3. METODOLOGIA
3.11. INSTRUMENTOS
3.11.2. Instrumentos para o programa de intervenção
Apresentam-se aqui os instrumentos para o programa de intervenção de acordo com cada ação:
a) Malabares: lenços, claves, bastão, argolas de plástico tipo bambolês, chapéus, garrafas PET, bolinhas de tamanhos diferentes, retalhos de tecido;
b) Acrobacia de solo: tatame, calça e blusa de malha ou roupa de ginástica que cubra principalmente joelhos e ombros, colchão de espuma ou colchonetes, argolas de plástico, faixas elásticas ou de plástico (para limite de altura) apito, aparelho de som, CDs de músicas;
c) Acrobacia aérea: 15 m de “liganete” (tipo de tecido), um colchão amortecedor de impacto, calça e blusa de malha ou roupa de ginástica que cubra principalmente joelhos, cintura e ombros;
d) Equilibrismo em perna de pau: barras de apoio lateral, pés de lata, perna de pau, corda para apoio, tatame, plano elevado (banco alto), corda fina de sisal ou náilon, duas latas de tamanho e altura idêntica, abridor de latas ou prego e martelo, esponja ou espuma para proteger as mãos do atrito provocado pela corda, tinta, pincel, madeira cortada, velcro adesivo e velcro comum, joelheira, borracha antiderrapante;
e) Registros audiovisuais e sonoros: aparelho de som para Micro System, microfone, CDs de música ritmos diversificados, caixas de som, instrumentos musicais e sonoros, instrumentos construídos com sucatas, sons produzidos através do próprio corpo (assovios, palmas, estalar de dedos, batidas de pés no chão, outros) e a música;
f) Instrumentos para socorro emergencial: um kit de primeiros socorros – esparadrapo, algodão, termômetro, band-aid, mercúrio cromo, atadura de crepe, colar cervical, maca, telefone celular institucional, antitérmico, analgésico. Esse kit esteve disponível todo o tempo tanto em aula como em apresentações realizadas dentro e fora da instituição (APCG);
g) Instrumentos para conforto e segurança dos sujeitos: redes de proteção aérea, cinturões, cordas, mosquetões, colchonetes e colchões de proteção de espuma de alta densidade (para amortecer a queda em caso de acidente ou durante os treinos nas acrobacias de solo individuais e coletivas e também nas acrobacias aéreas);
h) Instrumento de intervenção: análises de atividades das modalidades circenses.
Apresentaremos a seguir a síntese das análises de atividade das modalidades circenses como instrumentos de intervenção (Tabela 5).
Tabela 5 -
Síntese as análise de atividade das modalidades circenses: Malabares, Equilibrismo e Acrobacias – potencial terapêutico dos exercícios e movimentos básicos
Objetivos
terapêuticos Malabares Equilibrismo Acrobacias
a) Estimulação do sistema
vestibular
− Giro: ocorre quando o objeto é lançado e gira em seu próprio eixo.
− Equilíbrio estático e/ou dinâmico com e sem apoio, dependendo da evolução do participante.
− Rolamentos para frente e para trás. Rolamento cilíndrico em torno do próprio corpo, no solo de decúbito ventral para decúbito dorsal.
b) Sistema proprioceptivo; consciência corporal
− Postura corporal adequada para cada técnica, baseado no eixo e no peso do corpo sobre os pés e na similaridade de movimento com as mãos para apara e lançar objetos.
− Exercícios que exerçam pressão nas extremidades da região plantar e volar. Percepção do bastão no sentido vertical na palma da mão em sentido horizontal.
− Com o corpo enrolado no tecido, movimentar-se como que dentro de um casulo, para “sentir” e registrar essa sensação de posição, tamanho e espaço ocupado.
− A textura, os movimentos e sensações são registradas pelo sistema nervoso, o praticante passa a sentir o corpo no sentido de “existir” mais concreto.
c) Sistema tátil;
input sensorial
para promoção;
output motor
− Preensão palmar e cilíndrica e em gancho.
− Segurar o objeto na mão (sentir) planejar e realizar o lançamento e recepção do mesmo.
− Objetos com diferentes texturas, tamanhos e formas para exercitar esterognosia (região plantar e volar).
− Sustentar o corpo envolto no tecido acrobático, as mãos em torno da lira, o diâmetro do aro. − Sentir o próprio corpo e do
companheiro enquanto realiza acrobacia coletiva.
Objetivos
terapêuticos Malabares Equilibrismo Acrobacias
d) Orientação
temporal − Controle de velocidade do movimento. Contagem e duração de um exercício.
− Sincronizar os movimentos entre os passos durante o
deslocamento.
− Tempo de permanência em cada postura e duração da figura em acrobacia coletiva.
e) Coordenação
bimanual − Utilização alternada ou simultânea das duas mãos para lançamento e recepção dos objetos.
− Esta função motora esta
diretamente ligada à sincronia dos movimentos das mãos, para organizar simultaneamente a composição do movimento a partir da estabilidade do eixo corporal e do deslocamento dos pés.
− Dependem de modo essencial desta habilidade bimanual para a realização de chaves e travas de fixação e formação de figuras, como também para a segurança do praticante.
f) Campo visual olhos mantido sobre os ombros
− Atenção – equilíbrio (foco). Primeiro passo para evoluções com maior grau de dificuldade.
− Estabilização e deslocamento. Sobre latinhas com cordões e posteriormente sobre o
equipamento as pernas de pau. Utilização da propriocepção e consciência corporal para realizar satisfatoriamente a atividade.
− O movimento da cabeça guia o campo visual, porem quando o praticante esta no alto deve evitar em fase inicial olhar para baixo.
g) Controle cervical − Cabeça se movendo em todas as direções
− Idem. − Manter a cervical protegida
durante o rolamento. h) Orientação
espacial − Giro: em etapa mais avançada significa o praticante girar em torno do próprio eixo enquanto o objeto esta no ar.
− Idem. − Reconhecimento de direção e de
distancia em relação à posição horizontal ou vertical.
− Saber dimensionar em que parte do tecido ele se organizará para formar a figura e evolucionará durante a atividade dinâmica. − Na lira deverá ter conhecimento
do ponto central para realização da técnica.
Objetivos
terapêuticos Malabares Equilibrismo Acrobacias
i) Controle de força: estática e dinâmica
− Orienta e estimula arremesso e recepção do objeto lançado. − O membro utilizado para o
arremesso e para a recepção do objeto deve estar sob o controle do praticante.
− Durante o passo deve dosar a força que emprega nas mãos enquanto segura o equipamento e a força das pernas para dar o passo no tamanho ideal evitando desequilibrar.
− Força de impulsão, divisão de peso sobre o eixo do corpo entre MMSS e MMII.
− Prevenção do uso de muito impulso para evitar desvio lateral ou transversal do rolamento evitando assim qualquer tipo de trauma.
j) Orientação
temporal − Tempo e contagem estão envolvidos na técnica de troca de objetos entre dois participantes.
− Quando em dupla ou em atividade coletiva.
− Contagem de tempo para orientar a ação entre dois praticantes ou um grupo.
k) Mobilidade
articular − Utilizada nesta atividade um grau de flexão adotado pelo praticante como apropriado para pratica da técnica. Naturalmente a utilização das articulações do cotovelo e mobilidade de punho são mais exigidas.
− Treino para subir e descer das pernas de pau. Movimento lento e gradativo de extensão para flexão e voltando para extensão.
− Acrobacias de solo, coletivas e aéreas.
No primeiro módulo a princípio os exercícios foram aplicados com nível mínimo de dificuldade para reconhecimento da condição motora dos sujeitos em relação desempenho das modalidades circenses porvindouras.
Movimentos básicos aplicados nas atividades aplicadas para averiguação de condição motora inicial:
1. Deitados em decúbito dorsal – flexão alternada das pernas seguida da flexão simultânea das duas pernas;
2. Caminhar lateralmente com elevação dos joelhos; 3. Caminhar para trás com elevação dos joelhos; 4. Caminhar como soldados – marchar;
5. Flexão e extensão do quadril; 6. Flexão e extensão dos joelhos; 7. Flexão e extensão dos tornozelos;
8. Em pé – flexão anterior do tronco e da cabeça; 9. Caminhar levantando as pernas alternadamente;
10. Subir e descer pequenos obstáculos com ajuda dos companheiros; 11. Caminhar para frente e para trás;
12. Caminhar com passos mais amplos e mais rápidos, depois passos pequenos e sobre os calcanhares;
13. Girar o corpo sobre os pés lentamente para direita e para esquerda; 14. Sem calçados utilizar anteroversão e retroversão dos pés;
15. Ultrapassar pequenos obstáculos utilizando todas as possibilidades corporais (ex.: rolar, arrastar, saltar, outros);
16. Caminhar olhando para o teto (com e sem ajuda) e para o chão; 17. Caminhar com os olhos vendados com assistência;
18. Caminhar controlando a velocidade da marcha.
Alongamento de solo realizado no início e final das aulas de arte circense: O principal objetivo de um alongamento é conservar ou recuperar uma capacidade da amplitude de movimento:
1. Flexão de tronco – pernas estendidas anteriormente; 2. Extensão de tronco – pernas estendidas anteriormente;
3. Dois alunos sentados (postura de índio) – extensão dos braços com as palmas das mãos e dorso se tocando;
4. Na postura anterior realizar movimento de flexão lateral do tronco – braços ao longo do corpo;
5. Sentados em círculo, com pernas separadas e o tronco estendido. Respirar profundamente e retornar a posição inicial;
6. Posição fetal (realizada com assistência sempre que necessário) rolamento bilateral cabeça centralizada 5 repetições, cabeça mobilizada primeiro e depois rolamento do corpo 5 repetições.
Caracteristicamente toda graduação apresenta mudanças naturais. No caso das atividades derivadas das modalidades circenses as alterações foram perceptíveis e notórias.
O aumento na sequência das tarefas a modificação dos instrumentos em relação ao tamanho, forma, peso, dimensão, textura, outras; quantidade de objetos por modalidade, número de participantes por prática, exigência de movimentos mais elaborados e específicos de cada modalidade, força empregada, componentes sensoriais, contexto temporal, organização e espacial, planejamento da ação motora, velocidade do movimento, amplitude de movimento, habilidade para autocuidado nos momentos de intervalo.
Malabares
Malabarismo é uma arte e pode ser um recurso terapêutico, que atua nos aspecto cognitivo e motor. Seus benefícios vêm sendo explorados, pois esta prática vem chamando a atenção de crianças e adolescente com e sem deficiência.
O malabares é um número de origem chinesa, que exige muito reflexo. Nesse número são usados: claves, que são aparelhos em formato de pera alongada, grande com cabos que lhe servem de apoio, os malabaristas, costumam jogar para o alto sem deixar cair, três, quatro ou ainda mais de uma vez, usam-se também, bolas, argolas, chapéus, tochas acesas. (Militello, 1978).
O malabarismo com claves é visto, de acordo com Dancey (2006), como sendo mais difícil do que o malabarismo com bolas. Essa afirmativa vem da prática de diversos malabaristas que afirmam nunca terem conhecido algum que tenha aprendido com claves sem passar pelo treino com bolas. Essa prática consiste em lançar e receber um ou mais objetos sem que o ato de manipulação
individual seja interrompido. Isso significa que é preciso um domínio prévio do malabares individualmente para logo a prática coletiva, seja ela em dupla ou com mais pessoas. (Fouchet, 2006).
O posicionamento adequado é sempre manter um pé a frente. Terapeuticamente, isso significa transferência de peso nos MMII e tarefa motora de equilíbrio constante.
Nesta pesquisa utilizamos duas técnicas de lançamento das claves, o primeiro é conhecido como “self”, consiste em lançar a clave de uma das mãos para a outra mão do próprio malabarista. O segundo lançamento é conhecido como “passe” e consiste em lançar uma clave de suas mãos para as mãos do parceiro.
Cada praticante tem facilidade ou dificuldade para um item. Em nosso grupo, alguns tinham maior mobilidade e destreza para coordenar cabeça e olhar na direção da bola quando esta era arremessada porem para recolhê-la era mais difícil devido a altura lançada isto é a forca utilizada para tal arremesso.
O malabarismo definitivamente vai além da afeição e o divertimento. Possui propriedades interessante e suficientemente simples que, igualmente proporciona um contexto de estudo, superação, agilidade, etc. Estes contextos servem para alguns tipos de estudo do malabarismo: o estudo do movimento humano e a coordenação das extremidades; a matemática, por possuir qualidades numéricas surpreendentes envolvendo também – pedagogias no ensinamento da modalidade. (Coletivo de Autores, 1992, citado por M. A. C. Bortoleto, 2008).
Para eleger o malabarismo com bolas para este estudo, fomos buscar a relação entre a posição das bolas e a ação das mãos. Esta ação que engloba coordenação bimanual e global, coordenação viso-motora, agilidade, destreza, ritmo, orientação espacial e temporal, capacidade de mobilidade dinâmica para estar sempre na direção em que a bola, clave ou argola deverá ser lançada ou ainda o tempo que levará para ser recolhida pelo praticante sem cair ao chão.
O trabalho de diversificação de preensões de acordo com o objeto utilizado em cada pratica. O deslocamento corporal e distribuição e transferência de peso para manter-se equilibrado enquanto olha para cima. O manuseio das bolas, claves, e argolas, são fator determinante para que o praticante sinta e registre a sensação proprioceptiva que advém desta prática. Sentir o peso, a forma, tentar
utilizar o material sem técnica apenas explorando possibilidades, trouxe ao grupo o desejo de aprender a vencer esses desafios. A orientação espacial era solicitada o tempo todo, pois era necessária executar os movimentos, e prestar atenção no seu próprio desempenho e no de seus companheiros, para não esbarrar ou atrapalhar o outro, golpearem-se acidentalmente.
Análise de atividade Malabares:
A Tabela 6 apresenta a análise de atividade da modalidade Malabares. Tabela 6 -
Potencial terapêutico e educacional da atividade Malabares – bolas, claves, argolas e bastão
Base técnica Requisito sensório motor
− Lançamento. − Controle de força de estática para dinâmica. − Giro. − Sistema vestibular e orientação espacial.
− Tempo e contagem. − Orientação temporal a partir da compreensão de contagem de oito tempos para orientar a ação de lançamento.
− Posicionamento corporal. − Propriocepção, consciência corporal. − Orientação do equipamento
no ar. − Reconhecimento de direção e de distância em relação à posição horizontal ou vertical. − Velocidade. − Orientação temporal e espacial
concomitantemente, para jogar e apara em tempo hábil.
− Atenção. − Aspecto cognitivo indispensável para realização de todas as técnicas circenses.
− Postura. − Utilização da propriocepção e consciência corporal para realizar satisfatoriamente a atividade.
Objetivo Primário: Estimulação de sistema vestibular, proprioceptivo e tátil.
Objetivos secundários: Preensão manual cilíndrica, trípode, gancho, pinça – polpa-a- polpa. Coordenação viso-motora, coordenação motora global, utilização da posição ortostática estática e dinâmica, eixo corporal na linha média, transferência de peso do corpo dividido igualmente entre os dois pés; ombros, cotovelos, punhos e mãos em posição funcional e constante movimento alternado; estimulação do sistema vestibular enquanto movimento dos olhos e cervical em elevação e flexão, manutenção do equilíbrio corporal, postura ereta, controle da força empreendida para planejar, realizar e finalizar o movimento (impulsionar e alcançar). Mobilidade e controle cervical; orientação espacial – visão periférica e focada - campo visual – olhar mantido no objeto enquanto no ar e nas mãos enquanto alcance. Orientação temporal – contagem numérica e raciocínio sequencial, memorização, concentração e atenção.
Atividades aplicadas no Malabares: a) Desafio dos lenços:
− Objetivos: manter o lenço no ar com recursos corporais. Quem deixa o lenço cair recomeça desde o inicio ate findar o prazo de 15 minutos desta atividade. Neste exercício as noções espacial e corporal são muito solicitadas, visto que a relação espacial denota distancia do colega e aproximação do objeto (lenço no ar). A motricidade fina, planejamento motor, praxia motora são os tópicos secundário nesta primeira etapa da modalidade.
− Instrumentos: lenços ou pedaços de tecido com diferentes texturas. No mínimo dois lenços por aluno.
− Procedimento: a atividade é iniciada com os sujeitos escolhendo dois lenços de dentro de uma caixa com tampo por onde a mão entra em um orifício central. Pelo tato cada aluno escolhe dois lenços e vai para o seu lugar. Formas duas filas e o aluno da frente joga o lenço para trás e o aluno seguinte deve segurá-lo antes que caia ao chão. No segundo momento o aluno arremessa o lenço para cima e giro em torno de si mesmo enquanto o lenço não cai ao chão – o que não deve acontecer. Inicialmente utilizar também balões de ar, garrafas pet e serpentinas e fitas. O nível de complexidade aumenta à medida que o objeto a ser lançado passa a ter maior peso e menor diâmetro. A bola estar mais murcha que o normal, deve ser macia e maior que a região palmar do aluno para permitir e facilitar a preensão. A argola exige preensão em gancho e a clave preensão cilíndrica quanto ao nível de dificuldade depende do grau de comprometimento motor do aluno. O bastão e as bolinhas pequenas serão os últimos instrumentos a serem utilizados considerando-se o nível de dificuldade desta atividade.
− Tempo de duração: exercício apresentado em todas as aulas de Malabares com duração de 15 minutos. Deve ser desenvolvida nas aulas subsequentes a atividade deve ser aplicada como acompanhamento e observação de desempenho para aumento do grau de dificuldade
− Objetivos: planejamento e organização motora, força de MMSS – direção do arremesso, orientação espacial – direções e sentidos (alto/baixo, em cima/no chão, direita e esquerda, atrás e frente), mobilidade para deslocamento sempre que necessário (arrastar, caminhar, falar, apontar, outros).
− Instrumentos: bolas de borracha macia de diversos tamanhos.
− Procedimento: pode ser realizado com os alunos em pé ou sentados em circulo. É um jogo de cooperação, e atenção. O aluno que esta com a bola aponta ou sinaliza na direção do colega a quem quer arremessa-la. Se apresentar condições motoras atira a bola. Do contrario é auxiliado para completar a ação sendo levado ate o colega. O outro deve atira-la novamente para o colega seguinte repetindo o mesmo procedimento. − Tempo: no máximo 15 minutos, pois não ha impedimento que force o
reinicio da atividade. c) Chapeleiro:
− Objetivos da atividade: planejamento da ação, movimento alternado de MMSS, coordenação olho-mão, MMSS em linha média, alinhamento de cervical, campo visual na horizontal enquanto realiza a atividade.
− Instrumentos: chapéus. Um chapéu inicialmente, dois chapéus – grau de dificuldade médio e três chapéus - grau máximo de dificuldade.
− Tempo: uma aula inicialmente e nas demais aulas como acompanhamento e observação de desempenho para aumento do grau de dificuldade.
d) Construtor II:
− Objetivos: motricidade fina, planejamento motor, praxia motora.
− Instrumentos: tinta, pincel, madeira cortada, velcro adesivo e velcro comum, joelheira, pezinho de borracha antiderrapante.
− Procedimento: os professores dirigem a atividade colaborando em todas as etapas da confecção do material.
− Tempo: desenvolvida em duas aulas subsequentes. e) Siga o mestre!:
− Objetivos: planejamento motor, organização espacial e preensão manual cilíndrica e palmar.
− Instrumentos: bolas de borracha macia de diversos tamanhos, garrafas pet vazias.
− Procedimento: cada aluno com uma bola deve repetir a ação de um aluno escolhido para ser o mestre. Este exercício requer atenção, planejamento e organização motora. A princípio os movimentos são copiados do professor e posteriormente a sequência de movimentos deve ser proposta seguindo a ordem sequencial dos alunos no circulo sem que dos nenhum jogador deixe de participar.
− Tempo: no máximo 15 minutos. f) O tempo do malabarista!:
− Objetivos: desenvolver e aprimorar preensão manual cilíndrica e palmar, planejamento e organização motora, controle da força e direção do movimento, orientação temporal e espacial – contagem numérica e raciocínio sequencial.
− Instrumentos: argolas de papelão coloridas.
− Procedimentos: trabalhar em duplas um de frente para o outro sendo que cada participante tenha seu equipamento, a distância ideal é de um braço estendido do outro. Realizar lançamentos para frente, lateral, para cima e para baixo. Realizar a atividade com os alunos divididos em grupos alternados.
− Tempo: a cada 10 minutos organizar a turma para repetir a atividade com maior grau de dificuldade seguindo a sequência de arremessos que o professor demonstrar.
g) Espelho:
− Objetivos: planejamento motor, preensão cilíndrica, esférica, palmar, chave, polpa a polpa, equilíbrio estático e dinâmico, estimulo sensorial tátil, vestibular e proprioceptivo.
− Instrumentos: 1 a 2 por aluno pode ser realizada com qualquer dos equipamentos da modalidade (bolas, argolas, claves e bastão).
− Procedimento: de frente um para o outro, afastar dois passos para trás, de forma que não consigam tocar as mãos. Arremessa para cima e trocar de lugar com o colega enquanto o equipamento não cai de volta o participante deve receber o que foi arremessado de volta sem que o
mesmo caia no chão. Quem errar reinicia. Nesse exercício a cada reinício deve ser trocado o parceiro de atividade.
Acrobacia
A história da acrobacia se confunde com a história da humanidade, considerando que ela começa possivelmente com a busca pelo homem do domínio da natureza a partir do domínio de seu próprio corpo, uma vez que com o controle de seus movimentos e habilidades permite realizar outras tarefas fundamentais para sua sobrevivência (caçar, escalar e construir) e também para a dinâmica sociocultural (artesanato, música, dança, guerra e entretenimento) (L. C. Bortoleto, 2008).
Pontos comuns notados nas obras referenciadas nesta pesquisa é que as aulas de iniciação normalmente são de acrobacia, que é a disciplina básica do circo. Seja a aula de acrobacia de solo, coletiva ou aérea, sob a supervisão de dois professores que dirigem os exercícios e promovem segurança dos alunos.
Dentre as acrobacias de solo consideradas básicas, relativamente rápidas de serem aprendidas e realizadas com eficiência, está à acrobacia de solo ou rolamento para frente e para trás, mais conhecido como cambalhotas. O rolamento para frente, ou ainda a “cambalhota”, é uma acrobacia elementar, de baixo impacto por manter o corpo próximo ao corpo e ser executada sem grandes necessidades energéticas ou condições corporais (físicas, emocionais, entre