a) Índice de Transformação da Paisagem – ITP
O objectivo deste indicador prendesse na análise dos efeitos produzidos na transformação da paisagem, gerada pelo impacto da implantação do empreendimento
Como forma de obter este índice, e conforme já estipulado no capítulo anterior, foi realizada uma avaliação empírica, a uma escala local da paisagem, a partir de fotos e visitas ao local, verificando em cada uma das paisagens avistadas a identidade transmitida, e o potencial impacte transmitido pela implantação do empreendimento.
Nesta análise os componentes da paisagem foram primeiramente identificados, e se estão presentes ou não em cada fragmento da paisagem.
De acordo com o disposto no capítulo anterior, são verificados alguns critérios, considerados apropriados para comporem o modelo de avaliação proposto, atribuindo-lhes uma pontuação unitária, variando de 1 a 5 (quadro 6.10).
Numa primeira análise foi verificado metodicamente cada critério atribuído. Nesta fase foram escolhidos cinco pontos onde ocorrerão de maneira predominante os impactos sofridos pelas acções antrópicas ao meio afectado.
Nesta fase, analisar-se-á para cada ponto os vários critérios atribuídos, adoptando o mais relevante, conforme a figura 7.5.
Figura 7.5 – Vista aérea da área afectada 1 2 3 5 4
Após esta análise, é apresentada uma classificação, gerando a caracterização visual da paisagem.
Numa segunda fase, analisar-se-á, cada item, aplicando a metodologia, anteriormente discriminada.
Nesta fase foram utilizadas as fotos referentes à visita do dia 23/06/2007 (anexo III), ao empreendimento.
A próxima etapa consiste em transformar os diversos critérios verificados em valores que variam de 1 a 5, de tal forma que os valores mais elevados indiquem maiores aspectos de sustentabilidade. Á estes indicadores foram atribuídas pontuações, que reflectirão graus de importância, aquando da implantação do empreendimento.
Desta forma, apresenta-se no quadro 7.2, os critérios analisados, e os pontos atribuídos a cada análise.
Cada ponto foi verificado particularmente, de maneira exaustiva, fazendo-se uma análise crítica da acção antrópica imposta pelo empreendimento à área afectada.
Quadro 7.2 – Quadro de Avaliação da Transformação da Paisagem
FOTO DESCRIÇÃO NOTA
1 % Área recuperada em relação à área total degradada; 4
2 % Degradação da área de eco turismo na implantação do
empreendimento; 2
3 % Alteração da paisagem (degradação da paisagem), em
relação à área total 4
4 % População urbana em área protegida; 3
5 % Degradação da área de património histórico na
Obter, a partir de um indicador, um índice com essas características requer: escolher o pior e o melhor valor possível do indicador.
Com base na média do valor observado para o indicador e nos limites estabelecidos para ele, obter-se-á o valor referente ao impacto do empreendimento sobre a paisagem, através das expressões (8) e (9).
Sendo assim, tem-se: v = 18/5; v = 3,60 (8);
Ainda, a partir da expressão (9), tem-se: TP = (3,60-2) / (5-2); onde:
TP = 0,53.
A partir do valor encontrado, aplica-se o quadro 6.11, que caracterizará o empreendimento numa escala de 0 a 100.
Sendo assim, tem-se um ITP = 60, referente ao impacto do empreendimento à área afectada.
A situação óptima, reflecte menos alteração da paisagem, enquanto a situação extremamente crítica mostra um maior impacto sobre a paisagem da área afectada.
b) Índice de Análise da Qualidade Biológica – IQB
Conforme já referido, a área de estudo, que está inserida no Sítio PTCON0034 “Comporta/Galé”, abriga muitas espécies importantes e grande diversidade de habitats naturais.
Os habitats naturais e as espécies de importância conservacionista foram definidos pela Directiva n.º 92/43/CEE, do Conselho, de 21 de Maio relativa à conservação dos habitats naturais e da flora e fauna selvagens, também designada Directiva Habitats, transposta para o direito interno pelo Decreto-Lei n.º 226/97, de 27 de Agosto.
Figura 7.6 – Áreas importantes para a conservação da natureza, Fonte: COSMAGA (2004)
Para essa avaliação foi utilizado o estudo de viabilidade da COSMAGA (2004), que verificou os seguintes aspectos:
• Recolha bibliográfica relativa à zona em análise e reconhecimento expedito da zona em estudo de forma a estabelecer quais os valores florísticos e fitocenóticos susceptíveis de ocorrerem e aferir respectiva tipologia dos habitats;
• Caracterização fitogeoclimática da zona em estudo de forma a estabelecer a vegetação natural potencial;
• Identificação de unidades cartográficas homogéneas utilizando a fotografia aérea mais recente;
• Análise de campo de confirmação da foto-interpretação e definição dos tipos de vegetação associados a cada uma das unidades cartográficas homogéneas. A inventariação da fauna da região realizou-se através do recurso do atlas de distribuição de espécies, a estudos realizados na mesma área e igualmente por observação no local.
Neste sentido, analisar-se-á a componente biológica, verificando de maneira crítica, a alteração antrópica imposta pela implantação do empreendimento.
Esta análise servirá para expressar a preocupação de manter um grau ínfimo, no que se refere ao ambiente impactado.
De acordo com o disposto no capítulo anterior, são verificados alguns critérios, considerados apropriados para comporem o modelo de avaliação proposto, atribuindo-lhes uma pontuação unitária que variará de 1 a 5 (quadro 6.12).
Numa primeira análise foi verificado metodicamente cada critério atribuído, de maneira global, contemplando as possíveis implicações com a implantação do empreendimento.
A próxima etapa consiste em transformar os diversos critérios verificados, de tal forma que os valores mais elevados indiquem maiores aspectos de sustentabilidade. Á estes indicadores foram atribuídas pontuações, que reflectirão graus de importância, aquando da implantação do empreendimento, conforme quadro 7.3.
Desta forma, e conforme o quadro abaixo, verificou-se o comportamento do meio afectado, fazendo uma análise crítica da acção antrópica imposta pelo empreendimento à área impactada.
Quadro 7.3 – Quadro de Avaliação da Qualidade Biológica
DESCRIÇÃO NOTA
% Área com cobertura nativa em relação à área total; 4
% Áreas preservadas (unidades de conservação de uso directo)
em relação à área total; 2
% Espécies que aumentaram o risco de extinção, dentre as
classificadas; 3
% Nº de ocorrências de queimadas e incêndios florestais/ano; 4
Com base na média do valor observado para o indicador e nos limites estabelecidos para ele, obter-se-á a QB através das expressões (10) e (11).
Sendo assim, tem-se: v = 17/5; v = 3,40 (10);
Ainda, a partir da expressão (11), tem-se: QP = (3,40-2) / (4-2); onde:
QP = 0,70.
A partir do valor encontrado, aplica-se o quadro 6.13, que caracterizará o empreendimento numa escala de 0 a 100.
Sendo assim, tem-se um IQB = 80, referente ao impacto do empreendimento à área afectada.
A situação óptima, reflecte menos alteração da paisagem, enquanto a situação extremamente crítica mostra um maior impacto sobre a paisagem da área afectada.
c) Indicador de Impacto sobre o Ambiente
De acordo com os indicadores verificados, a fórmula proposta (6), e os respectivos pesos admitidos (P1IIA = 0,40; P2IIA = 0,60) obter-se-á o seguinte valor:
IIA = (60x0,40) + (80x0,60); IIA = (24,0 + 48,0);
IIA = 72.
Figura 7.7 – Indicador de Impacto sobre o Ambiente 72 80 60 0 10 20 30 40 50 60 70 80 INDICADOR DE IMPACTO IQB ITP
INDICADOR DE IMPACTO SOBRE O AMBIENTE
INDICADOR DE IMPACTO IQB ITP
7.6 INDICADOR GLOBAL DE SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL DO