de Restauração e Retalho
Especializado cujas propostas
de valor cumpram os critérios
de rentabilidade do Grupo.
Desempenho em 2010
Nesta Companhia estão sediados os novos negócios de restauração de Jerónimo Martins.
A restauração é uma área recente no Grupo, pelo que a preocupação tem sido centrada no processo de aprendizagem desta nova actividade e no cumprimento do plano delineado.
O ano encerrou com 68 lojas, de diferentes conceitos.
-HURQ\PR
Esta Insígnia, redefiniu, em 2010, o seu portefólio de produtos, introduzindo um conjunto de inovações bem sucedidas junto do seu público-alvo, as quais conduziram a um crescimento like-for-like de 7,9% face ao ano anterior.
Jeronymo encerra o ano com 12 quiosques e 14 cafetarias.
2Oi
A Olá é a cadeia com maior número de lojas neste segmento, pretendendo manter
e consolidar a actual liderança. Em 2010, abriram-se duas lojas e encerrou-se uma outra. Actualmente, a Insígnia possui 34 lojas próprias e cinco franchisadas, num total de 39 unidades.
Oliva
Oliva é um restaurante de inspiração Mediterrânea que se destaca pela variedade de receitas predefinidas, com ingredientes frescos, elaboradas na presença do cliente, num curto espaço de tempo, num ambiente moderno e único. Este conceito teve o seu arranque no início do ano e enquanto não for indiscutível a sua aceitação pelo consumidor português, manter-se-á o teste-piloto, com uma única loja, em Lisboa.
Chili´s
Foi aberto, em Outubro de 2008, o primeiro restaurante desta marca no mercado português, no segmento casual dining, em associação com a Brinker International.
Em 2010, consolidou-se o conceito junto do público-alvo com as vendas dentro dos objectivos previstos para a marca, e um crescimento like-for-like de 13,9%.
4.3.2.3. Hussel
A Hussel, cadeia de Retalho Especializado de chocolates e produtos de confeitaria, continuou, em 2010, a apostar na variedade do sortido e na qualidade dos produtos oferecidos.
RELATÓRIO CONSOLIDADO DE GESTÃO
As vendas da cadeia registaram um crescimento de 6,9% face a 2009.
No início do mês de Dezembro, foi inaugurada uma nova loja, procedendo-se, ao longo do ano, à renovação de imagem de outras seis.
A Hussel terminou 2010 a operar um total de 25 lojas.
Em 2011, a Companhia manterá a sua aposta na qualidade e inovação.
5. PERSPECTIVAS PARA 2011
5.1. Conjuntura macroeconómica
internacional
A expectativa para o crescimento económico mundial em 2011 é positiva. No entanto, existe alguma incerteza sobre a sustentabilidade e o dinamismo da actual recuperação da procura e da actividade económica em geral.
Não é claro que tenham sido criadas ainda as condições necessárias à substituição dos estímulos de natureza monetária e orçamental pela dinâmica sustentada da procura privada, num contexto em que persistem situações de tensão nos mercados financeiros internacionais, bem como a necessidade de correcção de situações de desequilíbrio orçamental em diversos países.
É importante relembrar que foram os pacotes de estímulos das diferentes economias que evitaram o colapso da procura, e que quando estes forem retirados, mesmo que gradualmente, a procura terá que demonstrar sinais de robustez para garantir um crescimento sustentável.
Adicionalmente, e tendo em conta a fraca evolução da procura interna privada em algumas economias, a qual reflecte, por um lado a correcção dos excessos cometidos antes do período de recessão,
e por outro o receio da própria recessão, é necessário apostar fortemente nas exportações para estimular e promover o crescimento.
Desta forma, nas economias desenvolvidas, apesar de se assistir a alguma melhoria nas exportações, com os baixos níveis de consumo e de investimento, o crescimento expectável para 2011 é de cerca de 2,5%. Aliado a esta lenta recuperação, é importante destacar o problema do desemprego, o qual permanece em níveis bastante elevados apesar de apresentar alguns decréscimos, ainda que residuais.
Nas economias emergentes, onde os excessos anteriores à recessão foram limitados e onde os receios desta recessão são bastante inferiores, é estimado um crescimento na ordem dos 6,5% em 2011, tendo em conta os níveis muito positivos de desempenho do consumo, do investimento e das exportações.
No que diz respeito ao sistema financeiro, apesar de se ter recuperado alguma confiança, espera-se que em 2011 se continue a assistir a: i. grande volatilidade; ii. diversas questões relacionadas com os riscos das dívidas soberanas; iii. problemas de financiamento; iv. diminuição/ retirada dos incentivos fiscais e políticos; e v. implementação de regulação específica para o sector bancário.
A maturidade da dívida soberana das economias mais vulneráveis da Zona Euro poderá originar algumas tensões, uma vez que estas poderão enfrentar problemas de refinanciamento. Qualquer sinal de turbulência nos mercados de dívida soberana poderá originar novamente instabilidade no sistema financeiro, o que poderá afectar o ritmo da recuperação.
Relativamente às matérias-primas, em 2011 é expectável que sejam fixados novos máximos históricos. Os receios em torno das dívidas soberanas teriam de agravar-se muito mais ou o crescimento da China teria de abrandar muito mais depressa do que o previsto para a tendência de subida dos preços não se confirmar. Nalguns casos, como o do cobre, esperam-se novos máximos históricos. O mesmo
PERSPECTIVAS PARA 2011
é esperado para o petróleo, dado que o patamar dos 100 dólares foi já ultrapassado. O ouro, além de beneficiar do seu estatuto de valor-refúgio, será também sustentado pela diversificação das reservas por parte dos bancos centrais. Os preços dos cereais dispararam nos últimos meses de 2010, aproximando-se dos recordes atingidos em 2008 no pico da crise alimentar, e em 2011 deverão continuar a subir.