• Nenhum resultado encontrado

Capítulo 7: Conclusão onde apresentaremos as conclusões do trabalho,

2 A Sociedade em Rede

2.4. Interfaces Responsivas

Interfaces responsivas são aplicativos (Apps) desenvolvidos ou adaptados para serem capazes de responder ao formato de tela do dispositivo de onde está sendo acessado um conteúdo web qualquer, pois existe uma grande diversidade de dispositivos com características muito distintas entre eles para acessar o mesmo conteúdo. Este fato faz a importância de um sistema amigável deixar de ser opcional (o qual era há algum tempo atrás) e passar a se tornar obrigatório para quem deseja entregar o conteúdo da melhor forma possível para o usuário, pois, para acessar a internet usando, tablets, celulares e desktops onde os mesmos possuem diferentes tamanhos de tela, assim como diferentes resoluções onde seriam necessárias diversas rolagens de páginas tanto verticais quanto horizontais, para que todo o conteúdo pudesse ser lido em dispositivos móveis.

Apesar de existirem diversas técnicas e ferramentas para construir interfaces responsivas, cada uma com suas vantagens ou, ainda, evoluções de técnicas usadas anteriormente e hoje obsoletas, são primordiais e mais importantes do que qualquer questão, a forma como entregamos o conteúdo. Independente de qual técnica será usada, o mais importante é o usuário conseguir acessar o conteúdo da melhor forma e mais eficiente possível.

A interface responsiva que é usada nos mais variados aplicativos atuais é muito importante na sociedade contemporânea, pois a mesma vem satisfazer uma das necessidades da sociedade em rede que é a tecnologia móvel digital usada nos

dispositivos móveis onde é considerada como uma das soluções práticas de acesso à Internet mais importantes da contemporaneidade.

Hoje o cenário é totalmente diferente. Os celulares até mesmo os mais simples dispõem de browsers ou navegadores para estes acessos. Há também os Tablets que agora trazem flexibilidade para usuários que querem algo mais prático que um notebook e mais confortável que um smartphone onde esses dispositivos móveis são levados, carregados ou transportados conosco para lugares diversos aonde precisamos ir.

Conforme aponta Lemos (2007a), a mobilidade se apresenta em três tipos: a primeira - marcada pelo início da modernidade e desenvolvimento das cidades - é a física e denota o movimento de objetos, pessoas, corpos; a mobilidade do pensamento é a segunda, e a terceira dimensão é a informacional-virtual, responsável pela constante circulação de informações na rede. Assim, entende-se que a mobilidade é potencializada pelos dispositivos móveis, presentes no cotidiano através das tecnologias móveis, como smatphones, tablets, celulares, palms, laptops, dentre outros que massivamente surgem.

Nesse sentido, as tecnologias digitais têm exemplificado toda a rapidez oportunizada pela cibercultura: novos aparelhos, descobertas, uso de redes WiFi, gadgets cada vez menores e mais potentes e os inúmeros delineamentos de posturas desencadeadas pelas tecnologias móveis, tanto no que diz respeito às relações de trabalho quanto no lazer, entretenimento e informação. A comunicação móvel, por sua vez, também sofreu influências: através de um artefato conectado à rede, pode-se transmitir/receber em tempo real qualquer notícia, estabelecer conversas, produzir e socializar vídeos, fazer fotos e toda uma gama de possibilidades.

Nos cotidianos, nas mais distintas esferas, a naturalidade com a qual essas tecnologias e incorporaram na cultura não causa mais estranhamento, estão, sem dúvida alguma, por toda a parte e se transformaram em verdadeiros apêndices do homem atual: são vísceras digitais, extensões do corpo humano e elementos de status. Se antigamente o que unia os homens era a proximidade geográfica, na era da conexão constante o que os une são os gostos individuais dissolvidos na pluralidade e na diversidade cada vez mais conhecida pela imersão nas redes, que se aglutinam através do contato ciberespacial realizado no deslizar dos dedos nas telas touch screen.

Desse modo, as tecnologias móveis ressignificam determinados conceitos como privacidade, intimidade, território e distância. Isto posto, é pertinente que reflitamos

sobre as modificações ocasionadas pelo constante uso das tecnologias móveis. Aproximamos-nos, pois, do que assevera Santaella (2010, p.11):

Entre muitas outras mudanças ocasionadas pela mobilidade virtual, a da dimensão do espaço-tempo destaca-se e desenvolve-se sob a enorme influência das tecnologias móveis na vida cotidiana, quando longe de quebrar o tempo em pedaços, o celular, na realidade, fez emergir uma síntese inédita do tempo mecânico com o tempo orgânico.

Mediante as visíveis transformações oriundas do uso das tecnologias móveis na sociedade, a mobilidade se configura como um objeto de estudo em ascensão.

Por esse e outros motivos, consideramos interessante o desenvolvimento da solução do RPG móvel, pois segundo as “Normas da Geração Internet” citadas pelo Tapscott (2010, p. 48-50):

Os jovens querem liberdade; adoram personalizar e customizar – as configurações dos aparelhos (computadores, celulares, smartphones, tablets e videogames), os sites que frequentam, a forma das notícias que leem, os conteúdos acessados; são novos investigadores – buscam informações sobre pessoas, empresas, lugares, produtos, acontecimentos; procuram integridade e abertura – no sentido do que comprar e onde comprar, bem como muitas vezes analisam se os valores de determinada empresa/produto estão em conexão com os seus próprios princípios e valores; desejam diversão e entretenimento no trabalho; é a geração da colaboração e do relacionamento – estão nas redes sociais e a todo instante compartilham informações e produzem conhecimento, estão imersos em jogos digitais, jogando coletivamente e participam de comunidades virtuais, trocam mensagem de texto via aplicativos, socializam fotos, músicas, fotografias via bluetooth; precisam de velocidade de conexão e são inovadores, entre outros.

Como bem podemos avaliar, os avanços tecnológicos que impulsionam os avanços sociais nos trouxeram novas tecnologias como: os dispositivos móveis (smartfones, tablets, etc.), browsers, desktops, e tudo isso cria conexões, trabalhos compartilhados, trabalhos coletivos que ampliam as conexões como tendências dessa nossa sociedade em rede na contemporaneidade.

Por tudo isso o RPGAD móvel adota uma interface responsiva para responder a essa sociedade porque o que nós vamos desenvolver é mais uma tecnologia de compartilhamento e de conexão, por tanto, atende a essa sociedade que está surgindo.

2.5. Os Jogos

Os jogos, principalmente os dos tipos digitais, são de grande valia como ferramenta para adequar o desenvolvimento psíquico emocional ao raciocínio lógico. As tarefas precisam ser armazenadas como num grande jogo de interesses interativos que provoque o uso da pesquisa já tão tracejada para amplitude de conhecimentos. É de fato a descoberta do lúdico que se projeta para fora do ser enquanto joga.

Para atender ao avanço de compartilhamento que é a principal característica dessa sociedade em rede é que nós estamos optando pela solução recursiva, pois ela representa esta sociedade em rede ao extremo, pois cria nós, relacionamentos e o celular faz isso muito mais que os outros dispositivos e é esta tendência que nos leva a optar pela solução recursiva, pois atende ao modelo dessa sociedade em rede.

Portanto a nossa solução responde e atende ao quadro social dessa sociedade conectada.