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INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVADOS

No documento RELATÓRIO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO (páginas 113-116)

CONTAS CONSOLIDADAS

28. INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVADOS

Em 31 de Dezembro de 2013 e 2012 as empresas do Grupo Altri tinham em vigor contratos relativos a instrumentos financeiros derivados associados a cobertura das variações do preço da pasta de papel, taxa de juro e taxa de câmbio sendo esses instrumentos registados de acordo com o seu justo valor.

As empresas do Grupo Altri apenas utilizam derivados para cobertura de fluxos de caixa associados às operações geradas pela sua actividade.

(i) Derivados de taxa de juro

Por forma a reduzir a sua exposição à volatilidade das taxas de juro, o Grupo contratou “swaps” de taxa de juro e um “collar” de taxa de juro. Estes contratos foram avaliados de acordo com o seu justo valor em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, tendo o correspondente montante sido reconhecido na rubrica “Instrumentos financeiros derivados”.

Em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, o Grupo Altri tinha em vigor contratos de derivados de taxa de juro cujos montantes totais são como segue:

CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 (Montantes expressos em Euros)

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Justo valor Justo valor

Tipo Montante Maturidade Juro 31.12.2013 31.12.2012

Interest rate collar (c) 143.750.000 31-07-2013 Paga taxa f ixa e recebe Euribor a 6M - (3.276.157) Interest rate sw ap (a) 25.000.000 08-02-2015 Paga combinação de diversas taxas e recebe Euribor a 6M (1.816.374) (3.068.531) Interest rate sw ap (b) 20.000.000 08-08-2014 Paga taxa f ixa e recebe Euribor a 6M (614.399) (1.207.488) Interest rate sw ap (b) 80.000.000 09-02-2015 Paga taxa f ixa e recebe Euribor a 6M (3.573.954) (5.865.289) (6.004.727) (13.417.466)

(a) Apesar de terem sido contratados com um objectivo de cobertura de risco (e não de especulação), estes contratos não cumprem com todos os requisitos necessários para que se qualifiquem como de cobertura, (Nota 2.3 l) v)) pelo que a variação do seu justo valor foi registada por contrapartida da demonstração dos resultados (Nota 36).

(b) De acordo com as políticas contabilísticas adoptadas estes derivados cumprem com os requisitos para serem designados como instrumentos de cobertura de taxa de juro (Nota 2.3 l) v)).

(c) Apesar de ter sido contratado com um objectivo de cobertura de risco (e não de especulação), parte deste contrato derivado não cumpre com todos os requisitos necessários para que se qualifique como de cobertura, (Nota 2.3 l) v)) pelo que a variação do justo valor na parte que não cumpre com todos os requisitos necessários para que se qualifique como de cobertura, foi registada por contrapartida da demonstração dos resultados (Nota 36).

O apuramento do justo valor dos derivados contratados pelo Grupo foi efectuado pelas respectivas contrapartes (instituições financeiras com quem foram celebrados tais contratos). O modelo de avaliação destes derivados, utilizado pelas contrapartes, baseia-se no método dos Cash Flows descontados, i.e., utilizando as Par Rates de Swaps, cotadas no mercado interbancário, e disponíveis nas páginas Reuters e/ou

Bloomberg, para os prazos relevantes, sendo calculadas as respectivas taxas forwards e factores de desconto

que servem para descontar os cash flows fixos (leg fixo) e os cash flows variáveis (leg variável). O somatório das duas parcelas resulta no Valor Actualizado Líquido dos cash flows futuros ou justo valor dos derivados. O aumento/diminuição de 1 ponto percentual nos indexantes da taxa de juro verificada durante o exercício de 2013 e estimada para o período de duração dos derivados teria implicado o aumento/diminuição dos resultados financeiros do exercício findo em 31 de Dezembro de 2013 de, aproximadamente, 640.000 Euros e da rubrica do capital próprio “Reservas de cobertura” de, aproximadamente 920.000 Euros/ 925.000 Euros antes de consideração dos respectivos efeitos fiscais.

(ii) Derivados de cobertura de preço da pasta de papel

Por forma a reduzir a sua exposição à volatilidade do preço da pasta de papel, o Grupo contratou derivados de cobertura do preço da pasta de papel, os quais foram avaliados de acordo como seu justo valor em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, tendo o correspondente montante sido reconhecido na rubrica “Instrumentos financeiros derivados”.

CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 (Montantes expressos em Euros)

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Em 31 de Dezembro de 2013 e 2012 encontravam-se em vigor os seguintes contratos derivados de preço da pasta de papel:

Justo valor

Quantidade coberta Vencimento 31.12.2013 31.12.2012

2000 ton/mês 31-12-2013 - (1.933.389) 2000 ton/mês 31-12-2012 - (161.677) 2000 ton/mês 31-12-2013 - (1.717.569) 500 ton/mês 31-12-2012 - (32.965) 500 ton/mês 31-12-2012 - (35.965) 2000 ton/mês 30-06-2013 - (786.651) 2000 ton/mês 31-12-2012 - (51.028) 2000 ton/mês 31-12-2013 - (1.142.036) 1500 ton/mês 31-08-2014 375.570 (96.085) 2000 ton/mês 31-03-2014 (104.260) (1.416.573) 2000 ton/mês 30-09-2014 (379.562) (1.322.392) 1000 ton/mês 31-12-2014 402.324 -1000 ton/mês 31-12-2014 426.290

-Fair value positivo 1.204.184 -Fair value negativo (483.822) (8.696.330)

720.362 (8.696.330)

O preço fixado para os contratos com vencimento em 2013 e 2014 varia entre os 510 e os 582,5 Euros por tonelada de pasta.

O apuramento do justo valor dos derivados, de cobertura do preço da pasta de papel, contratados pelo Grupo foi efectuado pelas respectivas contrapartes (instituições financeiras com quem foram celebrados tais contratos). O modelo de avaliação destes derivados, utilizado pelas contrapartes, baseia-se no método dos Cash Flows descontados, i.e., é calculada a diferença entre a cotação estimada da pasta de papel (PIX) e o preço fixado para os prazos relevantes, que posteriormente é actualizada para a data a que se reporta a avaliação.

De acordo com as políticas contabilísticas adoptadas, estes derivados de pasta de papel cumprem com os requisitos para serem considerados como instrumentos de cobertura, pelo que a variação do seu justo valor foi registada na rubrica do capital próprio “Reservas de cobertura”.

O aumento/diminuição de 5% no indexante do derivado da pasta de papel (PIX) durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2013 e estimado para o período de duração destes derivados teria implicado uma diminuição/aumento dos resultados operacionais do exercício findo em 31 de Dezembro de 2013 de, aproximadamente, 3.200.000 Euros e da rubrica do capital próprio “Reservas de cobertura” de, aproximadamente, 36.000 Euros, antes de consideração dos respectivos efeitos fiscais.

(iii) Derivados de taxa de câmbio

A Altri utiliza derivados de taxa de câmbio, fundamentalmente, de forma a efectuar a cobertura de fluxos de caixa futuros. Desta forma a Altri contratou “forwards” de taxa de câmbio de dólares dos Estados Unidos, de forma a gerir o risco de taxa de câmbio a que está exposta.

Em 31 de Dezembro de 2012, o justo valor dos instrumentos derivados de taxa de câmbio, calculados tendo por base os valores de mercado actuais de instrumentos financeiros equivalentes de taxa de câmbio era de 261.783 Euros, o qual se venceu no decorrer do exercício findo em 31 de Dezembro de 2013.

A determinação do justo valor destes instrumentos financeiros teve por base a actualização para a data da demonstração da posição financeira do montante que se estima que será recebido/pago na data de termo do contrato. O montante de liquidação considerado na avaliação é igual ao montante na moeda de referência multiplicado pela diferença entre a taxa de câmbio contratada e a de mercado para a data de liquidação determinada à data da avaliação.

CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 (Montantes expressos em Euros)

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O movimento ocorrido no justo valor dos instrumentos financeiros durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012 pode ser detalhado como segue:

2013 Derivados de cobertura de preço da pasta Derivados de taxa de juro Derivados de taxa de câmbio Total Saldo inicial (8.696.330) (13.417.466) 261.783 (21.852.013)

Variação do justo valor

Efeitos em capitais próprios (Nota 19) 9.416.692 1.442.696 - 10.859.388 Efeitos na demonstração de resultados (Nota 36) - 5.970.043 (261.783) 5.708.260

Saldo final 720.362 (6.004.727) - (5.284.365) 2012 Derivados de cobertura de preço da pasta Derivados de taxa de juro Derivados de taxa de câmbio Total Saldo inicial (302.933) (14.449.051) - (14.751.984)

Variação do justo valor

Efeitos em capitais próprios (Nota 19) (8.393.397) 1.222.145 - (7.171.252) Efeitos na demonstração de resultados (Nota 36) - (190.560) 261.783 71.223

Saldo final (8.696.330) (13.417.466) 261.783 (21.852.013)

Os ganhos e perdas do exercício associados à variação do justo valor, durante o exercício de 2013, dos instrumentos de cobertura na parte não corrida (conforme denominados nos termos do IAS 39), no montante de 10.859.388 Euros ((7.171.252) Euros durante o exercício de 2012), foram registados directamente em rubricas de capitais próprios líquidos dos correspondentes impostos diferidos, no montante de (2.877.738) Euros (1.900.382 Euros em 31 de Dezembro de 2012) (Notas 12 e 19).

Os ganhos e perdas do exercício associados à variação do justo valor, durante o exercício de 2013, dos instrumentos de cobertura na parte corrida, dos instrumentos que embora tenham sido contratados com o objectivo de cobertura, não cumprem com os requisitos para serem classificados como tal e a parte ineficaz dos instrumentos de cobertura foram registados directamente na demonstração de resultados do exercício findo em 31 de Dezembro de 2013 (Nota 36).

No documento RELATÓRIO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO (páginas 113-116)