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Integração Escolar do Aluno com Necessidades Educativas Especiais Especiais

CAPÍTULO IV - Estratégias de Intervenção para o Combate ao Absentismo Escolar ao Absentismo Escolar

4.2. Integração Escolar do Aluno com Necessidades Educativas Especiais Especiais

Os desafios do ensino actual, exigem das famílias, dos professores, dos dirigentes e do próprio aluno, uma maior atenção e disposição no investimento de esforços, para criação de condições e ambiente que favoreçam o ensino e aprendizagem como processo, seus efeitos transformem o cidadão num ser competente, hábil e capaz de agir por si e com os outros, para resolver os problemas ou enfrentar com sucesso os desafios do dia-a-dia.

Esta exigência, é ainda maior e redobrada, nas circunstâncias em que aquele cidadão, devido a vários factores da vida, tem uma deficiência ou dificuldade, está limitado ou incapacitado para agir activamente ou actuar de acordo as necessidades ou as tarefas que lhe são propostas, acrescido com o preconceito dos outros devido a sua limitação e incapacidade, lhe obstaculizam ou barram o seu direito de igualdade de oportunidade. Rodrigues (2011) esclarece que todos somos iguais em dignidade, condições e direitos, mas ao mesmo tempo como humanos, na sociedade somos diferentes e que a diferença não deve gerar sentimentos de super autovalorizarão ou sentimento de desvalorização e descriminação do outro quando com uma certa deficiência tem limitações ou auto isolamento por se sentir inútil, inválido ou incapaz de dar uma contribuição para o bem da sociedade onde deve estar inserido.

A família e a escola, têm este grande desafio, em proporcionar a integração escolar da criança com necessidades educativas especiais. Este processo começa em casa.

Para Fernandes (2011) “a integração é o processo através do qual crianças com necessidades educativas específicas são apoiadas individualmente, de forma a poderem participar no programa da escola” (p. 4).

Rodrigues (2011) salienta que a integração ou inclusão, são todas as maneiras em que a família participa no processo inclusivo da criança, promovendo o seu desenvolvimento, definindo os objectivos e alimentando a sua esperança, sabendo que a criança é uma nova pessoa e diferente dos outros mas que tem os mesmos direitos que os outros.

A integração consiste em reunir e colocar no mesmo sistema de ensino ou na mesma sala alunos com necessidades educativas especiais junto dos alunos considerados normais para o exercício da actividades académicas e sociais conjunta, isto requer a utilização máxima das capacidades dos alunos, permitir a sua efectiva participação nas tarefas escolares através da selecção dos recursos de apoio de acordo as dificuldades individuais que as escolas devem identificar e a redefinição ou melhorias dos currículos que atendam as necessidades particulares para uma boa integração escolar. Birch & Correia citados pela (Fernandes, 2011).

Para Doron e Parot (2001) entendem que a integração escolar consiste em reunir nas mesmas classes alunos com deficiências (motoras, visuais ou auditivas) para se evitar o isolamento social ou a descriminação.

São alunos deficientes os que são portadores de deficiência e que precisam ser acolhidos e integrados no sistema escolar. Para Fernandes (2011) a pessoa portadora de deficiência é “aquela que por motivo de anomalia congénita ou adquirida, se encontra em situação de desvantagem para o exercício de actividades consideradas normais em virtude da diminuição das suas capacidades físicas e intelectuais. A integração

pressupõe uma plena e activa participação desta pessoa na vida social e económica e uma maior autonomia possível”. (p. 32).

Por outro lado, a integração escolar da criança, do adolescente ou do jovem, não se resume simplesmente em coloca-lo em ambiente escolar com os outros, é preciso que a escola compreenda quais são as suas limitações e criar condições de acomodação e adaptação para participar activamente nas actividades pedagógicas programadas pelo professor. É tarefa da escola, dos professores, das famílias conhecer as necessidades especiais dos alunos que influenciam na dificuldade de aprendizagem.

Para Correia (1990) citado por Fernandes (2011) “o conceito de necessidades educativas especiais aplica-se as crianças e adolescente com problemas sensoriais, físicos, intelectuais e emocionais e também com dificuldades de aprendizagem derivadas de factores orgânicos ou ambientais” (p. 7).

O desconhecimento das necessidades da criança na escola, torna-a vulnerável e vítima das injustiças ou descriminação escolar e pode leva-la ao insucesso, absentismo ou mesmo o abandono escolar. As dificuldades escolares “podem ser um problema novo, passageiro ou duradouro que tem origem numa deficiência mental ou em desarmonias cognitivas, dificuldades que podem estar ligadas a uma evolução desfavorável de condutas ou roturas associadas ao absentismo, ao desinvestimento nos estudos ou a uma revolta sistemática ou violenta” (Doron e Parot, 2011 p. 240).

As dificuldades escolar associada a fraca atenção dos educadores na identificação das necessidades educativas especiais dos seus educandos e a falta de superação destas dificuldades, influencia bastante na assiduidade e no cumprimento das tarefas escolares do aluno. Para tal, é importante que a criança seja integrada na vida escolar. Só que será necessário proporcionar condições ideais para que o ensino da

criança com NEE14 se desenrole no mesmo ambiente com criança normal, maior rigor na tomada de decisões para atender problemas de alunos com dificuldades, formação de equipas multidisciplinares para avaliar e identificar casos específicos de alunos com dificuldades especiais para melhor atendimento, formação especializada de professores na área de NEE para ajudarem na integração, atendimento, avaliação e garantia de um ensino de qualidade dos alunos com NEE, aquisição e distribuição de materiais específicos de educação especial: Kits pedagógicos, kits didácticos, máquinas braille, pautas e punção (Fernandes, 2011).

Cabe a educação especial o seguinte: “Proporcionar uma educação adequada às crianças e jovens adolescentes com dificuldade de enquadramento social, possibilitar o máximo desenvolvimento das capacidades físicas e intelectuais dos deficientes, apoiar e esclarecer as famílias nas tarefas que lhes cabem relativamente aos deficientes, permitindo à estes uma fácil adaptação no meio sociofamiliar, apoiar o deficiente com vista a salvaguardar o equilíbrio emocional, reduzir as limitações que são determinadas pela deficiência e preparar o deficiente para a sua integração na vida activa” (Fernandes, 2011, p. 30).

A integração escolar de alunos com Necessidades Educativas Especiais, requer dos professores integrarem os alunos nas tarefas da escola atribuindo-lhes responsabilidades específicas, assistência dos professores enquanto executam as tarefas, selecção e disposição dos mesmos conteúdos e realização das mesmas provas, benefício de apoios dos colegas na sala de aulas e dos funcionários da escola. Fernandes (2011).

Neste contexto a integração escolar do aluno com necessidade educativas especiais, começa pela identificação do tipo de dificuldade que apresenta, organização

de condições para o seu enquadramento, formação especializada dos professores, obtenção dos recursos didácticos e outros equipamentos de acordo a sua deficiência, selecção dos conteúdos para casos mais específicos e a sensibilização das famílias, os alunos como colegas, dos professores e de todos os funcionários para o tratamento e atendimento indiferenciado deste aluno diferente dos outros e ao mesmo tempo igualdade nos direitos ao ensino.

4.3. Envolvimento de Pais e Encarregados de Educação na gestão