Horário de trabalho
Artigo 170.º Artigo 170.º
Definição do horário de trabalho
Definição do horário de trabalho
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1 - - CComomppeette e aao o eemmpprreeggaaddoor r ddeeffiinniir r oos s hhoorráárriioos s dde e ttrraabbaallhho o ddooss trabalhadores ao seu serviço, dentro dos condicionalismos legais.
trabalhadores ao seu serviço, dentro dos condicionalismos legais. 2
2 - - As As cocomimissssõeões s de de trtrababalalhahadodoreres s ouou, , na na susua a fafaltlta, a, as as cocomimissssõeõess intersindicais, as comissões sindicais ou os delegados sindicais devem ser intersindicais, as comissões sindicais ou os delegados sindicais devem ser consultados previamente sobre a definição e a organização dos
consultados previamente sobre a definição e a organização dos horários dehorários de trabalho.
trabalho.
Conhecem-se outras formas de organização de horários. É o caso dosConhecem-se outras formas de organização de horários. É o caso dos
ho
horáráririos os no no trtrababalalho ho popor r tuturnrnos os rorotatatitivovoss (a(art. rt. 18188º)8º) ,, oou u ddooss de
desisigngnadados os “h“hororárárioios s flflexexívíveieis”s”, , quque e cocorrrresespopondndem em a a umuma a dadass modalidades de isenção de horário de trabalho
modalidades de isenção de horário de trabalho (art.178º/1/c)).(art.178º/1/c)). Artigo 171.º
Artigo 171.º
Horário de trabalho e períodos de funcionamento
Horário de trabalho e períodos de funcionamento
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1 - - O O eemmpprreeggaaddoor r lleeggaallmmeenntte e ssuujjeeiitto o a a rreeggiimme e dde e ppeerrííooddo o ddee funcionamento deve respeitar esse regime na organização dos horários de funcionamento deve respeitar esse regime na organização dos horários de trabalho para os trabalhadores ao seu serviço.
trabalho para os trabalhadores ao seu serviço. 2 - Os períodos de funcionamento constam
2 - Os períodos de funcionamento constam de legislação especial.de legislação especial. Alteração do horário de trabalho
Alteração do horário de trabalho Artigo 173.º
Artigo 173.º
Alteração do horário de trabalho
Alteração do horário de trabalho
1 - Não podem ser unilateralmente alterados os horários 1 - Não podem ser unilateralmente alterados os horários individualmente acordados.
individualmente acordados.
2 - Todas as alterações dos horários de trabalho devem ser precedidas de 2 - Todas as alterações dos horários de trabalho devem ser precedidas de consulta aos trabalhadores afectados, à comissão de trabalhadores ou, na consulta aos trabalhadores afectados, à comissão de trabalhadores ou, na sua falta, à comissão sindical ou intersindical ou aos delegados sindicais, sua falta, à comissão sindical ou intersindical ou aos delegados sindicais, ser afixadas na empresa com antecedência de sete dias, ainda que vigore ser afixadas na empresa com antecedência de sete dias, ainda que vigore
um
um reregigime me de de adadapaptatabibililidadadede, , e e cocomumuninicacadadas s à à InInspespecçcçãoão-G-Gereral al dodo Trabalh
Trabalho, nos termos o, nos termos previstos em legislação especial.previstos em legislação especial.
3 - O prazo a que se refere o número anterior é de três dias em caso de 3 - O prazo a que se refere o número anterior é de três dias em caso de microempresa.
microempresa.
4 - Exceptua-se do disposto no n.º 2 a alteração do horário de trabalho cuja 4 - Exceptua-se do disposto no n.º 2 a alteração do horário de trabalho cuja duração não exceda uma semana, não podendo o empregador recorrer a duração não exceda uma semana, não podendo o empregador recorrer a este regime mais de três vezes por ano, desde que seja registada em livro este regime mais de três vezes por ano, desde que seja registada em livro próprio com a menção de que foi previamente informada e consultada a próprio com a menção de que foi previamente informada e consultada a co
comimissssão ão de de trtrababalalhahadodoreres s ouou, , na na susua a fafaltlta, a, a a cocomimissssão ão sisindndicical al ouou intersindical ou os delegados sindicais.
intersindical ou os delegados sindicais.
5 -
5 - As alterações que As alterações que impliqimpliquem acréscimo de uem acréscimo de despesas para os despesas para os trabalhtrabalhadores conferemadores conferem o direito a compensação económica.
o direito a compensação económica.
Sempre que a fixação do horário tenha sido contratualizada entreSempre que a fixação do horário tenha sido contratualizada entre empregador e trabalhador, a sua alteração carece do
empregador e trabalhador, a sua alteração carece do acordo destes.acordo destes.
Artigo 174.º Artigo 174.º
Intervalo de descanso
Intervalo de descanso
A jornada de trabalho diária deve ser interrompida por um intervalo de A jornada de trabalho diária deve ser interrompida por um intervalo de descanso, de duração não inferior a uma hora, nem superior a duas, de descanso, de duração não inferior a uma hora, nem superior a duas, de modo que os trabalhadores não prestem mais de cinco horas de trabalho modo que os trabalhadores não prestem mais de cinco horas de trabalho consecutivo.
consecutivo. Artigo 175.º Artigo 175.º
Redução ou dispensa de intervalo de descanso
Redução ou dispensa de intervalo de descanso
1 - Por instrumento de regulamentação colectiva de trabalho pode ser 1 - Por instrumento de regulamentação colectiva de trabalho pode ser estabelecida a prestação de trabalho até seis horas consecutivas e o estabelecida a prestação de trabalho até seis horas consecutivas e o intervalo diário de descanso ser reduzido, excluído ou ter uma duração intervalo diário de descanso ser reduzido, excluído ou ter uma duração su
supeperirior or à à prprevevisista ta no no arartitigo go ananteteririoror, , bebem m cocomo mo seser r dedetetermrmininadada a aa frequência e a duração de quaisquer outros intervalos de descanso do frequência e a duração de quaisquer outros intervalos de descanso do período de trabalho diário.
período de trabalho diário.
2 - Compete à Inspecção-Geral do Trabalho, mediante requerimento do 2 - Compete à Inspecção-Geral do Trabalho, mediante requerimento do em
emprpregegadadoror, , ininststruruídído o cocom m dedeclclararaçação ão esescrcritita a de de coconcncorordâdâncncia ia dodo tr
trababalalhahadodor r ababrarangngidido o e e ininfoformrmaçação ão à à cocomimissssão ão de de trtrababalalhahadodoreres s dada empresa e ao sindicato representativo do trabalhador em causa, autorizar a empresa e ao sindicato representativo do trabalhador em causa, autorizar a
redução ou exclusão dos intervalos de descanso, quando tal se mostre redução ou exclusão dos intervalos de descanso, quando tal se mostre favorável aos interesses dos trabalhadores ou se justifique pelas condições favorável aos interesses dos trabalhadores ou se justifique pelas condições particulares de trabalho de certas actividades.
particulares de trabalho de certas actividades. 3 - Não é
3 - Não é permitida a alteração aos intervalos de descanso prevista nos permitida a alteração aos intervalos de descanso prevista nos nºsnºs 1 e 2, se ela implicar a prestação de mais de seis horas consecutivas de 1 e 2, se ela implicar a prestação de mais de seis horas consecutivas de tr
trababalalhoho, , exexceceptpto o ququananto to a a acactitivividadadedes s de de pepessssoaoal l opopereracacioionanal l dede vigilância, transporte e tratamento de sistemas electrónicos de segurança e vigilância, transporte e tratamento de sistemas electrónicos de segurança e indústrias em que o processo de laboração não possa ser interrompido por indústrias em que o processo de laboração não possa ser interrompido por motivos técnicos e, bem assim, quanto a
motivos técnicos e, bem assim, quanto a trabalhadores que ocupem cargostrabalhadores que ocupem cargos de administração e de direcção e outras pessoas com poder de decisão de administração e de direcção e outras pessoas com poder de decisão autónomo que estejam isentos de horário de trabalho.
autónomo que estejam isentos de horário de trabalho.
4 - O pedido de redução ou dispensa de intervalo de descanso previsto no 4 - O pedido de redução ou dispensa de intervalo de descanso previsto no n.º 2 considera-se tacitamente deferido se não for proferida a decisão final n.º 2 considera-se tacitamente deferido se não for proferida a decisão final dentro do prazo de 15 dias
dentro do prazo de 15 dias a contar da apresentação do requerimento.a contar da apresentação do requerimento.
Por IRCT é possível suprimir ou reduzir o intervalo de descanso,Por IRCT é possível suprimir ou reduzir o intervalo de descanso,
A A ppoossssiibbiilliiddaadde e eexxcceeppcciioonnaal l eennuunncciiaadda a nno o nnº º 2 2 ddeeppeenndde e ddoo assentimento do trabalhador .
assentimento do trabalhador .
O nº 2 consagra a O nº 2 consagra a autorização prévia da Inspecção Geral do Trabalho.autorização prévia da Inspecção Geral do Trabalho. Artigo 176.º
Artigo 176.º
Descanso diário Descanso diário
1 - É garantido ao trabalhador um período mínimo de descanso de 1 - É garantido ao trabalhador um período mínimo de descanso de on
onze ze hohoraras s seseguguiidadas s enentrtre e ddoiois s ppereríoíododos s didiárárioios s dde e trtrababalalhhoo consecutivos.
consecutivos.
2 - O disposto no número anterior não é aplicável a trabalhadores que 2 - O disposto no número anterior não é aplicável a trabalhadores que ocupem cargos de administração e de direcção ou com poder de decisão ocupem cargos de administração e de direcção ou com poder de decisão autónomo que estejam isentos de horário de trabalho, nem quando seja autónomo que estejam isentos de horário de trabalho, nem quando seja necessária a prestação de trabalho suplementar por motivo de força maior, necessária a prestação de trabalho suplementar por motivo de força maior, ou por ser indispensável para prevenir ou reparar prejuízos graves para a ou por ser indispensável para prevenir ou reparar prejuízos graves para a empresa ou para a sua viabilidade devidos a acidente ou a risco de empresa ou para a sua viabilidade devidos a acidente ou a risco de acidente iminente.
acidente iminente. 3 - A regra consta
3 - A regra constante do n.º nte do n.º 1 não 1 não é aplicável quando os períodos normé aplicável quando os períodos normaisais de trabalho sejam fraccionados ao longo do dia com fundamento nas de trabalho sejam fraccionados ao longo do dia com fundamento nas car
caractacteríerístisticas cas da da actactiviividaddade, e, nomnomeadeadameamente nte no no cascaso o dos dos serserviçviços os dede limpeza.
limpeza.
4 - O disposto no n.º 1 não é aplicável a actividades caracterizadas pela 4 - O disposto no n.º 1 não é aplicável a actividades caracterizadas pela necessidade de assegurar a continuidade do serviço ou da produção, necessidade de assegurar a continuidade do serviço ou da produção,
nomeadamente as actividades a seguir indicadas, desde que através de nomeadamente as actividades a seguir indicadas, desde que através de instr
instrumentumento o de de regulregulamentamentação ação colectcolectiva iva de de trabtrabalho alho sejam garantisejam garantidos dos aoao trabalhador os correspondentes descansos compensatórios:
trabalhador os correspondentes descansos compensatórios:
a) Pessoal operacional de vigilância, transporte e tratamento de sistemas a) Pessoal operacional de vigilância, transporte e tratamento de sistemas electrónicos de segurança;
electrónicos de segurança; b)
b) ReRececepçpçãoão, , trtratatamamenento to e e cucuididadados os didispspenensasadodos s em em hohospspititaiais s ouou estabelecimentos semelhantes, instituições residenciais e prisões;
estabelecimentos semelhantes, instituições residenciais e prisões; c) Portos e aeroportos;
c) Portos e aeroportos; d)
d) ImImprprenensasa, , rárádidio, o, tetelelevivisãsão, o, prprododuçução ão cicinenemamatotogrgráfáficica, a, cocorrrreieios os ouou telecomunicações, ambulâncias, sapadores-bombeiros ou protecção civil; telecomunicações, ambulâncias, sapadores-bombeiros ou protecção civil; e)
e) PrPrododuçuçãoão, , trtrananspspororte te e e didiststriribubuiçição ão de de gágás, s, ágágua ua ou ou elelecectrtricicididadade,e, recolha de lixo e incineração;
recolha de lixo e incineração;
f) Indústrias em que o processo de laboração não possa ser interrompido f) Indústrias em que o processo de laboração não possa ser interrompido por motivos técnicos;
por motivos técnicos;
g) Investigação e desenvolvimento; g) Investigação e desenvolvimento; h) Agricultura.
h) Agricultura.
5 - O disposto no número anterior é extensivo aos casos de acréscimo 5 - O disposto no número anterior é extensivo aos casos de acréscimo previsível de actividade no turismo.
previsível de actividade no turismo.
Obriga a que o horário do dia Obriga a que o horário do dia seguinte não possa iniciar-se antes deseguinte não possa iniciar-se antes de decorridas onze horas sobre o termo do horário do
decorridas onze horas sobre o termo do horário do dia anterior dia anterior Artigo 177.º
Artigo 177.º
Condições de isenção de horário de
Condições de isenção de horário de trabalhotrabalho
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1 - - PoPor r acacorordo do esescrcritito, o, popode de seser r isisenento to de de hohoráráririo o de de trtrababalalho ho oo trabalhador que se encontre numa das seguintes situações:
trabalhador que se encontre numa das seguintes situações:
a) Exercício de cargos de administração, de direcção, de confiança, de a) Exercício de cargos de administração, de direcção, de confiança, de fiscalização ou de apoio aos titulares desses
fiscalização ou de apoio aos titulares desses cargos;cargos; b) Execução de
b) Execução de trabatrabalhos preparatlhos preparatórios ou órios ou complcomplementementares que, ares que, pela suapela sua natur
natureza, só eza, só possapossam m ser efectuadoser efectuados s fora dos fora dos limilimites dos tes dos horárhorários normaisios normais de trabalho;
de trabalho;
c) Exercício regular da actividade fora do estabelecimento, sem controlo c) Exercício regular da actividade fora do estabelecimento, sem controlo imediato da hierarquia.
imediato da hierarquia.
2 - Podem ser previstas em instrumento de regulamentação colectiva de 2 - Podem ser previstas em instrumento de regulamentação colectiva de trabalho outras situações de admissibilidade de isenção de horário de trabalho outras situações de admissibilidade de isenção de horário de trabalho para além das
3 - O acordo referido no n.º 1 deve ser enviado à Inspecção-Geral do 3 - O acordo referido no n.º 1 deve ser enviado à Inspecção-Geral do