• Nenhum resultado encontrado

3.5 CONTEXTO DO LOCAL DA PESQUISA

3.5.6 Instrumentos e Técnicas

1- Ficha de cadastro na SRAH/SD. (Vide Anexo 02, p. 220)

Este documento registra o nome completo do aluno, de seus pais e endereços para

contato, escola de origem e atividades complementares que participa.

2- Ficha de requerimento de matrícula na SRAH/SD. (Vide Anexo 02.p. 220)

A instituição utiliza esta ficha para a solicitação de matrícula nas atividades da

SRAHS onde constam campos para a indicação das Necessidades Educacionais

Especiais para Altas Habilidades/Superdotação.

Através de perguntas fechadas, pede informações complementares sobre as

necessidades especiais do candidato, preferência sobre atividades e horários

disponíveis.

3- Questionário de Informações Sócio-demográficas. (Vide Anexo 03, p. 221)

Este questionário contém dados sobre o participante e a situação civil de seus pais,

relacionamentos anteriores e outros filhos, ou adultos que vivem na mesma casa e

são responsáveis pela educação participantes da pesquisa. Registra a escolaridade

e situação ocupacional de todas as pessoas da família.

Elaboramos um roteiro de entrevista semiestruturada (TRIVIÑOS, 1987) com

perguntas abertas que possibilitassem maior liberdade e espontaneidade de

expressão. As entrevistas aplicadas, preliminarmente com 2 (dois) participantes

configuraram-se como estudo-piloto para adequação das questões.

Em seguida, as entrevistas foram agendadas e, após o rapport inicial, tiveram a

duração aproximada de uma hora, sendo que foram realizadas em ambiente

reservado da própria escola. Os dados foram gravados e posteriormente registrados

em documento próprio para análise do seu conteúdo.

5- Entrevista afetiva individual (Vide Apêndice A, p. 226)

Após a integração do grupo com os procedimentos citados anteriormente realizamos

uma Entrevista Afetiva Individual onde os adolescentes puderam falar livremente

sobre a sua história de vida infantil e as dificuldades enfrentadas na sua vida

familiar, escolar, na socialização com colegas e amigos.

Verificamos que as situações enfrentadas tinham muitas semelhanças, o que

motivou um clima de descontração com sentimentos de alteridade e pertencimento.

Foram investigados os conteúdos afetivos nas seguintes áreas:

 Estrutura familiar;

 Escolaridade e rendimento escolar;

 Socialização;

 Hábitos de estudo;

 Atividades extraclasses;

 Lazer.

6- Técnicas utilizadas:

Sessões psicodramáticas com introdução de reflexão, sensibilização com treino de

auto-relaxamento e meditação. Delimitação de dez módulos sequenciais

desenvolvidos nas oficinas educativas contendo atividades diversificadas e

distribuídas, seguindo um planejamento de temas. Configuração do espaço

terapêutico “como se” para o desenvolvimento da discussão dos temas, comentários

e fechamento. Estabelecimento do contrato terapêutico com o compromisso da

periodicidade semanal e duração das oficinas educativas na média máxima de três

horas. Foi desenvolvida uma Dinâmica de Grupo para desenvolvimento de vínculo

afetivo. (Apêndice B, p. 228)

módulos aplicados em oficinas educativas semanais. O conteúdo dos módulos

apresentava sugestões de estratégias e técnicas de autoconhecimento, roteiros de

inventário autobiográfico, pesquisa sobre a origem do nome, inventário de hábitos e

valores, qualidades e defeitos, pesquisas temáticas, entrevista com profissionais,

entre outras técnicas. Nas primeiras oficinas, investimos na construção do vínculo

afetivo a fim de motivar o relato das histórias de vida: composição familiar, vida

escolar e a repercussão na família no momento da identificação das AH/SD.

Investigação sobre o autoconceito com produção oral e escrita da história de vida

parental, composição familiar, vida escolar e a repercussão na família no momento

da identificação das AH/SD. O conteúdo dos módulos apresentava sugestões de

estratégias e técnicas de autoconhecimento, roteiros de inventário autobiográfico,

pesquisa sobre a origem do nome, inventário de hábitos e valores, qualidades e

defeitos, pesquisas temáticas, entrevista com profissionais, entre outras técnicas.

7- Contoterapia (Vide Apêndice D, p. 231)

Um procedimento inovador foi a contoterapia, com adaptação desenvolvida pela

pesquisadora (CORREIA, 2010) como já foi referido, como uma prática

psicodramática aplicada aos grupos de reflexão. Consiste na analise de contos da

literatura internacional com a interpretação da trajetória dos principais heróis da

mitologia grega com a associação com as tarefas, provas e missões determinadas

pelos heróis em busca das suas metas. (CAMPBELL, 1987).

Citada em Fleith (2007b, p.46-47), esta técnica encontra similar nos Estados Unidos

com a denominação de biblioterapia envolvendo a utilização de livros infanto-juvenis

na compreensão de problemas que afligem os superdotados com a aprendizagem

de como lidar com os problemas e as emoções (HÉBERT, 1991, p. 207-209; RIZZA,

1997, p. 6-8; SILVERMAN, 1993, p.51-78) e, na mesma linha, outra estratégia útil é

a utilização de filmes que retratem situações vivenciadas pela criança com altas

habilidades, denominada cinematerapia (MOON, 2002, p.213-222).

Os textos sobre autoconhecimento e autoconceito foram selecionados, bem como

poemas de autores intimistas consagrados e biografias de vultos célebres da ciência

e da arte como exemplos de determinação e comprometimento com as suas metas

e projetos de vida. Os participantes apreenderam o sentido dos exemplos

associando de maneira simulada como poderiam ter lidado com as mesmas tarefas

e enfrentamento de obstáculos e provas. Os resultados foram surpreendentes

porque os participantes vivenciaram emoções descobrindo a importância da

simbologia e adquiriram desenvoltura na linguagem oral, aprendendo a resumir e

argumentar, com criticidade e criatividade. Ajudando a clarificar sentimentos e

validar emoções na busca de novas soluções por identificação possibilitaram a

aplicação a alguma situação, dificuldade ou acontecimento da sua história de vida.

As dificuldades que causaram sofrimento psíquico foram confrontadas e integradas

como o passo inicial da ressignificação. Paralelamente resgatou o ato milenar de

contar histórias, ajudando a se conectarem aos seus sonhos, com a prospecção do

futuro e do amor à vida. Na sociedade que carece da presença de heróis e modelos

despertou nos participantes a conscientização sobre os valores universais que

poderão construir um mundo melhor.

Esta técnica encontra similar nos Estados Unidos sendo citada em Fleith (2007b,

p.46-47) com a denominação de biblioterapia envolvendo a utilização de livros

infanto-juvenis na compreensão de problemas que afligem os superdotados. Tem o

objetivo de promoverem a aprendizagem de como lidar com seus problemas e

emoções (HEBERT, 1991, p. 207-209; RIZZA, 1997, p 6-8; SILVERMAN, 1993,

p.51-78). Na mesma linha, outra estratégia utilizada nos Estados Unidos seleciona

filmes que retratem situações vivenciadas pela criança com altas habilidades,

denominada cinematerapia (MOON, 2002).

8- Oficinas Educativas (Vide Apêndice E, p.232)

Algumas tarefas que envolviam a prospecção do futuro e do projeto de vida foram

complementadas com pesquisas sobre cursos e profissões, entrevistas com

familiares e profissionais.

Ao final de cada oficina educativa, as ideias eram compartilhadas com o grupo.

Cada participante tinha um portfólio onde suas tarefas eram arquivadas, e passaram

a constituir o corpus da pesquisa, analisado à luz dos teóricos que fundamentaram o

estudo.

A experiência da pesquisadora como Psicóloga Clínica favoreceu a condução

dessas oficinas, oportunizando a emergência da conscientização de conceitos sobre

si mesmo, com o aproveitamento das potencialidades. As habilidades e

experiências, nas várias áreas de atividades dos participantes foram estendidas às

perspectivas e expectativas de futuro na prospecção do Projeto de Vida.