O IMPACTO DA SATISFAÇÃO OU INSATISFAÇÃO DO FUNCIONÁRIO SOBRE O SEU COMPORTAMENTO NO
HOMENS E MULHERES LIDERAM DE MANEIRA DIFERENTE?
Uma extensa revisão dos dados de pesquisas sugere duas conclusões relativas ao sexo e à liderança. A primeira delas é que as semelhanças entre homens e mulheres tendem a compensar o peso das diferenças. A segunda é que a diferença que parece haver é a de que as mulheres preferem um estilo de liderança mais democrático, ao passo que os homens se sentem mais à vontade com um estilo diretivo.
As semelhanças entre líderes do sexo masculino e feminino não são inteiramente sur-preendentes. Quase todos os estudos que consideram a questão têm utilizado os cargos gerenciais como sinônimos de liderança. Por conseguinte, as diferenças entre homens e mulheres, que se manifestam na população em geral, não tendem a ser evidentes. Por quê? Por causa da autosseleção da carreira e da seleção feita pelas organizações. Tal como as pessoas que escolhem carreiras no sistema judiciário ou na engenharia civil possuem muita coisa em comum, indivíduos que escolhem carreiras gerenciais também tendem a apresentar traços comuns.
As pessoas com características associadas à liderança – como inteligência, segurança e sociabilidade – tendem a ser tidas como líderes e encorajadas a seguir carreiras nas quais possam exercer liderança. Isso é válido independentemente do sexo. Do mesmo modo, as organizações tendem a recrutar e promover para altos cargos as pessoas que denotem atributos de liderança. O resultado é que, a despeito de ser homem ou mulher, os que alcançam postos de liderança formal nas organizações tendem a ser mais seme-lhantes que diferentes.
Não obstante a essa conclusão, as pesquisas indicam algumas diferenças nos estilos de liderança inerentes a homens e mulheres. As mulheres tendem a adotar um estilo de liderança mais democrático. Elas encorajam a participação, a partilha do poder e da informação e tentam aumentar a autoestima dos seguidores. Preferem liderar pela in-clusão e recorrem a seu carisma, experiência, contatos e habilidades interpessoais para influenciar os outros.
Por outro lado, os homens tendem a adotar um estilo diretivo de comando e controle. Recorrem à autoridade formal de seu cargo como base para sua influência. Entretanto, em conformidade com nossa primeira conclusão, essas constatações precisam ser espe-cificadas. A tendência dos líderes do sexo feminino – de ser mais democrática do que os do sexo masculino – diminui quando as mulheres ocupam cargos de dominância mas-culina. Ao que parece, as normas grupais e os estereótipos masculinos sobre os líderes anulam as preferências pessoais, de tal forma que as mulheres abandonam seus estilos femininos nesses cargos e atuam de modo mais autocrático.
Dado que os homens historicamente detêm a grande maioria dos postos de liderança nas organizações, é tentador presumir que a existência das diferenças observadas entre homens e mulheres trabalhem automaticamente no sentido de favorecer os homens. Não é o que acontece. Nas organizações atuais, a flexibilidade, o trabalho em equipe, a confiança e o compartilhamento de informações estão substituindo as estruturas rígi-das, o individualismo competitivo, o controle e o sigilo. Os melhores gerentes escutam, motivam e fornecem apoio a seu pessoal. E muitas mulheres parecem fazer essas coisas melhor que os homens.
Como exemplo específico, o uso maior de equipes interfuncionais nas organizações sig-nifica que os gerentes eficazes precisam se tornar negociadores habilidosos. Os estilos de liderança normalmente adotados pelas mulheres podem torná-las melhores para negociar, já que são menos propensas que os homens a se concentrarem em ganhos, perdas e competição. Tendem a tratar as negociações no contexto de uma relação con-tínua – esforçando-se em fazer com que a outra parte seja vencedora a seus próprios olhos e aos olhos dos demais.
Uma pesquisa da revista Você S/A com 13.381 funcionários de empresas brasileiras indicou: um lugar excelente para se trabalhar é onde se sente satisfação e motivação pelo trabalho. Acesse o link e confira: <http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/17102/noticias/ motivacao-no-trabalho-vem-antes-da-remuneracao>.
Quero matar meu chefe (Horrible Bosses) Ano: 2011
Sinopse: a comédia americana “Quero matar meu chefe” (Horrible bosses) trata de um dos temas mais frequentes em conversas de bar entre colegas de trabalho: os chefes. Especificamente, os ruins. A trama apresenta três tipos de chefes horríveis, entre os muitos existentes – o assediador, o manipulador e o incompetente grosseiro. Com os exageros normais de uma comédia, o filme mostra o poder que os gestores de pequenas equipes têm sobre a vida e o ânimo daqueles a seu redor. O efeito conjunto da atuação desses chefes do escalão intermediário é decisivo para a cultura de trabalho em uma organização.
Comentário: o filme permite refletir sobre a forte influência da liderança sobre a insatisfação das pessoas no trabalho
Os 5 desafios das equipes: uma fábula sobre liderança Patrick Lencioni
Editora: Campus
Sinopse: em ‘Os 5 Desafios de uma Equipe’, Patrick Lencioni oferece aos leitores uma fábula sobre liderança. Kathryn Petersen, a executiva principal da empresa fictícia DecisionTech, enfrenta a crise crucial da liderança - unir uma equipe que está em tal estado de desordem que ameaça fazer ruir toda a empresa. Será que ela vai conseguir? Será que vai ser demitida? E a companhia, fracassará? Ao longo
da história, o autor revela as cinco disfunções que estão no cerne do motivo que faz com que as equipes, mesmo as melhores, briguem com frequência. O autor constrói um modelo extremamente eficaz, com etapas executáveis, que pode ser usado para superar esses obstáculos tão comuns e montar uma equipe coesa e efetiva.
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