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2. A coisa julgada

2.6. Limites objetivos e subjetivos da coisa julgada

A coisa julgada tem limites objetivos e subjetivos.

Lembre-se que a coisa julgada material resulta da sentença que decidiu determinada lide que, por sua vez, é julgada nos limites em que proposta, nos termos do artigo 128, do Código de Processo Civil. E a autoridade da coisa julgada, por regra, não pode ultrapassar os contornos do pedido.

Sobre os limites objetivos dispõe o artigo 469, do CPC, segundo o qual não ficam cobertos pela autoridade da coisa julgada, (i) os motivos, ainda que importantes para determinar o alcance da parte dispositiva; (ii) a verdade dos fatos, estabelecida como fundamento da sentença; e a (iii) apreciação da questão prejudicial, decidida incidentemente no processo, salvo, nos termos do artigo 470, se essa questão

140 Ao contrário de posição anteriormente defendida, curvamo-nos para o atual entendimento de que a

coisa julgada só pode ser reconhecida de ofício em grau ordinário de jurisdição. Nos Tribunais Superiores, a matéria atinente à coisa julgada, pela especificidade e objetivo próprio da recorribilidade extraordinária, deve estar prequestionada e constar das razões recursais.

ganhar o local de objeto principal (se a parte o requerer, o juiz for competente e constituir pressuposto necessário para o julgamento da lide).

Embora, segundo as críticas de José Carlos Barbosa Moreira, seja a redação redundante, pois os “três componentes, a rigor subsumem-se num único: a motivação ou fundamentação”141, fica claro que o que recebe o selo da imutabilidade, típico da coisa julgada, é apenas o dispositivo ou a conclusão da sentença, que se deve formar dentro dos limites do pedido. Assim, se algo não se inclui no dispositivo, não está acobertado pela proteção da coisa julgada e é possível, a qualquer tempo, em outro processo, que seja rediscutido.

E o artigo 468, do Diploma Processual, arremata afirmando que “a sentença, que julgar total ou parcialmente a lide, tem força de lei nos limites da lide e das questões decididas”. Apesar de esse dispositivo haver utilizado a palavra lide, de inspiração carneluttiana, ele é útil, segundo José Carlos Barbosa Moreira, pois é ele “que, com a palavra ‘lide’ empregada no sentido de ‘mérito’, esclarece algo daquilo que o art. 467 deixou na sombra.”142

Mas há casos em que o ordenamento jurídico autoriza ao juiz deferir algo que não foi objeto do pedido, não estando a coisa julgada restrita a ele. Por exemplo, as ações dúplices, nas quais o autor e o réu assumem, concomitantemente, as duas posições, e a improcedência implica a conclusão lógica de que o titular do Direito pleiteado pelo autor é, na realidade, o réu.

Também, nos casos de medidas concedidas com base no poder geral de cautela. Não sendo o caso de se conceder uma espécie determinada de medida cautelar, pode o juiz aplicar o princípio da fungibilidade das medidas e adaptar o pedido do autor (§ 7 do artigo 273, do CPC).

E, ainda, quando se tratar de questão prejudicial objeto de ação declaratória incidental, consoante dispõe o artigo 468, do CPC. Se o réu, ao contestar, refere ou impugna Direito outro, que não o contido no objeto do processo, de relação jurídica outra que não aquela representativa da causa de pedir do processo, mas da qual dependa o desfecho do processo, o juiz deve intimar o autor que poderá requerer que o juiz profira uma sentença incidental (por meio da ação declaratória incidental).

141 MOREIRA, José Carlos Barbosa. Direito Aplicado II — Pareceres. p. 447. 142 Id. p. 445.

Essa é a dicção do artigo 325 do CPC, na linha do artigo 5, especificando que, quando algum Direito guarda relação de prejudicialidade com o objeto do processo, pode ser apreciado e julgado incidentalmente. Assim, o artigo 468 acoberta com o manto da coisa julgada a questão prejudicial que constitua pressuposto necessário para o julgamento da lide, se requerida pela parte e apreciada pelo juiz competente.

Mas as maiores polêmicas não estão aí, surgindo quando se discute a eficácia preclusiva da coisa julgada143 — é possível, em outro feito, contestar o resultado do processo no qual se formou a coisa julgada se algum ponto relevante, por exemplo, ficou de fora do primeiro debate? Barbosa Moreira lucidamente destaca, com o que concordamos:

“Sucede que admitir semelhante possibilidade seria pôr fim em xeque a estabilidade da prestação jurisdicional dispensada. Lucraria talvez, aqui e ali, a justiça, mas com pesado detrimento para outro interesse fundamental a que deve servir o processo: a segurança. Afinal, é sempre concebível que alguém se lembre, findo o processo, de agitar questão de que nele não se cogitara. A certeza jurídica ficaria a pender de tênue fio, até a consumação dos séculos, se, apenas por essa razão se autorizasse a indefinida reiteração do pleito. Diante de dois males potenciais, os ordenamentos jurídicos têm de optar pelo menos grave. A alternativa é a seguinte: ou se abre ensejo à repetição, desde que alegada questão nova, ou se estabelece que, após a formação da coisa julgada, e enquanto esta subsistir, qualquer questão perde relevância, torna-se inútil suscitá-la para tentar reverter o desfecho. Em outras palavras: ou se nega ou se reconhece à res judicata eficácia preclusiva em relação às questões não examinadas no processo.”144

O Código de Processo Civil brasileiro responde à pergunta no artigo 474, segundo o qual “passada em julgado a sentença de mérito, reputar-se-ão deduzidas e repelidas todas as alegações e defesas, que a parte poderia opor assim ao acolhimento como à rejeição do pedido.” Apesar do equívoco de redação, entendem-se deduzidas também as questões suscetíveis de conhecimento de ofício. Se a nova lide for distinta,

143 Barbosa Moreira afirma taxativamente serem fenômenos distintos: o da eficácia preclusiva e o da

limitação objetiva da coisa julgada. Direito Aplicado II — Pareceres. p. 454.

por outro lado, não incidiria o óbice desse artigo. Antônio Carlos de Araújo Cintra bem anota:

“Assim, não se pode falar em eficácia preclusiva da coisa julgada nas situações em que a autoridade desta não for colocada em risco, inclusive aquelas relativas a fatos supervenientes. Portanto, em outros processos, relativos a outras lides, estão sujeitas a livre discussão, sem restrições, embora examinadas e decididas pelo juiz anterior, para formular suas conclusões, as alegações e defesas opostas ou que poderiam ter sido no processo em que se formou a coisa julgada.”145

Não se trata de reconhecer nenhum tipo de julgamento implícito de alegações que poderiam, mas não foram deduzidas, mas de resguardar a coisa julgada entre as partes dentro dos limites estabelecidos. Ou seja, a intenção é a de evitar que uma das partes tente obter outro pronunciamento judicial sobre o mesmo pedido e a mesma causa de pedir contra o mesmo adversário utilizando-se de novo argumento que já poderia ter sido articulado na primeira demanda.

Se a parte não se valeu das alegações e defesas na oportunidade própria, o que era ônus seu, não pode colocar em risco a situação de segurança jurídica estabelecida com a formação da coisa julgada e reabrir a discussão. Ao não agir em tempo, sofre os efeitos da preclusão. Nada mais lógico. Segundo Talamini, “não faria sentido consagrar a coisa julgada e, ao mesmo tempo, abrir o flanco a ataques fundados em questões vencidas”.146

Para ver, portanto, se a coisa julgada foi formada e se outra ação pode ser proposta sem ofendê-la, cumpre analisar o tradicional critério da tríplice identidade: pedido, causa de pedir e partes (artigo 301, pars. 2 e 3, do CPC). Em tese, se um deles é alterado, ter-se-á outra causa, distinta e possível de ser apreciada pelo Poder Judiciário.

No que toca ao pedido (mediato e imediato, consoante distinção tradicional)147, deve-se ter atenção apenas para checar (i) se o novo pedido não está

145 CINTRA, Antônio Carlos de Araújo. Comentários ao Código de Processo Civil. pp. 322-323. 146 Op. cit. p. 86.

contido no anterior (pede-se X reais em uma primeira ação e X/2 reais na segunda ação), (ii) se o novo pedido não é objetivamente incompatível com o resultado obtido na primeira ação (um condenado ajuíza ação pedindo declaração de inexistência de crédito), e (iii) se o novo pedido não está prejudicado pela decisão anterior (x foi declarado não filho de y e entra com ação de alimentos).

Quanto à causa de pedir, que é, segundo o nosso ordenamento (que adota a teoria da substanciação), a soma dos fatos (remota) e fundamentos jurídicos do pedido (próxima), merece ser feita a seguinte observação. Quando há uma pluralidade de fundamentos fático-jurídicos constitutivos de diferentes causas de pedir para um mesmo pedido, ocorre o chamado concurso de ações. Se o autor obtiver êxito ao invocar em uma ação um desses fundamentos, forma-se a coisa julgada que impede o exercício de outra pretensão baseada nos outros fundamentos (por exemplo, um pedido de indenização baseado em vários fundamentos fáticos).

Eduardo Talamini, em razão da problemática e das exceções que surgem da consideração isolada do pedido e da causa de pedir, como elementos fundamentais para traçar os limites objetivos da coisa julgada, prefere adotar a categoria do “objeto do processo”, que seria constituído pela pretensão processual, identificada pela “consideração conjugada do mecanismo processual de tutela pretendido (a providência processual concreta) com a situação carente de tutela (a ‘situação trazida de fora do processo’)”148.

Ainda quanto aos limites objetivos, válido referir que o artigo 471, I, do CPC, expressamente exclui do manto da coisa julgada formada a partir de uma decisão, questões fruto de relação jurídica continuativa, se sobreveio modificação no estado de fato ou de Direito.

Em vista da natureza dinâmica da relação continuativa, que se prolonga no tempo, podem surgir novas causas de pedir no seu próprio curso. Na verdade, no nosso entender, o artigo 471 nem precisaria fazer essa exceção, pois há, na verdade, uma nova pretensão que não ficará coberta pela coisa julgada já formada (por exemplo, em ações relativas a contratos vigentes e em relações tributárias relativas a determinado exercício — relações sucessivas, nos termos da Súmula 239/STF).

Por fim, válido destacar instituto de vanguarda que guarda estreita relação com a coisa julgada, previsto no nosso ordenamento, e que atinge os efeitos das decisões judiciais — o chamado efeito de intervenção, previsto no artigo 55, do CPC. Transitada em julgado a decisão em processo em que assistente participou, ele não pode discutir a justiça da decisão em processo posterior, exceto se provar que pelo estado que recebeu o processo (ou pelas declarações e atos do assistido) fora impedido de produzir provas suscetíveis de influir na sentença, ou se desconhecia a existência de alegações ou de provas, de que o assistido, por dolo ou culpa, não se valeu (incisos I e II, do artigo 55). Segundo Nelson Nery Júnior e Rosa Maria de Andrade Nery:

“A norma regula os efeitos da sentença com relação ao assistente simples (...). A coisa julgada somente atinge as partes entre as quais foi dada a sentença, não prejudicando nem beneficiando terceiros (CPC 472). Nem poderia atingir o assistente simples, porque a lide decidida em juízo não lhe pertence. Contudo, como participou do processo, fica vinculado aos efeitos da imutabilidade da justiça da decisão.”149

O efeito da intervenção significa que o assistente é atingido pelos fatos e fundamentos jurídicos da decisão (justiça) com base nos quais o juiz tenha decidido a demanda contra o assistido. Esse efeito é fenômeno peculiar e distinto da coisa julgada, isso porque não é a decisão (parte conclusiva) que vincula o assistente, mas os fundamentos de fato e Direito que embasaram a decisão anterior. Observa-se que esse efeito é, ao mesmo tempo, mais amplo e mais ameno que a coisa julgada. Mais amplo porque não se limita à parte dispositiva e mais ameno porque autoriza em duas hipóteses, a revisão do julgado, ou melhor, da justiça da decisão.

A vanguarda do dispositivo está na extensão dada ao respeito à segurança jurídica. Isso porque, embora não sirva para, diretamente, resguardar a coisa julgada, o efeito da intervenção estampa também o valor segurança na medida em que protege os fatos e fundamentos jurídicos da decisão (que, por regra, não poderão ser rediscutidos pelo assistente). Ou seja, a “justiça” da decisão torna-se imutável e atinge aquele que não foi parte no processo.

149 NERY, JUNIOR, Nelson, NERY, Rosa Maria de Andrade. Código de Processo Civil Comentado e

Além dos limites objetivos, há os subjetivos da coisa julgada, devendo ser determinados os sujeitos de Direito que são prejudicados ou beneficiados pela sua formação, ou seja, cabe responder à pergunta: a quem atinge a imutabilidade?

Por regra, a coisa julgada atinge apenas as partes, quem figurou num ou noutro pólo da ação, consoante o disposto na primeira parte do artigo 472, do CPC150. Mas terceiros podem ser atingidos, ainda que por via reflexa.

Vale, aqui, para dirimir as dúvidas que pairam sobre a matéria, referir a distinção de Liebman entre a autoridade da coisa julgada e seus efeitos. Após fazer a distinção, nas suas palavras:

“O processo não é, pois, negócio combinado em família e produtor de efeitos somente para as pessoas iniciadas nos mistérios de cada feito, atividade processual singular, mas atividade pública exercida para garantir a observância da lei; e já que a esta estão todos sujeitos indistintamente, devem todos, por igual, sujeitar-se ao ato que é pelo ordenamento jurídico destinado a valer como sua aplicação imparcial. E esse ato não é dirigido a uma pessoa antes que a outra, mas incide objetivamente sobre a relação que foi objeto de decisão. Se a vontade, que se faz atuar, tem conteúdo imperativo, é em suma um comando que se dirige a determinados sujeitos, prescrevendo-lhes dado comportamento, a atuação dessa vontade, justificada pela existência das condições legalmente requeridas, impõe-se à generalidade das pessoas sujeitas ao poder do órgão judicante como válido exercício da sua função. Por isso, enquanto, abstratamente, estão todas as pessoas submetidas à eficácia da sentença, praticamente lhe sofrem os efeitos aqueles em cuja esfera jurídica entra mais ou menos diretamente o objeto da sentença: assim, antes de tudo e necessariamente, as partes, titulares da relação afirmada e deduzida em juízo, e, depois gradativamente, todos os outros cujos direitos estejam de certo modo com ela em relação de conexão, dependência ou interferência jurídica ou prática, quer quanto à sua existência, quer quanto à possibilidade de sua efetiva realização. A natureza dessa sujeição é para todos, partes ou terceiros, a mesma: a medida da sujeição determina-se, ao revés, pela relação de cada um com o

150 “Art. 472. A sentença faz coisa julgada às partes entre as quais é dada, não beneficiando, nem

prejudicando terceiros. Nas causas relativas ao estado de pessoa, se houverem sido citados no processo, em litisconsórcio necessário, todos os interessados, a sentença produz coisa julgada em relação a terceiros.”

objeto da decisão. Entre partes e terceiros só há esta grande diferença: que para

as partes, quando a sentença passa em julgado, os seus efeitos se tornam imutáveis, ao passo que para os terceiros isso não acontece.”151

A autoridade da coisa julgada, portanto, e a nossa legislação é clara nesse sentido, atinge apenas quem foi parte no processo, e não pode mais rediscutir a questão. Por outro lado, os efeitos da sentença podem atingir terceiros, sem impedir, todavia, que haja a rediscussão da matéria objeto de pronunciamento judicial. Isso, em nome dos princípios do contraditório e da ampla defesa. Elucidativa a seguinte decisão do Superior Tribunal de Justiça:

EMENTA.

“PROCESSO CIVIL. LIMITES SUBJETIVOS DA COISA JULGADA. PROTEÇÃO DO TERCEIRO QUE NÃO INTEGROU A RELAÇÃO PROCESSUAL. POSSUIDOR DESALOJADO EM DECORRÊNCIA DE ORDEM DE DESPEJO PROFERIDA EM AÇÃO DA QUAL NÃO PARTICIPARA. VIOLAÇÃO DAS GARANTIAS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DUPLO GRAU DE

JURISDIÇÃO. INÉPCIA DA INICIAL. CONVERSÃO PARA

IMPROCEDÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE NA ESPÉCIE. CPC, ARTS, 295, 472 E 515. RECURSO PROVIDO.

1 - A sistemática do Código de Processo Civil brasileiro não se compadece com a extensão da coisa julgada a terceiros, que não podem suportar as conseqüências prejudiciais da sentença, consoante princípio com teto no art. 472 da lei processual civil.

II - Não tendo o possuidor, por qualquer forma, integrado a relação processual, de onde emanou a sentença cuja execução importou em ordem de despejo, contra ele expedida, pode valer-se da ação possessória, uma vez violado o direito de não ser o possuidor prejudicado por sentença dada entre vendedor e compradora, e de não ser desalojado, sem as garantias do due process of law, da posse que vinha exercendo.

Til — Tendo a sentença indeferido a petição inicial, por inépcia, antes da citação, por impossibilidade jurídica do pedido, vedado era ao Tribunal

interpretar os fundamentos da sentença como improcedência do pedido, suprimindo um grau de jurisdição e pronunciando-se sobre o meritum causae.” (STJ — RESP 161054/MG. Rel. Min. Sálvio de Figueiredo Teixeira. Quarta Turma. DJ de 08/05/2000).

Se, nas causas envolvendo o estado da pessoa, havendo litisconsórcio necessário, consoante a própria dicção do artigo 472, houver a citação de “terceiros”, logicamente a coisa julgada os atinge, até porque, citados, participaram ou poderiam ter participado da relação processual, não sendo simplesmente “terceiros”, mas verdadeiras partes.

Mas cumpre indagar se há exceções, e a resposta é afirmativa, pois em determinadas situações atípicas, terceiros não só são atingidos pelos efeitos da coisa julgada, mas, também, pela sua autoridade. Basta notar, por exemplo, os casos de legitimação extraordinária (artigo 6°, do CPC). O substituído152 fica, por regra, vinculado à decisão judicial153.

Por essa razão, em especial, é que o artigo 487, do CPC, legitima os terceiros juridicamente interessados a ajuizarem ação rescisória.

Mas também os terceiros não atingidos pela autoridade da coisa julgada podem utilizar-se da ação rescisória, pois podem não deter legitimidade para diretamente discutir em juízo, em nome próprio, o mesmo objeto processual já decidido. Eduardo Talamini lembra a hipótese da sublocação, que será atingida pela sentença que extinga a locação (Lei 8245/91, artigo 15°), “sem que o sublocatário detenha legitimidade para autonomamente propor ação em face do locador defendendo a subsistência deste contrato”154.

152 Por exemplo, nos termos do artigo 42 (substituição do adquirente ou cessionário pelo cedente ou

alienante), do CPC, do artigo 3°, da Lei n° 1533/51, e do artigo 8, III, da Constituição Federal.

153 Por não ser objeto do presente estudo, não adentrar-se-á o debate atual, regulado principalmente na Lei

n° 7347/85 e no CDC, quanto à extensão subjetiva da coisa julgada nas hipóteses de legitimação extraordinário para processos coletivos.