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Levantamento de Edificado e Espaço Público

No documento Relatório de Estágio (páginas 106-122)

Capítulo 6. ARU de Miragaia_Levantamento de Edificado e Espaço Público

6.3. Levantamento de Edificado e Espaço Público

Durante o período de estágio foi proposta a colaboração no trabalho de levantamento do edificado e do espaço público da área correspondente à ARU de Miragaia, bem como no

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tratamento da informação recolhida, para posterior elaboração de um relatório de caracterização da ARU de Miragaia e proposta de opções estratégicas para a sua reabilitação e revitalização.

Dada a dimensão desta ARU, composta por quarenta e seis quarteirões, foram constituídos dois grupos de trabalho para a realização do levantamento in situ desta área. O grupo de trabalho em que participei, com o Arq.º Paulo Valença e a Arq.ª Ana Leite (grupo 2) teve a cargo o levantamento de vinte e seis quarteirões, num total de duzentas e noventa e três parcelas (Quadro 6.2).

Quadro 6.2| Quarteirões analisados e respetivo número de parcelas. Nome do Quarteirão Número de Parcelas

Q07019 40 Q07020 16 Q07021 5 Q07055 1 Q07056 35 Q07059 19 Q07060 9 Q07065 5 Q08001 8 Q08002 2 Q08003 1 Q08012 20 Q08016 49 Q08020 1 Q08021 3 Q08023 4 Q08024 1 Q08025 4 Q08026 3 Q08028 8 Q08029 12 Q08030 32 Q08031 12 Q08032 1 Q08034 1 Q08035 1 TOTAL 293

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Figura 6.2| Planta da ARU de Miragaia com a indicação dos quarteirões e espaços públicos a levantar por

cada grupo.

No que diz respeito ao edificado, a recolha de informação incidiu nos seguintes itens:

 Identificação da parcela; 

 Nome do arruamento principal; 

 Número de polícia existente; 

 Número total de pisos; 

 Número de pisos em cave; 

 Número de pisos recuados;   Tipo de função;   Tipo de ocupação;   Estado de conservação; 

 Tipo de sistema construtivo; 

 Existência de anúncios (relacionados com a dinâmica imobiliária).

Para o registo in situ da informação recolhida foi elaborada uma ficha, onde constam os itens acima mencionados (Figura 6.3), acompanhada por uma planta de cada quarteirão para registo cadastral das parcelas identificadas (Figura 6.4). Como complemento foi feito o registo fotográfico de todos os edifícios analisados.

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Figura 6.3| Ficha para registo de informação.

Figura 6.4| Exemplo de planta de um dos quarteirões levantados (Q07019).

O meu contributo nesta primeira fase de trabalho de campo consistiu no preenchimento da ficha referida, em colaboração com o Arq.º Paulo Valença e a Arq.ª Ana Leite. A informação recolhida teve como base a observação exterior dos edifícios, tendo havido pontualmente, contatos com moradores ou comerciantes locais para esclarecimento de

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algumas dúvidas, nomeadamente em relação à função e/ ou ocupação do edificado, ou à delimitação das parcelas.

Quanto ao tipo de Função foram consideradas as seguintes funções principais sendo que, em diversas situações, o mesmo edifício albergava mais do que uma função:

 Habitação;  Comércio;  Serviços;  Equipamento;  Alojamento turístico;  Armazém;  Habitação e comércio;  Habitação e serviços;  Habitação e armazém;  Comércio e serviços;

 Habitação, comércio e serviços.

Quanto à Ocupação foram considerados quatro tipos de ocupação:

 Totalmente ocupado;  Parcialmente ocupado;  Devoluto;

 Obras.

No que diz respeito ao Estado de Conservação foram utilizados os seguintes critérios, com base nos critérios definidos no Manual de Monitorização [02]:

 Excelente - edifício que não apresenta nenhum sinal de degradação;

 Bom - edifício que apresenta poucos ou nenhum sinal de degradação, não

necessitando de qualquer intervenção de recuperação ou manutenção significativa, requerendo apenas manutenção periódica ou preventiva;

 Médio - edifício que apresenta sinais de desgaste ou deterioração, com danos

reversíveis que não afetam seriamente o desempenho da sua função, requerendo intervenções pontuais de consolidação ou reparação;

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 Mau - edifício que evidencia sinais de degradação acentuada, com danos graves que

afetam seriamente o desempenho da sua função, requerendo restauro extensivo;

 Péssimo - edifício que perdeu a capacidade de desempenhar a sua função por

colapso total ou parcial;

 Obra - edifício com obras em curso.

Concluído o trabalho de campo procedeu-se em gabinete, à organização e tratamento da informação recolhida. A minha colaboração nesta fase consistiu nas atividades que, de seguida, se descrevem.

A primeira atividade consistiu na organização do registo fotográfico. Foi criada uma pasta para cada um dos 26 quarteirões analisados, onde inicialmente foram colocadas as fotos correspondentes a cada quarteirão. De seguida, para cada quarteirão foi criada uma pasta para cada uma das suas parcelas e, para cada parcela foram criadas pastas para organizar as fotografias de acordo com os seguintes itens: fachada (lateral direito, principal, tardoz), cobertura, interior, logradouro, empena, nº de polícia e toponímia (Figura 6.5).

a) b) c) d)

Figura 6.5| Exemplo de registo fotográfico (Q07019 - Parcela 1): a) fachada lateral direito; b) fachada

principal; c) fachada tardoz; d) nº de polícia

O trabalho seguinte foi a execução, com base nas plantas cadastrais utilizadas no trabalho de campo, de novas plantas cadastrais dos 26 quarteirões analisados, em formato digital, com a definição e identificação dos quarteirões, das parcelas e dos edifícios (Figura 6.6).

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Figura 6.6| Exemplo de planta cadastral com a identificação do quarteirão, das parcelas e dos edifícios

(Q07019).

Foi também prestada colaboração na análise do espaço público da ARU de Miragaia, tendo o trabalho realizado consistido na medição da totalidade dos sessenta e nove espaços públicos que constituem a ARU. Foram medidos o comprimento, a largura média e a área total. Nas situações em que as características de um determinado espaço público se alteravam consideravelmente ao longo do seu comprimento, foi feita a sua divisão em dois ou mais troços. Esta análise foi feita com base no registo fotográfico do espaço público. As medições efetuadas foram introduzidas numa tabela de Excel, organizada pela Engª. Margarida Guimarães, que sintetizava as características consideradas mais relevantes para a caracterização do espaço público, com base numa Ficha de Levantamento do Espaço Público, produzida pela Porto Vivo. Para cada troço de espaço público, para além das medições acima mencionadas, constava também da tabela informação sobre:

 Estado de conservação;  Tipo principal de uso:

o partilhado - automóvel e peão; o pedonal;

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o faixas de rodagem automóvel; o faixas bus/ elétrico;

o faixas de estacionamento; o postura de táxis;

o faixas de carga e descarga;

o faixas de estacionamento automóvel para pessoas com mobilidade condicionada; o faixas de estacionamento automóvel reservado;

 Valor urbanístico;

 Condicionantes urbanísticas;  Existência de elementos notáveis:

o edifícios envolventes; o chafariz ou fontanário; o coreto; o estatuária; o quiosque; o mobiliário urbano; o esplanadas privadas; o árvores; o outros;

 Acesso a transportes coletivos públicos;

 Existência de sistema de deposição e recolha de RSU (Resíduos Sólidos Urbanos):

o contentores à superfície;

o contentores enterrados;

 Existência de infraestruturas; o bocas de incêndio.

Uma outra atividade desenvolvida foi a execução de cartogramas, com base na informação recolhida e sintetizada na tabela acima mencionada, nomeadamente:

 Estruturação Espacial, com a indicação das zonas correspondentes à primeira

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 Opções Estratégicas, com a indicação das zonas correspondentes a seis unidades

de intervenção (UI1 - Cota Baixa, UI2 - Envolvente da Rua da Restauração, UI3 - Vale das Virtudes, UI4 - Cota Alta, UI5 - Zona de Vilar, UI6 - Vale da Ribeira de Massarelos) (Figura 6.8);

 Rede de Espaço Público, com a indicação dos espaços públicos (Figura 6.9);  Hierarquia Viária, com a indicação das ligações principais, das ligações

secundárias e da rede capilar (Figura 6.10);

 Valor Urbanístico do Espaço Público, com a indicação dos espaços públicos com

muita qualidade, espaços públicos com qualidade e espaços públicos correntes (Figura 6.11);

 Uso do Espaço Público, com a indicação das zonas de uso partilhado, das zonas pedonais, das zonas com faixa de rodagem e passeios e dos espaços ajardinados (Figura 6.12);

 Estado de Conservação do Espaço Público, com a indicação dos espaços públicos com estado de conservação bom, com estado de conservação bom/ médio, com estado de conservação médio e com estado de conservação mau (Figura 6.13).

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Capítulo 7. Operação Santa Clara_Levantamento do Edificado

No documento Relatório de Estágio (páginas 106-122)

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