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No documento 2016 - Corrente 93 No. 3 (páginas 48-50)

SVB FIGVRA XXX

A∴A∴

PUBLICAÇÃO EM CLASSE B

0. Aprende primeiro, ó aspirante à nossa antiga Ordem, que o Equilíbrio é a base da Alma. Se tu próprio não tiveres uma firme fundação, em que te firmarás para dirigir as Forças da Natureza?

1. Sabe, então, que, como o Homem nasce neste mundo entre a escuridão da Natureza e o embate de forças antagônicas, assim teu primeiro esforço deve ser procurar a Luz atra- vés da reconciliação destas forças. Portanto, tu, que tens provações e apuros nesta vida, alegra-te neles, porque neles existe força, e por meio deles será aberto um Caminho para aquela Divina Luz.

2. Como poderia ser de outro modo, Ó homem cuja vida é apenas um instante na Eternidade, uma gota no Oceano do Tempo? Como poderias purgar tua alma das escórias da Terra, se tuas provações não fossem tantas?

3. É somente agora que a vida Espiritual se baseia em perigos e dificuldades? Não foi sempre assim com os Sábios e Hierofantes do Passado? Eles foram perseguidos, torturados e atormentados pelos homens, e através disto suas Glórias foram aumentadas. Regozija- te, portanto, Ó Iniciado em Nossa Santa Hermética Ordem, pois quanto maiores tuas pro- vações, maior será o teu Triunfo.

4. Quando os homens te perseguirem e falarem infâmias de ti, não disse o Mestre “Abenço- ado Sejas”? Entretanto, Ó Irmão, não permitas que tuas Vitórias te tragam Vaidade, pois com o crescimento do Conhecimento deve vir crescimento de Sabedoria. Aquele que sabe pouco pensa saber muito, porém aquele que sabe muito compreendeu sua própria igno- rância. Conheces um homem que se envaidece do próprio Conhecimento? Espera mais Sabedoria de um tolo do que dele!

5. Não te apresses em condenar o erro alheio. Como poderias saber se tu no lugar dele re- sistirias às tentações? E, mesmo que assim fosse, por que desprezar aquele que é mais fraco do que tu? Que tu estejas certo disto: que na injúria e na auto-virtude está pecado. Perdoa portanto o pecador, mas não encorajes o pecado.

6. O Mestre não condenou a adúltera, mas não a encorajou a cometer o adultério. Tu, por- tanto, que desejas poder Mágico, estejas certo de que tua Alma é firme e constante, pois é bajulando tua fraqueza que o mal ganhará poder sobre ti. Sê humilde perante Teu Deus, mas não temas nem homem nem espírito. Temer é fracassar e o iniciador deste fracasso. 7. Portanto, não temas os Espíritos, mas sejas firme e gentil com eles, pois não tens o direito de despreza-los e nem de repreende-los, pois se não agires assim te encaminharás para o pecado. Comanda e Bane os Demônios. Amaldiçoa-os pelos Grandes Nomes de Deus, se

assim for necessário, mas não zombes e nem os despreze, pois se o fizeres seguramente cairás em erro.

8. O homem é aquilo que ele faz de si mesmo, dentro dos limites fixados pelo destino que herdou; ele é uma parte da humanidade. Seus atos afetam não somente a si próprio, mas também àqueles com os quais está em contato, para o bem ou para o mal.

9. Nem adores nem negligencie teu corpo físico, que é tua temporária conexão com o mundo externo e material. Portanto, deixa que teu equilíbrio mental esteja acima das perturba- ções causadas por eventos materiais. Restringe as paixões animais e fortifica as aspira- ções mais altas: as emoções são purificadas pelo sofrimento .

10. Faz o bem por amor ao bem, não por recompensas, não por gratidão e não por simpatias. Se tu fores verdadeiramente generoso, não procurarás bajulações e expressões de grati- dão. Lembra-te que força desequilibrada é o mal, que severidade desequilibrada nada mais é que crueldade e opressão, mas que também Misericórdia desequilibrada é fra- queza que atrairá o mal.

11. A Verdadeira Oração é mais ação que palavras; é Vontade. Os Deuses não farão mais para um homem o que seus Próprios Poderes podem fazer por si, se ele cultiva Sabedoria e Vontade. Lembre-se que esta Terra nada mais é que um átomo no Universo, e que tu mesmo nada mais és que um átomo sobre ela. E mesmo se te tornares um Deus desta Terra, ainda assim serias um átomo entre muitos outros.

12. Mesmo assim, desenvolvem auto-respeito.

13. Para obteres Poderes Mágicos, aprende a controlar o pensamento. Admite somente ideias que estão em harmonia com o fim desejado, e não qualquer ideia vaga e contradi- tória que se apresente. Pensamento fixo é um meio para um fim; portanto observa com atenção ao poder do pensamento silencioso e da meditação.

14. O ato material nada mais é que a expressão externa do pensamento, portanto foi dito que o pensamento da Tolice é pecado. O pensamento é o início da ação; e se um pensa- mento volúvel pode produzir efeito, o que não poderá fazer o pensamento concentrado? 15. Portanto, como já foi dito, estabelece-te firmemente no equilíbrio das forças, no centro

da Cruz dos Elementos, aquela Cruz de cujo Centro a Palavra Criadora foi pronunciada na aurora do nascimento do Universo.

16. Como é dito no Grau do Theoricus: “Sê pronto e ativo como os Silfos, mas evita frivoli- dade e capricho. Sê enérgico como as Salamandras, mas evita irritabilidade e ferocidade. Sê flexível e atento às imagens como as Ondinas, mas evita ociosidade e inconstância. Sê laborioso e paciente como os Gnomos, mas evita grosseria e avareza”.

17. Assim, desenvolverás gradualmente os poderes da Alma e estarás apto a comandar os espíritos e os elementos. Pois se usares os Gnomos para satisfazeres tua avareza, não mais os estarás comandando, mas eles o comandarão. Serias capaz de abusar das puras criaturas da Criação de Deus para satisfazeres teus desejos por Ouro? Abusarias das cri- aturas do Fogo Vivo para servirem tua cólera e ódio? Violarias a pureza das Almas das Águas para alcovitar tua luxúria e deboche? Forçarias os Espíritos da Brisa da tarde para ministrar tua tolice e capricho? Sabe que assim tu apenas atrairás o mal e não o bem, e que este mal terá poder sobre ti.

18. Em Verdadeira Religião, não existe sectarismo. Portanto, cuida-te, para que não blasfe- mes o nome pelo qual teu Irmão reconhece Deus; pois se assim o fizeres em Júpiter, tu blasfemarás hwhy, e em Osíris, hw#vhy.

No documento 2016 - Corrente 93 No. 3 (páginas 48-50)

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