DIREITO DO TRABALHO
DIREITO DO TRABALHO
Universidade Autónoma de Lisboa
Universidade Autónoma de Lisboa
Ano lectivo 2004/2005 Ano lectivo 2004/2005
Aulas
Aulas teóricas:
teóricas: ………Dr.
………Dr. Fernando
Fernando Ribeiro Lopes
Ribeiro Lopes
Aulas
Aulas práticas
práticas:………...
:………...
...
...Dr.
....Dr. Carlos
Carlos Proença
Proença
Bibliografia : "Direito
Bibliografia : "Direito do Trabalho” do Dr. António Monteiro Fernandesdo Trabalho” do Dr. António Monteiro Fernandes “ Código do
“ Código do TrTrabalho” anotadoabalho” anotado de Pedro Martinez, Luís Monteiro,de Pedro Martinez, Luís Monteiro, Joana Vasc
Joana Vasconcelos, Pedro de Brito, oncelos, Pedro de Brito, Guilherme DrayGuilherme Dray, Luís Gonçalves da Silva, Luís Gonçalves da Silva Apontamentos e resumos do curso, não isentos de eventuais erros
Apontamentos e resumos do curso, não isentos de eventuais erros("errare humanum est")("errare humanum est")
"destilados" por António Filipe Garcez José, aluno n° 20021078, "destilados" por António Filipe Garcez José, aluno n° 20021078,
Objecto do Direito do
Objecto do Direito do TrabalTrabalhoho Direito do
Direito do TrabalTrabalhoho
Ramo do Direito que visa regular as relações jurídico-privadas de trabalho Ramo do Direito que visa regular as relações jurídico-privadas de trabalho livre, remunerado e subordinado.
livre, remunerado e subordinado.
Relações jurídico-privadas Relações jurídico-privadas
Tit
Tituladas por contrato de uladas por contrato de trabalhotrabalho
T
Trabalho subordinado rabalho subordinado livrelivre
Porque se alude a uma situação em que a colocação de uma pessoa “sob a Porque se alude a uma situação em que a colocação de uma pessoa “sob a autoridade e direcção“ de outra
autoridade e direcção“ de outra (art. 10º)(art. 10º) se baseia num acto de vontadese baseia num acto de vontade
daquele que assim se subordina. daquele que assim se subordina.
T
Trabalho rabalho remuneradoremunerado
Estão de fora do ob
Estão de fora do objecto do Direito do Trabalho, as situações em que alguémjecto do Direito do Trabalho, as situações em que alguém realiza uma actividade, em proveito de outrém, a título gratuíto.
realiza uma actividade, em proveito de outrém, a título gratuíto. Salut !!!!
Conteúdo do Direito do Trabalho
Conteúdo do Direito do Trabalho
Relações jurídicas de diversa natureza : Relações jurídicas de diversa natureza :
♦
♦ Relação individual de trabalhoRelação individual de trabalho
Aqui estão em jogo interesses meramente privados e individuais. Os sujeitos Aqui estão em jogo interesses meramente privados e individuais. Os sujeitos são o traba
são o trabalhalhador e a dor e a ententidaidade de empempregregadoadora e ra e o facto deto facto determerminainante é onte é o contrato celebrado entre estes.
contrato celebrado entre estes.
♦
♦ Relação entre o empregador e o EstadoRelação entre o empregador e o Estado
Estão em jogo interesses públicos
Estão em jogo interesses públicos (além das conveniências particulares do dador de(além das conveniências particulares do dador de trabalho)
trabalho). O conteúdo desta relação consiste em certo número de deveres que. O conteúdo desta relação consiste em certo número de deveres que aao o eemmpprreeggaaddoor r iinnccuummbbe e e e ccuujjo o ccuummpprriimmeenntto o é é ffiissccaalliizzaaddo o ppeellaa Administração estadual do trabalho e sancionado por meios de natureza Administração estadual do trabalho e sancionado por meios de natureza pública.
pública.
♦
♦ Relações colectivas de trabalhoRelações colectivas de trabalho
Estão em jogo interesses colectivos, de classe, de categoria profissional ou Estão em jogo interesses colectivos, de classe, de categoria profissional ou de ramo de actividade económica. Destas relações pode designadamente, de ramo de actividade económica. Destas relações pode designadamente, res
resultultar ar a a regregulaulamenmentaçtação ão de de relrelaçõações es indindiviividuaduais, is, por por via via de de conconvenvençãoção colectiva
colectiva
Funções do Direito do Trabalho
Funções do Direito do Trabalho
Direito do Trabalho Direito do Trabalho
Protecção do trabalhador Protecção do trabalhador
Dit
Ditada pela necessada pela necessidaidade de de de “r“reeqeequiluilibribrar” ar” o o posposiciicionaonamenmento relatto relativo doivo do empregador e do
empregador e do trabalhadortrabalhador..
Limitações à autonomia privada
Limitações à autonomia privada individualindividual
Def
Definiinição ção nornormatmativa iva de de concondiçdições ões mínmínimaimas s de de tratrabalbalho, ho, concondiçdições ões pré pré--co
contntraratutuaiais, s, didirereititos os e e dedevevereres s rerecícíprprococos os dadas s papartrtes es e e asaspepectctos os pópós- s-contratuais.
contratuais.
Protecção do trabalhador Protecção do trabalhador
Limitações à autonomia privada individual Limitações à autonomia privada individual
Função de protecção do trabalhador Função de protecção do trabalhador
♦
♦ Visa compensar a debilidade contratual originária do trabalhador no planoVisa compensar a debilidade contratual originária do trabalhador no plano
individual.
individual. ( No Direito do T( No Direito do Trabalho, o padrãrabalho, o padrão de referência é marcado po de referência é marcado pela ela diferença dediferença de oportunidade
oportunidades e s e capacidadecapacidades objectivas de s objectivas de realização de interesses próprios)realização de interesses próprios)
♦
♦ Estrutura e delimita os poderes de direcção e organização do Estrutura e delimita os poderes de direcção e organização do empregador empregador
(submetendo-o
(submetendo-os a s a controlo externo – controlo externo – administrativoadministrativo, judicial e , judicial e sindical)sindical)..
♦
♦ Organiza e promove a transferência do momento contratual fundamentalOrganiza e promove a transferência do momento contratual fundamental
do plano individual para o colectivo.
do plano individual para o colectivo. (O reconhecimento da liberdade sindical e da(O reconhecimento da liberdade sindical e da autonomia colectiva e o favorecimento da regulamentação do trabalho por via da contratação autonomia colectiva e o favorecimento da regulamentação do trabalho por via da contratação colectiva)
colectiva)
♦
♦ Estrutura um complexo sistema de tutela dos direitos dos trabalhadoresEstrutura um complexo sistema de tutela dos direitos dos trabalhadores
(que tende a suprir a sua diminuíd
(que tende a suprir a sua diminuída a capacidade incapacidade individual de exigidividual de exigir e reclamar)r e reclamar)
Limitações à autonomia privada individual Limitações à autonomia privada individual
♦
♦ Realização de valores fundamentais da ordem jurídica globalRealização de valores fundamentais da ordem jurídica global
(O Direito laboral liga-se muito à esfera dos direitos fundamentais consagrados pela C.R.P.) (O Direito laboral liga-se muito à esfera dos direitos fundamentais consagrados pela C.R.P.)
♦
♦ Garantir uma padronização das condições de uso Garantir uma padronização das condições de uso da força de trabalhoda força de trabalho
(Condiciona a concorrência entre as empresas, ao nível dos
(Condiciona a concorrência entre as empresas, ao nível dos custos do factor trabalho.)custos do factor trabalho.)
♦
♦ Limita a concorrência entre trabalhadores, na procura de emprego e noLimita a concorrência entre trabalhadores, na procura de emprego e no
desenvolvimento das relações de trabalho. desenvolvimento das relações de trabalho.
Código do Trabalho
Código do Trabalho
(Aprovado pela Lei 99/2003, de 27/08) (Aprovado pela Lei 99/2003, de 27/08)
surge impelido por 3 ideias-força: surge impelido por 3 ideias-força:
♦
♦ Sistematização e concentração das normas laboraisSistematização e concentração das normas laborais
A fórm
A fórmula escolhida foi a ula escolhida foi a da codificaçãoda codificação
♦
♦ Aumento da flexibilidade da organização do trabalhoAumento da flexibilidade da organização do trabalho
Incid
Incidindo sobrindo sobre a mobilidade a mobilidade funcione funcional e geográfial e geográfica e sobre ca e sobre a organiza organizaçãoação dos tempos de trabalho
dos tempos de trabalho
♦
Previsão da caducidade das convenções anteriores, certo tempo depois da Previsão da caducidade das convenções anteriores, certo tempo depois da sua denúncia.
sua denúncia.
3 núcleos de regulamentação
3 núcleos de regulamentação
♦
♦ Normas reguladoras da relação individual entre o empregador e oNormas reguladoras da relação individual entre o empregador e o
trabalhador
trabalhador (de direito privado)(de direito privado)
♦
♦ PrePrececeititos os alalususivivos os às às rerelalaçõções es enentre tre o o ememprpregegadador or e e o o EsEstatadodo..
(de direito público, definidores dos deveres que ao empregador incumbe observar, dos meios (de direito público, definidores dos deveres que ao empregador incumbe observar, dos meios de controlo
de controlo e das sanções coe das sanções correspondentes arrespondentes ao seu incumprimeo seu incumprimento e fundados no into e fundados no interessenteresse geral)
geral)
♦
♦ Normas reguladoras das relações colectivas de trNormas reguladoras das relações colectivas de trabalhoabalho (votadas à tutela(votadas à tutela
dos interesses colectivos de categoria profissional e ramo de actividade dos interesses colectivos de categoria profissional e ramo de actividade
AS FONTES
AS FONTES
Fontes de direito Fontes de direito
Fontes de direito
Fontes de direito (sentido técnico)(sentido técnico) Os modos de produção e
Os modos de produção e revelação de normas jurídicasrevelação de normas jurídicas (instrumentos pelos quais(instrumentos pelos quais essas normas são
essas normas são estabelecidaestabelecidas e s e expostas ao conhecimento público)expostas ao conhecimento público)
Cláusulas contratuais gerais Cláusulas contratuais gerais
Ap
Aplilicácávevel l aoaos s aspaspecectotos s esessesencnciaiais is do do cocontntrarato to de de trtrababalalhoho, , ququanando do oo contrato seja celebrado por adesão
contrato seja celebrado por adesão (art.96º , art. 95º)(art.96º , art. 95º)
Actos organizativos e directivos do empregador Actos organizativos e directivos do empregador
Regulamentos internos da empresa
Regulamentos internos da empresa (art.153º)(art.153º)
Usos e práticas laborais
Usos e práticas laborais (art.3ºCC)(art.3ºCC)
Também regulam e conformam as relações de trabalho, sobretudo quando Também regulam e conformam as relações de trabalho, sobretudo quando gerados no quadro da empresa
gerados no quadro da empresa
Doutrina dominante Doutrina dominante
Desenvolvida pelos tribunais superiores nacionais e internacionais. Desenvolvida pelos tribunais superiores nacionais e internacionais.
Em sentido técnico Em sentido técnico
Cláusulas contratuais gerais Cláusulas contratuais gerais
Actos organizativos e directivos do empregador Actos organizativos e directivos do empregador Usos e práticas laborais
Usos e práticas laborais Doutrina dominante Doutrina dominante
Fontes de direito Fontes de direito
Fontes internacionais Fontes internacionais
Re
Resusultltam am do do esestatabebelelecicimementnto o de de rerelalaçõções es ininteternrnacacioionanaisis, , atatraravévés s dede negociação directa, bilateral ou multilateral, entre Estados.
negociação directa, bilateral ou multilateral, entre Estados.
Convenções internacionais gerais Convenções internacionais gerais Temos como exemplos:
Temos como exemplos:
♦
♦ Convenção Europeia dos Direitos do HomemConvenção Europeia dos Direitos do Homem ♦
♦ Pactos internacionaisPactos internacionais ♦
♦ Carta Social EuropeiaCarta Social Europeia ♦
♦ Carta Comunitária dos Carta Comunitária dos Direitos Fundamentais dos TrabalhadoresDireitos Fundamentais dos Trabalhadores ♦
♦ Normas aprovadas no âmbito da OITNormas aprovadas no âmbito da OIT
Fontes internas
Fontes internas
São o produto de mecanismos inteiramente regulados pelo ordenamento São o produto de mecanismos inteiramente regulados pelo ordenamento jurídico interno de cada país.
jurídico interno de cada país.
A Constituição da República Portuguesa A Constituição da República Portuguesa
Constitui a cúpula do sistema das fontes de
Constitui a cúpula do sistema das fontes de Direito do TrDireito do Trabalhoabalho Art. 55º/1 CRP
Art. 55º/1 CRP
Afirmação da liberdade sindical Afirmação da liberdade sindical Art. 21º CRP Art. 21º CRP O direito de resistência O direito de resistência Art. 25º CRP Art. 25º CRP
O direito à integridade pesoal O direito à integridade pesoal Art. 26º CRP
Art. 26º CRP
Outros direitos pessoais Outros direitos pessoais
Internas e internacionais Internas e internacionais Autónomas
Autónomas (negociais)(negociais)e heterónomase heterónomas(não negociais)(não negociais)
Comuns e específicas Comuns e específicas
Art. 17º CRP Art. 17º CRP
Regime dos direitos, liberdades e garantias Regime dos direitos, liberdades e garantias Art. 18º CRP
Art. 18º CRP
Princípio da aplicação directa Princípio da aplicação directa Art. 47º CRP
Art. 47º CRP
Liberdade de escolha de profissão Liberdade de escolha de profissão Art. 53º CRP Art. 53º CRP A segurança no emprego A segurança no emprego Art. 58º/1CRP Art. 58º/1CRP
O direito ao trabalho e o dever de
O direito ao trabalho e o dever de trabalhar trabalhar Art. 59º CRP
Art. 59º CRP
Direito dos trabalhadores Direito dos trabalhadores
Fontes e aplicação do direito do trabalho
Fontes e aplicação do direito do trabalho
Artigo 1.º Artigo 1.º
Fontes específicas
Fontes específicas
O
O cocontntrarato to de de trtrababalalho ho esestá tá susujejeitito, o, em em esespepecicialal, , aoaos s ininststrurumementntos os dede regulamentação colectiva de trabalho, assim como aos usos laborais que regulamentação colectiva de trabalho, assim como aos usos laborais que não contrariem o princípio da boa fé.
não contrariem o princípio da boa fé.
Fontes imediatas Fontes imediatas = = Instrumentos de Instrumentos de regulamentação regulamentação colectiva de trabalho colectiva de trabalho Instrumentos Instrumentos negociais negociais (autónomas) (autónomas) Instrumentos não Instrumentos não negociais negociais (não autónomas) (não autónomas) Convenção colectiva Convenção colectiva Acordo de adesão Acordo de adesão
Decisão de arbitragem voluntária Decisão de arbitragem voluntária Regulamento de extensão
Regulamento de extensão
Regulamento de condições mínimas Regulamento de condições mínimas Decisão de arbitragem obrigatória Decisão de arbitragem obrigatória
Contratos colectivos Contratos colectivos Acordos colectivos Acordos colectivos Acordos de empresa Acordos de empresa
Artigo 2.º Artigo 2.º
Instrumentos de regulamentação colectiva de trabalho Instrumentos de regulamentação colectiva de trabalho
1 - Os instrumentos de regulamentação colectiva de trabalho podem 1 - Os instrumentos de regulamentação colectiva de trabalho podem ser:
ser:
-- negociais ounegociais ou
-- não negociais.não negociais.
2
2 - - OOs s iinsnstrtrumumenentotos s dde e rereggululamamenentataçãção o cocolelectctiviva a dde e trtraababallhoho negociais, são:
negociais, são:
-- a convenção colectiva,a convenção colectiva,
-- o acordo de adesão eo acordo de adesão e
-- a decisão de arbitragem voluntária.a decisão de arbitragem voluntária.
3 - As convenções colectivas podem ser: 3 - As convenções colectivas podem ser: a)
a) CoContntraratos tos cocolelectctivivosos
as convenções celebradas entre associações sindicais e associações de as convenções celebradas entre associações sindicais e associações de empregadores;
empregadores; b)
b) Acordos colectivosAcordos colectivos
as convenções celebradas por associações sindicais e uma pluralidade de as convenções celebradas por associações sindicais e uma pluralidade de empregadores para diferentes empresas;
empregadores para diferentes empresas; c)
c) Acordos de empresaAcordos de empresa
as convenções subscritas por associações sindicais e um empregador as convenções subscritas por associações sindicais e um empregador para uma empresa ou estabelecimento.
para uma empresa ou estabelecimento.
4
4 - - OOs s iinsnstrtrumumenentotos s dde e rereggululamamenentataçãção o cocolelectctiviva a dde e trtraababallhoho não negociais, são:
não negociais, são:
-- o regulamento de extensão,o regulamento de extensão,
-- o regulamento de condições mínimas eo regulamento de condições mínimas e
I.R.C.T
I.R.C.T. . negociais
negociais
Convenção colectiva de trabalho Convenção colectiva de trabalho
Ac
Acorordo do de de vovontntadades es enentrtre e ememprpregegadadoror,, (o(ou u o o seseu u rereprpresesenentatantnte)e), e uma, e uma associação sindical,
associação sindical, (ou (ou os os seuseus s reprepresresententanantestes)) cujo procecujo procedimendimento to adoptadoptadoado (de
(depóspósito e publito e publicaicação no BTção no BTE, artsE, arts. 549º e ss. e . 549º e ss. e 581581º)º) foi previsto no Código dofoi previsto no Código do Trabalho.
Trabalho.
3 qualificações de convenções, quanto às partes outorgantes : 3 qualificações de convenções, quanto às partes outorgantes : Contratos colectivos
Contratos colectivos
As convenções celebradas entre associações sindicais e associações de As convenções celebradas entre associações sindicais e associações de empregadores
empregadores
Acordos colectivos Acordos colectivos
As convenções celebradas por associações sindicais e uma pluralidade de As convenções celebradas por associações sindicais e uma pluralidade de empregadores para diferentes empresas.
empregadores para diferentes empresas.
Acordos de empresa Acordos de empresa
Convenções subscritas por associações sindicais e um empregador para Convenções subscritas por associações sindicais e um empregador para uma empresa ou estabelecimento.
uma empresa ou estabelecimento.
Acordo de adesão
Acordo de adesão (art. 563º)(art. 563º) Um
Um ininststrurumementnto o de de reregugulalamementntaçação ão cocolelectctiviva a quque e alalararga ga o o âmâmbibito to dede aplicação de uma convenção colectiva.
aplicação de uma convenção colectiva.
Arbitragem voluntária Arbitragem voluntária
Meio de resolução de um conflito entre duas partes, em que elas submetem Meio de resolução de um conflito entre duas partes, em que elas submetem o seu
o seu “diferendum” “diferendum” a vários árbitros, com o intuito de ser proferida umaa vários árbitros, com o intuito de ser proferida uma
decisão que as
I.R.C.T
I.R.C.T. não
. não negociais
negociais
Regulamento de extensão
Regulamento de extensão
(art. 574º)(art. 574º)É um acto normativo através do qual o Ministro responsável pela área É um acto normativo através do qual o Ministro responsável pela área laboral alarga o âmbito de aplicação de uma convenção colectiva ou de uma laboral alarga o âmbito de aplicação de uma convenção colectiva ou de uma decisão arbitral. A Administração intervém utilizando o conteúdo de uma decisão arbitral. A Administração intervém utilizando o conteúdo de uma convenção ou de uma decisão arbitral e torna-o aplicável a trabalhadores convenção ou de uma decisão arbitral e torna-o aplicável a trabalhadores não abrangidos por estes instrumentos.
não abrangidos por estes instrumentos.
Regulamento de condições mínimas Regulamento de condições mínimas
É
É um um ininststrurumementnto o de de reregugulalaçãção o cocolelectctiviva, a, elelababororadado o e e apaprorovadvado o pepelala Ad
Admimininiststraraçãção o lalaboboraral, l, quque e acactutua a susubsbsididiaiaririamamenente te ao ao reregugulalamementnto o dede extensão e deve ser precedido de
extensão e deve ser precedido de um estudo preparatórioum estudo preparatório (art. 579º)(art. 579º)
Arbitragem obrigatória Arbitragem obrigatória
Assenta num despacho do ministro responsável pela área laboral
Assenta num despacho do ministro responsável pela área laboral (arts. 564º (arts. 564º e 568º)
e 568º)
Distinção entre acordo de adesão e regulamento de extensão Distinção entre acordo de adesão e regulamento de extensão
A
Accoorrddo o dde e aaddeessãão o ReegR guullaammeenntto o dde e eexxtteennssããoo
♦
♦ EnEncocontntra ra fufundndamamenento to na na auautotononomimiaa colectiva, uma vez que estamos perante colectiva, uma vez que estamos perante um acordo de vontades (art. 563º/1/2). um acordo de vontades (art. 563º/1/2).
♦
♦ TTem em nanatuturereza za nenegogocicialal, , tetem m cacaráráctcter er contratual.
contratual.
♦
♦ AutónomoAutónomo
♦
♦ EEnnccoonnttrra a a a ssuua a bbaasse e nno o ppooddeer r ddaa Administração, que tem a faculdade de Administração, que tem a faculdade de alargar o âmbito de aplicação de uma alargar o âmbito de aplicação de uma convenção colectiva ou de uma decisão convenção colectiva ou de uma decisão arbitral.
arbitral. ♦
♦ É um acto normativo, tem natureza nãoÉ um acto normativo, tem natureza não neg
negocociaial, l, popois is impimpõe õe a a regregululaçação ão dadass situações laborais independentemente da situações laborais independentemente da vontade dos seus destinatários.
vontade dos seus destinatários. ♦
♦ HeterónomoHeterónomo
Princípio da dupla afiliação
Princípio da dupla afiliação
A convenção colectiva e a decisão arbitral só se aplicam, em regra, aos A convenção colectiva e a decisão arbitral só se aplicam, em regra, aos trabalhadores afiliados nas associações outorgantes e aos empregadores trabalhadores afiliados nas associações outorgantes e aos empregadores que a celebram directamente ou filiados na associação celebrante
que a celebram directamente ou filiados na associação celebrante (Arts.552º (Arts.552º e 553º)
Distinção entre
Distinção entre regulamento de regulamento de extensão extensão e de cone de condições mínimdições mínimasas Distingue-se pela causa, conteúdo e procedimento
Distingue-se pela causa, conteúdo e procedimento Causa
Causa
O
O reregugulalammenento to de de cocondndiiçõções es mmínínimimas as acacttua ua susubsbsiididiarariaiammenentte e aoao regulamento de extensão
regulamento de extensão (art. 578º)(art. 578º)
Conteúdo Conteúdo
Enquanto o conteúdo do regulamento de extensão se identifica com o da Enquanto o conteúdo do regulamento de extensão se identifica com o da convenção colectiva ou o da decisão arbitral, o conteúdo do regulamento de convenção colectiva ou o da decisão arbitral, o conteúdo do regulamento de condições mínimas é em regra, fruto da criação
condições mínimas é em regra, fruto da criação (ex-novo)(ex-novo) da Administração.da Administração.
Procedimento Procedimento
Enquanto o procedimento de elaboração de um regulamento de condições Enquanto o procedimento de elaboração de um regulamento de condições mínimas deve ser precedido de um estudo preparatório, a elaboração do mínimas deve ser precedido de um estudo preparatório, a elaboração do regulamento de extensão não está vinculado a
regulamento de extensão não está vinculado a tal procedimento.tal procedimento.
Distinção entre arbitragem voluntária e arb
Distinção entre arbitragem voluntária e arbitragem obrigatóriaitragem obrigatória
Na sua origem, a arbitragem voluntária surge na sequência de um acordo Na sua origem, a arbitragem voluntária surge na sequência de um acordo entre as partes
entre as partes (compromisso arbitral)(compromisso arbitral) enquanenquanto to a a arbitarbitragem ragem obriobrigatórgatória ia assentassentaa
num despacho do ministro responsável pela área laboral. num despacho do ministro responsável pela área laboral.
Noção legal de contra-ordenação Noção legal de contra-ordenação
Todo o facto típico, ilícito e censurável que consubstancie a violação de uma Todo o facto típico, ilícito e censurável que consubstancie a violação de uma norma que consagre direitos ou imponha deveres a qualquer sujeito no norma que consagre direitos ou imponha deveres a qualquer sujeito no âmbito das relações laborais e que seja
âmbito das relações laborais e que seja punível com coimapunível com coima(art. 614º)(art. 614º)
A violação do disposto nos instrumentos de regulamentação colectiva,A violação do disposto nos instrumentos de regulamentação colectiva,
re
respspeieitatantnte e a a umuma a gegeneneraralilidadade de de de trtrababalalhahadodoreres, s, coconsnstititutui i umumaa contra-ordenação grave
contra-ordenação grave (art. 687º/1)(art. 687º/1) , sendo leve, relativamente a cada, sendo leve, relativamente a cada
trabalhador ao qual se verifica a infracção
Princípio da subsidiariedade dos IRCT não negociais
Princípio da subsidiariedade dos IRCT não negociais
Artigo 3.º Artigo 3.º
Subsidiariedade
Subsidiariedade
Os instrumentos de regulamentação colectiva de trabalho não negociais só Os instrumentos de regulamentação colectiva de trabalho não negociais só podem ser emitidos na falta de instrumentos de regulamentação colectiva podem ser emitidos na falta de instrumentos de regulamentação colectiva de trabalho negociais, salvo
de trabalho negociais, salvo tratando-se de arbitragem obrigatória.tratando-se de arbitragem obrigatória.
Este preceito fixa o princípio da Este preceito fixa o princípio da subsidiariedade da intervenção das fontessubsidiariedade da intervenção das fontes não negociais face às negociais
não negociais face às negociais
As As fofontentes s priprivilvilegiegiadaadas s parpara a regregulaularem rem as as sitsituaçuações ões lablaboraorais, is, são são osos instrumentos de natureza negocial.
instrumentos de natureza negocial.
A excepção feita a este princípio, a arbitragem obrigatória, justifica-se nosA excepção feita a este princípio, a arbitragem obrigatória, justifica-se nos
termos do art. 567º/1, quando surge um conflito que assenta na revisão termos do art. 567º/1, quando surge um conflito que assenta na revisão de um instrumento de natureza negocial; se a arbitragem fosse também de um instrumento de natureza negocial; se a arbitragem fosse também su
subsbsididiáiáriria a faface ce à à exexisistêtêncncia ia de de um um coconfnflilito to nunuma ma rerevivisãsão o de de umumaa convenção colectiva, então estava inviabilizado o
convenção colectiva, então estava inviabilizado o recurso, nestes casos, àrecurso, nestes casos, à arbitragem obrigatória.
arbitragem obrigatória.
Princípio do tratamento mais favorável
Princípio do tratamento mais favorável
Artigo 4.º Artigo 4.º
Princípio do tratamento mais favorável
Princípio do tratamento mais favorável
1 - As normas deste Código podem, sem prejuízo do disposto no número 1 - As normas deste Código podem, sem prejuízo do disposto no número seguinte, ser afastadas por instrumento de regulamentação colectiva de seguinte, ser afastadas por instrumento de regulamentação colectiva de trabalho, salvo quando delas resultar o contrário.
trabalho, salvo quando delas resultar o contrário. 2 - As
2 - As normas deste Código não podem ser normas deste Código não podem ser afastafastadas por regulamentadas por regulamento deo de condições mínimas.
condições mínimas.
3 - As normas deste Código só podem ser afastadas por contrato de 3 - As normas deste Código só podem ser afastadas por contrato de tr
trababalalho ho ququanando do eseste te esestatabebeleleça ça cocondndiçiçõeões s mamais is fafavovoráráveveis is papara ra oo trabalhador e se delas não resultar o contrário.
Análise do artigo nº 4 : Análise do artigo nº 4 : Relativamente ao nº1 Relativamente ao nº1 Relação entre
Relação entre normas do normas do Código e Código e disposições dos disposições dos IRCTIRCT
A A nonormrma a do do CóCódidigo go pepermrmitite e a a inintetervrvenençãção o dodos s ininststrurumementntos os dede
regulamentação colectiva de trabalho, quer em sentido mais favorável regulamentação colectiva de trabalho, quer em sentido mais favorável aos trabalhadores, quer em sentido menos favorável
aos trabalhadores, quer em sentido menos favorável ( uma vez que nesta( uma vez que nesta sit
situaçuação ão os os tratrabalbalhadhadores ores são são reprepreseresentantados dos – – insinstrumtrumententos os de de natnaturezureza a negnegociocial al - - pelpelosos sindicatos, razão pela qual se encontram em situação de igualdade com os empregadores.)
sindicatos, razão pela qual se encontram em situação de igualdade com os empregadores.)
mas...
mas...
é necessário que da norma do Código não resulte o contrário,é necessário que da norma do Código não resulte o contrário, isto é, queisto é, que o legislador não tenha
o legislador não tenha proibido a intervenção dos proibido a intervenção dos instrumentos de regulamentaçãoinstrumentos de regulamentação
Proibição da intervenção Proibição da intervenção
dos IRCT dos IRCT
Norma imperativa de conteúdo fixo Norma imperativa de conteúdo fixo
Se a lei contiver uma norma imperativa de conteúdo fixo, o instrumento de Se a lei contiver uma norma imperativa de conteúdo fixo, o instrumento de regulação não pode dispor de forma diferente
regulação não pode dispor de forma diferente (independentemente de ser mais ou (independentemente de ser mais ou menos favorável)
menos favorável)..
Norma imperativa- permissiva Norma imperativa- permissiva
Esta norma tem uma ... Esta norma tem uma ... parte imperativa
parte imperativa (proibitiva)(proibitiva) ,,
que proíbe situações menos favoráveis, que proíbe situações menos favoráveis, e uma ...
e uma ...
parte permissiva, parte permissiva,
que permite o estabelecimento de condições mais favoráveis
que permite o estabelecimento de condições mais favoráveis (o instrumento de(o instrumento de regulação apenas pode incidir sobre esta
regulação apenas pode incidir sobre esta parte)parte)
Absoluta Absoluta
No caso das normas imperativas de conteúdo fixo No caso das normas imperativas de conteúdo fixo,, queque contêm valores de ordem pública
contêm valores de ordem pública
Relativa Relativa
No caso das normas imperativas- permissivas No caso das normas imperativas- permissivas
Norma supletiva Norma supletiva
Se a lei contiver uma norma supletiva, o instrumento de regulação pode Se a lei contiver uma norma supletiva, o instrumento de regulação pode estipular em qualquer sentido, mesmo que seja menos favorável.
estipular em qualquer sentido, mesmo que seja menos favorável.
Relativamente ao nº2 Relativamente ao nº2
Este preceito resulta do aresto do tribunal Constitucional de 25 de Junho de Este preceito resulta do aresto do tribunal Constitucional de 25 de Junho de 2003, sendo que o seu conteúdo se torna disponível face ao regime previsto 2003, sendo que o seu conteúdo se torna disponível face ao regime previsto no artigo 112.º/6 da C.R.P.
no artigo 112.º/6 da C.R.P.
Relativamente ao nº3 Relativamente ao nº3 Relação entre normas do Código e cláusulas do
Relação entre normas do Código e cláusulas do contrato de trabalhocontrato de trabalho
As cláusulas do contrato de trabalho só podem afastar a aplicação das As cláusulas do contrato de trabalho só podem afastar a aplicação das normas do Código se ...
normas do Código se ...
por um lado ... por um lado ...
forem mais forem mais favorávfavoráveiseis (cabe ao trabalhador apurar se a situação é ou não mais(cabe ao trabalhador apurar se a situação é ou não mais favorável, não sendo tal
favorável, não sendo tal qualificação sindicável por terceiros)qualificação sindicável por terceiros)
e por outro... e por outro...
se tal facto for permitido por elasse tal facto for permitido por elas ( a tutela de valores de ordem pública, está( a tutela de valores de ordem pública, está assegurada através deste requisito)
assegurada através deste requisito)
V
Valores de alores de ordem públicaordem pública
Conjunto de princípios e normas que contêm valores essenciais. Conjunto de princípios e normas que contêm valores essenciais.
Aplicação de disposições
Aplicação de disposições (art. 5º)(art. 5º)
Artigo 5.º Artigo 5.º
Aplicação de disposições
Aplicação de disposições
Sempre que numa disposição deste Código se determinar que a mesma Sempre que numa disposição deste Código se determinar que a mesma po
pode de seser r afafasastatada da popor r ininststrurumementnto o de de reregugulalamementntaçação ão cocolelectctiviva a dede trabalho, entende-se que o não pode ser por cláusula de contrato de trabalho, entende-se que o não pode ser por cláusula de contrato de trabalho.
trabalho.
Devido à supremacia do empregador no âmbito dos contratos deDevido à supremacia do empregador no âmbito dos contratos de
tr
intervenção, do que nos instrumentos de regulamentação colectiva de intervenção, do que nos instrumentos de regulamentação colectiva de trabalho, onde as partes
trabalho, onde as partes (ass(associaociações ções de de emprempregadegadores ores ou ou empreempregadogadores res ee sindicatos)
sindicatos) se encontram numa situação de igualdade.se encontram numa situação de igualdade.
CONTRATO DE TRABALHO
CONTRATO DE TRABALHO
Artigo 10.º Artigo 10.º Noção NoçãoContrato de trabalho é aquele pelo qual uma pessoa se obriga, mediante Contrato de trabalho é aquele pelo qual uma pessoa se obriga, mediante retribuição, a prestar a sua actividade a outra ou outras pessoas, sob a retribuição, a prestar a sua actividade a outra ou outras pessoas, sob a autoridade e direcção destas.
autoridade e direcção destas.
O Direito do Trabalho desenvolve-se e autonomiza-se do Direito dasO Direito do Trabalho desenvolve-se e autonomiza-se do Direito das Obrigações tendo por base o contrato de trabalho.
Obrigações tendo por base o contrato de trabalho.
A intervenção colectiva no Direito do Trabalho só se A intervenção colectiva no Direito do Trabalho só se pode compreender pode compreender depois de consagrado o regime específico do
depois de consagrado o regime específico do contrato de trabalho.contrato de trabalho.
O direito colectivo pressupõe a existência de contratos de O direito colectivo pressupõe a existência de contratos de trabalho.trabalho.
Presunção de contrato de trabalho
Presunção de contrato de trabalho
Artigo 12.º Artigo 12.º Presunção
Presunção
Presume-se que as partes celebraram um contrato de trabalho sempre Presume-se que as partes celebraram um contrato de trabalho sempre que,
que, cumulativamente:cumulativamente:
a) O prestador de trabalho esteja inserido na estrutura organizativa do a) O prestador de trabalho esteja inserido na estrutura organizativa do beneficiário da actividade e realize a sua prestação sob as orientações beneficiário da actividade e realize a sua prestação sob as orientações deste;
deste;
b) O trabalho seja realizado na empresa beneficiária da actividade ou em b) O trabalho seja realizado na empresa beneficiária da actividade ou em local por esta controlado, respeitando um horário previamente definido;
local por esta controlado, respeitando um horário previamente definido;
c) O prestador de trabalho seja retribuído em função do tempo despendido c) O prestador de trabalho seja retribuído em função do tempo despendido na execução da
na execução da activactividade ou idade ou se se enconencontre numa tre numa situasituação de ção de dependependêncidênciaa económica face ao beneficiário da actividade;
económica face ao beneficiário da actividade; d)
d) Os Os insinstrtrumeumentontos s de de tratrabalbalho ho sejsejam am essessencencialialmenmente te forfornecnecidoidos s pelpeloo beneficiário da actividade;
e)
e) A A prpresesttaçação ão de de ttrrababalalho ho ttenenha ha sisido do exexececututadada a popor r um um ppererííododo,o, ininterrupto, superior a 90 dias.
ininterrupto, superior a 90 dias.
Para invocar a qualidade de trabalhador, cabe ao trabalhador fazer Para invocar a qualidade de trabalhador, cabe ao trabalhador fazer
pprroovva a ddoos s eelleemmeennttoos s ccoonnssttiittuuttiivovos s ddo o ccoonnttrraatto o dde e ttrraabbaallhhoo
(art. 342º/1 CC)
(art. 342º/1 CC)
Só há presunção de contrato de trabalho se estiverem preenchidosSó há presunção de contrato de trabalho se estiverem preenchidos cumulativamente os cinco requisitos.
cumulativamente os cinco requisitos.
Os cinco requisitos constantes nas alíneas deste artigo, identificam-seOs cinco requisitos constantes nas alíneas deste artigo, identificam-se
com os indícios a que a jurisprudência e a doutrina normalmente com os indícios a que a jurisprudência e a doutrina normalmente recorrem para qualificar o contrato de trabalho, que se designa por recorrem para qualificar o contrato de trabalho, que se designa por método indiciário
método indiciário
Presume-se que a actividade é exercida sem subordinação quando Presume-se que a actividade é exercida sem subordinação quando ocorra ...
ocorra ...
alguma das seguintes circunstâncias: alguma das seguintes circunstâncias:
1 – o trabalhador tenha, no exercício da sua actividade a faculdade de 1 – o trabalhador tenha, no exercício da sua actividade a faculdade de escolher os processos e meios a utilizar, sendo estes, total ou parcialmente, escolher os processos e meios a utilizar, sendo estes, total ou parcialmente, da sua propriedade
da sua propriedade
2 – O trabalhador não se encontre sujeito a horário e ou a períodos mínimos 2 – O trabalhador não se encontre sujeito a horário e ou a períodos mínimos de trabalho, salvo quando tal resulte da directa aplicação de normas de de trabalho, salvo quando tal resulte da directa aplicação de normas de direito laboral.
direito laboral.
3 – o trabalhador possa subcontratar outros para a execução do trabalho em 3 – o trabalhador possa subcontratar outros para a execução do trabalho em sua substituição.
sua substituição.
4 – A actividade do trabalhador não se integre na estrutura do processo 4 – A actividade do trabalhador não se integre na estrutura do processo produtivo, na organização do trabalho ou na cadeia hierárquica de uma produtivo, na organização do trabalho ou na cadeia hierárquica de uma empresa.
empresa.
5 – A actividade do trabalhador constitua elemento acidental na organização 5 – A actividade do trabalhador constitua elemento acidental na organização e no desenvolvimento dos objectivos da e
Método indiciário ou tipológico Método indiciário ou tipológico
Até à entrada em vigor do Código do Trabalho, a distinção entre contrato de Até à entrada em vigor do Código do Trabalho, a distinção entre contrato de trabalho e contrato de prestação de serviços era feita por este método, trabalho e contrato de prestação de serviços era feita por este método, segundo o qu
segundo o qual al havia que fhavia que fazer a azer a análise dos análise dos indícios presentesindícios presentes (este método(este método não nos dá em todos os casos a
não nos dá em todos os casos a certeza absoluta do tipo contratual que temos em presença)certeza absoluta do tipo contratual que temos em presença)
T
Temos de verificar emos de verificar se há :se há :
retribuição,retribuição,
local de trabalho,local de trabalho,
horário de trabalho,horário de trabalho,
um coordenador,um coordenador,
férias pagas,férias pagas,
autonomia técnica,autonomia técnica,
propriedade dos instrumentospropriedade dos instrumentos
Retribuíção Retribuíção
É um elemento essencial do contrato de trabalho, mas nos contratos de É um elemento essencial do contrato de trabalho, mas nos contratos de prestação de serviços pode não existir
prestação de serviços pode não existir (arts. 1152º e 1154º do CC)(arts. 1152º e 1154º do CC)
Local de trabalho Local de trabalho
Este indício não permite a qualificação do contrato como sendo contrato de Este indício não permite a qualificação do contrato como sendo contrato de trabalho ou contrato de prestação de serviços.
trabalho ou contrato de prestação de serviços.
Horário de trabalho Horário de trabalho
È um indício de subordinação jurídica, mas não é através deste indício que È um indício de subordinação jurídica, mas não é através deste indício que poderemos qualificar o tipo de contrato, pois pode haver horário de trabalho poderemos qualificar o tipo de contrato, pois pode haver horário de trabalho também nos contratos de prestação de serviços.
também nos contratos de prestação de serviços.
Existência de um coordenador Existência de um coordenador
Este é um indício de que há um contrato de trabalho, pois um trabalhador Este é um indício de que há um contrato de trabalho, pois um trabalhador autónomo não tem um coordenador dando indicações.
autónomo não tem um coordenador dando indicações.
Férias pagas Férias pagas
É um indício da existência de um contrato de trabalho, o facto de ter direito a É um indício da existência de um contrato de trabalho, o facto de ter direito a férias remuneradas.
férias remuneradas.
Autonomia técnica Autonomia técnica
Po
Pode de exexisistitir r tatantnto o nonos s cocontntraratotos s de de trtrababalalhoho, , cocomo mo nonos s cocontntraratotos s dede prestação de serviços. O contrato de trabalho não prejudica a autonomia prestação de serviços. O contrato de trabalho não prejudica a autonomia técnica
Propriedade dos instrumentos de execução da
Propriedade dos instrumentos de execução da actividadeactividade
No
Normrmalalmementnte e o o ememprpregegadador or fofornrnecece e os os ininststrurumementntosos. . No No cocontntrarato to dede prestação de serviços é o trabalhador que fornece, o que não exclue que no prestação de serviços é o trabalhador que fornece, o que não exclue que no co
contntrarato to de de trtrababalalho ho o o trtrababalalhahadodor r nãnão o popossssa a trtrazazer er papartrte e dodos s seseusus instrumentos de execução de trabalho.
instrumentos de execução de trabalho.
Contratos equiparados Contratos equiparados Artigo 13.º Artigo 13.º Contratos equiparados Contratos equiparados Fi
Ficacam m susujejeititos os aoaos s prprinincícípipios os dedefifininidodos s nenestste e CóCódidigogo, , nonomemeadadamamenentete qu
quananto to a a didirereititos os de de pepersrsononalalididadade, e, igiguaualdldadade e e e nãnão o didiscscririmiminanaçãção o ee segurança, higiene e saúde no trabalho, sem prejuízo de regulamentação segurança, higiene e saúde no trabalho, sem prejuízo de regulamentação em legislação especial, os contratos que tenham por objecto a prestação em legislação especial, os contratos que tenham por objecto a prestação de trabalho, sem subordinação jurídica, sempre que o trabalhador deva de trabalho, sem subordinação jurídica, sempre que o trabalhador deva considerar-se na dependência económica do beneficiário da actividade. considerar-se na dependência económica do beneficiário da actividade.
T
T
rabalho de
rabalho de
menores
menores
Artigo 53.º Artigo 53.º
Princípios gerais
Princípios gerais
1 - O empregador deve proporcionar ao menor condições de trabalho 1 - O empregador deve proporcionar ao menor condições de trabalho ad
adeqequauadadas s à à rerespspecectitiva va ididadade e quque e prprototejaejam m a a susua a sesegugurarançnça, a, sasaúdúde,e, de
desesenvnvololvivimmenento to fífísisicoco, , pspsíqíquiuico co e e momorralal, , eeduducacaçãção o e e fforormmaçaçãoão,, pr
preveveneninindodo, , de de momodo do esespepecicialal, , ququalalququer er ririscsco o reresusultltanante te da da fafaltlta a dede experiência, da inconsciência dos riscos existentes ou potenciais ou do experiência, da inconsciência dos riscos existentes ou potenciais ou do grau de desenvolvimento do
grau de desenvolvimento do menormenor..
2 - O empregador deve, de modo especial, avaliar os riscos relacionados 2 - O empregador deve, de modo especial, avaliar os riscos relacionados com o trabalho antes de o menor começar a trabalhar e sempre que haja com o trabalho antes de o menor começar a trabalhar e sempre que haja qu
qualalququer er alalteteraraçãção o imimpoportrtanante te dadas s cocondndiçiçõeões s de de trtrababalalhoho, , inincicididindndoo nomeadamente sobre:
nomeadamente sobre:
a) Equipamentos e organização do local e
a) Equipamentos e organização do local e do posto de trabalho;do posto de trabalho;
b) Natureza, grau e duração da exposição aos agentes físicos, biológicos e b) Natureza, grau e duração da exposição aos agentes físicos, biológicos e químicos;
químicos;
c) Escolha, adaptação e utilização de equipamentos de trabalho, incluindo c) Escolha, adaptação e utilização de equipamentos de trabalho, incluindo agentes, máquinas e aparelhos e a
agentes, máquinas e aparelhos e a respectiva utilização;respectiva utilização; d) Ada
d) Adaptação da organizaçãptação da organização o do trabalhodo trabalho, dos , dos proceprocessos de ssos de trabtrabalho e alho e dada sua execução;
sua execução;
e) Grau de conhecimento do menor no que se refere à execução do e) Grau de conhecimento do menor no que se refere à execução do ttrarababallhoho, , aoaos s rriiscscos os paparra a a a ssegegururanança ça e e a a ssaúaúde de e e às às memedididadas s dede prevenção.
prevenção.
3 - O empregador deve informar o menor e os seus representantes legais 3 - O empregador deve informar o menor e os seus representantes legais dos riscos identificados e das medidas tomadas para a prevenção desses dos riscos identificados e das medidas tomadas para a prevenção desses riscos.
riscos.
4 - O empregador deve assegurar a inscrição do trabalhador menor ao seu 4 - O empregador deve assegurar a inscrição do trabalhador menor ao seu serviço no regime geral da segurança social, nos termos da respectiva serviço no regime geral da segurança social, nos termos da respectiva legislação.
legislação.
5 - A emancipação não prejudica a aplicação das normas relativas à 5 - A emancipação não prejudica a aplicação das normas relativas à protecção da saúde,
protecção da saúde, educação e formação deducação e formação do trabalhador menor.o trabalhador menor.
AAs s rreeggrraas s qquue e iinntteeggrraam m o o rreeggiimme e ddo o ttrraabbaallhho o dde e mmeennoorreess
relacionam-se com os artigos 59º/2/c), 69º/3 e 70º da CRP relacionam-se com os artigos 59º/2/c), 69º/3 e 70º da CRP
AAlglgununs s dodos s prprececeieittos os ddesesta ta SuSubsbsececçãção o dedevevem m sser er obobjjececto to dede concretização em legislação especial
Estas normas são imperativas, são normas de ordem pública, logo nãoEstas normas são imperativas, são normas de ordem pública, logo não podem ser derrogadas nem
podem ser derrogadas nem por IRCTpor IRCT, nem por , nem por contrato de trabalho.contrato de trabalho.
Admissão ao trabalho Admissão ao trabalho Artigo 55.º Artigo 55.º Admissão ao trabalho Admissão ao trabalho
1 - Só pode ser admitido a prestar trabalho, qualquer que seja a espécie e 1 - Só pode ser admitido a prestar trabalho, qualquer que seja a espécie e modalidade de pagamento, o menor que tenha completado a idade mínima modalidade de pagamento, o menor que tenha completado a idade mínima de admissão, tenha concluído a escolaridade obrigatória e disponha de de admissão, tenha concluído a escolaridade obrigatória e disponha de capacidades física e psíquica adequadas ao
capacidades física e psíquica adequadas ao posto de trabalho.posto de trabalho. 2 - A i
2 - A idade mínima de dade mínima de admissão para prestar trabalho é admissão para prestar trabalho é de 16 anos.de 16 anos. 3
3 - - O O mmeennoor r ccoom m iiddaadde e iinnffeerriioor r a a 116 6 aannoos s qquue e tteennhha a ccoonncclluuííddo o aa escolaridade obrigatória pode prestar trabalhos leves que, pela natureza escolaridade obrigatória pode prestar trabalhos leves que, pela natureza das tarefas ou pelas condições específicas em que são realizadas, não das tarefas ou pelas condições específicas em que são realizadas, não se
sejjam am sususcscepepttííveveis is de de prprejejududiicacar r a a susua a sesegugurranança ça e e ssaúaúdede, , a a susuaa assiduidade escolar, a sua participação em programas de orientação ou de assiduidade escolar, a sua participação em programas de orientação ou de formação e a sua capacidade para beneficiar da instrução ministrada, ou o formação e a sua capacidade para beneficiar da instrução ministrada, ou o se
seu u dedesesenvnvololvivimementnto o fífísisicoco, , psípsíququicico, o, momoraral, l, inintetelelectctuaual l e e cucultlturural al emem actividades e condições a determinar em legislação especial.
actividades e condições a determinar em legislação especial.
4 - O empregador deve comunicar à Inspecção-Geral do Trabalho, nos oito 4 - O empregador deve comunicar à Inspecção-Geral do Trabalho, nos oito dias subsequentes, a admissão de menor efectuada nos termos do número dias subsequentes, a admissão de menor efectuada nos termos do número anterior.
anterior.
Regra geral Regra geral
O
O nº nº 11 deste artigo estabelece os pressupostos necessários para que umdeste artigo estabelece os pressupostos necessários para que um menor seja admitido a prestar trabalho.
menor seja admitido a prestar trabalho.
2 excepções à regra geral 2 excepções à regra geral
a)
a) OO nº nº 33 do presente preceito, admite nalguns casos que menores quedo presente preceito, admite nalguns casos que menores que ainda não tenham completado a idade mínima de admissão, mas já tenham ainda não tenham completado a idade mínima de admissão, mas já tenham con
conclucluído ído a a escescolaolaridridade ade obrobrigaigatórtória ia pospossam sam ser ser admadmitiitidos dos parpara a preprestastar r trabalhos leves
trabalhos leves (este preceito está concebido para menores com 15 anos que já tenham(este preceito está concebido para menores com 15 anos que já tenham cumprido a
cumprido a escolaridadescolaridade obrigatória)e obrigatória) b)
b) NouNoutrtros casos casos, aos, admidmite-te-se que mse que menoenores qures que já tee já tenhanham comm complepletadtado ao a idade mínima de admissão mas que não tenham concluído a escolaridade idade mínima de admissão mas que não tenham concluído a escolaridade ob
admitidos a prestar trabalho, mediante o preenchimento de certas condições admitidos a prestar trabalho, mediante o preenchimento de certas condições previstas no
previstas no art. 56º art. 56º
Efeitos do
Efeitos do não respeito não respeito do do artigo nº artigo nº 5555
A celebrA celebração de ação de contrcontrato de ato de trabatrabalho com lho com um menor um menor com desrespeicom desrespeitoto
do disposto no presente preceito, determina a nulidade do mesmo, por do disposto no presente preceito, determina a nulidade do mesmo, por violação de normas imperativas (artigos nº 280º e 294º
violação de normas imperativas (artigos nº 280º e 294º do C. Civil)do C. Civil)
A A viviololaçação ão do do didispspososto to no no nº nº 4 4 coconsnstititutui i cocontntrara-o-ordrdenenaçação ão leleveve
(art. 644º/4)
(art. 644º/4) Artigo 56.º
Artigo 56.º
Admissão ao trabalho sem escolaridade obrigatória ou sem qualificação
Admissão ao trabalho sem escolaridade obrigatória ou sem qualificação
profissional
profissional
1
1 - - O O mmeennoor r ccoom m iiddaadde e iinnffeerriioor r a a 116 6 aannoos s qquue e tteennhha a ccoonncclluuííddo o aa escolaridade obrigatória mas não possua uma qualificação profissional bem escolaridade obrigatória mas não possua uma qualificação profissional bem como o menor que tenha completado a idade mínima de admissão sem ter como o menor que tenha completado a idade mínima de admissão sem ter co
concncluluídído o a a esescocolalariridadade de obobririgagatótóriria a ou ou quque e nãnão o popossssua ua ququalalifificicaçaçãoão profissional, só podem ser admitidos a prestar trabalho desde que...
profissional, só podem ser admitidos a prestar trabalho desde que...
se verifiquem cumulativamente as seguintes condições: se verifiquem cumulativamente as seguintes condições:
a)
a) FrFreqequeuentnte e mmododalalididaade de de de eeduducacaçãção o oou u foforrmamaçãção o quque e coconfnfiirra a aa escolaridade obrigatória e uma qualificação profissional, se não concluiu escolaridade obrigatória e uma qualificação profissional, se não concluiu aquela, ou uma qualificação profissional, se concluiu a escolaridade;
aquela, ou uma qualificação profissional, se concluiu a escolaridade;
b) Tratando-se de contrato de trabalho a termo, a sua duração não seja b) Tratando-se de contrato de trabalho a termo, a sua duração não seja in
inffererioior r à à ddururaçação ão ttototal al da da fforormamaçãçãoo, , se se o o ememprpregegadador or aassssumumir ir aa responsabilidade do processo formativo, ou permita realizar um período responsabilidade do processo formativo, ou permita realizar um período mínimo de formação, se esta responsabilidade estiver a cargo de outra mínimo de formação, se esta responsabilidade estiver a cargo de outra entidade;
entidade;
c) O período normal de trabalho inclua uma parte reservada à formação c) O período normal de trabalho inclua uma parte reservada à formação correspondente a pelo menos 40% do limite máximo constante da lei, da correspondente a pelo menos 40% do limite máximo constante da lei, da re
regugulamlamenentataçãção o cocolelectctiviva a apaplilicácávevel l ou ou do do peperíríododo o prprataticicadado o a a tetempmpoo completo, na respectiva categoria;
completo, na respectiva categoria; d)
d) O O hohoráráririo o de de trtrababalalho ho popossssibibililitite e a a papartrticicipipaçação ão nonos s prprogograramamas s dede educação ou formação profissional.
educação ou formação profissional.
2 - O disposto no número anterior não é aplicável ao menor que apenas 2 - O disposto no número anterior não é aplicável ao menor que apenas preste trabalho durante as férias escolares.
3 - O empregador deve comunicar à Inspecção-Geral do Trabalho, nos oito 3 - O empregador deve comunicar à Inspecção-Geral do Trabalho, nos oito dias subsequentes, a admissão de menores efectuada nos termos do dias subsequentes, a admissão de menores efectuada nos termos do número anterior.
número anterior.
11aa parte do nº 1parte do nº 1
Se o menor com ida
Se o menor com idade inferde inferior a 16 anos, não obstior a 16 anos, não obstante já ter conante já ter concluído cluído aa escolaridade obrigatória, não possuir formação profissional complementar, escolaridade obrigatória, não possuir formação profissional complementar, só pode ser admitido a prestar trabalho se se verificarem cumulativamente só pode ser admitido a prestar trabalho se se verificarem cumulativamente as condições previstas no art. 55º/3 e nas alíneas a) a d) do nº 1 do art. 56º as condições previstas no art. 55º/3 e nas alíneas a) a d) do nº 1 do art. 56º
2ª parte do nº1 2ª parte do nº1
Exige-se para que seja admitido a prestar trabalho, que o menor que tenha Exige-se para que seja admitido a prestar trabalho, que o menor que tenha completado os 16 anos, tenha concluído a escolaridade obrigatória ou que completado os 16 anos, tenha concluído a escolaridade obrigatória ou que possua uma qualificação profissional e que se verifique cumulativamente as possua uma qualificação profissional e que se verifique cumulativamente as condições previstas nas alíneas a) a d)
condições previstas nas alíneas a) a d) do nº1.do nº1.
O menor de idade inferior a 16 anos que não tenha concluído a O menor de idade inferior a 16 anos que não tenha concluído a escolaridade obrigatória e que não possua qualificação profissional, escolaridade obrigatória e que não possua qualificação profissional, não pode ser admitido a prestar trabalho
não pode ser admitido a prestar trabalhosob pena de nulidade do c.t. 280º,294º sob pena de nulidade do c.t. 280º,294º CC
CC
Celebração do contrato de trabalho Celebração do contrato de trabalho
Artigo 58.º Artigo 58.º
Celebração do contrato de trabalho
Celebração do contrato de trabalho
1 - É válido o contrato de trabalho celebrado directamente com o menor 1 - É válido o contrato de trabalho celebrado directamente com o menor que tenha completad
que tenha completado o 16 anos 16 anos de idade e de idade e tenha concluítenha concluído a do a escolescolaridaaridadede obrigatória, salvo oposição escrita dos seus representantes legais.
obrigatória, salvo oposição escrita dos seus representantes legais. 2
2 - - O O cocontntrarato to cecelelebrbradado o didirerectctamamenente te cocom m o o memenonor r quque e nãnão o tetenhnhaa completado 16 anos de idade ou não tenha concluído a escolaridade completado 16 anos de idade ou não tenha concluído a escolaridade oobbrriiggaattóórriia a ssó ó é é vváálliiddo o mmeeddiiaanntte e aauuttoorriizzaaççãão o eessccrriitta a ddoos s sseeuuss representantes legais.
representantes legais.
3 - A oposição a que se refere o n.º 1, bem como a revogação da 3 - A oposição a que se refere o n.º 1, bem como a revogação da autorização exigida no número anterior, podem ser declaradas a todo o autorização exigida no número anterior, podem ser declaradas a todo o tempo, tornando-se eficazes decorridos 30 dias.
tempo, tornando-se eficazes decorridos 30 dias. 4
4 - - Na Na dedeclclararaçação ão de de opopososiçição ão ou ou de de rerevovogagaçãção o da da auautotoririzazaçãção, o, oo representante legal pode reduzir até metade o prazo previsto no número representante legal pode reduzir até metade o prazo previsto no número aanntteerriioorr, , ddeemmoonnssttrraannddo o qquue e ttaal l é é nneecceessssáárriio o à à ffrreeqquuêênncciia a ddee estabelecimento de ensino ou de acção
5 - O menor tem capacidade para receber a retribuição devida pelo seu 5 - O menor tem capacidade para receber a retribuição devida pelo seu trabalho, salvo quando houver oposição escrita dos seus representantes trabalho, salvo quando houver oposição escrita dos seus representantes legais.
legais.
Admite-se no presente preceito que o menor possa celebrar por si eAdmite-se no presente preceito que o menor possa celebrar por si e directamente o contrato de trabalho.
directamente o contrato de trabalho.
Quem celebra o contrato de trabalho é sempre o menor e não o seuQuem celebra o contrato de trabalho é sempre o menor e não o seu representante legal.
representante legal.
Papel do representante legal Papel do representante legal
a) se o menor não tiver completado 16 anos
a) se o menor não tiver completado 16 anos (art. 55º)(art. 55º) ou se, mesmo tendoou se, mesmo tendo 16
16 anos, não anos, não tiver concluítiver concluído do a a escolescolaridaaridade de obriobrigatórgatóriaia (art. 56º/1, 2ªparte),(art. 56º/1, 2ªparte), exige
exige-se uma -se uma autorautorização escrita dos ização escrita dos seus representseus representantes legais, sob antes legais, sob penapena de invalidade do contrato
de invalidade do contrato (art. 58º /2)(art. 58º /2).. b)
b) sse e o o mmenenor já or já titivever r cocommplpletetadado o 16 ano16 anos s dde e ididadade e e e coconcncluluíído do aa escola
escolaridadridade e obriobrigatórgatória, ia, os os seus representseus representantes legais antes legais podem ainda podem ainda assimassim opor-se à execução do contrato de trabalho, caso em que a validade do opor-se à execução do contrato de trabalho, caso em que a validade do contrato é posta em causa
contrato é posta em causa (art. 58º/1)(art. 58º/1)..
O papel do representante legal quanto à celebração de contratos de O papel do representante legal quanto à celebração de contratos de trabalho por parte de menores, fica circunscrito à autorização
Forma do contrato de trabalho
Forma do contrato de trabalho
Forma Forma Artigo 102.º Artigo 102.º Regra geral Regra geral
O contrato de trabalho não depende da observância de forma especial, O contrato de trabalho não depende da observância de forma especial, salvo quando se determinar o contrário.
salvo quando se determinar o contrário.
Forma escrita Forma escrita Artigo 103.º Artigo 103.º Forma escrita Forma escrita
1 - Estão sujeitos a forma escrita, nomeadamente: 1 - Estão sujeitos a forma escrita, nomeadamente: a) Contrato-promessa de trabalho;
a) Contrato-promessa de trabalho;
b) Contrato para prestação subordinada de teletrabalho; b) Contrato para prestação subordinada de teletrabalho; c)
c) Contrato de trabalho a termoContrato de trabalho a termo;;
d) Contrato de trabalho com trabalhador estrangeiro, salvo disposição legal d) Contrato de trabalho com trabalhador estrangeiro, salvo disposição legal em contrário;
em contrário; e)
e) Contrato de trabalho em comissão de serviçoContrato de trabalho em comissão de serviço;; f)
f) Contrato de trabalho com pluralidade de empregadoresContrato de trabalho com pluralidade de empregadores;; g)
g) Contrato de trabalho a tempo parciaContrato de trabalho a tempo parcial;l; h) Contrato de pré-reforma;
h) Contrato de pré-reforma;
i) Contrato de cedência ocasional de trabalhadores. i) Contrato de cedência ocasional de trabalhadores. 2
2 - - DDos os cocontntrratatos os em em qque ue é é exexiigigida da ffororma ma esescrcritita a dedeve ve coconsnsttar ar aa identificação e a assinatura das partes.
identificação e a assinatura das partes.
Período experimental Período experimental Período experimental Período experimental Artigo 104.º Artigo 104.º Noção Noção
1 - O período experimental corresponde ao tempo inicial de execução do 1 - O período experimental corresponde ao tempo inicial de execução do contrato e a sua duração obedece
2 - As partes devem, no decurso do período experimental, agir de modo a 2 - As partes devem, no decurso do período experimental, agir de modo a permitir que se possa apreciar o interesse na manutenção do contrato de permitir que se possa apreciar o interesse na manutenção do contrato de trabalho.
trabalho. 3
3 - - A A anantitiguguididadade e do do trtrababalalhahadodor r cocontnta-a-se se dedesdsde e o o iníinícicio o do do peperíríododoo experimental.
experimental.
O período experimental tem início, não aquando da celebração doO período experimental tem início, não aquando da celebração do
vínculo, mas no momento em que o contrato começa a ser executado vínculo, mas no momento em que o contrato começa a ser executado
(art. 106º/1)
(art. 106º/1)
O período experimental destina-se a possibilitar uma avaliação dasO período experimental destina-se a possibilitar uma avaliação das condições de execução do contrato por forma a que cada um dos condições de execução do contrato por forma a que cada um dos co
contntraraenentetes s jujulglgue ue da da coconvnveneniêiêncncia ia de de cocontntininuauarerem m ou ou nãnão o umumaa relação laboral estável
relação laboral estável
Contagem do período experimental Contagem do período experimental
Art. 106º Art. 106º
Contagem do período experimental
Contagem do período experimental
1 - O período experimental começa a contar-se a partir do início da 1 - O período experimental começa a contar-se a partir do início da exe
execuçcução ão da da prprestestaçãação o do do trtrabaabalhalhadordor, , comcomprepreendendendendo o as as acçacções ões dede formação ministradas pelo empregador ou frequentadas por determinação formação ministradas pelo empregador ou frequentadas por determinação deste, desde que não excedam
deste, desde que não excedam metade do período experimental.metade do período experimental.
2 - Para efeitos da contagem do período experimental não são tidos em 2 - Para efeitos da contagem do período experimental não são tidos em conta os dias de faltas, ainda que justificadas, de licença e de dispensa, conta os dias de faltas, ainda que justificadas, de licença e de dispensa, bem como de suspensão do contrato.
bem como de suspensão do contrato.
Contratos por tempo indeterminado
Contratos por tempo indeterminado
Artigo 107.º Artigo 107.º
Contratos por tempo indeterminado
Contratos por tempo indeterminado
Nos contratos de trabalho por tempo indeterminado, o período experimental Nos contratos de trabalho por tempo indeterminado, o período experimental tem a seguinte duração:
tem a seguinte duração: a)
a) 90 90 dias dias para para a a generalidade generalidade dos dos trabalhadores;trabalhadores; b)
b) 180 dia180 dias para os trabas para os trabalhalhadordores que exeres que exerçam carçam cargos de compgos de complexlexidaidadede técnica, elevado grau de responsabilidade ou que pressuponham uma técnica, elevado grau de responsabilidade ou que pressuponham uma
especial qualificação, bem como para os que desempenhem funções especial qualificação, bem como para os que desempenhem funções dede confiança;
confiança; c)
c) 240 di240 dias paas para pera pessoal ssoal de dide direcção recção e quade quadros sros superiuperiores.ores.
Contratos a termo Contratos a termo Artigo 108.º Artigo 108.º Contratos a termo Contratos a termo
Nos contratos de trabalho a termo, o período experimental tem a
Nos contratos de trabalho a termo, o período experimental tem a seguinteseguinte duração:
duração:
a) 30 dias para contratos de duração
a) 30 dias para contratos de duração igual ou superior a seis meses;igual ou superior a seis meses; b) 15 dias nos contratos a
b) 15 dias nos contratos a termo certo de duração inferior a seis meses termo certo de duração inferior a seis meses ee nos contratos a termo incerto cuja duração se
nos contratos a termo incerto cuja duração se preveja não vir a ser superior preveja não vir a ser superior àquele limite.
àquele limite.
Objecto do contrato de trabalho
Objecto do contrato de trabalho
Objecto Objecto Artigo 111.º
Artigo 111.º
Objecto do contrato de trabalho
Objecto do contrato de trabalho
1 - Cabe às partes definir a
1 - Cabe às partes definir a actividade para que o trabalhador é contratado.actividade para que o trabalhador é contratado. 2 - A definição a que se refere o número anterior pode ser feita por 2 - A definição a que se refere o número anterior pode ser feita por rem
remississão ão parpara a catcategoegoria ria conconstastante nte do do insinstrtrumeumento nto de de regregulaulamenmentaçtaçãoão colectiva de trabalho aplicável ou de regulamento interno de empresa.
colectiva de trabalho aplicável ou de regulamento interno de empresa.
3 - Quando a natureza da actividade para que o trabalhador é contratado 3 - Quando a natureza da actividade para que o trabalhador é contratado envolver a prática de negócios jurídicos, o contrato de trabalho implica a envolver a prática de negócios jurídicos, o contrato de trabalho implica a concessão àquele dos necessários poderes, salvo nos casos em que a lei concessão àquele dos necessários poderes, salvo nos casos em que a lei expressamente exigir instrumento especial.
expressamente exigir instrumento especial. Comentários ao nº 1 Comentários ao nº 1