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Imposto Sobre o Rendimento

Exercício de 2008

15. Imposto Sobre o Rendimento

2008 2007

Activos por impostos correntes

Imposto sobre o rendimento a recuperar 5 557 596

-5 -5-57 -596

-Passivos por impostos correntes

Imposto sobre o rendimento a pagar - (5 604 852)

Outros (14 835 939) (18 639 751)

(14 835 939) (24 244 603)

Activos por impostos diferidos 38 532 641 34 724 726

Passivos por impostos diferidos (3 064 478) (3 435 789)

35 468 163 31 288 937

Total 26 189 820 7 044 334

Relatório e Contas Império Bonança 2008 Anexo às Demonstrações Financeiras 86

Em 31 de Dezembro de 2008 a rubrica "Estimativa de imposto sobre o rendimento do exercício" corresponde ao valor da tributação autónoma estimada para o exercício de 2008.

No exercício de 2008 a Companhia apurou imposto a recuperar no montante de 928.203 Euros, os quais foram reconhecidos como activos por impostos diferidos, com a seguinte composição:

O imposto sobre o rendimento a recuperar, registado por contrapartida de capitais próprios, no montante de 6.288.423 Euros, resulta da dedução para efeitos de imposto corrente da reserva de justo valor negativa dos activos financeiros classificados como disponíveis para venda afectos a produtos de seguros do ramo vida com participação nos resultados.

Exercício de 2008

Imposto registado por contrapartida de resultados (5 360 220) Imposto registado por contrapartida de capitais próprios 6 288 423

928 203

(Valores em Euros) Em 31 de Dezembro de 2008 e 2007, os saldos referentes a activos e passivos por imposto sobre o rendi-mento têm o seguinte detalhe:

2008 2007

Estimativa de imposto sobre o rendimento do exercício (454 824) (7 382 072)

Pagamentos por conta 4 405 139 180 000

Retenções na fonte 984 205 1 597 220

Outros 623 076

-5 -5-57 -596 (5 604 852)

O movimento ocorrido nas rubricas de impostos diferidos durante os exercícios de 2008 e 2007 foi o seguinte:

(Valores em Euros)

Valorização de activos financeiros

disponíveis para venda 6 701 553 5 299 987 - - - - 12 001 540

Valorização de activos financeiros classificados no reconhecimento inicial

ao justo valor através de ganhos e perdas 406 053 - (81 211) - (81 211) - 324 842

Terrenos e edifícios:

De uso próprio 5 204 293 939 826 (57 574) - (57 574) - 6 086 545

De rendimento 1 749 204 - - 146 640 146 640 - 1 895 845

Provisões e imparidade temporáriamente

não aceites fiscalmente 19 919 425 - (112 771) (3 563 368) (3 676 139) - 16 243 286

Benefícios dos trabalhadores (2 705 405) - 541 081 - 541 081 - (2 164 324)

Prejuízos fiscais reportáveis - 6 288 424 - - - (5 360 220) 928 203

Outros 13 814 - 93 668 44 745 138 413 - 152 226

31 288 937 12 528 237 383 193 (3 371 983) (2 988 790) (5 360 221) 35 468 163

2008 Variação em

Resultados

Saldo Capital Impacto Movimento Resultados Saldo em próprio da do Total (Imposto em 31 12 2007 transição exercicio corrente) 31 12 2008

(Valores em Euros)

Valorização de activos financeiros disponíveis para venda 211 448 6 490 105 - 6 701 553

Valorização de activos financeiros classificados no reconhecimento

inicial ao justo valor através de ganhos e perdas - - 406 053 406 053

Terrenos e edifícios:

De uso próprio 5 659 205 (718 931) 264 019 5 204 293

De rendimento 1 507 861 - 241 343 1 749 204

Provisões e imparidade temporáriamente não aceites fiscalmente 19 884 021 - 35 405 19 919 425

Benefícios dos trabalhadores (1 120 726) - (1 584 678) (2 705 405)

Prejuízos fiscais reportáveis 1 602 133 - (1 602 133)

-Outros 2 688 887 408 206 (3 083 279) 13 814

30 432 827 6 179 380 (5 323 271) 31 288 937

2007 Variação em

Saldo Capital Saldo

inicial próprio Resultados em

Na sequência da alteração do regime contabilístico para as empresas de seguros foi publicado o Decreto-Lei n.º 237/2008, de 15 de Dezembro, que estabelece o regime transitório de determinação do lucro tributável em sede de IRC, considerando a nova regulamentação contabilística do sector segurador. De acordo com este diploma, os efeitos nos capitais próprios decorrentes da adopção pela primeira vez do Plano de Contas para as Empresas de Seguros aprovado pela Norma Regulamentar n.º 4/2007-R, que sejam considerados fiscalmente relevantes, concorrem, em partes iguais, para a formação do lucro tributável correspondente ao exercício de 2008 e aos quatro exercícios seguintes.

No exercício findo em 31 de Dezembro de 2008, o lucro tributável apurado pela companhia inclui o montante de 383.193 euros, referente ao reconhecimento do impacto fiscal da adopção do novo plano de contas.

Os custos com impostos sobre lucros registados em ganhos e perdas, bem como a carga fiscal, medida pela relação entre a dotação para impostos sobre lucros e o lucro do exercício antes de impostos, podem ser apresentados como se segue:

2008 2007

Impostos correntes

Estimativa de Imposto do Exercício 5 360 220 6 134 348

Tributação Autónoma 454 824 186 904

5 815 044 6 321 252

Impostos diferidos 2 988 790 5 323 271

Total de impostos em resultados 8 803 834 11 644 523

Lucro antes de impostos 35 804 200 46 220 890

Carga fiscal 24,59% 25,19%

(Valores em Euros)

Resultado e outras variações antes de impostos 26,50% 35 804 200 26,50% 46 220 890

Imposto apurado com base na taxa nominal 26,50% 9 488 113 26,50% 12 248 536 Diferenças definitivas a deduzir:

Dividendos de instrumentos de capital (1,59%) (569 364) (2,79%) (1 287 366) Mais e menos valias fiscais (0,34%) (123 293) (5,18%) (2 396 111)

Outras (0,29%) (103 827) 0,00%

-Diferenças definitivas a acrescer:

Provisões não relevantes para efeitos fiscais 0,85% 304 418 0,00%

-Outras 3,67% 1 315 094 3,80% 1 757 755

Benefícios fiscais:

Criação líquida de postos de trabalho (0,65%) (233 776) (0,41%) (189 425)

Outros (0,24%) (84 488) (0,20%) (94 435)

Tributação autónoma 1,27% 454 823 0,40% 186 904

Dedução de prejuízos fiscais (4,39%) (1 572 106) - 14 784 Correcções de imposto relativas a exercícios anteriores 0,00% 218 0,24% 109 846

Outros (0,20%) (71 977) 2,80% 1 294 035

24,59% 8 803 834 25,19% 11 644 523

2008 2007

Taxa Imposto Taxa Imposto

(Valores em Euros) A reconciliação entre a taxa nominal e a taxa efectiva de imposto verificada nos exercícios de 2008 e 2007 pode ser demonstrada como se segue:

As autoridades fiscais têm normalmente a possibilidade de rever a situação fiscal durante um período de tempo definido, que em Portugal é de quatro anos (seis anos relativamente aos exercícios em que sejam apurados prejuízos fiscais), podendo resultar devido a diferentes interpretações da legislação, eventuais correcções ao lucro tributável de exercícios anteriores. Dada a natureza das eventuais correcções que poderão ser efectuadas, não é possível quantificá-las neste momento. No entanto, na opinião do Conselho de Administração da Império Bonança, não é previsível que qualquer correcção relativa aos exercícios acima referidos seja significativa para as demonstrações financeiras anexas. Actualmente, os prejuízos fiscais são reportáveis por um período de seis anos após a sua ocorrência e são susceptíveis de dedução a lucros fiscais gerados durante esse período. No âmbito do regime especial de tributação de grupos de sociedades, os prejuízos fiscais gerados na esfera individual de cada sociedade antes do início da aplicação do regime apenas podem ser deduzidos aos lucros tributáveis gerados pelas sociedades em que foram apurados.

2008 2007

Acréscimos de rendimentos 141 476 ( 70 275 )

Gastos diferidos: 2 365 343

-Seguros 307 323 298 514

Rendas e alugueres 108 650 92 406

Assistência equip informático 875 879 1 062 395

Licenças de software - 1 987 106

Pensões pagas antecipadamente 234 107 307 638

Outros 4 032 778 3 677 784

(Valores em Euros) Em 31 de Dezembro de 2008 e 2007 esta rubrica tem a seguinte composição:

Em 31 de Dezembro de 2008, a rubrica “Seguros” corresponde essencialmente aos custos diferidos relativos ao seguro de doença do pessoal da Império Bonança, efectuado na própria Companhia, pelo período compreendido entre Novembro de 2008 e Outubro de 2009.

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