4.1 O tradutor-intérprete de conferências para o SSI
A interpretação do SSI surge ao mesmo tempo em que os eventos da World
Federation of the Deaf (WFD) começam a ter maior divulgação entre a comuni-
dade surda internacional. A WFD, a fim de facilitar a comunicação entre os par- ticipantes, disponibilizou intérpretes conhecedores do SSI às representações dos diferentes países.
De acordo com Bill Moody (1994), foi no início dos anos oitenta que os linguistas começaram a considerar este sistema como um objeto de estudo e, em Bristol, em 1985, um grupo de linguistas organizou os primeiros Seminários para Pesquisadores Surdos, nos quais o meio de comunicação utilizado foi o SSI. Outro passo é a publicação do artigo de Bencie Woll, “Perspectivas Internacionales de la Comunicación en Lengua de Signos” (Perspectivas Internacionais da Comunica- ção na Língua de Sinais) (1990), na Revista Internacional sobre la lingüística de los
Signos.
Segundo Ana Moreno e outros (2005: 65), William Moody foi um desses intérpretes e conta sua experiência na palestra International Sign: language, pidgin
or charade? (1994), apresentada na Universidade de Durham. Salienta como ele e
seus colegas tiveram que complementar seus conhecimentos de SSI com diferentes recursos de interpretação para que a audiência os compreendesse. A audiência era proveniente da Europa e da América do Sul e, embora com algumas dificuldades, foi capaz de compreender as interpretações. Explica também que a possibilidade de interagir com a audiência facilitou muito seu trabalho, pois podia discernir se os destinatários estavam entendendo-o ou não. A partir dessas primeiras expe- riências nos congressos na Finlândia (1987) e no Japão (1991), foram formadas equipes de intérpretes às quais se solicitou o uso de todos os recursos necessários, além dos termos de Gestuno, para que os participantes pudessem ter acesso à in- formação.
Dispor de intérpretes de SSI acendeu o debate em toda a comunidade surda internacional. Desde então, nas reuniões da WFD, o SSI é uma das línguas oficiais e é garantida a presença de intérpretes para SSI para as delegações participantes que não disponham de intérpretes da sua própria de língua.
Embora o processo de formação destes primeiros profissionais tenha acon- tecido de forma espontânea à medida que os intérpretes trabalhavam em diferen- tes eventos internacionais, é necessário um ensino formal para se conseguir profis- sionais de qualidade. Na Espanha, o ensino e aprendizagem do SSI estão incluídas
no ciclo de formação de grau superior correspondente ao título de Técnico Supe- rior en Interpretación de la Lengua de Signos (Técnico Superior em Interpretação da Língua de Sinais) (Real Decreto 1266/1997 de 24 de julho).
Na Espanha, além de existirem poucos estudos sobre a interpretação para SSI, a formação de intérpretes para SSI é escassa, está reduzida a uma matéria em um curso de ensino técnico lecionado por professores geralmente pouco qualifica- dos. Os intérpretes de SSI do estado espanhol mais reconhecidos são autodidatas falantes nativos da língua de sinais ou C.O.D.A. (Child Of Deaf Adult). Tampouco existe uma associação de intérpretes de SSI, o que aumenta ainda mais a dificul- dade na interpretação.
O intérprete, consciente de que o sucesso de uma boa interpretação é mar- cado pela realização de uma comunicação total e pela transmissão completa da mensagem, procura rentabilizar todos os recursos das línguas de sinais que estão à sua disposição para facilitar a intercompreensão. Uma das recomendações que Moreno e outros (2005) fazem para a interpretação para SSI é reduzir a mensagem à sua ideia principal, isto é, o intérprete da língua de sinais recebe uma grande quantidade de informação que adapta ao SSI, resumindo as ideias principais da mensagem e ignorando a informação que não afeta a mensagem. Em nosso caso, tentamos ir mais além da tradução especializada para a língua de sinais, para esta seja o mais fiel possível e, assim, testar o SSI como uma ferramenta eficaz para a divulgação científica.
Além disso, a criatividade do falante ou interprete para SSI, o domínio da sua própria língua de sinais nacional, seus conhecimentos sobre o tema da comu- nicação, seu domínio de classificadores e do espaço, e sua capacidade de imagina- ção para recorrer a explicações quando não exista um sinal serão fulcrais para que os destinatários da mensagem a compreendam de forma rápida e clara.
Também o contexto em que a comunicação ocorre influenciará significa- tivamente o léxico. Geralmente, existe um acordo prévio entre os participantes e, em alguns casos, pode se recorrer à língua de sinais do país onde o encontro acontece. Os melhores intérpretes de SSI não são os que usam escrupulosamente os sinais internacionais padronizados, mas aqueles que usam sua criatividade e flexibilidade para transmitir o sentido do que se deseja expressar.
Como princípios básicos que ajudam a melhorar a qualidade da interpre- tação para SSI18 poderíamos considerar a) a preferência pelos sinais mais icônicos
da língua de sinais nacional, até mesmo tornando-os redundantes até que sejam claros para emissor e receptor, b) o conhecimento de mais do que uma língua de sinais, c) a adaptação do nível de intercompreensão, e d) o uso do contexto como apoio à comunicação, visualizando e localizando no ambiente os referentes da in- terpretação. A estas produtivas estratégias em SSI podemos acrescentar os conhe- cidos princípios gerais de interpretação em línguas de sinais naturais:
1. É recomendável sinalizar de forma clara e com amplitude19 em todas as
interpretações.
2. Rentabilizar os sinais que foram descodificados do interlocutor e, inclu- sive, usar sinais combinados previamente, facilita a comunicação. 3. Utilizar sinais do ambiente no qual esteja ocorrendo a interpretação
permite conseguir uma maior intensidade comunicativa.
4. Citar experiências comuns vividas com os destinatários da interpreta- ção.
5. Personalizar a interpretação assumindo personagens para expressar sentimentos ou reações.
6. Reforçar e dar uma ênfase especial aos sinais suscetíveis de dúvida ajuda a dissipar possíveis confusões.
7. Usar a vocalização como apoio para uma melhor compreensão da men- sagem20 costuma dar bons resultados. Geralmente, a vocalização nas
línguas nacionais acompanha os nomes próprios.
8. Limitar-se à informação essencial da mensagem, eliminado em caso de necessidade aquela que possa ser supérflua.
9. Recorrer à paráfrase (explicar os sinais com outras palavras quando não existam nessa língua ou não são conhecidos).
10. Ser o mais flexível possível.
11. Reforçar um sinal realizando-o de maneira bimanual21.
12. Reduzir a densidade léxica a favor de uma maior utilização de recursos gramaticais e gestuais.
13. Eliminar o excessivamente redundante e dar ênfase ao que se considere ser conveniente ou necessário.
14. Ter capacidade de improvisação e imaginação.
15. Aumentar a duração do tempo de “lacuna”, isto é, o tempo que decorre desde que o orador começa a falar até que o intérprete o faz. Isto per- mite ao intérprete pensar melhor a respeito de como vai transmitir o conteúdo do que lhe estão dizendo.
19 Locker MacKee e Napier (2002: 33): “Interpreters used an expanded signing space and size, marked by elbow and arm extension [...] Platform interpreting inherently demands more expan- sive signing, but when viewed alongside national sign interpreters, the signing size and space of the international interpreters appeared slightly larger, even for this context [...] Presumably an amplified message is an adaptation to enhance clarity and comprehensibility”
20 Por razões óbvias, esta técnica não é usada com tanta frequência como na interpretação das lín- guas de sinais nacionais e, quando se recorre a ela, normalmente isso é feito em inglês (a língua oral mais utilizada neste tipo de encontros e conferências internacionais), por se presumir que será a mais reconhecida pela audiência.
21 Rachel Locker MacKee e Jemima Napier (2002: 34): “Interpreters were also observed to amplify the message by producing double-handed signs where a one-handed sign could optionally (or creatively) be produced”.
4.2 Criação de novos termos científicos
Para os surdos, cuja língua natural é de natureza viso-gestual, as línguas orais em forma escrita, como o espanhol ou o galego, são segundas ou terceiras línguas com dificuldades especiais de aprendizagem e, portanto, ao contrário do que se poderia pensar, a compreensão e a expressão em língua escrita pelas pesso- as surdas são limitadas.
Atualmente, é fundamental proporcionar aos surdos do século XXI con- teúdos científicos e culturais de qualidade em sua própria língua. O Campus do Mar, com o apoio de organismos financiadores, criou o SÓNAR, um portal que tem como objetivo aproximar a ciência à comunidade de surdos espanhola e de todo o mundo, além de se tornar um líder na adaptação de conteúdos educativos e informativos de caráter científico-marinho22.
Para superar as diferenças entre diferentes línguas de sinais, muitos pesqui- sadores em linguística de línguas de sinais propõem a utilização da língua de sinais americana como língua franca, mas a comunidade de surdos tem evidenciado sua preferência pelo uso de SSI em seus eventos internacionais. Nosso grupo de pes- quisa optou por utilizar a LSE e o SSI no processo de tradução.
A LSE foi, até há dois anos, a língua-alvo das traduções do nosso grupo de pesquisa; no entanto, graças à participação no projeto Campus do Mar começa- mos a trabalhar com o SSI. Para isso, contamos com a colaboração de investiga- dores surdos e ouvintes oriundos da Europa e da América e juntos trabalhamos na tradução de textos científicos do Campus do Mar e elaboramos dicionários especializados de LSE e SSI com a finalidade de permitir o acesso à ciência tanto a surdos como a ouvintes de todo o mundo. Desenvolver estas linguagens específi- cas abre o caminho à integração dos surdos nas universidades.
Queremos também contribuir com ideias para que o profissional da inter- pretação e tradução para LSE e SSI possa desenvolver competências adequadas que lhe permitam, além de se aproximar do conhecimento da linguagem científica e acadêmica, adquirir capacidades que lhe darão respostas satisfatórias aos proble- mas enfrentados na tradução-interpretação de textos científicos.
4.3 Protocolo de tradução de textos científicos para SSI
O SSI tem demonstrado sua capacidade como ferramenta de comunicação nos eventos internacionais da comunidade de surdos. Nosso objetivo é transferir esta eficácia para a tradução de línguas de especialidade do âmbito científico-mari- nho, um desafio difícil pela inexistência de textos específicos deste âmbito em SSI.
22 No projeto de linguagens específicas em LSE e SSI participam os linguistas (Inmaculada C. Báez e Ana Fernández), validadores e sinalizadores de LSE e SSI (María Bao, Rayco González, Ruth Lamas, Manuel Lema, Mónica Martínez, Alba Puentes, José López e Marianne Stumpf), assessores e tradutores de línguas orais (Marta Peláez e Herminda Otero).
Os conteúdos com os quais trabalhamos são, originalmente, vídeos de di- vulgação, conferências, etc. do âmbito científico-marinho.
Nosso atual processo de tradução de textos científicos para línguas de sinais (LSE e SSI) se baseia nas recomendações feitas por Báez (2012) e tem como obje- tivo alcançar uma boa produção de traduções em termos de qualidade e quantida- de, assim como sua padronização, para criar um protocolo de tradução de textos científicos para línguas de sinais. O processo de tradução seguido pelo nosso gru- po de pesquisa, no qual estão envolvidos pesquisadores/as de língua de sinais, in- terpretes e tradutores de língua de sinais, assessores/as linguísticos de línguas orais e de sinais, técnicos/as de áudio, vídeo e de programação, abrange os seguintes passos: a) recebimento do texto, b) análise e tradução, c) comentário da tradução, d) contagem de tempo do texto audiovisual, e) estúdio de gravação, f) validação do texto em SSI, g) revisão e edição.
a) Recebimento do texto
O tradutor deve estudar o texto em profundidade para poder interpretá-lo com rigor e precisão. Conhecer as fontes de documentação especializada disponí- veis relacionadas com o campo científico em que se enquadra o texto é imprescin- dível para realizar seu trabalho da maneira mais adequada.
b) Analise e tradução
A segunda fase está centrada não só em localizar a terminologia específica para encontrar seus equivalentes em SSI e as palavras ou expressões que possam apresentar dificuldades na tradução, mas também no compartilhamento das suas dificuldades com os outros intérpretes.
Nossas fontes principais são o A Handbook on International Sign / Manual
de Signos Internacionales (CNSE, 2007), Interpretación del Sistema de Signos Inter- nacional (CNSE, 2005) e, online, www.sematos.eu. Encontramos também páginas
online que apresentam conteúdos em SSI que oferecem, além de documentação terminológica, informação do tipo fraseológico, estilístico e pragmático do SSI: por exemplo, www.wfd.org (site da World Federation of the Deaf) e www.cnlse.es (site do Centro de Normalización Lingüística de la Lengua de Signos Española). Igualmente, os textos em língua de sinais em SSI em sites como, por exemplo, www.spreadthesign.com/es23 ou www.youtube.com24 podem fornecer informação
que determinará a qualidade da tradução.
A incipiente tradução científica para LSE e SSI, juntamente com a falta de fontes de informação adequadas exigem, em muitos casos, a criação de novos ter- mos acordados pelos participantes da tradução. Para a criação de termos científi-
23 Reúne em seu site uma terminologia em diferentes línguas de sinais mundiais que podem ajudar o tradutor a selecionar um empréstimo lexical, caso não encontre o equivalente em SSI de um termo científico, onde o selecionado seja o mais compreensível entre os usuários de diferentes línguas de sinais.
24 Fornece material em sinais da American Sign Language e legendas, tanto em Inglês como em espa- nhol, como suporte para a detecção de empréstimos de termos científicos.
cos em SSI, o tradutor deve aplicar as técnicas de tradução e interpretação, algu- mas das quais são semelhantes às utilizadas nas línguas orais como, por exemplo, adaptação ou tradução livre25 ou as perífrases e as paráfrases (Báez e Fernández,
2010). Outras estratégias são específicas das línguas de sinais: por exemplo, os classificadores, um dos recursos mais utilizados caso não se encontre o sinal cien- tífico (aqui a colaboração de assessores surdos será muito importante pela sua contribuição como nativos para criar os classificadores que melhor clarifiquem o termo e o tornem mais representativo); o datilológico, que em nossas traduções é muito limitado e que tentamos suprir com outros recursos oferecidos pelas novas tecnologias. Procuramos fazer com que os termos científicos não sejam soletra- dos, mas que sejam sinalizados diretamente com o sinal selecionado e, ao mesmo tempo, apareça na tela um banner com o nome científico em questão; desta forma a tradução não se atrasará pelo uso da datilologia e o receptor receberá a informa- ção completa.
Também encontramos palavras e expressões (não específicas do âmbito) que podem ser complicadas, mas seguindo WDF (2007)26, e Moreno e outros
(2005), nesses casos, o intérprete de SSI deve fazer com que o discurso seja repre-
sentativo, aproveitando suas capacidades em uma língua de signos natural. Nossas
traduções para SSI como língua-alvo provem da LSE; assim, partimos de estrutu- ras linguísticas próprias das línguas viso-gestuais, porque trabalhar com línguas que compartilham o mesmo canal de comunicação facilita o trabalho de tradução. Da mesma forma, o domínio, por parte do intérprete, do uso do espaço linguístico e dos classificadores favorecerá a criação de um discurso claro e acessível para o usuário.
c) Comentário da tradução
Esse passo do processo depende do profissional e da sua capacidade de se lembrar da tradução preparada no momento da gravação no estúdio da peça au- diovisual. Graças às novas tecnologias os tradutores têm a possibilidade de usar um teleprompter que projete a tradução comentada e realizar a chamada tradução
à vista, de forma que lhes sirva de guia, evitando a improvisação caso não se lem-
brem de como tinham traduzido alguma parte da peça. Em qualquer caso, é reco- mendável o comentário da tradução para que, no futuro, possam ser incorporadas as legendas à gravação.
d) Minutagem do texto audiovisual
No início, a minutagem da peça audiovisual era realizada pelos técnicos audiovisuais seguindo critérios de intervalos de tempo no meio das pausas do dis-
25 Através da qual o tradutor transpõe a realidade cultural ou social do texto-fonte para o equivalente no texto traduzido, que é mais acessível e comum para os usuários da língua-alvo.
26 A Handbook on International Sign / Manual de Signos Internacionales (Manual de Signos Inter- nacionais) (WFD, 2007).
curso do orador ou da voz em off. Esta minutagem era transferida aos tradutores que se deparavam com ideias cortadas, o que resultava num discurso, por vezes, desconexo. Oferecemo-nos para que fosse o próprio tradutor a fazer os cortes, o que resolveu o problema. Os cortes têm no mínimo dez minutos e no máximo doze minutos.
e) Estúdio de gravação
Chegamos ao momento da gravação em estúdio do texto traduzido. A peça audiovisual já está cortada para evitar peças com falhas e diminuir ao máximo o tempo no estúdio de gravação, quer seja para prevenir o cansaço do intérprete ou para não aumentar as despesas no aluguel do estúdio. Portanto, é muito importan- te preparar muito bem a tradução da peça e usar todos os recursos ao alcance da equipe de intérpretes para isso.
As novas tecnologias facilitam muitíssimo nosso trabalho e, todos os dias, tentamos procurar todas as ferramentas que nos possam ajudar a superar todos os obstáculos.
Atualmente, estamos testando o uso do teleprompter para a visualização dos comentários da tradução que, junto com o áudio e o vídeo, está nos trazendo resultados positivos. Estamos também experimentando novos aplicativos para a desaceleração do discurso do orador ou da voz off, sem alterar a modulação da voz para conseguir superar um dos maiores obstáculos que encontramos na realização do nosso trabalho, a velocidade do áudio. Todos os intérpretes profis- sionais sabem a que nos referimos, já que a qualidade da tradução vai depender de se o discurso é muito rápido ou não, da clareza na vocalização, etc. algo que, até agora, era impossível de resolver. Estes novos aplicativos nos permitem di- minuir a velocidade, tornando assim possível transmitir todas as informações da maneira mais adequada.
f) Validação do texto em SSI
Uma vez gravada a tradução da peça e antes de ser editada e pós-produzida, a gravação é enviada à equipe de validadores que colaboram com nosso grupo de pesquisa. Este é formado por um mesmo número de ouvintes e de surdos que tem que preencher uma ficha de validação criada por nós. Os critérios de validação estão divididos em três blocos: os dois primeiros têm em conta a fluência, a velo- cidade e a inteligibilidade do discurso do intérprete, assim como a coerênc ia e a conexão de ideias e a fidelidade ao texto original27. O validador deve comentar o
que lhe parece relevante e opinar se seria adequado repetir a peça ou não.
27 As traduções são feitas da LSE para o SSI para que os validadores surdos possam avaliar este pon- to, já que o texto original é um texto de sinais.
Uma vez preenchida, a matriz de avaliação é devolvida à equipe de tra- dução, que decide, no caso de um validador ter considerado a possibilidade de repetir a peça, se deve ser repetida ou não.
g) Revisão e edição
Até agora, as gravações de sinais são apresentadas sem legendas em inglês, mas estamos trabalhando para poder enriquecê-las através de um software que permita a legendagem do áudio para produzir peças mais completas do ponto de vista da acessibilidade.
A equipe envia a peça final para a edição e pós-produção e em seguida, é feito o upload da gravação na plataforma em rede.
5 Prospectiva
O SSI não é uma língua natural adquirida na infância, mas é uma língua cultivada que resulta da adaptação dos elementos comuns das línguas de sinais naturais. As diferenças fundamentais entre as línguas de sinais residem no léxico, de modo que analisamos os princípios da criação do SSI, já que padronizar a ter- minologia científica permitirá sua consolidação.
Os intérpretes do SSI e os usuários habituados a este tipo de situações de interpretação, nos quais o intérprete classifica e organiza a informação que recebe, analisa, seleciona e transmite a mensagem. De forma simultânea, a pessoa surda