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Instrumentos e procedimentos de coleta de dado

No documento Ciência & Tecnologia (páginas 59-64)

Influence of harvesters and use of bulk reel on the quality of soy seeds and loss evaluation during harvest

2.2 Instrumentos e procedimentos de coleta de dado

Para a colheita, a unidade de produção dispõe de uma colhedora John Deere 1175, sistema de trilha radial, plataforma de 16 pés de corte com caracol, ano 2013 com 3760 horas de trilha. Também foi usada no momento da colheita uma colhedora terceirizada, modelo John Deere S550 com plataforma Draper de 30 pés e sistema de trilha do tipo axial, ano 2014 com 1.450 horas de trilha.

As colhedoras foram reguladas conforme especificação do fabricante para a cultura da soja, assim como a velocidade de colheita conforme característica peculiar de cada equipamento. A coleta das amostras foram do mesmo talhão, mesma cultivar e mesmo dia, com 3 repetições. A definição de cada colhedora no campo foi determinada de maneira aleatória.

Após a coleta, as amostras foram encaminhadas ao Laboratório de Análises de Sementes da CCGL, localizado em Cruz Alta. As análises de germinação, vigor, e tetrazólio seguiram as regras de Análise de Sementes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA, 2009).

Após a análise de sementes os dados foram submetidos à análise de variância e ao teste de comparação de médias.

Para essas duas colhedoras também foi avaliado e quantificado as perdas durante o processo de colheita, onde que a coleta dos grãos foi feita em uma área delimitada de 2,0 m². A armação, que corresponde à área de 2,0 m² para a coleta dos grãos, foi feita com ripas de madeira e barbante. Foi adotada uma medida fixa e padrão de armação de 4,0 m de largura por 0,5 m de comprimento. Após a coleta as sementes foram pesadas e convertidas o valor em kg por hectare.

3 RESULTADOS E DISCUSSÕES

A partir dos dados obtidos (Tabela 1), foi constatado que houve diferença entre os tratamentos.

Tabela 1 - Porcentagens médias obtidas no teste de germinação e vigor por envelhecimento acelerado, em que analisou o efeito dos diferentes métodos de mecanização na colheita de soja

Tratamento Germinação Vigor

Axial 94,67 a 93,67 a

Axial + carreto 94,67 a 92,33 ab

Radial 91,33 ab 84,33 bc

Radial + carreto 87,33 b 82 c

Nas colunas, médias seguidas de letras iguais não diferem entre si (Tukey a 5%).

No caso da germinação, os métodos de colheita axial com e sem uso de carreto e o método radial sem uso de carreto não diferiram entre si, obtendo resultados de germinação superior ao sistema radial com uso de carreto. Da mesma forma que o método radial com e sem uso de carreto não diferiram entre si, porém apresentam valores mais baixos de germinação, indicando menor qualidade.

O vigor diferiu significativamente, demonstrando uma diferença de comportamento em relação à mecanização. O método axial com e sem uso de carreto não diferiram entre si, assim como o método axial com uso de carreto e o método radial não apresentaram diferenças. O método radial com e sem uso de carreto não apresentam diferenças, porém apresentam bastante significância se comparados ao sistema axial. Dessa forma, podemos observar que o sistema axial, tanto sem ou com uso do carreto graneleiro se sobressai ao método radial no que se refere a vigor de sementes de soja.

Na Tabela 2 são apresentados resultados obtidos para germinação e vigor pelo teste de tetrazólio. No caso da germinação, todos os modelos propostos obtiveram resultados que divergem entre si, exceto o modelo radial sem uso de carreto que não apresentou diferença significativa em relação ao modelo radial com uso de carreto. Em uma análise geral, é notória a grande diferença entre o sistema de trilha radial e axial, independente do uso ou não do carreto graneleiro, aonde as médias entre os sistemas de trilha chegam a variar mais de 10%.

Tabela 2 - Porcentagens médias obtidas no teste de germinação e vigor por tetrazólio, em que analisou o efeito dos diferentes métodos de mecanização na colheita de soja

Tratamento Germinação Vigor

Axial 98,67 a 97 a

Axial + carreto 92,33 b 92,67 ab

Radial 82,33 c 85,33 bc

Radial + carreto 82,33 c 78,33 c

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2447-3472

Influência das colhedoras e uso de carreto graneleiro na qualidade das sementes de soja e avaliação de perdas durante a colheita

A variável vigor apresentou diferença significativa entre os tratamentos de sistema de trilha radial e axial, porém não teve diferenças quanto ao uso ou não do carreto graneleiro. Dessa forma, o tratamento axial e axial + carreto não apresentaram diferenças entre sí, assim como radial e radial + carreto, e a axial + carreto com sistema radial. Assim, para a variável vigor, sobressaiu-se o sistema de trilha axial sem o uso do carreto. Tais resultados do vigor diferem do estudo de Cunha, Piva e Oliveira (2009), que dizem que a operação de colheita realizada pela colhedora de cilindro radial e de fluxo axial não diferem significativamente na qualidade do vigor de sementes de soja.

No que diz respeito a dano mecânico, dos sistemas mecânicos, o sistema axial + foi o que apresentou os menores valores de dano, porém, só obteve diferenças significativas do sistema radial + carreto (Tabela 3 e Figura 1). Tais valores estão de acordo com os obtidos por Marcondes et al. (2010), que obtiveram resultados superiores no teste de tetrazólio para o sistema axial. Estes resultados vão ao encontro aos obtidos por Cunha et al. (2009) que também concluiu que a semente colhida pelo sistema de trilha de fluxo longitudinal ocasionou menos injúrias às sementes.

Tabela 3 - Porcentagens médias obtidas no teste de dano mecânico em sementes de soja

Tratamento Médias

Axial 1,33 a

Axial + carreto 2,33 ab

Radial

Radial + carreto 2,67 ab5,33 b

Nas colunas, médias seguidas de letras iguais não diferem entre si (Tukey a 5%).

Diante disso, é possível perceber que a colhedora Modelo John Deere 550 ocasiona menos perdas no processo de colheita em relação a colhedora do modelo John Deere 1175. Lembrando que neste trabalho as perdas consideradas são após a passagem das colhedoras na área designada. Sendo assim, estão inclusas nessa contagem perdas que por ventura podem ter sido causadas por intemperes do clima, como debulha natural, por exemplo.

4 CONCLUSÃO

Conclui-se que a colhedora com sistema de trilha de fluxo axial teve melhor eficiência sobre a colhedora com sistema de trilha radial. O uso ou não de carreto graneleiro para ambos os sistemas, apresentou significância. Os resultados entre os sistemas de trilha tiveram grande relevância para o vigor nas sementes de soja analisadas.

Tais resultados podem servir de parâmetro para produtores e beneficiadores de sementes de soja, que buscam redução das perdas e um melhor rendimento no processo de colheita, onde que o uso de carreto graneleiro pode agilizar o processo de descarga da colhedora.

Da mesma forma, quantificar as perdas após a colheita pode ajudar os produtores perceberem que suas colhedoras podem não estar reguladas de forma correta, podendo ajustar seu equipamento e evitar pernas, tornando assim a atividade ainda mais rentável.

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Determination of the Water Quality of the Jacuí River Used in Irrigation in the

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