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Grau de exiGibilidade

No documento Financas Sem Complicacao (páginas 66-74)

Refere-se à velocidade na qual uma obrigação será recla- mada para pagamento. Quanto menor for o prazo para pagamento, maior será a exigibilidade da conta. Dessa forma, as contas do Passivo Circulante têm um maior grau de exigibilidade do que as contas do Passivo Não Circulante.

É importante notarmos que o Ativo Total é igual ao Passivo Total, pois os recursos utilizados (Passivo e Patrimônio Líquido) sempre estarão investidos em alguma conta no Ativo.

Ativo Total = Passivo Total ou

Ativo Total = Passivo + Patrimônio Líquido

A seguir, as contas do Ativo, do Passivo e do Patrimônio Líquido serão explicitadas para um maior entendimento do registro da proveniência e da aplicação dos recursos em uma empresa.

2.4.1 Ativo

O Ativo contém todos os bens e direitos da empresa. As contas per-

tencentes ao Ativo estão vinculadas aos investimentos realiza- dos na empresa, permitindo a operacionalização das ativida- des. De acordo com as Leis nº 11.638/2007 e nº 11.941/2009, as contas do Ativo são dispostas em duas grandes contas: Ativo

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Circulante e Ativo Não Circulante. Cada grande conta possui suas subdivisões, conforme podemos observar na Tabela 2.4.

Tabela 2.4 – Estrutura do Ativo

ATIVO

Ativo Circulante Ativo Não Circulante Disponibilidades 

Caixa e Bancos 

Aplicações de Liquidez Imediata  Direitos Realizáveis no Exercício Social Subsequente 

Contas a Receber de Clientes  Estoques 

Adiantamento a Fornecedores  Aplicações de Liquidez não Imediata 

Outros Valores a Receber Despesas do Exercício Seguinte

Seguros Antecipados

Realizável a Longo Prazo Valores a Receber Impostos a Recuperar Investimentos

Aplicações Permanentes Direitos não Classificáveis no Ativo Circulante  Imobilizado Imóveis e Terrenos  Máquinas e Equipamentos  Veículos  Móveis e Utensílios  Imobilizações em Andamento  Marcas e Patentes  Intangível 

Direitos sobre Bens Incorpóreos Ativo Total 

O Ativo Circulante compreende todos os bens e direitos reali-

záveis no curto prazo e as aplicações de recursos em despesas também nesse período, ou seja, até o final do exercício seguinte. Essa conta pode ser dividida em três subgrupos:

1. Disponibilidades – Recursos financeiros que podem ser

utilizados imediatamente, sem restrições. Dentro desse subgrupo, observamos as seguintes contas:

• Caixa: compreende o dinheiro disponível na empresa na data do encerramento do balanço. É o valor mais líquido existente na firma, representando dinheiro em espécie ou cheques recebidos de clientes, que serão imediatamente depositados (Silva, 2010).

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• Bancos: compreende o saldo bancário da empresa em conta-corrente, disponível para saque, aplicação finan- ceira ou outro uso imediato.

• Aplicações de Liquidez Imediata: compreende aquelas aplicações que são facilmente convertidas em dinheiro. 2. Direitos Realizáveis no Exercício Social Subsequente – São

recursos aplicados que poderão ser convertidos em recursos no prazo de 1 ano. Dentro desse subgrupo, podemos ter as seguintes contas:

• Contas a Receber de Clientes: representa os valores a receber dos clientes referentes a produtos, serviços ou mercadorias vendidas. Também pode aparecer com a denominação duplicatas a receber.

• Estoques: demonstra o valor financeiro dos materiais utilizados para a operacionalização da empresa. Pode ser dividido nas seguintes contas: matéria-prima; materiais auxiliares; produtos em elaboração; produ- tos acabados; materiais de consumo geral.

• Adiantamento a Fornecedores: refere-se ao pagamento antecipado aos fornecedores devido à entrega futura de matéria-prima, produtos, mercadorias e serviços que farão parte da atividade operacional da empresa. • Aplicações de Liquidez não Imediata: compreende as aplicações realizadas cujo resgate ocorrerá durante o próximo exercício social. São exemplos desse tipo de aplicação os Certificados de Depósito Bancário (CDB) e as Letras de Câmbio.

• Outros Valores a Receber: refere-se a outras contas a receber no curto prazo que não foram menciona- das nos itens anteriores e representam menos de 10% dos direitos realizáveis, portanto, não apresentam representatividade.

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3. Despesas do Exercício Seguinte – São recursos aplicados

antecipadamente com o intuito de gerar benefícios futuros. São exemplos desse tipo de ativo: prêmio de seguros, aluguéis pagos antecipadamente, taxas associativas e comissões pagas antecipadamente. O Ativo Circulante também pode ser considerado o capital de giro da empresa, que equivale ao capital utilizado para mantê-la ativa.

O Ativo Não Circulante compreende os direitos que serão con-

vertidos em dinheiro somente após 360 dias da data da publi- cação do balanço e dos investimentos de caráter permanente, das imobilizações e dos intangíveis. Essa conta do Ativo é compreendida em quatro subcontas:

1. Realizável a Longo Prazo – Pode ser composto por:

• Impostos a Recuperar: valor referente à porcentagem de imposto que a empresa tem direito de recuperar no final do período.

• Contratos de Mútuo Valor: recurso que deve ser resti- tuído à empresa devido ao contrato mútuo, que signi- fica empréstimo de coisa fungível (restituível). • Empréstimos a Sócios ou Diretores: valor de direito

da empresa devido à empréstimos concedidos aos sócios ou aos diretores.

• Valores a Receber: valor referente a vendas realizadas no longo prazo, ou seja, em um prazo superior a 1 ano. • Títulos e Valores Mobiliários: são direitos referentes a títulos e valores mobiliários, tais como debêntures e ações.

2. Investimentos – Compostos por contas que representam

“as participações permanentes em outras sociedades e os direitos de qualquer natureza não classificáveis no ativo circulante,

e que não se destinem à manutenção da atividade da companhia ou da empresa” (Brasil, 1976, grifo nosso). Dessa maneira, não serão utilizadas especificamente para a operacionalização da empresa. São exemplos de contas de investimento: participação acionária, incentivos fiscais e obras de artes.

3. Imobilizado – Conta composta por bens e direitos utilizados

para a manutenção das operações da companhia que tenham uma natureza relativamente permanente, ou seja, que não sejam adquiridos com intenção de venda. Exemplos de contas de ativo imobilizado: imóveis, máquinas e equipamentos, terrenos, móveis e utensílios, veículos, marcas e patentes, entre outros.

4. Intangível – Esse tipo de conta contém os bens não físicos,

pois não tem representação física imediata. São bens advindos da atividade intelectual e inventiva do ser humano. São exemplos de ativos intangíveis o ponto comercial e o direito autoral.

Cabe ressaltar que, desde a alteração da legislação societária promovida pela Lei nº 11.638/2007, houve o acréscimo da conta Ativo Intangível no BP como subgrupo do Ativo Permanente. Anteriormente, os ativos intangíveis eram considerados na

conta Ativo Imobilizado. 2.4.2 Passivo

O Passivo é a conta que contém todas as obrigações da empresa, sejam elas de curto ou de longo prazo, bem como o capital investido pelos sócios.

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2. Investimentos – Compostos por contas que representam

“as participações permanentes em outras sociedades e os direitos de qualquer natureza não classificáveis no ativo circulante,

e que não se destinem à manutenção da atividade da companhia ou da empresa” (Brasil, 1976, grifo nosso). Dessa maneira, não serão utilizadas especificamente para a operacionalização da empresa. São exemplos de contas de investimento: participação acionária, incentivos fiscais e obras de artes.

3. Imobilizado – Conta composta por bens e direitos utilizados

para a manutenção das operações da companhia que tenham uma natureza relativamente permanente, ou seja, que não sejam adquiridos com intenção de venda. Exemplos de contas de ativo imobilizado: imóveis, máquinas e equipamentos, terrenos, móveis e utensílios, veículos, marcas e patentes, entre outros.

4. Intangível – Esse tipo de conta contém os bens não físicos,

pois não tem representação física imediata. São bens advindos da atividade intelectual e inventiva do ser humano. São exemplos de ativos intangíveis o ponto comercial e o direito autoral.

Cabe ressaltar que, desde a alteração da legislação societária promovida pela Lei nº 11.638/2007, houve o acréscimo da conta Ativo Intangível no BP como subgrupo do Ativo Permanente. Anteriormente, os ativos intangíveis eram considerados na

conta Ativo Imobilizado. 2.4.2 Passivo

O Passivo é a conta que contém todas as obrigações da empresa, sejam elas de curto ou de longo prazo, bem como o capital investido pelos sócios.

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Essa conta representa as fontes de recursos utilizadas pela com- panhia para operacionalizar suas atividades. De acordo com as Leis nº 11.638/2007 e nº 11.941/2009, as contas do Passivo são dispostas em duas grandes contas: Passivo Circulante e Passivo Não Circulante. Cada grande conta possui suas subdivisões, conforme podemos observar na Tabela 2.5.

Tabela 2.5 – Estrutura do Passivo

PASSIVO

Passivo Circulante Passivo Não Circulante Patrimônio Líquido Fornecedores Salários e Encargos Sociais Impostos e Taxas Dividendos a Pagar Imposto de Renda a Recolher Instituições de Crédito  Financiamentos  Debêntures  Impostos Parcelados Capital Social  Capital Subscrito  (–) Capital a Integralizar Reservas de Capital Reservas de Lucro  (–) Ações em Tesouraria  Prejuízos Acumulados Passivo Total

O Passivo Circulante compreende as obrigações pendentes ou

em circulação, exigíveis até o término do exercício seguinte. As contas mais frequentes nesse grupo são:

Fornecedores – Corresponde às obrigações a serem pagas

aos fornecedores devido às compras realizadas no mer- cado nacional ou no internacional.

Salários e Encargos Sociais – Corresponde à contabilização da

folha de pagamento e respectivos encargos sociais relativos às obrigações financeiras com os funcionários da empresa. • Obrigações Fiscais – Impostos a recolher, tais como ICMS

(Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), ISS (Imposto Sobre Serviços), PIS (Programa de Integração Social), IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) e Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social).

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Instituições Financeiras – Corresponde às obrigações a serem

pagas a terceiros até o final do exercício seguinte. Essa conta pode ser referente a financiamentos bancários de curto prazo, a parcelas de empréstimos e financiamentos, a adiantamento de contrato de câmbio, entre outros. • Outros – Conjunto de contas que não caracteriza bem o

tipo de obrigação, tendendo a não ser expressivas e repre- sentando menos de 10% do Passivo Circulante.

O Passivo Não Circulante compreende as obrigações exigíveis

após o término do exercício seguinte. As contas mais frequen- tes do Passivo Não Circulante são:

Empréstimos e Financiamentos – Correspondem às obriga-

ções a serem pagas a terceiros no longo prazo, ou seja, em um prazo superior a 1 ano.

Debêntures a Pagar – Diz respeito às obrigações a serem

pagas devido ao recolhimento de recursos provenientes de debêntures.

Provisão de Imposto de Renda Diferido e Provisão de Riscos Fiscais – Provisões que devem ser recolhidas no longo

prazo, ou seja, em um prazo superior a 1 ano.

Débito de Administradores e Empresas Controladas – Essa conta

corresponde às obrigações devidas aos administradores e às empresas controladas no longo prazo.

2.4.3 Patrimônio Líquido

O Patrimônio Líquido é uma fonte de financiamento da empresa,

sendo esse financiamento o capital próprio dos empresários. A estrutura do Patrimônio Líquido pode ser visualizada na Tabela 2.6.

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Tabela 2.6 – Estrutura do Patrimônio Líquido

Patrimônio Líquido Capital Social Capital Subscrito (–) Capital a Integralizar  Reservas de Capital Reservas de Lucro

(+/-) Ajustes de Avaliação Patrimonial (–) Ações em Tesouraria

Prejuízos Acumulados

De acordo com a Lei nº 11.638/2007, o Patrimônio Líquido é composto por:

Capital Social – Corresponde ao montante efetivamente

integralizado pelos sócios e acionistas da empresa. Nas sociedades anônimas, é representado por ações, e na sociedade limitada, é representado por quotas. Essa conta pode estar subdividida em:

• Capital Subscrito: capital que o acionista ou o pro- prietário se compromete a integralizar na companhia; • Capital a Integralizar: parcela do capital que foi subs-

crita pelos acionistas ou proprietários e que não foi integralizada (Silva, 2010).

Reservas de Capital – Correspondem a reforços ao capital

próprio.

Reservas de Lucro – Essas reservas são constituídas por

meio do lucro da empresa. Podem ser subdivididas em: • Reserva Legal: 5% do Lucro Líquido do exercício; • Reservas Estatutárias: determinadas pelo estatuto da

sociedade anônima;

• Reservas para Contingências: têm a finalidade de com- pensar a diminuição do lucro em exercícios futuros;

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• Reservas de Lucro a Realizar: objetivam “evitar a dis- tribuição de dividendos relativos a lucros não realiza- dos financeiramente” (Silva, 2010, p. 121).

Ajustes de Avaliação Patrimonial – Correspondem ao aumento

ou à redução do valor de elementos do Ativo e Passivo devido ao preço atribuído pelo mercado.

Ações em Tesouraria – Essa conta representa deduções no

Patrimônio Líquido referentes à origem dos recursos aplicados na aquisição de ações.

Prejuízos Acumulados – Representam a diferença entre os

ativos ou os investimentos realizados no período e os passivos ou os financiamentos realizados no período.

estudo de caso: elaboração do balanço

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