AUMENTO PREVISTO DA POPULAÇÃO
10. COMPROMISSOS NA ÁREA DO PLANO
11.3 Infraestruturas de Saneamento 1 Redes Existentes
A área atual abrangida no Plano, fracamente dotada de infraestruturas de esgotos, devido a ser maioritariamente ocupada por terrenos privados das Entidades mencionadas, apresenta a seguinte caracterização:
Existência de coletores unitários na zona envolvente do Palácio da Justiça e do antigo Tribunal de Polícia, que ligam a um coletor unitário ovóide, de 700 x 1050m e posteriormente ao coletor ovóide de 1000 x 1500 mm, da Rua Marquês da Fronteira;
Existência de coletor unitário na Travessa Estêvão Pinto que liga a um coletor antigo de 600 x 900 mm, que passa ao lado da Rua de Campolide e que convirá verificar as ligações;
Existência de coletor unitário de DN 750 mm no arruamento que assegura a ligação da Mesquita e que drena para o coletor que ligará certamente ao coletor existente da Praça de Espanha (ponto mais baixo);
Existência de redes secundárias pontuais no recinto da Universidade, que se manterão privadas;
Os coletores envolventes da zona em estudo são antigos e do tipo unitário; contudo, tratando-se de emissários principais e de uma zona da Cidade de Lisboa já consolidada, prevê-se a sua manutenção em serviço.
P L A N O D E P O R M E N O R D E R E A B I L I T A Ç Ã O U R B A N A D O C A M P U S D E C A M P O L I D E
11.3.2 Caracterização da Solução
No traçado da rede de coletores foram contemplados todos os arruamentos públicos, com coletores do “ tipo separativo”, que servem todos os edifícios previstos no Plano.
Nos arruamentos de domínio privado não se considerou o traçado de coletores, pois a drenagem será efetuada para a rede de coletores privada e ligada à rede geral de coletores púbicos, através de ramal de ligação. Estão neste caso os Edifícios da Universidade que ligam à rede de coletores privada existente da Universidade.
Os coletores de águas residuais pluviais e domésticas, terão um desenvolvimento paralelo, sempre que possível, a considerar na faixa de rodagem.
A ligação dos coletores projetados é efetuada aos coletores unitários existentes na envolvente da área, que se prevê manter; será sempre assegurada por troços de coletores unitários, obtidos através de uma ligação do coletor pluvial ao coletor residual.
Na travessa Estêvão Pinto, via de acesso atual à Universidade, poderá vir a justificar-se a retirada do coletor DN 300 e a sua substituição por um coletor de maior diâmetro. Este coletor, segundo o cadastro fornecido, liga a um coletor unitário ovoide de 600 x 900, que não foi possível conhecer as ligações.
Dado este acesso ser muito estreito e com um traçado não regular, esta situação será posteriormente objeto de análise.
Nos arruamentos contíguos ao Palácio da Justiça e antigo Tribunal de Polícia, atuais Ruas H, I e J, os coletores existentes serão desativados porque colidem com o Parque de Estacionamento que vai servir o Palácio e não estão compatibilizados com a regularização dos novos arruamentos; o parque de estacionamento existente dará lugar a uma área verde que envolve as traseiras do edifício do Palácio da Justiça e acompanha o Corredor Verde – E2a/b/c/d – Edifício de Habitação e Terciário; Comércio; – ciclovia, que garante a ligação entre O Jardim do Parque Eduardo VII e o Parque Florestal do Monsanto.
Há ainda a assinalar a existência de um coletor unitário de 250 mm que atravessa o edifício Uex4 e que passa a DN 600 mm, assegurando a ligação de uma parte dos coletores existentes da Universidade Nova de Lisboa aos coletores existentes.
11.3.3 Traçado da Rede
A implantação dos coletores é efetuada na faixa de rodagem, a eixo da via, de modo a encaminhar as águas provenientes das escorrências superficiais dos arruamentos e captadas por sumidouros para as câmaras de visita.
A rede de coletores, do tipo separativo, foi prevista para os arruamentos públicos previstos no plano; nos arruamentos privados da UNL as infraestruturas de esgotos serão de domínio privado.
As inclinações dos coletores deverão cumprir os valores regulamentares - variam entre 1% e 4%.
A velocidade máxima de escoamento será respeitada em todos os coletores - 3 m/s nos coletores domésticos e 5m/s nos coletores pluviais;
P L A N O D E P O R M E N O R D E R E A B I L I T A Ç Ã O U R B A N A D O C A M P U S D E C A M P O L I D E
Como elementos de recolha da drenagem transversal dos arruamentos foi prevista a aplicação de sumidouros simples, junto ao lancil, nos pontos baixos; os ramais de ligação dos sumidouros aos coletores serão de DN 300 mm.
Os ramais de ligação dos edifícios, esgotos pluviais e domésticos, a ligar à rede geral, serão considerados em função do cálculo das redes prediais (dos edifícios), numa fase posterior.
Contudo, tendo presente que se trata de um Plano de Pormenor, foram previstos na estimativa orçamental.
11.3.4 Dimensionamento da Rede
O dimensionamento dos coletores de águas residuais pluviais e domésticas será efetuado de acordo com a Legislação em vigor.
Os cálculos efetuados, no pré - dimensionamento, apontam para os seguintes diâmetros:
Pluviais - DN 400 e DN 600 Residuais - DN 300
11.3.5 Disposições Construtivas
Os coletores serão objeto de verificação da resistência dos tubos de betão armado e de grés vitrificado às cargas do terreno e cargas rolantes, trânsito pesado,
A rede será objeto de ensaio de estanquidade, de lavagem e desinfeção das condutas, antes de ser colocada em serviço, de acordo com o Regulamento Geral;
Após a conclusão da montagem dos coletores, o Empreiteiro deverá proceder à inspeção vídeo dos coletores e à produção de um relatório, que deverá ser presente aos Técnicos da CML, aquando da vistoria à obra com vista à sua receção provisória para exploração. A inspeção deve estar a cargo de uma Empresa Certificada, que garanta idoneidade e experiência neste tipo de trabalho.
Todos os materiais e acessórios a aplicar serão de qualidade reconhecida e devidamente homologados pelo LNEC e marcação CE. e do modelo definido pela CML.
11.4 Infraestruturas Elétricas e de Comunicações