2.1.
Nemátodo-da-madeira-do-pinheiro ... 52
2.2.
Cancro-resinoso-do-pinheiro ... 55
2.3.
Vespa-das-galhas-do-castanheiro ... 57
2.4.
Morte-súbita-dos-carvalhos... 57
2.5.
Anoplophora chinensis ... 58
2.6.
Murchidão-do-freixo ... 58
3.
Resultados ... 58
3.1.
Nemátodo-da-madeira-do-pinheiro ... 59
3.2.
Cancro-resinoso-do-pinheiro ... 63
3.3.
Vespa-das-galhas-do-castanheiro ... 63
3.4.
Morte-súbita-dos-carvalhos... 64
3.5.
Anoplophora chinensis ... 64
3.6.
Murchidão-do-freixo ... 647
4.
Notas finais ... 65
RELATÓRIO
51
1. INTRODUÇÃO
As florestas são importantes recursos globais que fornecem uma gama variada de benefícios ambientais, culturais, económicos e sociais e de produtos naturais renováveis como madeira, combustíveis, fibras, recursos alimentares e químicos, com inúmeras aplicações, com clara influência na vivência das comunidades rurais. Ao nível do ecossistema, fornecem serviços vitais, designadamente, no combate à desertificação, proteção de cursos de água, regulação climática, manutenção da biodiversidade e preservação de valores sociais e culturais.
Acontece que a circulação global de espécimes florestais e dos seus produtos e subprodutos, devida ao comércio, exploração de novas oportunidades de mercado e fluxos humanos é, hoje em dia, uma ameaça à sanidade florestal das principais essências florestais e, logo, à sua sustentabilidade e das fileiras nelas assentes. Com efeito, o estado fitossanitário das manchas florestais que integram as explorações agrárias é fator determinante da sua sustentabilidade, uma vez que os estragos e prejuízos causados por agentes bióticos nocivos podem comprometer os objetivos da gestão florestal, sejam eles de proteção ou de produção de bens diretos ou indiretos.
Como exemplo de problemas fitossanitários detetados em Portugal e resultantes da circulação de material lenhoso e de plantas, citam-se a murchidão-dos-pinheiros, causada pelo nemátodo-da-madeira-do-pinheiro (Bursaphelenchus xylophilus), o cancro-resinoso-do-pinheiro, causado pelo fungo Fusarium circinatum ou a vespa-das-galhas-do-castanheiro (Dryocosmus kuriphilus), todos classificados como organismos prejudiciais para a União Europeia e identificados, pela Organização Europeia e Mediterrânica para a Proteção das Plantas (OEPP), como organismos de quarentena (Lista A2 da OEPP, 2014), existindo fortes restrições à circulação de plantas, material lenhoso, produtos e subprodutos das espécies florestais suas hospedeiras. Existem ainda outros agentes bióticos nocivos, considerados de quarentena, que embora não tendo sido detetados em Portugal, devem ser objeto de planos de contingência e consequentemente de ações de prospeção, no sentido de assegurar a sua deteção precoce e garantir uma rápida e efetiva resposta com vista à sua erradicação, em caso de deteção precoce.
Assumem pois extrema relevância, o estabelecimento de planos de ação para prospeção e monitorização de organismos de quarentena já existentes em Portugal e planos de contingência, para os agentes bióticos nocivos não detetados no nosso território, de modo a possibilitar a implementação de adequadas medidas preventivas, de erradicação e controlo.
Assim, o presente relatório relativo ao ano de 2014, apresenta os principais aspetos relacionados com a execução dos planos de atuação direcionados para os organismos de quarentena, nemátodo-da-madeira-do- pinheiro, cancro-resinoso-do-pinheiro e vespa-das-galhas-do-castanheiro, não só pelos impactes ecológicos e socioeconómicos que criam mas também pela obrigatoriedade legal da sua implementação. Também se apresenta a informação mais relevante relacionada com outros agentes bióticos nocivos (Chalara fraxinea, Phytophthora ramorum e Anoplophora chinensis), que não tendo sido detetados em Portugal, as espécies suas hospedeiras têm sido objeto de ações de prospeção.
RELATÓRIO
52
2. P
ROSPEÇÃO,
MONITORIZAÇÃO E CONTROLO DE ORGANISMOS DE QUARENTENATêm vindo a ser executados, pelo ICNF,I.P., autoridade florestal nacional, os planos de ação para prospeção e monitorização dirigidos aos organismos de quarentena (nemátodo-da-madeira-do-pinheiro e cancro- resinoso-do-pinheiro), atribuição acometida aos Estados-Membros pelos normativos comunitários em vigor, designadamente, a Decisão de Execução da Comissão 2012/535/UE, de 26 de setembro e a Decisão da Comissão n.º 2007/433/CE, de 18 de junho, que preveem a realização, pelos Estados-Membros, de pesquisas anuais oficiais para detetar a presença desses agentes bióticos no seu território, designadamente nas zonas isentas ou sem indícios de infestação.
Juntamente com as outras entidades envolvidas no plano de ação, o ICNF, I.P. realizou a prospeção, nas áreas florestais, do inseto Dryocosmus kuriphilus, o qual foi detetado em Portugal em junho de 2014 em áreas geridas para produção de castanha.
Adicionalmente, o ICNF, I.P. tem realizado ações de prospeção dirigidas para agentes bióticos nocivos não detetados em Portugal, Phytophthora ramorum e Anoplophora chinensis, tendo elaborado o primeiro Plano de contingência nacional, na área florestal, direcionado para o fungo Chalara fraxinea.
2.1. Nemátodo-da-madeira-do-pinheiro
O nemátodo-da-madeira-do-pinheiro (NMP) é um organismo originário da América do Norte, que foi pela primeira vez detetado na Europa em 1999, em Portugal, mais concretamente na península de Setúbal. Este agente biótico é considerado uma grave ameaça aos povoamentos de pinho, essencialmente de pinheiro- bravo, uma vez que é o agente causal da ‘doença da murchidão do pinheiro’.
Por esse motivo e dados os seus potenciais impactes ao nível ecológico, económico e social, é considerado organismo prejudicial ou de elevada nocividade para a União Europeia e identificado, pela OEPP como organismo de quarentena, existindo fortes restrições à circulação de plantas, material lenhoso, produtos e subprodutos das espécies suas hospedeiras [as espécies florestais gimnospérmicas, vulgarmente designadas por resinosas, dos géneros Abies Mill. (abetos), Cedrus Trew (cedros), Larix Mill. (larix), Picea A. Dietr. (piceas ou espruces), Pinus L. (pinheiros), Pseudotsuga Carr. (falsas -tsugas), e Tsuga Carr (tsugas), com exceção dos seus frutos e sementes], medidas preconizadas na Decisão de Execução da Comissão 2012/535/UE, de 26 de setembro e no decreto-lei n.º 95/2011, de 8 de agosto. As ações para operacionalização destas medidas estão atualmente consubstanciadas no Plano de Ação Nacional para Controlo do Nemátodo-da-Madeira-do- Pinheiro (PANCNMP).
Este plano de ação nacional, estabelecido em 2013 por um período de vigência de 5 anos (2013-2017), cuja execução é anualmente avaliada pela Comissão Europeia, através do Serviço Alimentar e Veterinário (SAV ou FVO, de Food and Veterinary Office), com o objetivo de verificar a implementação das medidas e ações de proteção fitossanitária preconizadas, integra igualmente as conclusões e recomendações que têm vindo a ser referenciadas e produzidas pelas aludidas Missões de Inspeção da Comissão Europeia.
De referir contudo que, pese embora o referido PANCNMP consagre um período de vigência de 5 anos, é, regra geral, reformulado em função dos resultados obtidos na realização das diferentes ações e
RELATÓRIO
53
desenvolvimentos em matéria de conhecimento científico dirigidos ao controlo do NMP, bem como em resultado de novas orientações comunitárias que possam surgir, como é o caso daquelas que presentemente estão a ser alvitradas por via da Task Force do NMP, grupo de trabalho que a Comissão Europeia criou em setembro de 2014 com o objetivo de identificar oportunidades de melhoria que ajudem as autoridades nacionais a tornar o processo de controlo o NMP mais eficaz e eficiente e que já reuniu por uma vez (novembro de 2014).
Das várias ações enquadradas no PANCNMP, destacam-se:
A prospeção de coníferas suscetíveis à infeção por NMP (coníferas hospedeiras), amostragem para teste da presença de NMP e monitorização, atividades consagradas no Plano anual de Prospeção e Monitorização dirigido a esse organismo de quarentena;
A eliminação de árvores suscetíveis;
A monitorização do inseto vetor e de outros agentes bióticos de declínio;
O controlo da circulação de material lenhoso e material de embalagem oriundo de coníferas hospedeiras de NMP, particularmente no que respeita à sua circulação para o exterior da Zona de Restrição e para a Zona Tampão e inspeção de unidades industriais que processam e tratam madeira e material de embalagem.
Prospeção e monitorização
Anualmente é realizada uma campanha de prospeção e amostragem em Portugal continental, direcionada para árvores com declínio, potencialmente indicadores da presença do NMP, nomeadamente, descoloradas, total ou parcialmente, tombadas, afogueadas e ardidas, com exceção dos exemplares totalmente destruídos por incêndios florestais, doravante designadas árvores com declínio. Muitas destas situações encontram-se associadas à presença de outros agentes bióticos nocivos, pelo que a identificação do NMP apenas pode ser comprovada através de análise laboratorial, razão pela qual se procede a uma intensa recolha de amostras de lenho, para, através de análise laboratorial se testar a presença de NMP.
Esta Prospeção tem como objetivo detetar a presença do NMP em Portugal, baseada na metodologia estabelecida no âmbito do Inventário Florestal Nacional (IFN5) e direcionada para parcelas com ocupação florestal de resinosas. Para além desta monitorização de abordagem sistemática, encontram-se também definidos planos específicos de prospeção e amostragem baseados no risco de dispersão do NMP, dirigidos à Zona Tampão (faixa de cerca de 20 km contígua à fronteira com Espanha estabelecida com vista a minimizar a possibilidade de dispersão do NMP para os outros Estados-Membros), a locais próximos a áreas afetadas pelo NMP e a outras áreas em que são evidentes sintomas de declínio, como por exemplo, as percorridas por incêndios florestais e periferia das mesmas e locais de concentração de material lenhoso de risco.
Particular enfoque tem sido conferido à Zona Tampão, tendo-se intensificado, a partir de 2013, a amostragem de árvores com sintomas de declínio.
Para além deste plano específico de amostragem dirigido à Zona Tampão, foi igualmente monitorizada a floresta de coníferas do restante território continental seguindo metodologia que consiste de uma
RELATÓRIO
54
abordagem sistemática, tendo por base a grelha de amostragem de 2x2 km estabelecida no âmbito do IFN e direcionada para parcelas com ocupação florestal de resinosas. Assim, das 12.000 parcelas do IFN com ocupação florestal foram constituídas, como base do plano anual de prospeção e monitorização, as 2.170 parcelas identificadas como ‘ocupação por resinosas’, designadamente Pinus pinaster, cada uma abrangendo uma área de 500 m2. Estas parcelas foram monitorizadas em 2008 e desde então a grelha tem sido deslocada 500 m do ponto original, na direção de cada um dos pontos cardeais, resultando na monitorização de 19.530 parcelas ao fim de 9 anos (considerado o ano de 2008 como ‘ano central’); nos casos em que a deslocação resulta em locais sem ocupação florestal por resinosas, monitoriza-se, complementarmente e sempre que possível, um local próximo. Decorridos seis anos de deslocação, em 2014 procedeu-se à rotação das parcelas para SE.
A análise laboratorial foi atribuída a vários laboratórios, aprovados pela DGAV, com vista a maximizar a celeridade de processamento das amostras e o tempo de resposta, sendo que foi conferida prioridade à amostragem na Zona Tampão e, bem assim, à sua respetiva análise laboratorial.
De referir ainda que, desde 2009, as ações de prospeção são relatadas (e georreferenciadas) numa interface específica do ICNF, o Sistema de Gestão de Informação de Sanidade Florestal, à qual têm acesso os técnicos responsáveis pelo planeamento das ações, os que procedem à amostragem in situ e bem assim os laboratórios que procedem à análise laboratorial, permitindo a análise dos resultados das campanhas de prospeção e monitorização praticamente em tempo real.
Em 2014, foi atualizado o Manual Procedimentos Internos – Prospeção Nacional do Nemátodo-da-madeira- do-pinheiro, incluindo disposições específicas sobre a metodologia de identificação, prospeção e amostragem de árvores com sintomas de declínio sitas na Zona Tampão de modo a cumprir com as exigências estabelecidas na legislação em vigor e com o respetivo esquema de amostragem definido pela EFSA (EFSA Supporting Publications 2012:EN-385).
Erradicação e gestão de declínio
A estratégia de atuação para o controlo do NMP, enquadra a realização de ações de eliminação de exemplares identificados com declínio, incluindo os localizados em áreas afetadas por incêndios e tempestades e, bem assim, a eliminação dos respetivos sobrantes, consideradas essenciais no referido processo de controlo, porquanto contribuem decisivamente para a diminuição dos níveis populacionais dos insetos vetor e, consequentemente, para a redução do potencial de dispersão de Nemátodo-da-Madeira-do- Pinheiro.
Estas ações, que têm caráter obrigatório, devem decorrer num processo contínuo ao longo do ano, ao abrigo da legislação em vigor e ser executadas em todo o território continental, com particular incidência para os exemplares localizados na Zona Tampão (dadas as orientações comunitárias, atenta a importância desta faixa na minimização da possibilidade de transmissão deste agente de quarentena a outros Estados- Membros). Igual atenção é conferida aos exemplares com declínio sitos nos Locais de Intervenção (freguesias afetadas e outras onde é reconhecido o risco do estabelecimento e dispersão do NMP) e em áreas circunvizinhas a estes. Considera-se pois que, tais ações, são vitais no âmbito da prevenção da instalação de
RELATÓRIO
55
pragas e/ou da minimização de estragos e prejuízos, nos casos de presença já consagrada de agentes nocivos, ou seja, em última análise, são essenciais à manutenção de um estado saudável das essências florestais de resinosas, devendo por isso ser adotadas como práticas de gestão corrente, durante todas as etapas da gestão florestal.
Instalação de armadilhas
A instalação de armadilhas complementa tanto as ações de prospeção e monitorização como as de eliminação de árvores com declínio. Por um lado permite a deteção e monitorização do inseto vetor e respetivo teste da presença de NMP e bem assim a deteção / monitorização de outros agentes de declínio e, por outro lado, permite a captura destes agentes e assim, localmente, a menor disponibilidade dos mesmos e uma potencial diminuição dos exemplares com declínio, suscetíveis à infeção por NMP. Adicionalmente, a deteção de problemas fitossanitários específicos, relacionados com a presença de determinados agentes bióticos, permite uma atuação mais direcionada, promovendo uma redução direta e indireta do declínio. Têm vindo a ser instaladas armadilhas para captura de insetos vetor do NMP em todo o território nacional, ação essencialmente conduzida na Zona Tampão, mas também abrangendo o restante território continental. As ações desenvolvidas na Zona Tampão e freguesias confinantes, sobretudo freguesias adjacentes a essa zona onde foram detetados casos positivos de NMP (LI adjacentes à Zona Tampão) e onde existe uma vasta área de pinhal contínuo entre a zona infestada e Zona Tampão, foram, na última campanha, essencialmente desenvolvidas pelo ICNF, I.P., e tiveram por objetivo o controlo do declínio (pela captura de agentes bióticos seus percursores, incluindo o inseto vetor) e o teste da presença de NMP, sendo que nesta zona, nenhum dos insetos vetor capturados foi positivo quanto à presença de NMP.
No restante território continental (que não Zona Tampão e que não freguesias LI adjacentes à Zona Tampão), a monitorização do inseto vetor tem sido levada a cabo essencialmente por detentores de projetos PRODER, em áreas de LI, com o propósito de reduzir as populações de inseto vetor e de minimizar a sua dispersão para novas áreas.
2.2. Cancro-resinoso-do-pinheiro
O fungo Gibberella circinata Nirenberg & O’Donnell, conhecido na forma anamorfa por Fusarium circinatum Nirenberg & O’Donnell, habitualmente designado por cancro-resinoso-do-pinheiro, pode causar uma mortalidade significativa em Pinus spp. e danos apreciáveis em Pseudotsuga menziesii (Mirb.) Franco.
O fungo apareceu pela primeira vez nos Estados Unidos da América, na Carolina do Norte, tendo sido entretanto detetado noutros países, designadamente no Chile, México, África do Sul, Japão, Espanha e Itália. Na sequência do seu aparecimento na Europa, a Comissão Europeia adotou medidas regulamentares de emergência contra a sua introdução e propagação, na Comunidade, através da Decisão da Comissão n.º 2007/433/CE, de 18 de junho. O mesmo está catalogado como organismo de quarentena, constando ainda da Lista A2 da OEPP, como já mencionado.
Em Portugal, este fungo foi oficialmente assinalado em Abril de 2008, num viveiro florestal situado na região Centro. Perante a confirmação da presença do fungo no nosso país, têm vindo a ser executadas ações de
RELATÓRIO
56
prospeção e monitorização, como previsto na referida Decisão e na Portaria n.º 294/2013, de 27 de setembro. Estas ações têm por base a análise de risco associado à possível presença do fungo (áreas de intervenção) e assentam na observação das plantas ou das árvores adultas e recolha de material em todas as árvores com sintomas e, nos fornecedores de Materiais Florestais de Reprodução (MFR), em todos os lotes de plantas/sementes das espécies hospedeiras.
As ações de prospeção mantiveram-se divididas em três áreas de intervenção, conforme indicado na figura 1, tendo sido estabelecidas prioridades dentro de cada área de intervenção, conforme o risco associado, uma vez que existem limitações ao nível da disponibilidade dos recursos humanos para realizarem ações de prospeção na totalidade dessas áreas.
As normas específicas relativas à prospeção e monitorização do cancro-resinoso-do-pinheiro no território continental encontram-se divulgadas em manual de procedimentos interno, revisto anualmente ou sempre que necessário.
Figura 1 – Áreas de intervenção estabelecidas para prospeção do Fusarium circinatum.
•Prioridade 1 (F1) • Auto-certificados • CENASEF
• Outros que comercializem sementes hospedeiras
• Os que comercializem plantas hospedeiras de /para outros Estados-membros
• Todos os situados nas freguesias abrangidas pela faixa de 20 km ao longo da fronteira •Todos os que já tenham tido casos
confirmados da presença do fungo •Prioridade 2 (F2)
• Todos os outros que tenham como atividade a produção de plantas •Prioridade 3 (F3)
• Os que têm como atividade apenas a comercialização de plantas, sendo a prospeção efetuada por amostragem (pelo menos 25% dos licenciados ativos no inicio do ano)
Fornecedores de MFR
•Povoamentos de espécies hospedeiras coincidentes com a malha definida no plano anual de monitorização e despiste da presença do NMP, dando prioridade a: • Pontos da faixa 20 km ao longo da fronteira • Pontos de uma faixa de
5 km em volta dos fornecedores de MFR
•Restante território continental, em pelo
menos 25% dos pontos
com presença de espécies hospedeiras Povoamentos da malha 2x2 km • • Áreas inscritas no RNMB e que ainda não tenham sido visitadas • Áreas inscritas no RNMB e situadas nas freguesias abrangidas pela faixa de 20 km ao longo da fronteira Áreas produtoras de semente
RELATÓRIO
57
2.3. Vespa-das-galhas-do-castanheiro
A vespa-das-galhas-do-castanheiro é um inseto, Dryocosmus kuriphilus Yasumatsu, que afeta os castanheiros, sendo considerado atualmente uma ameaça para os nossos soutos e castinçais. Este inseto é considerado uma das pragas mais prejudiciais para os castanheiros em todo o mundo, uma vez que ao atacar os gomos e formar galhas vai reduzir o crescimento dos ramos e a frutificação, podendo diminuir drasticamente a produção e a qualidade da castanha e conduzir ao declínio dos castanheiros.
O inseto Dryocosmus kuriphilus é originário da china e já foi detetado em vários países, nomeadamente Japão, Estados Unidos, Itália, Eslovénia e Portugal (junho 2014).
Embora não conste dos anexos I ou II da Diretiva 2000/29/CE, do Conselho, de 8 de maio, o Dryocosmus kuriphilus faz parte da lista A2 do EPPO, desde 2003, sendo por isso recomendado que os Estados-membros tratem os organismos listados como se fossem organismos de quarentena, adotando medidas fitossanitárias semelhantes.
Na sequência do seu aparecimento na Europa e tendo por base uma avaliação de risco da praga realizada em 2003, que demonstrou tratar-se de uma das pragas mais prejudiciais para as espécies do género Castanea, a Comissão Europeia tomou medidas de emergência provisórias contra a sua introdução e propagação na Comunidade através da Decisão da Comissão n.º 2006/464/CE, de 27 de junho. As medidas previstas nesta decisão aplicam-se tanto à introdução como à propagação do Dryocosmus kuriphilus, à produção e à circulação na Comunidade de vegetais do género Castanea (plantas ou partes de plantas destinadas à plantação, com exceção de frutos e sementes), ao controlo do organismo e à investigação com vista a detetar a presença ou ausência continuada deste organismo prejudicial nos Estados-membros.
Antes da deteção deste agente biótico em Portugal foi publicada a Diretiva de Execução 2014/78/UE da Comissão, de 17 de junho, onde Portugal, o Reino Unido e a Irlanda foram os únicos Estados-membros a quem foi reconhecido o estatuto de Zona Protegida (ZP) para Dryocosmus kuriphilus, obrigando assim, estes EM a implementarem as medidas fitossanitárias previstas nesta Diretiva.
2.4. Morte-súbita-dos-carvalhos
A morte-súbita-dos-carvalhos é originada pela Phytophthora ramorum, agente biótico nocivo incluído na lista A2 da OEPP e provisoriamente regulamentado pelas Decisões da Comissão Europeia n.ºs 2002/757/CE, 2004/426/CE e 2007/201/CE e pela Portaria n.º 719/2007, de 11 de junho.
Pode infetar uma grande variedade de espécies hospedeiras, sendo de referir, na área florestal, as espécies de Quercus spp., a Sequóia sempervirens e a Pseudotsuga menziesii. Na Europa tem afetado principalmente