Grupo Caixa Geral de Depósitos
Relatório e Contas Império Bonança 2008 Índice 2
Índice
Órgãos Sociais
Relatório do Conselho de Administração
Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2008 e 2007
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2008 e 2007
Inventário de Títulos e Participações Financeiras e Outros Anexos em 31 de Dezembro de 2008 Relatório e Parecer do Fiscal Único, Relatório de Auditoria e Certificação Legal de Contas 3
4 27 35 204 231
Órgãos Sociais
Mesa da Assembleia Geral Presidente
Secretário
Conselho de Administração Presidente
Vogais
Fiscal Único Efectivo
Suplente
José Filipe de Sousa Meira Maria Isabel Toucedo Lage
Jorge Manuel Baptista Magalhães Correia Eugénio Manuel dos Santos Ramos José António Rodrigues Nunes Coelho António Maria Abreu Raposo de Magalhães Francisco Xavier da Conceição Cordeiro José Manuel Alvarez Quintero
António Manuel Marques de Sousa Noronha José Joaquim Berberan e Santos Ramalho
DELOITTE & ASSOCIADOS, SROC, S.A., Representada por
Maria Augusta Cardador Francisco, ROC Carlos Luís Oliveira de Melo Loureiro, ROC
Relatório e Contas Império Bonança 2008 Relatório do Conselho de Administração 4
1. Relatório do Conselho de Administração
O Conselho de Administração da Império Bonança - Companhia de Seguros, S.A., em cumprimento dos preceitos legais e estatutários aplicáveis, apresenta o Relatório e Contas relativo ao exercício de 2008.
1.1. Enquadramento Macroeconómico Internacional
O ano de 2008 fica marcado pela crise financeira internacional, despoletada pelos problemas surgidos, em meados de 2007, com o crédito hipotecário de alto risco nos EUA e agudizada pela crise de confiança que afectou as instituições financeiras internacionais, em particular após a falência do banco Lehman Brothers.
Em consequência, as taxas de juro e respectivos “spreads” para empréstimos a empresas e particulares subiram consideravelmente, obrigando os Bancos Centrais a intervir sobre os mercados interbancários;
os mercados accionistas registaram volatilidades e desvalorizações muito elevadas, tendo alguns sofrido, em 2008, uma desvalorização superior a 50%; e mesmo os mercados obrigacionistas conheceram flutuações significativas ao longo do ano, apesar de a componente de dvida pública de longo prazo ter encerrado o ano com valorizações positivas.
A economia mundial, que vinha dando sinais de uma forte dinâmica nos últimos anos, foi também afectada pela crise financeira, sendo previsível, para 2008, um crescimento global em torno de 3%, reflectindo uma redução no crescimento da generalidade das economias mundiais em cerca de 2pp., sendo de referir, pela sua relevância, o comportamento dos EUA (1,0%), Zona Euro (1,0%), Japão (-0,5%) e China (8%).
Este abrandamento, na medida em que se acentuou no final de 2008, deverá continuar a influenciar negativamente o desempenho da economia mundial ao longo de 2009.
O comércio mundial deverá ter evoluído a um ritmo de 2%, inferior aos 5,5% registados no ano anterior, reflectindo, essencialmente, a desaceleração das importações dos países industrializados no segundo semestre do ano.
No que respeita à evolução dos preços, a Zona Euro evidenciou um aumento de 3,3% (taxa média anual), consequência do aumento dos custos da energia durante o primeiro semestre do ano, bem como da componente de não transaccionáveis.
1.2. A Economia Portuguesa
A actividade económica nacional registou, em 2008, um abrandamento para 0,3%, posicionando-se, mais uma vez, abaixo do valor médio da Zona Euro, acentuando deste modo a divergência face à média dos países integrantes da moeda única europeia.
O principal contributo para o aumento da actividade económica proveio do comportamento da procura interna (1,1 pp.), reflectindo o crescimento do consumo privado e do consumo público, enquanto que a
procura externa teve um efeito negativo de 0,8 pp., decorrente, essencialmente, do aumento das importações a um ritmo superior às exportações - facto que contribuiu para a elevação do défice conjunto das Balanças Corrente e de Capital para um valor equivalente a 9% do PIB.
No que respeita à taxa de desemprego registou-se, em 2008, um valor médio anual de 7,6%, inferior aos 8% apurados em 2007, uma vez que a evolução favorável deste indicador durante o primeiro semestre do ano e a relativa rigidez do mercado de trabalho permitiram atenuar o efeito negativo proveniente das dificuldades de algumas empresas ao longo do segundo semestre, reflexo, sobretudo, da crise internacional.
A inflação, medida pelo IHPC, conheceu um aumento para 2,7%, abaixo das previsões iniciais, reflectindo a redução dos preços dos bens energéticos na segunda metade do ano, bem como a evolução favorável do preço das importações, que beneficiou da evolução da taxa de câmbio euro/dólar durante a maior parte do ano.
As previsões económicas do Banco de Portugal para 2009, embora susceptíveis de serem negativamente revistas devido à conjuntura internacional, apontam para uma contracção da actividade económica em 0,8%. Esta evolução, liderada pela queda na procura interna, em particular ao nível de bens duradouros, reflecte a maior dificuldade no acesso ao crédito, o previsível aumento do desemprego/instabilidade laboral e o efeito de níveis de confiança historicamente baixos por parte dos agentes económicos (consumidores e empresários).
Em consequência do abrandamento económico e da evolução esperada para os preços das matérias-primas (com destaque para o petróleo), a taxa de inflação deverá reduzir-se para 1%, o que representará um previsível ganho de poder de compra face à evolução salarial prevista.
1.3. A Evolução Geral do Mercado Segurador em Portugal
De acordo com os elementos divulgados pelo Instituto de Seguros de Portugal, o sector segurador terá contabilizado, na sua actividade em Portugal, um valor de 15,3 mil milhões de euros de prémios de seguro directo (incluindo os valores captados ao abrigo de contratos de investimento), o que equivale a cerca de 9,1% do PIB.
Este valor corresponde a um acréscimo de 11,5% no montante de prémios, com origem, essencialmente, no ramo Vida (+17,5%), o qual beneficiou da forte expansão evidenciada pelos produtos de capitalização.
Por outro lado, os ramos Não Vida registaram uma redução do volume de prémios (-1,3%), reflectindo a situação de estagnação económica e o aumento da concorrência baseada na vertente preço, com efeitos
Relatório e Contas Império Bonança 2008 Relatório do Conselho de Administração 6
directos nos ramos Acidentes de Trabalho, Multiriscos Comercial e Automóvel. Refira-se, por outro lado e no sentido contrário, o aumento da carteira de prémios dos ramos Doença, Multiriscos Habitação e Responsabilidade Civil.
No que respeita ao grau de concentração do mercado segurador, verificou-se um comportamento diferenciado nos ramos Vida e Não Vida, tendo os primeiros evidenciado um aumento deste indicador, com os 5 principais Grupos Seguradores a aumentarem a sua representatividade para 86,8% (+5,0 pp.), enquanto nos ramos Não Vida se verificou uma redução dos níveis de concentração (os 5 principais Grupos detêm 62,8% de quota de mercado face a 64,5% em 2007), evolução que se ficou a dever ao crescimento de seguradoras de menor dimensão, com prejuízo para os Grupos mais representativos.
2. Actividade da Companhia
2.1. Aspectos Gerais
No capítulo da organização interna, continuou a ser perseguida uma maior eficiência operacional da Companhia, com o intuito quer de optimizar as economias de escala decorrentes da integração de estruturas de “back-office” com a Fidelidade Mundial, quer de aumentar a capacidade de resposta da empresa às solicitações do mercado.
Continuaram, igualmente, a ser implementadas medidas de reforço da marca Império Bonança e de dinamização comercial, através da realização de campanhas promocionais, da melhoria das ferramentas informáticas de suporte à venda e do lançamento e promoção de produtos inovadores.
O ano de 2008 foi marcado pelo lançamento de dois novos produtos de importância fulcral para a Império Bonança, o AU-TO-IB e o LEVE PPR, em que as características inovadoras de ambos permitiram o reforço da oferta segmentada e orientada para as necessidades específicas de cada cliente.
Paralelamente, foram também lançados vários produtos financeiros com rendimento e capital garantido, para além da sempre disponível e abrangente oferta destinada quer a clientes particulares, quer a empresas.
O AU-TO-IB teve como objectivo actualizar a oferta para os segmentos de clientes individuais e pequenas empresas, com destaque para os veículos ligeiros de uso particular, e caracteriza-se por uma maior flexibilidade na definição das garantias dos contratos e pela disponibilização de novas soluções, do que é exemplo o plano “M” - que garante coberturas de danos ao veículo com capital fixo pré-definido.
Relatório e Contas Império Bonança 2008 Relatório do Conselho de Administração 8
Enfocando claramente na comunicação de produto, a Império Bonança lançou uma forte campanha publicitária relativa ao AU-TO-IB (“Duplos: Uma familia normal”), que, coerente com o já definido eixo de comunicação institucional, reforçou a mensagem de que o risco existe, mas a Império Bonança transforma problemas em contratempos com solução: Império Bonança, Veja o Lado Bom.
No ramo Multiriscos Habitação, foi desenvolvido um novo produto vocacionado para a comercialização através da rede tradicional, a ser lançado no 1º trimestre de 2009 e no Ramo Acidentes de Trabalho, lançou-se um novo produto, inovador no mercado, que permite uma maior adequação da tarifa ao risco subjacente. A fidelização e a retenção de clientes marcaram também o ano em termos de posicionamento e estratégia no mercado, tendo sido adoptadas diversas medidas com vista a aumentar a taxa de retenção de apólices e a venda de novos produtos.
Reforçando o apoio que sempre tem prestado aos seus mediadores, informando e encontrando sempre as melhores soluções que permitam auxiliar a rede de mediação, a Império Bonança lançou o portal www.my-ib.com, com o objectivo de fornecer informação periódica actualizada e gerar uma comunicação dirigida, segmentada e fluida com cada mediador.
A prioridade da Império Bonança continua, portanto, a ser clara: o reforço da relação de parceria e a profissionalização da rede de mediadores, como alicerces para o desenvolvimento do franchising e da mediação exclusiva.
O resultado líquido da Império Bonança situou-se em 27 milhões de euros, o que representa uma redução face ao ano anterior, devido, sobretudo, ao reconhecimento de imparidades e à contabilização de menos-valias, decorrentes da desvalorização da carteira de títulos em consequência da já referida turbulência que vem caracterizando os mercados financeiros internacionais.
Apresentam-se na página seguinte alguns indicadores relativos à actividade da Império Bonança, devendo salientar-se que, para efeitos de comparabilidade, todos os elementos contabilísticos relativos a 2007 são apresentados numa versão pró-forma, devido à introdução, em 2008, de um novo Plano de Contas para as empresas de seguros, que adoptou, na quase totalidade, as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS).
De referir, ainda, que o montante de Prémios do ramo Vida inclui o montante relativo a recursos captados ao abrigo de contratos de investimento.
2.2. Análise Económica
2.2.1. Seguro Directo
A Império Bonança registou, em 2008, um montante de prémios de seguro directo de 623,6 milhões de euros (incluindo os recursos captados ao abrigo de contratos de investimento), o que equivale a um decréscimo de 3% face ao ano anterior, devido essencialmente ao comportamento dos ramos Não Vida (-7,2%).
(Milhares de euros)
Prémios de Seguro Directo
Prémios de Seguro Directo * 623 581 643 095
Taxa de Crescimento -3,0% -2,5%
Quota de mercado:
no conjunto da actividade seguradora em Portugal 4,1% 4,6%
* Total da Actividade (Portugal + Estrangeiro)
2008 2007 (pró-forma) Prémios de Seguro Directo
Prémios de Seguro Directo - Actividade Total 623 581 643 095
Prémios de Seguro Directo - Actividade em Portugal 622 843 634 824
Vida 146 762 121 970
Não Vida 146 762 512 854
Quota de Mercado em Portugal 4,1% 4,6%
Vida 1,3% 1,3%
Não Vida 11,0% 11,7%
Resultado Líquido do Exercício 27 000 34 576
Custo Técnicos Líquidos de Resseguro
Taxa de Sinistralidade Não Vida 64,2% 64,3%
Loss Ratio Não Vida 70,9% 70,5%
Expense Ratio Não Vida 31,4% 32,4%
Combined Ratio Não Vida 102,3% 102,9%
Solvabilidade
Cobertura das Provisões Técnicas Líq. de Resseguro 105,6% 111,1%
Principais Indicadores 2008 2007 (pró-forma)
Relatório e Contas Império Bonança 2008 Relatório do Conselho de Administração 10
Var. (%)
Império Bonança Total da Actividade
2008 2007 2008 2007
A Império Bonança e o Mercado (Actividade em Portugal) Taxas de Variação Anuais
Ramos
Vida 20,3 0,8 17,5 6,9
Contratos de Seguro 15,9 -20,3 13,6 n.a.
Contratos de Investimento 26,6 60,8 19,7 n.a.
Não Vida -7,2 -4,7 -1,3 0,5
Acidentes e Doença -6,2 -0,5 2,0 1,5
Acidentes Trabalho -2,8 -6,2 -2,8 -1,6
Acidentes Pessoais -9,4 -10,2 5,9 0,5
Doença -10,0 9,3 8,9 7,8
Incêndio e Outros Danos -6,3 -5,3 3,5 2,8
Automóvel -6,3 -7,4 -6,9 -2,9
Transportes -0,8 -12,0 -1,9 5,9
Responsabilidade Civil -6,5 -5,7 0,9 11,2
Diversos -45,6 -6,1 15,0 16,5
TOTAL -1,9 -3,7 11,5 4,8
No que respeita à actividade em Portugal, atingiu-se um montante de prémios de 622,8 milhões de euros, o que representa, face ao ano anterior, um decréscimo de 1,9% e, consequentemente, implicou uma redução da quota de mercado em 0,5 pp. para 4,1%.
O ramo Vida contabilizou prémios no montante de 146,8 milhões de euros, apresentando um crescimento de 20,3%, decorrente, essencialmente, da comercialização de produtos de capitalização.
Por outro lado, a actividade Não Vida sofreu um decréscimo de 7,2%, apresentando um montante de prémios de 476,1 milhões de euros, tendência registada em praticamente todos os principais ramos Não Vida.
O maior crescimento evidenciado pelos ramos Vida conduziu a uma alteração na estrutura da carteira de prémios da actividade em Portugal, tendo o conjunto desta área de negócio passado a representar 23,7%
da produção (+3,4 pp. que no ano anterior), muito abaixo da média do sector, o que decorre do facto de a Império Bonança não utilizar uma rede bancária, tendo a sua prioridade fixada nas redes profissionais de mediação e corretagem.
2.2.2. Sinistralidade e Resseguro
As indemnizações de seguro directo contabilizadas em Portugal (incluindo valores de resgates e vencimentos relativos a contratos de investimento) atingiram o montante de 521 milhões de euros, menos 17 milhões de euros que em 2007.
O Ramo Vida evidenciou um montante de 215 milhões de euros de indemnizações, relativo, essencialmente, a produtos de capitalização, enquanto que os ramos Não Vida processaram 306 milhões de euros de indemnizações de seguro directo, o que corresponde a um decréscimo de 2,8% face ao ano anterior, com origem, essencialmente, no ramo Automóvel.
(Milhares de euros)
2008 2007 (pró-forma)
Valor Var.(%) Valor Var.(%)
Prémios de Seguro Directo por ramos
Ramos
Vida 147 499 13,3 130 241 7,0
Contratos de Seguro 83 355 6,8 78 055 -13,4
Contratos de Investimento 64 144 22,9 52 187 65,3
Não Vida 476 081 -7,2 512 854 -4,7
Acidentes e Doença 158 776 -6,2 169 199 -0,5
Acid. Trabalho 87 921 -2,8 90 497 -6,2
Acid. Pessoais 7 071 -9,4 7 803 -10,2
Doença 63 783 -10,0 70 899 9,3
Incêndio e Outros Danos 80 721 -6,3 86 114 -5,3
Automóvel 192 835 -6,3 205 748 -7,4
Transportes 23 883 -0,8 24 070 -12,0
Responsabilidade Civil 11 435 -6,5 12 234 -5,7
Diversos 8 431 -45,6 15 490 6,1
TOTAL 623 581 -3,0 643 095 -2,5
Relatório e Contas Império Bonança 2008 Relatório do Conselho de Administração 12
A taxa de sinistralidade de seguro directo, líquida de resseguro, da actividade Não Vida situou-se em 64,2%, um valor sensivelmente igual ao registado em 2007, tendo beneficiado da menor sinistralidade Automóvel e de custos inferiores ao previsto em alguns sinistros dos ramos Transportes e Responsabilidade Civil.
(Milhares de euros)
2008 2007 (pró-forma)
Valor Var.(%) Valor Var.(%)
Custos com Sinistros de Seguro Directo
2008 2007 (pró-forma)
(%)
Ramos
Vida 146,8 184,6
Não Vida 64,2 64,3
Acidentes e Doença 87,3 81,6
Incêndio e Outros Danos 58,3 48,5
Automóvel 61,7 62,9
Transportes -1,4 53,2
Responsabilidade Civil -44,3 21,7
Taxas de Sinistralidade de Seguro Directo Líquidas de Resseguro Cedido (Custos com Sinistros / Prémios Adquiridos - Actividade em Portugal)
Ramos
Vida 215 300 -3,9 224 019 7,0
Não Vida 305 745 -2,8 314 504 -5,3
Acidentes e Doença 136 300 0,2 136 045 1,4
Acidentes Trabalho 81 215 -0,2 81 398 7,2
Acidentes Pessoais 2 328 398,7 467 -78,8
Doença 52 757 -2,6 54 180 -3,4
Incêndio e Outros Danos 42 248 9,3 38 649 19,6
Automóvel 118 069 -9,0 129 777 -5,0
Transportes 7 798 49,4 5 221 -79,5
Responsabilidade Civil 160 -92,6 2 169 -23,4
Diversos 1 171 -55,7 2 643 549,3
TOTAL 521 046 -3,2 538 523 -0,5
O exercício em análise caracterizou-se por alguma estabilidade dos mercados de resseguro, ocorrendo, somente, alguma perturbação no último trimestre, em consequência da instabilidade dos mercados financeiros.
A política de resseguro desenvolvida pela Companhia seguiu uma linha de continuidade face aos exercícios mais recentes. O crescimento significativo das indemnizações de resseguro cedido resulta da ocorrência de alguns sinistros de dimensão avultada.
2.2.3. Comissões e Despesas de Aquisição de Seguro Directo
As comissões e despesas de aquisição totalizaram 55 milhões de euros, tendo-se verificado um aumento da respectiva taxa na generalidade dos ramos Não Vida.
(Milhares de euros)
2008 2007 (pró-forma)
Valor Taxa % Valor Taxa %
Comissões e Despesas de Aquisição de Seguro Directo
2008 2007 (pró-forma)
Ramos
Vida 1 820 1,2 2 199 1,7
Não Vida 53 280 11,2 51 750 10,1
Acidentes e Doença 16 454 10,4 15 946 9,4
Acidentes Trabalho 10 280 11,7 10 231 11,3
Acidentes Pessoais 754 10,7 698 8,9
Doença 5 420 8,5 5 017 7,1
Incêndio e Outros Danos 10 073 12,5 9 552 11,1
Automóvel 23 424 11,7 22 789 10,4
Transportes 1 000 4,2 647 2,7
Responsabilidade Civil 1 244 10,9 1 134 9,3
Diversos 1 084 60,2 1 682 53,3
% dos respectivos Prémios de Seguro Directo
Rácios
Prémios R. Cedido 25,6 22,1
Prémios SD + RA
Comissões R. Cedido 10,9 8,3
Prémios R. Cedido
Indemnizações RC
23,4 15,7
Indemnizações SD + RA
Indemnizações RC
59,2 43,9
Prémios R. Cedido
(a) Informação relativa aos Ramos Não Vida e Vida Risco.
(Milhares de euros)
2008 2007 (pró-forma)
Valor Var.% Valor
Custos com Pessoal 60 506 -0,6 60 898
Fornecedores e Serviços Externos 48 562 10,6 43 892
Impostos e Taxas 5 333 -9,3 5 881
Amortizações 3 578 90,5 1 878
Juros Suportados 5 487 1,4 5 410
Comissões por Serv. Financeiros 876 22,5 715
TOTAL s/Outras Provisões 124 343 4,8 118 675
Outras Provisões -14 846 -3341,8 458
TOTAL 109.496 -8,1 119.133
Custos por Natureza a Imputar 2.2.4. Custos por Natureza a Imputar
O total de custos por natureza a imputar, sem o efeito da variação de “Outras Provisões”, atingiu 124,3 milhões de euros, o que representa um aumento de 4,8% face ao ano anterior, reflectindo o aumento das rubricas de “Amortizações” e “Fornecimentos e Serviços Externos”, esta última por efeito da sub-rubrica ”Despesas Informáticas e Publicidade”.
2.2.5. Rácio Combinado Não Vida
A Império Bonança apresenta um Rácio Combinado Não Vida líquido de resseguro de 102,3%, o que representa uma redução face ao valor de 102,9% registado no ano anterior.
2.2.6. Recursos Humanos
Em 2008 reforçou-se o objectivo de dinamização dos recursos humanos da organização, através do desenvolvimento e da utilização de instrumentos de gestão estratégica, que permitam, de forma eficiente, responder às frequentes mudanças do mercado e regulamentares.
Assim, há a destacar a consolidação das políticas recentemente implementadas no âmbito do recrutamento, da formação e do desenvolvimento de competências, da gestão do desempenho e da avaliação do potencial dos colaboradores, permitindo que o capital humano da empresa passe a constituir, de facto, uma das principais alavancas do desenvolvimento organizacional.
Relatório e Contas Império Bonança 2008 Relatório do Conselho de Administração 14
> = 65 60 - 64 55 - 59 50 - 54 45 - 49 40 - 44 35 - 39 30 - 34 25 - 29 20 - 24
0,0 5,0 10,0 15,0 20,0 25,0
Homens
Idades Mulheres Total
Estrutura Etária Ano 2008
De harmonia com os objectivos definidos, verificou-se um decréscimo de 3% no efectivo total, concretizado, tal como em anos anteriores, pela via de reformas, pré-reformas ou de rescisões por acordo mútuo e que se reflectiu de forma positiva na eficiência acrescida dos recursos humanos da empresa e na evolução dos indicadores de produtividade do trabalho.
Numa óptica de análise por agregados, com diferentes graus de habilitações académicas, verifica-se que 78,6% da população possui formação de nível secundário ou superior, sendo que o estrato com formação média, licenciatura, mestrado ou pós-graduação representa 38,6% desse total.
2008 2007
Trabalhadores Efectivos 1 393 1 434
Trabalhadores com Contrato a Termo 8 10
TOTAL 1 401 1 444
Efectivo Permanente
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Comparativamente a 2007, a idade e antiguidade média dos colaboradores aumentaram respectivamente para 44,2 anos e para 19,1 anos. A moda etária mantém-se no escalão dos 35 aos 39 anos, sendo que 35,7% do total dos efectivos tem idade inferior a 40 anos.
No âmbito da actividade formativa, são de destacar a implementação de um programa de desenvolvimento de competências, integrando uma componente de formação comportamental, o desenvolvimento de programas de E-Learning extensivos a todos os colaboradores da empresa e a aplicação do programa de desenvolvimento das competências de gestão de uma rede de mediação (Seminário de Competências de Gestão - Management Skills Seminar) a todo o universo de gerentes de dependência e de gestores de mediador.
2.2.7. Análise financeira
a) Cobranças
Durante o ano de 2008, e à semelhança do quem vem sendo efectuado, mantiveram-se os trabalhos de consolidação e saneamento de carteira nos principais ramos da Companhia, com especial incidência no Doença e Vida Risco, estando o seu reflexo evidenciado quer no rácio de prémios em cobrança face à produção, quer na redução significativa dos níveis de provisionamento de prémios à cobrança.
Rácio 2008 2007 (pró-forma)
Recibos por Cobrar
Prémios 7,9% 8,8%
Provisão para Recibos por Cobrar(1)
Recibos por Cobrar 14,2% 21,4%
Prazo Médio de Cobrança (dias) 42 31
(a) Apenas Ramos Não Vida
(1) Designada, no anterior Plano de Contas, de Provisão por Recibos por Cobrar
Indicadores de Cobrança(a)(Actividade em Portugal)
2008 2007 (pró-forma)
(Milhares de euros)
Rendimentos 83 321 86 294
Var. (%) -3,4 10,7
Rendimentos b) Investimentos
O valor líquido do investimento realizado em 2008 foi negativo em 124 milhões de euros, decorrente, essencialmente, da elevada taxa de indemnizações dos Ramos Vida-Produtos de Capitalização e da redução de valias realizadas.
c) Rendimentos
Os rendimentos atingiram o montante de 83,3 milhões de euros, o que representa um decréscimo de 3,4%
face ao ano anterior, consequência, sobretudo, da redução do volume da carteira de investimentos.
Aplicações 2008 2007 (pró-forma)
(Milhares de euros)
Investimentos
Títulos de Rendimento Fixo -54 240 11 786
Títulos de Rendimento Variável -678 93 193
Empréstimos -4 -139
Depósitos em Instituições de Crédito 0 -66 785
Outros -2 290 -2 363
Depósitos Bancários -73 104 -12 529
Imóveis 2 008 -820
Equipamento 4 122 1 536
TOTAL -124 186 23 879
2.2.8. Garantias Financeiras
a) Evolução das responsabilidades técnicas
As responsabilidades técnicas de seguro directo e de resseguro aceite (provisões dos ramos Vida e Não Vida e responsabilidades por contratos de investimento) apresentaram, no final de 2008, um montante de 1,9 mil milhões de euros, correspondente a uma redução de 67 milhões de euros face ao ano anterior, essencialmente com origem nas provisões afectas à actividade Vida – contratos de seguro.
Na desagregação constante do quadro seguinte é possível verificar que a redução de responsabilidades técnicas se centrou na provisão matemática do ramo Vida, devido a um montante de vencimentos e resgates superior aos recursos captados.
Vida - Contratos de Seguro 702 799 763 049
Vida - Contratos de Investimento 204 042 200 423
Não Vida 988 800 999 354
TOTAL 1 895 640 1 962 826
2008 2007 (pró-forma)
(Milhares de euros)
Responsabilidades de Seguro Directo e Resseguro Aceite
Provisão para Prémios Não Adquiridos 120 325 132 162
Provisão Matemática Vida 659 942 716 217
Provisão para Sinistros 882 201 882 269
De Vida 25 307 25 734
De Não Vida 856 894 856 535
Provisão para Participação nos Resultados 13 058 16 521
Provisão para Desvios de Sinistralidade 6 541 5 975
Provisão para Riscos em Curso 5 303 5 029
Outras Provisões Técnicas 4 229 4 229
Passivos Financeiros - Contratos de Investimento 204 042 200 423
TOTAL 1 895 640 1 962 826
2008 2007 (pró-forma)
(Milhares de euros)
Provisões Técnicas de Seguro Directo e Resseguro Aceite
Relatório e Contas Império Bonança 2008 Relatório do Conselho de Administração 18
Activos de Representação das Provisões Técnicas
Títulos de Crédito 1 673 888 1.814 204
Acções 33 281 56 520
Outros 1 640 607 1 757 684
Imóveis 48 530 52 181
Empréstimos 1 600 1 260
Depósitos e Caixa 114 851 189 426
Outros Activos 162 403 123 982
TOTAL 2 001 272 2 181 053
PROVISÕES TÉCNICAS A REPRESENTAR 1 895 640 1 962 826
RÁCIO DE COBERTURA 105,6% 111,1%
2008 2007 (pró-forma)
(Milhares de euros)
Cobertura das Provisões Técnicas
b) Representação das Responsabilidades Técnicas
Apesar da situação adversa dos mercados financeiros internacionais, a Império Bonança, ao terminar o exercício de 2008 com um montante de activos afectos à representação das responsabilidades técnicas de 2 mil milhões de euros, atingiu um rácio de cobertura das mesmas de 105,6%, tendo um excesso de activos afectos de aproximadamente 105 milhões de euros.
Existe, ainda, um conjunto de activos não afectos, mas passíveis de representação destas responsabili- dades, que aumentariam o rácio de cobertura para 108%.
3. Actividade no Estrangeiro
Durante o exercício de 2008 a Sucursal no Luxemburgo evidenciou uma redução significativa do volume de prémios do ramo Vida, regressando a valores próximos dos registados nos últimos anos, após ter contabilizado um valor excepcionalmente elevado em 2007.
4. Resultados e Capital Próprio
4.1. Resultado Líquido
O resultado líquido situou-se em 27 milhões de euros, encontrando-se inferior ao período homólogo em 7,6 milhões de euros, sendo de destacar a evolução favorável dos custos de estrutura, que compensou parcialmente a redução da margem técnica proveniente dos menores resultados financeiros.
De referir que excluindo o impacto decorrente do reconhecimento de Imparidades, o resultado líquido teria atingido um valor de 34,8 milhões de euros, o que representaria um ligeiro acréscimo face ao ano anterior.
4.2. Capital Próprio
O capital próprio individual da Império Bonança atingiu, no final de 2008, o montante de 201,8 milhões de euros, inferior em 5,6 milhões de euros face ao ano anterior, o que decorre da redução do resultado líquido e das reservas de reavaliação, cujo efeito foi, parcialmente, compensado pela melhoria das restantes componentes.
4.3. Margem de Solvência
A margem de solvência mínima legalmente exigível era, no final de 2008, de 139,7 milhões de euros, enquanto os elementos constitutivos da mesma atingiram 238,4 milhões de euros, o que traduz um rácio de cobertura da margem de solvência de 170,7%, representativo de um elevado índice de segurança para todos os segurados e agentes económicos que se relacionam com a Companhia.
(Milhares de euros)
2008 2007 (pró-forma)
Valor Var.(%) Valor Var.(%) Actividade no Estrangeiro
Prémios de Seguro Directo
SUCURSAL DO LUXEMBURGO
Vida 738 -91,1 8 272 961,9
Contratos de Seguro 738 -89,1 6 766 835,6
Contratos de Investimento 0 -100,0 1 505 2 594,2
Não Vida - - - -
TOTAL 738 -91,1 8 272 961,9
Relatório e Contas Império Bonança 2008 Relatório do Conselho de Administração 20
A Companhia cumpre igualmente os limites estabelecidos em relação a aplicações financeiras, bem como os níveis de margem de solvência e do fundo de garantia, excedendo significativamente os valores mínimos legalmente fixados.
5. Governo da Sociedade
O ano de 2008 fica ainda marcado pela alteração verificada no modelo de governo da Companhia tendo sido institucionalizado um nível intermédio de análise e decisão sectorial, através da criação dos seguintes comités específicos:
• Comité de Apoio ao Negócio
• Comité Comercial
• Comité de Sistemas
• Comité de Risco
• Comité de Recursos
• Comité de Gestão e Controlo de Custos
Os comités, que reúnem com periodicidade fixada, são compostos por um mínimo de três membros do Conselho de Administração e pelos responsáveis dos órgãos de estrutura que os integram de forma permanente - designados em função da especificidade dos assuntos tratados em cada um.
Esta solução visou agilizar o funcionamento do Conselho de Administração e integrar mais a direcção de topo no processo decisório. Os Comités funcionam na base de competências delegadas pelo Conselho, sem prejuízo da posterior ratificação das suas decisões pelo órgão de gestão.
6. Perspectivas de Evolução
A actividade da Império Bonança vai decorrer, em 2009, enquadrada por um conjuntura internacional caracterizada por uma grave crise financeira e uma forte desaceleração da criação de riqueza nas principais zonas económicas, com óbvios impactos negativos no processo de ajustamento financeiro e produtivo que decorre em Portugal desde o início da presente década.
De um modo geral, este enquadramento não deixará de ter repercussões negativas na actividade seguradora.
Por outro lado, em períodos de dificuldade como o actual surgem oportunidades específicas que não devem ser desaproveitadas, seja em termos de aprofundamento de processos de reorganização interna, seja no que respeita a possibilidades de crescimento não orgânico, designadamente em mercados de interesse estratégico para o Grupo.
Em 2009, as prioridades estratégicas da Império Bonança continuarão a centrar-se na recuperação da dinâmica comercial da Companhia, de forma a aumentar a sua quota de mercado. Tal objectivo implicará a adopção de medidas técnicas, comerciais e de controlo de custos que possibilitem a prática de preços competitivos nos produtos de grande consumo, bem como a obtenção de níveis mais elevados de relacionamento comercial, de satisfação e de fidelização dos clientes, em particular no ramo automóvel.
Será ainda tida como prioridade uma maior profissionalização das redes de agentes, sobretudo pela via da intensificação do grau de utilização das plataformas de negócio com base na internet, desenvolvendo e capitalizando as respectivas potencialidades transaccionais e comerciais por forma a servir melhor parceiros e clientes e a reduzir custos operativos.
Este conjunto de iniciativas vem sendo prosseguido de forma articulada através do Programa Activaction tendo ganho justificação acrescida com o agravamento da conjuntura que se verificou ao longo de 2008.
Dada a importância da gestão prudencial no negócio segurador e no âmbito específico do Projecto Solvência II, a Empresa prosseguirá, em 2009, a implementação de acções tendentes à minimização do risco operacional, por forma a adequar a estrutura da empresa aos novos padrões de supervisão do mercado e a optimizar a utilização de capital.
7. Proposta de Aplicação de Resultados
O Resultado Líquido individual do exercício de 2008 ascendeu a €27 000 366,14.
De acordo com o disposto no Código das Sociedades, o Conselho de Administração vem propor a seguinte aplicação:
Reserva Legal 2 800 000,00
Remanescente à disposição da Assembleia Geral 24 200 366,14
27 000 366,14
(Valores em euros)
Relatório e Contas Império Bonança 2008 Relatório do Conselho de Administração 22
Lisboa, 17 de Fevereiro de 2009 Conselho de Administração
Jorge Manuel Baptista Magalhães Correia - Presidente Eugénio Manuel dos Santos Ramos
José António Rodrigues Nunes Coelho António Maria Abreu Raposo de Magalhães Francisco Xavier da Conceição Cordeiro José Manuel Alvarez Quintero
António Manuel Marques de Sousa Noronha José Joaquim Berberan e Santos Ramalho
As autoridades de supervisão, em particular o Instituto de Seguros de Portugal, pelo especial acompanhamento do Sector e intervenção oportuna;
A Associação Portuguesa de Seguradores, pelo esforço de representação das seguradoras em áreas de interesse comum;
A Mesa da Assembleia Geral e o Fiscal Único, pelo interesse, disponibilidade e empenho sempre presentes no acompanhamento e controlo da actividade da Companhia;
Os Agentes, Corretores e Resseguradores, pelo apoio prestado e pela confiança com que honram a Companhia;
Os Colaboradores que, com profissionalismo, dedicação e competência, estão empenhados neste novo desafio de integração e contínua valorização da Companhia no seio do Grupo CGD.
Ao concluir o presente Relatório, o Conselho de Administração expressa o seu agradecimento a todos quantos contribuíram para o desenvolvimento e continuada afirmação da Companhia, salientando particularmente:
A todos os Clientes da Companhia importa expressar um especial reconhecimento pela preferência com que distinguem a Império Bonança e pelo estímulo permanente no sentido da melhoria da qualidade de serviço.
Anexo ao Relatório de Gestão a que se Refere o Artigo 448º, Nº4, do Código das Sociedades Comerciais
À data do encerramento do exercício de 2008, encontrava-se na situação prevista no artigo 448º, nº 4, do Código das Sociedades Comerciais CAIXA SEGUROS, SGPS, S.A., titular de 40. 401 080 acções representativas de 100% do capital social e dos direitos de voto da Companhia de Seguros Império Bonança, S.A.
O Conselho de Administração
Relatório e Contas Império Bonança 2008 Relatório do Conselho de Administração 24
B - Resolução do Conselho de Ministros
nº 155/2005
Anexo ao Relatório do Conselho de Administração Imperio Bonança
Informação a que se refere a Resolução do Conselho de Ministros nº 155/2005, de 06 de Outubro:
* Os valores respeitantes a esta rubrica, foram incluidos na remuneração efectiva tal como vieram a reverter em 2009, retroactivamente.
O Conselho de Administração
Conselho de Administração Presidente Vogais
Número de Membros 1
Remunerações principais 0,0 214,1
Remunerações acessórias 0,0 75,7
Encargos com previdência 0,0 37,2
Encargos com plano complementar de reforma(*) 0,0 0,0
(Milhares de Euros)
Relatório e Contas Império Bonança 2008 Resolução do Conselho de Ministros nº 155/2005 26
2. Demonstrações Financeiras
em 31 de Dezembro 2008 e 2007
Relatório e Contas Império Bonança 2008 Demonstrações Financeiras 28
Balanços em 31 de Dezembro de 2008 e 2007 (pró-forma)
Activo
(Valores em Euros) 2008
Notas Activo Imparidade, Valor 2007
Bruto depreciações/ Líquido (pró-forma) amortizações ou
ajustamentos Nº de Identificação Fiscal: 500 069 468
Caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem 3 e 10 115 589 096 - 115 589 096 188 692 796
Investimentos em filiais, associadas e empreend conjuntos 4 e 10 (anexo 1) 2 454 085 - 2 454 085 2 454 085
Activos financeiros detidos para negociação 5 e 10 6 013 335 - 6 013 335 3 295 409
Activos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo
valor através de ganhos e perdas 5 e 10 112 403 571 - 112 403 571 161 271 740
Activos disponíveis para venda 7 e 10 (anexo 1) 1 637 017 841 - 1 637 017 841 1 718 205 188
Empréstimos e contas a receber 10 44 787 691 - 44 787 691 47 082 185
Empréstimos concedidos 8 1 303 198 - 1 303 198 1 307 559
Depósitos junto de empresas cedentes 8 43 222 493 - 43 222 493 45 512 626
Contas a receber
Outros 8 262 000 - 262 000 262 000
Terrenos e edíficios 10 59 082 325 (5 796 864) 53 285 461 51 835 863
Terrenos e edíficios de uso próprio 9 29 240 228 (5 796 864) 23 443 364 23 953 472
Terrenos e edifícios de rendimento 9 29 842 097 - 29 842 097 27 882 391
Outros activos tangíveis 10 e11 18 121 144 (12 377 033) 5 744 111 5 589 301
Inventários 97 234 - 97 234 156 417
Outros activos intangíveis 12 5 551 684 (3 311 750) 2 239 934 1 575 418
Provisões técnicas de resseguro cedido 137 602 116 - 137 602 116 138 325 445
Provisão para prémios não adquiridos 13 33 642 197 - 33 642 197 33 469 564
Provisão para sinistros 13 103 959 919 - 103 959 919 104 370 655
Outras provisões técnicas 13 485 226
Activos por benefícios pós-emprego e outros benefícios de longo prazo 30 6 752 313 - 6 752 313 10 209 074
Outros devedores por operações de seguros e outras operações 258 162 684 (39 378 867) 218 783 817 193 887 732
Contas a receber por operações de seguro directo 14 128 421 885 (19 635 142) 108 786 743 157 587 624
Contas a receber por outras operações de resseguro 14 17 275 174 (3 169 343) 14 105 831 7 252 718
Contas a receber por outras operações 14 112 465 625 (16 574 382) 95 891 243 29 047 390
Activos por impostos 44 090 237 - 44 090 237 34 724 726
Activos por impostos correntes 15 5 557 596 - 5 557 596 -
Activos por impostos diferidos 15 38 532 641 - 38 532 641 34 724 726
Acréscimos e diferimentos 16 4 032 778 - 4 032 778 3 677 784
TOTAL DO ACTIVO 2 451 758 134 (60 864 514) 2 390 893 620 2 560 983 163
Balanços em 31 de Dezembro de 2008 e 2007 (pró-forma)
Notas 2008 2007 (pró-forma)
Passivo
(Valores em Euros) Nº de Identificação Fiscal: 500 069 468
PASSIVO E CAPITAL PRÓPRIO Passivo
Provisões técnicas 1 691 598 427 1 762 402 860
Provisão para prémios não adquiridos 17 120 324 680 132 162 346
Provisão matemática do ramo vida 17 659 942 015 716 216 870
Provisão para sinistros 882 201 262 882 268 601
De vida 25 307 486 25 734 003
De acidentes de trabalho 17 331 160 853 308 515 623
De outros ramos 17 525 732 923 548 018 975
Provisão para participação nos resultados 17 13 057 843 16 521 363
Provisão para compromissos de taxa 17 4 228 965 4 228 965
Provisão para desvios de sinistralidade 17 6 540 728 5 975 365
Provisão para riscos em curso 17 5 302 934 5 029 350
Passivos financeiros da componente de depósito de contratos de seguros e de contratos
de seguro e operações considerados para efeitos contabilísticos como contratos de investimento 18 204 041 825 200 422 695
Outros passivos financeiros 116 886 583 117 339 862
Passivos subordinados 19 76 600 000 76 600 000
Depósitos recebidos de resseguradores 19 40 207 501 40 739 862
Outros 19 79 082 -
Outros credores por operações de seguros e outras operações 89 640 559 161 676 514
Contas a pagar por operações de seguro directo 20 68 217 336 133 634 799
Contas a pagar por outras operações de Resseguro 20 13 162 060 16 785 538
Contas a pagar por outras operações 20 8 261 163 11 256 177
Passivos por impostos 17 900 417 27 680 392
Passivos por impostos correntes 15 14 835 939 24 244 603
Passivos por impostos diferidos 15 3 064 478 3 435 789
Acréscimos e diferimentos 21 25 400 779 25 596 428
Outras Provisões 22 43 674 426 58 520 925
TOTAL DO PASSIVO 2 189 143 016 2 353 639 676
CAPITAL PRÓPRIO
Capital 23 202 005 400 202 005 400
Reservas de reavaliação 24 (66 294 497) (21 114 020)
Por ajustamentos no justo valor de activos financeiros 24 (71 462 915) (26 160 167)
Por revalorização de terrenos e edifícios de uso próprio 24 5 168 418 5 046 147
Reserva por impostos diferidos 24 20 317 273 7 789 037
Outras reservas 24 (6 369 737) (37 635 187)
Resultados transitados 24 25 091 799 21 721 890
Resultado do exercício 24 27 000 366 34 576 367
TOTAL CAPITAL PRÓPRIO 201 750 604 207 343 487
TOTAL PASSIVO E CAPITAL PRÓPRIO 2 390 893 620 2 560 983 163
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O Conselho de Administração Jorge M. B. Magalhães Correia
Presidente Eugénio Manuel dos Santos Ramos João E.de Noronha Gamito de Faria José António Rodrigues Nunes Coelho António Maria A. Raposo de Magalhães Francisco Xavier da Conceição Cordeiro José Manuel Alvarez Quintero António Manuel Marques de Sousa Noronha Lisboa, 22 de Fevereiro 2008
O Director de Contabilidade e Informação Financeira Carlos F. Tomé Silva Westerman
O Técnico Oficial de Contas Filipe A. da Silva Santos
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Conta de Ganhos e Perdas para os Exercícios Findos
em 31 de Dezembro de 2008 e 2007 (pró-forma)
Relatório e Contas Império Bonança 2008 Demonstrações Financeiras 30
Conta de ganhos e perdas 2008
Notas Técnica Vida Técnica não Vida Não técnica Total 2007 (pró-forma) (Valores em Euros) Nº de Identificação Fiscal: 500 069 468
CONTA TÉCNICA DO SEGURO NÃO VIDA
Prémios adquiridos líquidos de resseguro 82 682 671 380 283 528 - 462 966 199 509 491 730
Prémios brutos emitidos 25 (anexo 4) 83 355 130 502 842 003 - 586 197 133 617 842 001
Prémios de resseguro cedido 25 (anexo 4) (757 619) (135 391 799) - (136 149 418) (126 138 977)
Provisão para prémios não adquiridos (variação) 25 (anexo 4) 85 160 12 660 691 - 12 745 851 3 667 247
Provisão para prémios não adquiridos, parte dos resseguradores (variação) 25 (anexo 4) - 172 633 - 172 633 14 121 459
Comissões de contratos de seguro e operações considerados para efeitos contabilísticos como contratos de investimento ou como contratos de
prestação de serviços 26 144 495 - - 144 495 101 549
Custos com sinistros, líquidos de resseguro (149 040 324) (268 312 452) - (417 352 776) (493 210 571)
Montantes pagos (149 369 06 (267 775 810) - (417 144 875) (499 122 364)
Montantes brutos 27 (anexo 3) (150 295 407) (348 765 387) - (499 060 794) (539 372 559)
Parte dos resseguradores 27 (anexo 3) 926 342 80 989 577 - 81 915 919 40 250 195
Provisão para sinistros (variação) 328 741 (536 642) - (207 901) 5 911 793
Montante bruto 27 (anexo 3) 415 018 399 407 - 814 425 (8 885 760)
Parte dos resseguradores 27 (86 277) (936 049) - (1 022 326) 14 797 553
Outras provisões técnicas, líquidas de resseguro - (1 324 172) - (1 324 172) (4 395 557)
Provisão matemática do ramo vida, líquida de resseguro 57 987 993 - - 57 987 993 105 472 188
Montantes brutos 27 57 987 993 - - 57 987 993 105 485 344
Parte dos resseguradores 27 (13 156)
Participação nos resultados, líquida de resseguro 27 (6 202 321) - - (6 202 321) (2 066 056)
Custos e gastos de exploração líquidos (10 091 939) (119 575 996) - (129 667 935) (145 461 424)
Custos de aquisição 28 (7 502 990) (109 516 395) - (117 019 385) (113 222 127)
Custos de aquisição diferidos (variação) - (908 185) - (908 185) (1 736 404)
Gastos administrativos 28 (2 588 949) (24 015 891) - (26 604 840) (41 021 072)
Comissões e participação nos resultados de resseguro - 14 864 475 - 14 864 475 10 518 179
Rendimentos 37 882 592 39 457 711 5 981 040 83 321 343 83 157 594
De juros de activos financeiros não valorizados ao justo valor
por via de ganhos e perdas 31 33 213 123 36 316 618 5 481 838 75 011 579 80 113 052
Outros 31 4 669 469 3 141 093 499 202 8 309 764 3 044 542
Gastos financeiros (1 420 280) (3 872 660) (159 984) (5 452 924) (4 142 755)
Outros 32 (1 420 280) (3 872 660) (159 984) (5 452 924) (4 142 755)
Ganhos líquidos de activos e passivos financeiros não valorizados
ao justo valor através de ganhos e perdas (78 923) 8 882 622 110 880 8 914 579 6 952 203
De activos disponíveis para venda 33 2 805 324 8 882 622 110 880 11 798 826 6 344 053
De passivos financeiros valorizados a custo amortizado 33 (2 884 247) - - (2 884 247) 608 150
em 31 de Dezembro de 2008 e 2007 (pró-forma)
Nº de Identificação Fiscal: 500 069 468
Conta de ganhos e perdas
(continuação)
2008
Notas Técnica Vida Técnica não Vida Não técnica Total 2007 (pró-forma) (Valores em Euros)
Ganhos líquidos de activos e passivos financeiros valorizados ao
justo valor através de ganhos e perdas (10 100 925) (10 722 263) (308 717) (21 131 905) (5 765 614)
Ganhos líquidos de activos e passivos financeiros detidos para negociação 34 1 661 855 - - 1 661 855 -
Ganhos líquidos de activos e passivos financeiros classifcados no reconhecimento
inicial ao justo valor através de ganhos e perdas 34 (11 762 780) (10 722 263) (308 717) (22 793 760) (5 765 614)
Diferenças de câmbio 35 (450 129) (35 322) (35 252) (520 703) 286 395
Ganhos líquidos pela venda de activos não financeiros que não estejam calssificados
como activos não correntes detidos para venda e unidades operacionais descontinuadas - (421 217) 28 410 (392 807) (196 544)
Perdas de imparidade (líquidas reversão) (10 250 700) (106 686) (279 549) (10 636 935) (3 153 799)
De activos disponíveis para venda 36 (10 250 700) (14 221) (279 549) (10 544 470) (2 239 867)
De outros 36 - (92 465) - (92 465) (913 932)
Outros rendimentos/gastos técnicos, líquidos de resseguro 37 7 070 1 616 228 - 1 623 298 250 840
Outras provisões (variação) 38 (511 371) 4 346 685 401 290 4 236 604 4 526 348
Outros rendimentos/gastos 39 - - 9 292 167 9 292 167 (5 625 637)
RESULTADO DA CONTA TÉCNICA DO SEGURO NÃO VIDA (9 442 091) 30 216 006 15 030 285 35 804 200 46 220 890
Imposto sobre o rendimento do exercício - Impostos correntes 15 - - (5 815 044) (5 815 044) (6 321 252)
Imposto sobre o rendimento do exercício - Impostos diferidos 15 - - (2 988 790) (2 988 790) (5 323 271)
RESULTADO LÍQUIDO DO PERÍODO (9 442 091) 30 216 006 6 226 451 27 000 366 34 576 367
Lisboa, 17 de Fevereiro 2009
O Director de Contabilidade e Informação Financeira Carlos F. Tomé Silva Westerman
O Técnico Oficial de Contas Filipe A. da Silva Santos
O Conselho de Administração Jorge M. B. Magalhães Correia Presidente Eugénio Manuel dos Santos Ramos José António Rodrigues Nunes Coelho António Maria A. Raposo de Magalhães Francisco Xavier da Conceição Cordeiro José Manuel Alvarez Quintero António Manuel Marques de Sousa Noronha José Joaquim Berberan e Santos Ramalho