Hachuras são linhas mais ou menos paralelas e com espaçamento uniforme, feitas à mão livre ou com o auxílio de uma régua, que criam uma área de sombrea- mento e, ao mesmo tempo, acrescentam textura. Servem para diferenciar planos ao modificarem a tonalidade de certas áreas em um desenho. Criam áreas de sombra, adicionando contraste e introduzindo vibração e interesse no desenho. São elemen- tos frequentes nos desenhos. Gravuras usualmente são criadas por meio de hachuras.
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Figura 5.14 – Gravura em metal de Dürer - A Morte, o Cavaleiro e o Diabo.
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Figura 5.16
Figura 5.16 – – Hachuras simples Hachuras simples e hachuras e hachuras cruzadascruzadas
Figura 5.17
Figura 5.17 – – Figura 22. Figura 22. Adorno clássico Adorno clássico em forma em forma de concha. de concha. Desenho do Desenho do autor.autor.
Figura 5.18
Figura 5.18 – – Figura 23. Figura 23. Adorno clássico Adorno clássico com ovo com ovo e dardo. De dardo. Desenho do esenho do autor.autor.
Figura 5.19
Sfumato
Sfumato é uma técnica usada para criar variações de tonalidades em desenhos ou é uma técnica usada para criar variações de tonalidades em desenhos ou
pinturas. Diferente das hachuras, no
pinturas. Diferente das hachuras, no sfumatosfumato há uma fusão suave em toda a área co- há uma fusão suave em toda a área co-
berta produzindo um gradiente de tonalidades. O
berta produzindo um gradiente de tonalidades. O sfumatosfumato pode ser feito esfregando- pode ser feito esfregando-
se o dedo sobre a área que previamente foi coberta por traços de grafite, ou também se o dedo sobre a área que previamente foi coberta por traços de grafite, ou também com o auxílio de um esfuminho. Leonardo da Vinci conseguia dar envolvência às for- com o auxílio de um esfuminho. Leonardo da Vinci conseguia dar envolvência às for- mas que pintava ao esfumar seus limites, como fica evidente no quadro
mas que pintava ao esfumar seus limites, como fica evidente no quadro A A MonMona a LisLisa a ..
© © W W I I K K I I M M E E D D I I A A . . O O R R G G Figura 5.20 –
Figura 5.22 – Rosto sombreado por
Figura 5.22 – Rosto sombreado porsfumatosfumato. Fonte: desenho do autor.. Fonte: desenho do autor.
Texturas
Texturas
A
A interação interação entre entre a a luz luz e e as as superfícies superfícies que que a a refletem refletem permite permite que que perceba-perceba- mos forma, volume, cor e texturas. Os diferentes materiais refletem a luz dife- mos forma, volume, cor e texturas. Os diferentes materiais refletem a luz dife- rentemente também. Aço polido, bronze, madeiras, cerâmica etc. têm diferentes rentemente também. Aço polido, bronze, madeiras, cerâmica etc. têm diferentes texturas que são vistas pelo observador. A representação desses materiais inclui texturas que são vistas pelo observador. A representação desses materiais inclui suas texturas. suas texturas. © © M M I I G G U U E E L L H H E E R R M M O O S S O O C C U U E E S S T T A A | | W W I I K K I I M M E E D D I I A A . . O O R R G G Figura
Figura 5.24 5.24 – – Cabeça Cabeça de de iguana macho.iguana macho.
Figura
Figura 5.23 – Cabeça 5.23 – Cabeça verdeverde
de Berlin, 500 a.C.
Figura 5.25 – Textura de
casca de árvore. Figura 5.26 – Parede de pedra.
Figura 5.27 – Balde e capim. Fonte:
pintura a óleo pelo autor. Figura 5.28 – Cabeça de cavalo.Fonte: pintura a óleo pelo autor.
Figura 5.30 – Madeiras e cordas. Aquarela pelo autor.
Nas figuras 5.25 a 5.30, vemos texturas diversas, madeiras, metais, fibras e pelagens, executadas em tinta a óleo e aquarela. A reprodução da textura desses materiais dá maior correspondência entre as formas e suas aparências, em uma proposta artística figurativa, com possibilidade de maior ou menor expressividade e liberdade no tratamento.
Em arquitetura, a reprodução precisa das texturas dos materiais nos projetos permite uma percepção do efeito que a obra arquitetônica terá quando construí- da. Esse tipo de representação ajuda não só ao leigo e usuário, mas também e, de modo muito importante, ao arquiteto em seu processo de avaliação de suas próprias escolhas.
Composição
Compor é distribuir as massas no espaço pictórico. Da mesma maneira que os elementos em uma representação naturalista são compostos, os que integram uma composição abstrata, as massas visuais, também são distribuídas segundo uma ordenação concebida. Por massa aqui entendemos uma área delimitada por alguma diferenciação que pode ser cor, contorno, textura ou alguma ou- tra. O objetivo da composição é apresentar um conjunto que seja equilibrado e harmonioso.
Alguns princípios devem guiar os desenhistas, ou designers . Os dois mais
importantes são os da similaridade, ou compatibilidade, e o contraste. Esses dois princípios garantem harmonia e interesse. Formas similares ou compatíveis aju- dam a produzir um conjunto harmonioso. Mas como harmonia demais tende à monotonia, uma dose de contraste injeta vibração na composição.
Equilíbrio é essencial em um conjunto. As massas visuais em uma compo- sição se comportam de modo análogo às massas no mundo tridimensional, têm peso, e a distribuição desses pesos faz com que as diversas áreas se arranjem com equilíbrio. O peso visual de um elemento ou massa está relacionado ao tempo durante o qual o olhar do observador se detém naquele elemento. Composições visualmente desequilibradas parecem transitórias e perturbadoras.
Quando agrupamos elementos em um todo, é desejável que nosso olhar siga uma ordem de visualização estabelecida pelo designer . Um elemento precisa ser
visto em destaque antes dos demais. O olhar seguirá buscando outros compo- nentes da composição segundo seus atrativos visuais. Isto se chama hierarquia e precisa ser pensada e criada pelo desenhista.
A transição do olhar do observador em uma composição se dá por conti- nuidade, por proximidade ou pela distribuição de luzes e sombras. Por exemplo, uma ponte liga por continuidade uma margem de um rio à outra. Uma faixa de pedestres pode conduzir o olhar de uma calçada à outra. Duas mãos estendidas e que se tocam ligam de modo contínuo dois indivíduos. A direção do olhar pode ser o elemento de continuidade ligando alguém àquilo que ele olha. Saltar com o olhar de uma figura à outra porque estão próximas facilita o percurso da
visualização de uma composição. O olhar atinge o elemento mais luminoso em um conjunto, em seguida, passa para o outro elemento que exibe o segundo maior grau de luminosidade, e por aí em diante. Esses recursos permitem con- duzir o olhar do observador ao longo de uma composição. odos esses elemen- tos precisam ser arranjados por quem compõe um conjunto em artes visuais. O acaso pode acontecer, mas precisa ser validado pelo designer .
Figura 5.32 – Casario colonial. Fonte: desenho a grafite pelo autor.
Na figura 5.32, o que primeiro atrai a atenção do observador é a luminária pendente em um suporte preso à parede do lado direito. Esta luminária fica pró- xima do centro geométrico do retângulo do quadro e esta posição dá ao conjunto maior dinamismo. O centro é o espaço visualmente mais fraco do campo total e elementos em sua periferia imediata têm maior força visual por serem menos estáticos. A segunda luminária ao fundo dá à composição profundidade. A linha descendente do telhado do casario à esquerda introduz na composição uma dia- gonal que, além do dinamismo que transmite, uma acentuação da profundidade da cena.
Figura 5.33 – Composição com bandolim, bule e quadro. Fonte: pintura a nanquim, pelo autor.
Na figura 5.33, o primeiro elemento visto é o bandolim no canto inferior direito, em seguida vemos o bule e por fim o quadro no plano de fundo. O ban- dolim se destaca por sua forma, as luzes e sombras nele e, principalmente pela inclinação de seu eixo, contrastando com a verticalidade dos demais objetos.
Na figura 5.34, temos uma sequência de planos, com o primeiro plano, o plano intermediário e o plano de fundo. No primeiro plano, vemos as formas da vegetação com ênfase no movimento das folhas do capim e com jogo de luzes e sombras mais descritivo. No plano intermediário vemos as linhas descendentes do morro à esquerda conduzindo o olhar para um espaço mais baixo próximo do cen- tro geométrico da composição e por continuidade nosso olhar salta para as árvores à direita. No plano de fundo vemos um morro distante em que a vegetação perdeu sua cor predominantemente verde e adquiriu uma tonalidade azul, acentuando o distanciamento pela perspectiva atmosférica.
Na figura 5.35, o conjunto arquite- tônico está próximo à faixa central ho- rizontal da composição. A faixa de água no primeiro plano serve como espelho para a igreja e o céu. A torre da capela não fica no centro geométrico do con- junto, mas fica próximo deste. O morro
ao fundo aparece em azul intensificando seu distanciamento. Vemos aqui também uma sucessão de planos, com destaque para os elementos posicionados no pla- no intermediário.
Figura 5.36 – Reunião. Desenho a grafite, pelo autor.
Figura 5.35 – Fachadas junto ao mar em Paraty. Fonte: aquarela, pelo autor.
Na figura 5.36, vemos uma composição em que as figuras estão alinhadas seguindo uma linha curva diagonal do canto inferior esquerdo ao canto superior direito. A figura mais próxima à esquerda aparece com linhas mais espessas e escu- ras que delimitam suas formas com maior detalhamento. À medida que as figuras se afastam deste primeiro plano, seus contornos ficam mais difusos e as linhas mais claras, acentuando a profundidade.
Conclusão
Neste capítulo abordamos aspectos do delineamento das formas e da compo- sição dos diversos elementos em um conjunto tendo como objetivo explorar as possibilidades de expressão gráfica. Vimos como as linhas podem conter variações que as tornam mais vigorosas ao mesmo tempo que mais adequadas à descrição das formas, volumes e espaços que delineiam. Estudamos maneiras de tratar áreas de sombras e texturas pelo emprego de hachuras e sfumatos . Por fim, analisamos
alguns aspectos fundamentais da composição das imagens. O domínio desses ele- mentos dá ao desenhista, pintor, ou designer recursos para que consiga transmitir
maior expressividade a suas representações. O domínio das técnicas permite in- corporar nos trabalhos de cada criador uma personalidade única, possível de ser reconhecida, como se fosse sua caligrafia distintiva.
ATIVIDADES
Sente-se a uma mesa e coloque lápis e um bloco de papel para desenho em suas mãos. Posicione três objetos sobre a mesa, um maior, outro menor e o terceiro menor ainda que os dois anteriores, e enquadre o conjunto como se os visse através da moldura de uma janela ou da tela de seu celular. Disponha os objetos de tal modo que o mais próximo de você, o menor de todos, fique no canto inferior direito da moldura imaginada. Posicione o segundo objeto, o de tamanho médio, atrás do menor seguindo um alinhamento diagonal em direção ao canto superior esquerdo. O último objeto, o maior de todos, ficará atrás dos dois primeiros, junto ao canto superior esquerdo. Desenhe esses três objetos, mas cuide para que o que está mais perto de você seja delineado com linhas mais grossas e escuras, o que está na posição inter- mediária terá delineamento com traços mais finos e claros e o objeto ao fundo será represen- tado com linhas claras e finas. Trace uma linha horizontal atrás do último objeto em sua parte
inferior, como se fosse o limite traseiro da mesa. Sombreie o fundo acima da linha que limita a mesa. Acrescente, com hachuras ou sfumato, as sombras próprias dos objetos e aquelas
sombras que os objetos projetam na mesa. Trace a moldura que envolverá a composição. À esquerda está o esquema da composição sugerida. Com os mesmos objetos. Crie outras composições segundo as recomendações anteriores e os dois modelos a seguir, no centro e à direita.
Aproveitando um dos modelos anteriores, crie fachadas com elementos posicionados em planos que recuam, sendo o menor adiante dos outros dois e o maior atrás dos dois primeiros. Cuide para que a espessura dos traços nos elementos corresponda a suas posições relativas no espaço.