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SEXTA-FEIRA (15/07)

No documento Chameleon Pua (páginas 151-157)

PUATRAINING E O PRIMEIRO BOOTCAMP

SEXTA-FEIRA (15/07)

Cheguei em Baependi precisamente 17h. Estava de novo “look”, pois devolvi aos meus cabelos a cor natural (pretos) e cultivei um cavanhaque a la Johnny Depp. No entanto, não aposentei as lentes.

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existia por lá uma loja de roupas onde trabalhavam umas três ou quatro HBs um tanto interessadas em me conhecer. Uma de- las, inclusive, fazia parte de meu Messenger (muito embora eu ainda não a conhecesse pessoalmente). Eu, cara de pau como sou, fui até a loja na garra e na coragem. A loja estava cheia de mulheres e assim que eu botei os pés lá dentro, as atenções se viraram para mim. Parecia aquelas cenas de filme de faroeste, quando um forasteiro entra em um salloon.

CHAMELEON: Olá, Gisele!

A HB que conversava comigo no Messenger, Gisele, fi- cou tão envergonhada que placas vermelhas surgiram em sua pele branquinha.

CHAMELEON: Ei, não tenha vergonha de mim. Eu não

mordo... A não ser que me peça com jeitinho.

E pisquei o olho. Eu não tinha interesse em closar a Gisele, mas nem por isso eu deixava de brincar e ser cordial. Suas colegas de loja e clientes faziam o tempo inteiro brinca- deiras aludindo a um possível close nosso. Eu estava de boa. A Gisele é que não tinha onde enfiar a cara. Sabe aquelas garotas que pelas costas falam coisas que até Deus duvida, mas que na hora que são confrontadas pelo alvo de interesse, ficam com- pletamente imóveis? Pois bem.

Fiquei uma meia hora na loja conversando com Gisele e as demais mulheres de lá, inclusive a dona da loja. Quantos IDIs... Mas a que mais me interessou foi a gerente, que ficava ao balcão. Loura, alta, pele bem branquinha e extremamente charmosa.

Saí da loja e voltei para o hotel, pois o Molonzera estava prestes a chegar e queria estar lá para o receber. Assim que ele chegou, saímos para ir ao Fecha Nunca tomar uns gorós. Papo vai, papo vem, pensei “está na hora de calibrar”. Olhei um set de duas meninas, uma era bonitinha e outra uma UG severa. Abordei sua mesa e ajoelhei ao lado delas.

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e queria saber, das duas baladas daqui da cidade, qual a melhor para levar meus amigos.

UG: De onde você é? CHAMELEON: Rio.

HB: Ah, aqui você jamais encontrará uma balada do nív-

el do Rio.

CHAMELEON: Eu sei disso, mas mesmo assim... UG: Qual seu nome?

CHAMELEON: João...

UG: Prazer, João, você é lindo! Está com a banda? CHAMELEON: Eu? Não. Este é meu estilo... UG: Um arraso! Você nem canta?

CHAMELEON: Eu, cantar? Só se for para o santo subir... HB: Então, deve ter a boate Camaleão mesmo...

CHAMELEON: E você vai? HB: Não sei...

CHAMELEON: Porque está me indicando um lugar que

você mesma não vai? Que mal que te fiz, meu Deus?

Ambas as meninas riram e demos início a um processo de fluffy talk, onde mais parecia que eu estava sendo entrevis- tado. A UG estava tão na minha que não parava de amogar meu jogo com a HB. Paciência. Era apenas um set de calibragem. Descobri que as duas eram enfermeiras.

UG: Não queira se machucar e parar em meu hospital,

pois eu vou cuidar de você de uma forma bem especial.

CHAMELEON: É... Bom saber disso.

Nisso, resolvi apresentar a elas o Molonzera. Wingman mode em ação.

CHAMELEON: Deixe eu apresentar a vocês um grande

amigo meu, o cara é fera e tem um coração de ouro.

Ficamos eu, Molonzera e as duas conversando. Subita- mente, a UG fez um shift de foco e passou a dar em cima dele. E de forma bem pesada. Tão pesada que a HB, envergonhada, foi sentar junto com um casal que estava em outra mesa. Levantei

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para ir buscar mais cerva e o Molonzera, uns cinco minutos de- pois, também ejetou, o que fez com que a UG fosse se juntar à amiga e o casal, na outra mesa (hahaha).

Nisso, chegou a minha ex-namorada e uma amiga dela. Cumprimentamos, conversamos um pouco e fomos cada um para seu lado. No entanto, o restante da noite tive a impressão de estar sendo observado por ela.

O show começou e o bar foi progressivamente enchen- do. Fui socializando o máximo que podia, tanto com homens quanto com mulheres. Uma delas, bem gatinha, passou por mim e a parei.

CHAMELEON: Bela echarpe. Te veste muito bem. Para-

béns pelo bom gosto.

Ela riu, agradeceu e prosseguiu para seu destino. Mais tarde, abordei ela novamente e pedi que ela tirasse uma foto minha com o Molonzera. Depois dela ter tirado a foto, troquei uns 2 minutos de fluffy talk com ela e consegui um PC.

Imediatamente, abordei uma outra menina gatinha que estava sentada do lado de fora do bar. Usei o mesmo opener que usei com o set de antes, ou seja, de perguntar a boa do dia seguinte. Ela foi super solícita e me deu até mesmo um folder com a programação da cidade onde ela morava (Caxambu). Mais um pouco de fluffy talk e... Segundo PC da noite.

Do bar, resolvemos emendar com a boate. No camin- ho, uma amiga em comum minha e da minha ex passou mal e começou a vomitar. O restante das pessoas que estava com ela não eram de ajuda alguma - pelo contrário, ficavam o tem- po todo sacaneando o estado da coitada. Eu, por outro lado, sentei ao lado dela, tirei meu casaco, coloquei em cima dela e a abracei até que ela tivesse força suficiente para se levantar e seguir para casa. Devo ter ficado uma meia hora com ela, e não a larguei. Ela estava, além de mal, muito envergonhada a ponto de chorar de vexame, mas eu a consolava dizendo que todo mundo já passou por isso, para ela não ficar assim. No final, ela

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me agradeceu e muito por estar ao lado dela, e disse que me adorava. Sem querer, elevei meu social proof ainda mais, por ter tido a iniciativa de não sair do lado dela.

Prosseguimos para a boate. Como era final de night, es- tava um tanto caída. O destaque foi quando eu estava abordan- do um set de duas meninas e uma terceira veio até mim e disse: HB: Olha, eu não curto homem, eu curto mulher, mas eu tenho que admitir que você mexeu comigo. Adorei seu estilo, você é muito interessante.

E ejetou. Virei para o Molonzera.

CHAMELEON: Molonzera, acho que acabei de convert-

er uma lésbica.

Circulamos um pouco mais pela balada, quase closei uma lourinha que estava lá dançando e (surpresa) minha ex- namorada apareceu. E novamente me senti observado. Hum...

A noite, para mim, havia já rendido e de forma provei- tosa. Estava na hora de dormir.

SÁBADO (16/07)

A sarge começou já de manhã cedo. Molonzera e eu tomamos café e saímos para fazer compras. Fomos à loja de chapéus e Molonzera comprou um chapéu mega estiloso. Seguimos para a loja de roupas onde comprei minha jaqueta militar e onde trabalha uma HB maravilhosa, que há temos estou de olho. Ah, sim. Andei pela cidade assim:

Não conversamos nada de mais, mas desta vez ativei o MODE ONE e consegui o tão sonhado PC com ela.

Em seguida, fomos a outra loja de roupas. A vendedora, que já me conhecia, elogiou a minha coloração natural dos ca- belos e ressaltou que elas realçavam meus olhos azuis . Em seguida, perguntou se eu era amigo da minha ex-namorada e da amiga dela, pq ela nos viu andando juntos da vez passada que eu estive lá.

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CHAMELEON: Eu na realidade namorei a HB8,5 por uns

tempos, mas infelizmente, por questões de trabalho e falta de tempo para aparecer, tive de terminar.

HB DA LOJA: QUE BOM!!! ... Digo, que bom que con-

tinuam amigos, pelo menos, né?

CHAMELEON: É... E vem cá, tenho de ir. Como podem-

os continuar esta conversa?

Ela puxou uma folha de papel, anotou seu e-mail e me deu. Quarto PC desde que cheguei.

Levei o Molonzera à loja que fui no dia anterior para conhecer as meninas. Enquanto ele batia papo com a Gisele, aproveitei para falar com aquela deusa loura do balcão. Ela não estava dando muito IDI, mas ainda assim eu continuei.

CHAMELEON: Vem cá, você usa Orkut, Messenger ou

afins?

HB: Vixi, eu nem computador uso direito. Tenho, mas

não uso essas paradas. Aqui todos nós nos conversamos pes- soalmente, sabe?

CHAMELEON: Não usa isso? De que planeta você é? E

quando a pessoa é de fora e quer manter contato, o que ela faz? Senta e chora?

Ela riu, puxou uma folha de papel e anotou o celular dela. HB: Pronto, meu telefone. Agora não perderemos contato Quinto PC.

Em seguida almoçamos, demos mais algumas voltas pela cidade, voltamos para o hotel para descansar, arrumar e voltar para a cidade. O jogo estava prestes a começar.

Vesti meu MELHOR peacock. Acho que nunca estive tão elegante. Calça jeans rasgada, bota trekking preta, camisa interior gola V, camisa social branca aberta até a metade por cima dessa camisa interior, blazer azul marinho e muitos, muitos acessórios.

Adentramos o Fecha Nunca e inauguramos a noite com uma tal de “Jurupinga”. Bebida punk.

Comemos uma picanha-aperitivo, tomamos mais umas cervas e conversamos uma meia hora até chegar o Alpha e seu amigo.

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Nisso, a praça começou a encher. Um 3-set circulava a praça em círculos e uma delas não parava de olhar para mim. Molonzera achou que ela fosse ficar de torcicolo. Eu sinceramente achei a que estava me olhando charmosa, ainda que o Molonzera tivesse achado ela uma UG e o Alpha, uma nota 5. Eu achei ela uma nota 6,5-7,0, e foi seu charme e jeito de sor- rir que chamou atenção.

Aproveitei a oportunidade que o set sentou e abordei as três, usando novamente o opener da boa da noite. Me apresentei a elas e na hora de segurar a mão de meu alvo para cumprimen- tar, ela segurou minha mão de volta com força! Rs... No entanto, não demorei e ejetei para voltar aos meus amigos.

Cinco minutos depois, essa HB passa pela gente, vem até a mim e pergunta:

HB: Qual seu nome mesmo?

CHAMELEON: Você esqueceu meu nome? Como faz

comigo uma coisa dessas? Assim não, né...

HB: Desculpa eu esqueci!!!

CHAMELEON: Vamos fazer o seguinte. A cada volta que

der na praça, eu te dou uma letra. Ok? J. Pode circular.

E a HB voltou para o set dela. Circularam e, após terem dado a volta, ela voltou até mim.

CHAMELEON: O.

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