dos 35 - 44 anos, com 33% dos formandos, logo seguido do escalão dos 25 - 34 anos, com 32%. Estes dois grupos representam 65% do total de formandos que participaram nas ações da presente tipologia. O terceiro escalão é ocupado por formandos com mais de 44 anos, com 27%. Estes números poderão significar uma maior aposta das entidades empregadoras na formação dos seus ativos mais antigos, decorrente da necessidade de atualizar as suas competências face à alteração e introdução de novos processos.

Ao nível das habilitações detidas pelos formandos abrangidos, conclui-se que 52,8% possuem habilitações entre o 4.º ano e o 9º ano de escolaridade, 27,9% o nível secundário e somente 19,3% habilitações com ensino superior, representativo do ainda baixo grau de escolaridade da população empregada portuguesa. Da análise à distribuição dos formandos por região, constata-se que a região Norte apresenta um maior peso (41%), seguido da região Centro (31%). As regiões de Lisboa, Alentejo e Algarve representam uma fatia menor, com 18%, 7% e 3% respetivamente. Esta distribuição está em consonância com a expressividade da estrutura empresarial portuguesa, a par das dotações financeiras disponíveis para cada um dos Eixos.

Quadro 3.3.12 - Volume de formação nas ações de formação para inovação e gestão Ventilações Unidade Para o ano de 2012 Formação presencial:

Volume de formação – Horas sala Horas 5.995.056 Volume de formação – Horas PCT Horas 232.765 Volume de formação – Horas estrangeiro Horas 4.283

Total 6.232.104

Formação a distância:

Volume de formação – Horas síncronas Horas - Volume de formação – Horas assíncronas Horas 2.768,5

 

As horas de formação realizadas em sala continuam a registar predominância, com um peso de 96%, justificado pelo facto das entidades empregadoras desenvolveram a maioria da formação com apoio de entidades formadores certificadas cuja oferta formativa privilegia esta componente. Em termos médios, a duração das ações de formação situa-se nas 37 horas por formando, o que confirma a preferência das entidades beneficiárias por formações de curta duração em linha com os referenciais do Catálogo. No ano de 2012 é de registar o recurso à modalidade formação a distância, com 2.768,5 horas de volume de formação.

 

Quadro 3.3.13 - Formandos nas ações de formação para inovação e gestão por área de formação Para o ano de 2012

Área de Formação (2 dígitos): Total H M Área de Formação (2

dígitos): Total H M

01- Programas de base 59 56 3 54 - Indústrias

transformadoras 14.347 7.222 7.125 09 - Desenvolvimento pessoal 6.693 3.926 2.767 55 - Eletricidade e energia 100 89 11 34 - Ciências empresariais 50.418 28.182 22.236 81 - Serviços pessoais 2.650 1.142 1.508 38 - Direito 434 231 203 82 - Serviços pessoais

transformadoras e construção 14.909 11.947 2.962 99 - Desconhecido ou não

especificado 1.298 875 423

Total 167.989 106.832 61.157

 

Ao nível da distribuição dos formandos por área de formação, confirma-se a relevância da área 34 - Ciências

Ao nível da distribuição dos formandos por área de formação, confirma-se a relevância da área 34 - Ciências