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Impostos sobre lucros Impostos correntes 

INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS

2.  POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS As demonstrações financeiras da Sede são agregadas com as das Sucursais, o que representa a sua atividade 

2.12.  Impostos sobre lucros Impostos correntes 

A CGD está sujeita ao regime fiscal consignado no Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas  (Código  do  IRC),  sendo  tributado,  com  início  em  2012,  de  acordo  com  o  regime  especial  de  tributação  dos  grupos de sociedades previsto no artigo 69º e seguintes do respetivo Código. O perímetro do grupo abrangido  pelo referido normativo, do qual a CGD é a entidade dominante,  compreende todas as sociedades com sede  em Portugal e cuja totalidade dos seus rendimentos esteja sujeito ao regime geral de tributação em IRC à taxa  normal mais elevada, nas quais esta detenha, direta ou indiretamente, uma participação de pelo menos 90% no  capital social por um período superior a 1 ano e esta participação lhe confira mais de 50% dos direitos de voto.   O lucro tributável do grupo é calculado pela soma algébrica dos lucros tributáveis e prejuízos fiscais individuais  das sociedades que integram o perímetro. Para este feito, as contas das sucursais são integradas nas contas da  sede ao abrigo do princípio da tributação do lucro global previsto no artigo 3º do Código do IRC.  Para além da 

países/territórios onde estas estão estabelecidas.  Os impostos locais são dedutíveis à coleta de IRC do grupo  nos termos do artigo 91.º do respetivo Código e dos Acordos de Dupla Tributação celebrados por Portugal.  A Sucursal Financeira Exterior na Região Autónoma da Madeira beneficiou, ao abrigo do artigo 33.º do Estatuto  dos Benefícios Fiscais, de isenção de IRC até 31 de dezembro de 2011.  Para efeitos da aplicação desta isenção,  considerou‐se  que  pelo  menos  85%  do  lucro  tributável  da  atividade  global  da  entidade  é  resultante  de  atividades  exercidas  fora  do  âmbito  institucional  da  zona  franca  da  Madeira.  Contudo,  tendo‐se  apurado  prejuizo fiscal na actividade global, os lucros apurados na Sucursal Financeira Exterior na Região Autónoma da  Madeira não foram considerados como isentos de IRC em 2011, face ao disposto na circular 3/2003.  

A  partir  de  1  de  Janeiro  de  2012,  o  lucro  tributável  da  Sucursal  Financeira  Exterior  na  Região  Autónoma  da  Madeira passou a estar sujeito a IRC. 

O  imposto  corrente  é  calculado  com  base  no  lucro  tributável  do  período,  o  qual  difere  do  resultado  contabilístico devido a ajustamentos resultantes de gastos ou rendimentos não relevantes para efeitos fiscais,  ou que apenas serão considerados noutros períodos contabilísticos. 

Ajustamentos ao resultado contabilístico 

- Imputação  de lucros de filiais não residentes sujeitas a regime fiscal privilegiado   

Nos  termos  do  artigo  66.º  do  Código  do  IRC,  são  imputados  à  Caixa,  na  proporção  da  sua  participação  e  independentemente  de  distribuição,  os  lucros  obtidos  por  sociedades  não  residentes,  submetidas  a  um  regime  fiscal  claramente  mais  favorável,  desde  que  a  Caixa  detenha,  direta  ou  indiretamente,  uma  participação  social  de  pelo  menos  25%,  ou  de  pelo  menos 10% no caso de a sociedade não residente ser detida, direta ou indiretamente, em mais  de 50% por sócios residentes. 

      Considera‐se  que  uma  sociedade  está  submetida  a  um  regime  claramente  mais  favorável  (i)  quando  o  território  de  residência  da  mesma  constar  da  Portaria  n.º  292/2011,  de  8  de  novembro, ou (ii) quando aquela aí não for tributada em imposto sobre o rendimento idêntico  ou análogo ao IRC, ou ainda (iii) quando o imposto efetivamente pago seja igual ou inferior a  60%  do  IRC  que  seria  devido  se  a  sociedade  fosse  residente  em  Portugal.    A  imputação  dos  lucros em questão é feita na base tributável da Caixa relativa ao exercício que integrar o termo  do  período  de  tributação  da  sociedade  não  residente  e  corresponde  ao  lucro  líquido  obtido  por esta.  O valor dos lucros imputados será dedutível ao lucro tributável do exercício em que  os  referidos  lucros  venham  eventualmente  a  ser  distribuídos  à  Caixa.    A  Caixa  não  regista  impostos diferidos relativos a esta situação.  - Provisões    No apuramento do lucro tributável do período de seis meses findo em 30 de junho de 2012 e  do exercício de 2011, a Caixa considerou o efeito dos seguintes normativos:   Disposições do artigo 37.º do Código do IRC, no âmbito do qual não são aceites como custo  fiscal as provisões para risco específico de crédito no que respeita a créditos cobertos por  direitos reais sobre bens imóveis e provisões para risco‐país sobre créditos concedidos a  empresas sobre as quais a Caixa detenha uma participação superior a 10%;  

 Disposições do artigo 35.º do Código do IRC, no âmbito do qual a partir de 1 de janeiro de  2003 deixaram de ser aceites como custo fiscal, na sua totalidade, as provisões para riscos  gerais de crédito apuradas no âmbito do Aviso nº 3/95 do Banco de Portugal (Nota 2.5.a.  iii). Adicionalmente, nos termos da legislação em vigor, quando se verifique a reposição de  provisões para riscos gerais de crédito, são considerados proveitos, em primeiro lugar,  aqueles que tenham sido custo fiscal no exercício da respetiva constituição.  - Encargos com pessoal    A CGD tem considerado como custos para efeitos fiscais, os encargos suportados e registados  contabilisticamente, entre outros, com contribuições para fundos de pensões. De acordo com  entendimento do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais relativo a esta matéria, de 19 de  janeiro  de  2006,  é  dedutível,  para  efeitos  do  apuramento  do  lucro  tributável,  o  montante  registado  em custos,  nos  termos  dos  normativos  contabilísticos  aplicáveis,  mas  com o  limite  da  contribuição  efetivamente  entregue  ao  fundo  de  pensões,  no  próprio  exercício  ou  em  exercícios anteriores. 

Assim, e considerando igualmente que os custos dedutíveis fiscalmente na esfera da CGD no  período de seis meses findo em 30 de junho de 2012 e no exercício de 2011 são inferiores aos  montantes  efetivamente  entregues  ao  fundo  de  pensões  (condição  exigida  nos  termos  do  entendimento do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais), tais montantes são considerados  custos fiscalmente aceites. 

Na  sequência  da  alteração  da  política  contabilística  relativa  ao  reconhecimento  de  ganhos  e  perdas atuariais com planos de pensões e outros benefícios pós‐emprego (conforme referido  em  maior  detalhe  na  Nota  2.3),  o  saldo  dos  encargos  líquidos  diferidos  que  se  encontrava  registado no balanço da Caixa em 31 de dezembro de 2011 foi integralmente reconhecido por  contrapartida de Reservas nessa data. Atendendo a que os referidos montantes cumpriam os  requisitos previstos no Artigo nº 183º da Lei nº 64‐A, de 30 de dezembro, Lei que aprovou o  Orçamento do Estado para 2012, as variações patrimoniais negativas originadas no exercício de  2011, as quais não relevaram para efeitos fiscais nesse período, serão reconhecidas como uma  dedução  ao  lucro  tributável,  em  partes  iguais,  nos  dez  exercícios  iniciados  em  ou  após  1  de  janeiro de 2012. 

- Resultado da liquidação   

O  artigo  92.º  do  Código  do  IRC,  alterado  pela  Lei  do  Orçamento  do  Estado  para  2011,  estabelece  que  a  coleta,  líquida  das  deduções  relativas  à  dupla  tributação  internacional  e  benefícios fiscais, não pode ser inferior a 90% do montante que seria determinado se o sujeito  passivo (i) não usufruísse de benefícios fiscais, (ii) não efetuasse contribuições suplementares  para  fundos  de  pensões  e    equiparáveis,  destinadas  à  cobertura  de  responsabilidades  com  benefícios de reforma, e (iii) não aproveitasse os prejuízos fiscais de sociedades fundidas para  dedução aos lucros tributáveis da nova sociedade ou da sociedade incorporante. 

A  CGD  não  apurou  qualquer  ajustamento  na  determinação  da  coleta  para  o  período  de  seis  meses findo em 30 de junho de 2012 e para o exercício de 2011, em resultado da aplicação  deste artigo. 

Impostos diferidos 

O  total  dos  impostos  sobre  lucros  registados  em  resultados  engloba  os  impostos  correntes  e  os  impostos  diferidos.  

Os impostos diferidos correspondem ao impacto no imposto a recuperar / pagar em períodos futuros resultante  de diferenças temporárias dedutíveis ou tributáveis entre o valor de balanço dos ativos e passivos e a sua base  fiscal, utilizada na determinação do lucro tributável. 

Os  passivos  por  impostos  diferidos  são  normalmente  registados  para  todas  as  diferenças  temporárias  tributáveis,  enquanto  que  os  impostos  diferidos  ativos  só  são  reconhecidos  até  ao  montante  em  que  seja  provável  a  existência  de  lucros  tributáveis  futuros  que  permitam  a  utilização  das  correspondentes  diferenças  tributárias dedutíveis ou de reporte de prejuízos fiscais.  Adicionalmente, não são registados impostos diferidos  ativos  nos  casos  em  que  a  sua  recuperabilidade  possa  ser  questionável  devido  a  outras  situações,  incluindo  questões de interpretação da legislação fiscal em vigor. 

Apesar  disto,  não  são  registados  impostos  diferidos  relativos  a  diferenças  temporárias  originadas  no  reconhecimento inicial de ativos e passivos em transações que não afetem o resultado contabilístico ou o lucro  tributável.  

As  principais  situações  que  originam  diferenças  temporárias  ao  nível  da  CGD  correspondem  a  provisões  e  imparidades temporariamente não aceites fiscalmente.  

Os impostos diferidos são calculados com base nas taxas de imposto que se antecipa estarem em vigor à data  da  reversão  das  diferenças  temporárias,  as  quais  correspondem  às  taxas  aprovadas  ou  substancialmente  aprovadas na data de balanço. 

Os impostos sobre o rendimento (correntes ou diferidos) são refletidos nos resultados do período, exceto nos  casos em que as transações que os originaram tenham sido refletidas noutras rubricas de capital próprio (por  exemplo, no caso da reavaliação de ativos financeiros disponíveis para venda, custos diferidos com o fundo de  pensões  e  os  respeitantes  à  alteração  da  politica  contabilistica  realizada  no  âmbito  do  registo  de  responsabilidades  com  o  Fundo  de  pensoes  e  outros  beneficios  pós  emprego,  conforme  o  previsto  no  artigo  183.º  da  Lei  64.ª‐A/2011,  de  30  de  dezembro.    Nestas  situações,  o  correspondente  imposto  é  igualmente  refletido por contrapartida de capital próprio, não afetando o resultado do período.  2.13. Provisões e passivos contingentes  Uma provisão é constituída quando existe uma obrigação presente (legal ou construtiva) resultante de eventos  passados relativamente à qual seja provável o futuro dispêndio de recursos, e este possa ser determinado com  fiabilidade.  O montante da provisão corresponde à melhor estimativa do valor a desembolsar para liquidar a  responsabilidade na data do balanço.  

Caso  não  seja  provável  o  futuro  dispêndio  de  recursos,  trata‐se  de  um  passivo  contingente.  Os  passivos  contingentes são apenas objeto de divulgação, a menos que a possibilidade da sua concretização seja remota. 

As provisões para outros riscos destinam‐se a fazer face a contingências judiciais, fiscais e outras resultantes da  atividade da Caixa.