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Licenciamento Ambiental

No documento Jose Luis Lopes.pdf (páginas 112-134)

1. Introdução

3.3. Licenciamento Ambiental

White swan Eco mark

Eco-label Green seal

Green label Environmental

choice

Blau angel

O licenciamento ambiental é um dos instrumentos de gestão instituídos pela Política Nacional do Meio Ambiente (Lei 6.938/81).

Trata-se de procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental competente licencia a localização, instalação, ampliação e operação de empreendimentos e atividades que utilizam recursos naturais e podem causar degradação ambiental.

O licenciamento foi estabelecido pela Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente - Conama nº. 001/86 e teve seus procedimentos e critérios revisados pela Resolução nº 237/97. Essas e outras Resoluções, tais como as de nºs. 011/86, 006/87, 006/88, 009/90 e 010/90, incluem listas de atividades modificadoras do meio ambiente.

Segundo a Cartilha de Licenciamento Ambiental editada pelo Tribunal de Contas da União, em 2004, a ausência de licenciamento ambiental pode ocasionar consequências de ordem pessoal (pena de detenção e ou multa e ou sanções administrativas), de acordo com a Lei nº. 9.605/98, bem como denúncia do empreendimento pelo Ministério Público.

As licenças ambientais são fornecidas pelos órgãos estaduais do meio ambiente (CETESB) ou pelo IBAMA, em caráter supletivo ou para aquelas atividades que, por lei, são de competência federal.

As licenças ambientais são de três tipos: a Licença Prévia (LP), a Licença de Instalação (LI) e a Licença de Operação (LO). Essas licenças encontram-se detalhadas na Resolução Conama nº 237/97.

• A Licença Prévia (LP) autoriza o empresário a desenvolver o projeto do empreendimento. Assim, qualquer planejamento realizado antes da LP pode ser alterado. Aprova a localização e a concepção e atesta a viabilidade ambiental do empreendimento ou atividade. É de grande importância no atendimento do princípio constitucional da precaução.

• A Licença de Instalação (LI) é requerida ao se ter o projeto aprovado, servindo para a construção do empreendimento ou atividade, de acordo com esse projeto.

• A Licença de Operação (LO) é expedida após a Licença de Instalação, depois da verificação de que o empreendimento foi construído de acordo com o projeto aprovado. Autoriza o empresário a iniciar as atividades do empreendimento.

A partir dos anos 80, em sintonização com a tendência mundial, o Brasil promulga a Lei Federal nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, que dispõe sobre a Política Nacional de Meio Ambiente, e procura conciliar atividades empresariais e conservação do meio ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação em nosso país; define meio ambiente como

sendo o “conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas”.

A mesma lei define como sendo poluidor, no seu art. 3º, inciso IV, a pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, responsável, direta ou indiretamente, por atividade causadora de degradação ambiental.

Estabelece-se, por meio da Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA - 001/86, a exigência de elaboração de Estudo de Impacto Ambiental - EIA e respectivo Relatório de Impacto Ambiental – Rima, para o licenciamento de atividades modificadoras do meio ambiente.

A norma NBR ISO DIS 14001/2003 (Anexo II) define Meio Ambiente como sendo a “circunvizinhança em que uma organização opera, incluindo-se ar, água, solo, recursos naturais, flora, fauna, seres humanos e suas inter-relações”.

Neste contexto, segundo a referida norma, a circunvizinhança estende-se do interior de uma organização para o sistema global.

Esta definição é muito importante, pois situam as questões ambientais no âmbito de cada empresa, segundo a abrangência dos seus aspectos ambientais.

3.4. As Séries ISO

A International Organization for Standardization - ISO é uma federação mundial de entidades nacionais de normalização, que congrega mais de cem países, representando praticamente 95% da produção industrial do mundo.

Trata-se de uma organização não-governamental, constituída em fevereiro de 1947, em Genebra, Suíça, com o objetivo principal de criar normas internacionais, com a finalidade de normatização de produtos e serviços, para que a qualidade dos mesmos seja permanentemente melhorada, e padronizar a manutenção voluntária de Sistemas de Gerenciamento Ambiental – SGA.

As normas ISO são elaboradas por vários comitês técnicos (TCs), compostos por especialistas dos diversos países membros.

Foi elaborada, em 1991, a norma internacional de proteção ambiental, a ISO (International Organization for Standardization).

A adoção das normas ISO é vantajosa para as organizações, uma vez que lhes confere maior organização, produtividade e credibilidade - elementos facilmente identificáveis pelos clientes, aumentando a sua competitividade nos mercados nacional e internacional.

Desta forma, os processos organizacionais necessitam ser verificados através de auditorias externas independentes.

3.4.1. ISO 9000

A ISO 9000 é um grupo de normas técnicas que estabelecem um modelo de gestão da qualidade para organizações em geral, qualquer que seja o seu tipo ou dimensão.

Esta família de normas estabelece requesitos que auxiliam a melhoria dos processos internos, a maior capacitação dos colaboradores, o monitoramento do ambiente de trabalho, a verificação da satisfação dos clientes, colaboradores e fornecedores, num processo contínuo de melhoria do sistema de gestão da qualidade.

Aplicam-se a campos tão distintos quanto materiais, produtos, processos e serviços. Segundo Robles e Bonelli (2006, p. 29): “As normas ISO 9000 foram adotadas no mundo inteiro, representando uma preocupação mundial para com a qualidade de produtos e serviços”.

Os autores ainda destacam que “A certificação ISO 9000 representa um atestado documentado que as organizações adquirem após uma auditoria que qualifica seu Sistema da Qualidade”.

As normas ISO 9000 foram elaboradas através de um consenso internacional acerca das práticas que uma empresa deve tomar a fim de atender plenamente os requesitos de qualidade total. São apresentadas a seguir:

• ISO 9000:1987 - Essa primeira norma tinha estrutura idêntica à norma britânica BS 5750, e subdividia-se em três modelos de gerenciamento da qualidade, conforme a natureza das atividades da organização:

• ISO 9002:1987 - Modelo de garantia da qualidade para produção, montagem e prestação de serviço.

• ISO 9003:1987 - Modelo de garantia da qualidade para inspeção final e teste.

• ISO 9004:1987 - Gestão da qualidade e elementos do sistema de qualidade.

• ISO 9000:1994 - Essa norma continha os termos e definições relativos à norma ISO 9001:1994 - Não é uma norma certificadora, apenas explicativa dos termos e definições da garantia da qualidade.

• ISO 9000:2005 - Foi a única norma lançada nesse ano, descrevendo os fundamentos de sistemas de gestão da qualidade que, no Brasil, constituem o objeto da família ABNT NBR ISO 9000, definindo os termos a ela relacionados. É aplicável a

organizações que buscam vantagens através da implementação de um sistema de gestão da qualidade.

Além destas normas citadas, apresentaremos, a seguir, um maior detalhamento de outras normas ISO.

3.4.1.1. ISO 9001:1987

Essa norma é utilizada como modelo de garantia da qualidade para projeto, desenvolvimento, produção, montagem e prestadores de serviço

3.4.1.2. ISO 9001:1994

Essa norma tinha a garantia da qualidade como base da certificação e tinha os seguintes requesitos:

• Responsabilidade da Direção (Trata do papel da alta direção na implementação do sistema da Qualidade);

• Sistema da qualidade (Descreve a documentação que compõe o sistema da qualidade);

• Análise do contrato (Trata da relação comercial entre a empresa e os seus clientes);

• Controle da concepção e projeto (Trata da concepção e desenvolvimento de novos produtos para atender aos clientes);

• Controle dos documentos e dados (Trata da forma de controlar os documentos do sistema da qualidade);

• Compras (Trata da qualificação dos fornecedores de materiais serviços e do processo de compras);

• Produto fornecido pelo Cliente (Trata da metodologia para assegurar a conformidade dos produtos fornecidos pelo cliente para incorporar ao produto final);

• Rastreabilidade (Trata da história desde o início da fabricação do produto ou da prestação do serviço);

• Controle do processo (Trata do processo de produção dos produtos da empresa);

• Inspeção e ensaios (Trata do controle da qualidade que é realizado no produto ou serviço);

• Controle de equipamentos de inspeção, medição e ensaio (Trata do controle necessário para a calibração verificação dos instrumentos que inspecionam, meçam ou ensaiem a conformidade do produto);

• Situação da inspeção e ensaios (Trata da identificação da situação da inspeção do produto ou serviço em todas as etapas da sua produção);

• Controle do produto não conforme (Trata da metodologia de controle para os produtos fora de especificação);

• Ação corretiva e preventiva (Trata das ações necessárias para as não conformidades identificadas de forma a evitar que aconteça e a sua repetição);

• Manuseamento, armazenamento, embalagem, preservação e expedição (Trata dos cuidados com o produto acabado até a sua expedição para o cliente);

• Controle dos registos da qualidade (Trata da metodologia do controle dos registos da qualidade para facilitar a sua identificação e recuperação);

• Auditorias internas da qualidade (Trata da programação das auditorias internas da qualidade);

• Formação (Trata do levantamento de necessidades de formação e da programação das respectivas formações);

• Serviços após - venda (Trata dos serviços prestados após venda);

• Técnicas estatísticas (Trata da utilização de técnicas estatísticas na empresa).

3.4.1.3. ISO 9001:2000

Para solucionar as dificuldades da anterior, esta norma combinava as 9001, 9002 e 9003 em uma única, doravante denominada simplesmente 9001:2000.

A principal mudança na norma foi a introdução da visão de foco no cliente. Anteriormente, o cliente era visto como externo à organização, e doravante passava a ser percebido como integrante do sistema da organização.

A qualidade, desse modo, passava a ser considerada como uma variável de múltiplas dimensões, definida pelo cliente, por suas necessidades e desejos.

Além disso, não eram considerados como clientes apenas os consumidores finais do produto, mas todos os envolvidos na cadeia de produção.

3.4.1.4. ISO 9001:2008

A versão atual da norma está em "DIS" ("Draft International Standard"), ou seja, constitui apenas um rascunho, embora possa ser considerada como a sua versão final, uma vez que mudanças significativas foram identificadas em apenas alguns de seus pontos e foi aprovado em 2008.

Esta nova versão foi elaborada para apresentar maior compatibilidade com a família da ISO 14000.

3.4.2. ISO 14000

A ISO 14000 é um grupo de normas que fornece ferramentas e estabelece um padrão de sistema de gestão ambiental.

Assim, a empresa poderá sistematizar sua gestão mediante uma política ambiental que vise a melhoria contínua em relação ao meio ambiente.

Segundo Robles e Bonelli (opus cit., p. 30):

O objetivo geral da ISO 14000 é fornecer assistência para as organizações na implantação ou no aprimoramento de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA). Ela é considerada como a meta de “Desenvolvimento Sustentável” e é compatível com diferentes estruturas culturais, sociais e organizacionais.

Com a necessidade de avaliar a questão do meio ambiente de forma mais abrangente, a ISO criou, em 1991, o SAGE (Strategic Advisory Group on Environment).

O SAGE teve a finalidade de propor as ações necessárias para um enfoque sistêmico da normalização ambiental e da certificação. E seus trabalhos resultaram na criação do Comitê Técnico 207 – Gestão Ambiental (TC – 207).

Esse Comitê reuniu-se pela primeira vez no Canadá em 1993, quando se enfatizou que é nos países em desenvolvimento que a batalha pela preservação ambiental será ganha ou perdida.

Com os resultados do trabalho que levou à edição do conjunto de normas da série ISO 14000, o TC – 207 passou a ser reconhecido como o grupo responsável pelo desenvolvimento da mais importante série de normas jamais produzidas, pela sua abrangência e pelos inúmeros benefícios que propiciam, tanto ao setor público quanto ao privado.

O Sistema de Gestão Ambiental (SGA) é parte do sistema de gestão global da empresa. Inclui estrutura organizacional, atividades de planejamento, responsabilidades, práticas, procedimentos, processos e recursos para desenvolver, implementar, atingir, analisar criticamente e manter a sua política ambiental.

Para estabelecer e manter um SGA, a empresa deve cumprir os seguintes requesitos:

• Definição de política ambiental que expresse o comprometimento com a melhoria contínua do desempenho ambiental e a prevenção da poluição.

• Estabelecimento de procedimentos para identificar os aspectos ambientais que possam causar impacto ecológico significativo.

• Comprometimento com o atendimento à legislação ambiental brasileira e a requesitos dos mercados que se deseja atingir.

• Estabelecimento de objetivos e metas ambientais, bem como de programas para atingi-los.

• Avaliação e monitoramento do atendimento aos seus objetivos e metas ambientais.

• Conscientização e treinamento de todo o pessoal envolvido.

• Comunicação a todas as partes interessadas (acionistas, empregados, consumidores).

• Avaliação crítica do desempenho ambiental e adoção de medidas corretivas.

São muitas as vantagens, quer para a empresa, quer para seus clientes, como, por exemplo:

a) para a empresa:

• Criação de uma imagem “verde”

• Acesso a novos mercados

• Redução de acidentes ambientais e custos de remediação

• Conservação de energia e recursos naturais

• Racionalização de atividades

• Menor risco de sanções do poder público

• Redução de perdas e desperdícios

• Maior economia

• Facilidade de acesso a financiamentos.

b) para os clientes:

• Segurança de estar consumindo produtos ou serviços ambientalmente corretos

• Confiança de estar contribuindo para a conservação dos recursos naturais e redução da poluição

• Segurança de estar participando, mesmo que indiretamente, dos esforços dos países membros da ONU para solucionar os problemas ambientais do planeta.

A implementação de um Sistema de Gestão Ambiental, além de promover a redução dos custos internos das organizações, aumenta a competitividade e facilita o acesso aos mercados consumidores, em consonância com os princípios e objetivos do desenvolvimento sustentável.

As normas ambientais NBR ISO 14000 no Brasil foram reconhecidas e publicadas, em português, como normas de gestão ambiental, as quais podem ser adquiridas na ABNT- Associação Brasileira de Normas Técnicas. As normas disponíveis são:

• NBR ISO 14001 – Sistema de Gestão Ambiental – Especificação e diretrizes para uso;

• NBR ISO 14004 – Sistema de Gestão Ambiental – Diretrizes gerais sobre princípios, sistemas e técnicas de apoio;

• NBR ISO 14015 – Gestão Ambiental – Avaliação ambiental de locais e organizações;

• NBR ISO 19011 – Diretrizes para Auditoria de Sistemas de Gestão da Qualidade e/ou Ambiental;

• NBR ISO 14021 – Rótulos e Declarações Ambientais – Auto-declarações Ambientais (Rotulagem do tipo II);

• NBR ISO 14031 – Gestão Ambiental – Diretrizes para avaliação do desempenho ambiental;

• NBR ISO 14032 – Gestão Ambiental – Exemplos de avaliação do desempenho ambiental;

• NBR ISO 14040 – Avaliação do Ciclo de Vida – Princípios e estrutura.

As normas da série ISO 14000 abrangem seis áreas bem definidas:

• Sistemas de gestão ambiental;

• Auditoria ambiental;

• Rotulagem ambiental;

• Análise do ciclo de vida do produto; e

• Desempenho ambiental.

A série ISO 14000 tem por objetivo contribuir para a melhoria da qualidade ambiental, diminuindo a poluição e integrando o setor produtivo na otimização do uso dos recursos ambientais. São normas que atendem as exigências do consumidor consciente de nossa época.

A manutenção de atividades ambientais pode visar também o cumprimento de contratos, como as normas da série ISO 14.000 e suas subséries.

Durante o processo de certificação são apontadas as áreas da empresa que geram maior impacto ambiental.

As firmas certificadas dispõem de sistemas de gestão ambiental delineados e desenvolvidos de forma a atenderem os padrões de melhoria de qualidade dos produtos e dos processos operacionais.

Consequentemente, as organizações que possuem o certificado ISO 14.000 ou de suas subséries podem ter maior condição para atender à legislação de seu país.

As normas ISO 14.000 e suas subséries referem-se a processos pelos quais as organizações estabelecem políticas e objetivos para se adequarem às leis, às regulamentações ambientais e evitarem a poluição.

A ISO 14.000 e suas subséries abrangem, basicamente, as seguintes áreas da gestão ambiental:

• Sistema de Gerenciamento Ambiental: documentação de um programa de gestão, treinamento e educação, avaliação dos efeitos ambientais, inventário dos requesitos legais específicos (regionais) etc.;

• Avaliação do Desempenho Ambiental: mensuração do sistema de gestão ambiental que demonstra como a organização controla os impactos de suas atividades sobre os ecossistemas. Analisa sua política ambiental, seus objetivos e metas;

• Sistema de Auditoria Ambiental: ferramenta que permite a avaliação sistemática para determinar se o sistema de gestão ambiental e o desempenho por ele alcançado atendem às medidas planejadas. O sistema é verificado para

avaliar se o efetivamente mantido está adequado para atender à política e aos objetivos ambientais da empresa;

• Análises de Ciclo de Vida: avaliação dos resíduos, design entre outros atributos do produto durante a sua concepção, fabricação, distribuição, uso e descarte;

• Aspectos Ambientais nos Padrões Relativos a Produtos: utiliza a análise do ciclo de vida e outros conceitos para determinar o que torna o produto durante a sua concepção, fabricação, distribuição, uso e descarte;

• Aspectos Ambientais nos Padrões Relativos a Produtos: utiliza a análise do ciclo de vida e outros conceitos para determinar o que torna o produto ambientalmente correto;

• Rotulagem Ambiental: uso das forças do mercado para iniciar a melhoria ambiental, pois vender produtos considerados ecologicamente corretos pode acarretar maiores lucros.

3.4.2.1. ISO 14001

A ISO 14001 é a norma internacional sobre sistema de gestão ambiental, pertencente à Série de Normas ISO 14000, elaborada e publicada, primeiramente em 1996, pela ISO e reúne organizações de normalização de mais de 100 países do mundo, entre os quais o Brasil, representado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.

A área responsável é o Comitê Técnico Ambiental 207, chamado ISO/TC207, fundado em 1993. Seu correspondente, na ABNT, é o Comitê Brasileiro de Gestão Ambiental, o CB- 38.

Em 2004, a norma internacional de Sistema de Gestão Ambiental foi revisada e atualizada e é a ISO 14001:2004.

A ISO 14001:2004 se aplica a qualquer organização que deseje, principalmente:

• Implementar, manter e aprimorar um Sistema de Gestão Ambiental (SGA).

• Assegurar-se da conformidade com a política ambiental, os objetivos e as metas ambientais que estabeleceu, e comprovar a melhoria contínua do desempenho ambiental.

• Utilizar-se de um parâmetro internacional para demonstrar conformidade ambiental, em caso de:

- buscar o reconhecimento das partes interessadas, tais como clientes, ou seja, o reconhecimento de uma “segunda parte”;

- buscar confirmação de sua auto-declaração por meio de uma organização externa, uma “terceira parte”, sem obter uma certificação;

- buscar, por meio de uma organização externa, uma “terceira parte”, a “certificação” ou o “registro” oficial e internacional de seu Sistema de Gestão Ambiental.

Todos os requesitos desta norma destinam-se a ser incorporados a um SGA.

O maior ou menor grau de aplicação de cada um dos requesitos dependerá de fatores, tais como a política ambiental da organização, a natureza de suas atividades, produtos e serviços, o local e respectivas condições ambientais e, finalmente, da legislação e outros requesitos aplicáveis, reguladores da relação das organizações com o meio ambiente.

Melhoria contínua – é o contínuo aprimoramento, ano após ano, do desempenho ambiental geral é um processo de aprimoramento dos SGA (Sistema de Gestão Ambiental).

Com inspiração nos sistemas de gestão da qualidade, foi concebido o formato fundamentado no chamado Ciclo PDCA - Planejar, Executar, Verificar e Agir (Plan, Do, Check and Act, em inglês).

O ciclo do PDCA pode ser brevemente descrito da seguinte forma:

P - Planejar: estabelecer os objetivos e processos necessários para atingir os resultados, em concordância com a política ambiental da organização.

D - Executar: implementar o que foi planejado.

C - Verificar: monitorar e medir os processos em conformidade com a política ambiental, objetivos, metas, requesitos legais e outros requesitos e relatar os resultados.

A - Agir: implementar ações necessárias para melhorar continuamente o desempenho do sistema de gestão ambiental, podendo atuar sobre o planejamento e, em consequência, sobre outros passos do ciclo.

Um SGA segundo a ISO 14001:2004 permite a uma organização desenvolver uma política ambiental, estabelecer objetivos e processos para o seu cumprimento, agir, conforme necessário, para melhorar continuamente seu desempenho ambiental, verificar e demonstrar a conformidade do sistema com os requesitos legais, tanto os da norma quanto aqueles com os quais a organização decide voluntariamente aderir.

A finalidade geral do SGA proposto na ISO 14001:2004 é equilibrar a proteção ambiental e a prevenção de poluição com as necessidades econômicas das organizações.

E depende fundamentalmente do perfeito entendimento e comprometimento de todos os níveis e funções na organização, em especial o nível hierárquico mais alto da administração.

A adoção e implementação, de forma sistemática, de um conjunto de técnicas de gestão ambiental, traduzido em ações dentro de um SGA, pode contribuir para a obtenção de resultados otimizados para todas as partes interessadas.

Para atingir os objetivos ambientais e a política ambiental, convém que o SGA estimule as organizações a considerarem a implementação das melhores técnicas disponíveis, quando apropriado e economicamente viável. Recomenda-se que a eficácia de custo de tais técnicas seja levada integralmente em consideração.

Na figura a seguir, poderá ser observado o início da espiral com a Política Ambiental, logo em seguida o planejamento, a implantação, a operação, verificação, a ação corretiva e, por fim, as revisões gerenciais.

É importante ressaltar que, apesar da norma ISO 14001:2004 ter sido concebida para ser certificável, contendo requesitos passíveis de auditoria ambiental, o Sistema de Gestão Ambiental – SGA, de acordo com essa norma, pode ser implementado de forma independente do processo de certificação.

A política ambiental de uma organização, seus objetivos e metas, associados aos impactos ambientais significativos, à prevenção e do controle da poluição, além da melhoria

No documento Jose Luis Lopes.pdf (páginas 112-134)