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LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL: 1961

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CAPÍTULO II- POLÍTICAS EDUCACIONAIS BRASILEIRAS: A

2.1 LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL: 1961

Historicamente a década dos anos de 1960, no Brasil, paradoxalmente, abarca de maneira dialética duas conjunturas políticas contraditórias e excludentes: o fim do período nacional desenvolvimentista ou mesmo, segundo Iani (1976), o esgotamento do modelo de substituição de importações e ingresso no modelo da internacionalização da economia brasileira dependente.

A Lei que regulariza e define o sistema de educação brasileiro é denominada Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Baseia-se nos princípios presentes na Constituição Federal. Referida pela primeira vez na Constituição de 1934, esta Lei teve duas/três versões sendo a primeira publicada depois de quinze anos de tramitação pelo Presidente João

Goulart em 20 de dezembro de 1961: LDB nº4.024/1961; a segunda controversa, em 1971: LDB nº5.692/1971 publicada no período do regime militar pelo presidente Emílio Garrastazu Médici e mais recente em 1996: LDB nº9.394/1996, depois de oito anos das novas conquistas de direitos sociais aprovados pela Constituinte Democrática de 1988. Seguem abaixo os percursos visando a apreensão dos conceitos anunciados: Administração e Gestão.

Quadro 3: Referências Negritadas que remetem aos Conceitos de Administração e Gestão Universitária

ESPECIFICAÇÃO

TÍTULO IX: Da Educação de Grau Superior CAPÍTULO I: Do Ensino Superior

Art. 71. O programa de cada disciplina sob forma de plano de ensino, será organizado pelo respectivo professor, e aprovado pela congregação do estabelecimento.

Art. 72. Será observado, em cada estabelecimento de ensino superior, na forma dos estatutos e regulamentos respectivos o calendário escolar, aprovado pela congregação, de modo que o período letivo tenha a duração mínima de 180 (cento e oitenta) dias de trabalho escolar efetivo, não incluindo o tempo reservado a provas e exames.

Art. 73. Será obrigatória, em cada estabelecimento, a freqüência de professores e alunos bem como a execução dos programas de ensino. § 1º Será privado do direito de prestar exames o aluno que deixar de comparecer a um mínimo de aulas e exercícios previstos no regulamento. [...]

Art. 76. Nos estabelecimentos oficiais federais de ensino superior, os diretores serão nomeados pelo Presidente da República dentre os professores catedráticos efetivos em exercício, eleitos em lista tríplice pela congregação respectiva, em escrutínios secretos, podendo os mesmos ser reconduzidos duas vezes.

Art. 78. O corpo discente terá representação, com direito a voto, nos conselhos universitários, nas congregações, e nos conselhos departamentais das universidades e escolas superiores isoladas, na forma dos estatutos das referidas entidades.

CAPÍTULO II: Das Universidades

Art. 79. § 4º O ensino nas universidades é ministrado nos estabelecimentos e nos órgãos complementares, podendo o aluno inscrever-se em disciplina lecionadas em cursos diversos, se houver compatibilidade de horários e não se verificar inconveniente didático a juízo da autoridade escolar. § 5º Ao Conselho Universitário compete estabelecer as condições de equivalência entre os estudos feitos nos diferente cursos.

Art. 80 As Universidades gozarão de autonomia didática, administrativa, financeira e disciplinar, que será exercida na forma de seus estatutos.

Art. 84. O Conselho Federal de Educação, após inquérito administrativo, poderá suspender, por tempo determinado, a autonomia de qualquer universidade, oficial ou particular, por motivo de infrigência desta lei ou dos próprios estatutos, chamando a si as atribuições do Conselho Universitário e nomeando um reitor pro tempore.

CAPÍTULO III: Dos Estabelecimentos Isolados de Ensino Superior

Art. 86. Os estabelecimentos isolados, constituídos sob a forma de fundações, terão um conselho de curadores, com as funções de aprovar o orçamento anual, fiscalizar a sua execução e autorizar os atos do diretor não previstos no regulamento do estabelecimento.

Quadro 4: Referências Apreendidas da LDB 1961, do Conceito de Administração Universitária

ESPECIFICAÇÂO

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Art. 71. O programa de cada disciplina sob forma de plano de ensino, será ORGANIZADO pelo respectivo professor, e APROVADO pela congregação do estabelecimento.

Art. 72. Será observado, em cada estabelecimento de ensino superior, na forma dos ESTATUTOS E REGULAMENTOS respectivos o calendário escolar, APROVADO pela congregação, de modo que o período letivo tenha a duração mínima de 180 (cento e oitenta) dias de trabalho escolar efetivo, não incluindo o tempo reservado a provas e exames.

Art. 73. Será OBRIGATÓRIA, em cada estabelecimento, a FREQÜÊNCIA de professores e alunos bem como a EXECUÇÃO dos programas de ensino. § 1º Será PRIVADO DO DIREITO de prestar exames o aluno que deixar de comparecer a um mínimo de aulas e exercícios previstos no REGULAMENTO. [...[

Art. 76. Nos estabelecimentos oficiais federais de ensino superior, os DIRETORES SERÃO NOMEADOS pelo Presidente da República dentre os PROFESSORES CATEDRÁTICOS EFETIVOS EM EXERCÍCIO, eleitos em lista tríplice pela congregação respectiva, em escrutínios secretos, podendo os mesmos ser reconduzidos duas vezes.

Art. 78. O corpo discente terá REPRESENTAÇÃO, com direito a voto, nos CONSELHOS universitários, nas congregações, e nos CONSELHOS departamentais das universidades e escolas superiores isoladas, na FORMA DOS ESTATUTOS das referidas entidades.

CAPÍTULO II: Das Universidades

Art. 79. § 4º O ensino nas universidades é ministrado nos estabelecimentos e nos órgãos complementares, podendo o aluno inscrever-se em disciplina lecionadas em cursos diversos, se houver compatibilidade de horários e não se verificar inconveniente didático a juízo da AUTORIDADE ESCOLAR. § 5º Ao Conselho Universitário COMPETE estabelecer as condições de equivalência entre os estudos feitos nos diferentes cursos.

Art. 80 As Universidades gozarão de AUTONOMIA DIDÁTICA, ADMINISTRATIVA, FINANCEIRA E DISCIPLINAR, que será exercida na forma de seus ESTATUTOS.

Art. 84. O Conselho Federal de Educação, após inquérito administrativo, poderá SUSPENDER, por tempo determinado, a AUTONOMIA de qualquer universidade, oficial ou particular, por motivo de infrigência desta lei ou dos próprios estatutos, chamando a si as atribuições do Conselho Universitário e nomeando um reitor pro tempore.

CAPÍTULO III: Dos Estabelecimentos Isolados de Ensino Superior

Art. 86. Os estabelecimentos isolados, constituídos sob a forma de fundações, terão um conselho de curadores, com as funções de APROVAR o orçamento anual, FISCALIZAR a sua execução e AUTORIZAR os atos do diretor não previstos no regulamento do estabelecimento.

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Observa-se que todos os termos grifados nos remetem ao conceito de Administração, pois, o documento em sua temporalidade, se refere ao ano de 1961. Nesta época, vivenciava-se, no Brasil, o apogeu da política nacional-desenvolvimentista gestada após a constituinte de 1945, onde se projetava um novo ideal de nação Brasileira, soberana, moderna e desenvolvida.

O termo administração científica ganha centralidade nas estratégias de planejamento e controle da administração pública. O conceito, que alguns autores vieram a denominar de gestão democrática, emerge da luta dos movimentos sociais a partir de 1980/90, conforme Ribeiro (2013), para quem a expressão gestão passou a ser utilizada com maior ênfase a partir das últimas décadas do século XX e início do século XXI.

Assim, os grifos nos levam à compreensão de uma administração universitária predominantemente Taylorista por meio da racionalização do trabalho, Fayolista quanto à estrutura organizacional e funções administrativas, e burocrática Weberiana no que se refere ao estilo de gestão.

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