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Método PSPC-TOC

No documento LISTA DE FIGURAS (páginas 164-169)

8.1 ENTREVISTA COM A EQUIPE MULTIDISCIPLINAR DE TRABALHO

8.1.2 Método PSPC-TOC

de atendimento. É claro que há certo preciosismo nessa construção, visto o tamanho da amostra, mas o intuito é de quantificar uma percepção.

Dos entrevistados, três declararam ter sido “muito alto” o nível de atendimento das suas expectativas, sendo que os outros cinco declararam ter sido “alto” o nível de atendimento de suas expectativas. Na média, o nível de satisfação ficou em 4,4 (localizando-se no final da escala, indicando que o conceito estabelecido está entre alto e muito alto).

Dentre os que tiveram as expectativas plenamente atendidas, o Participante 8 justificou que as expectativas de conhecimento do processo e da metodologia foram completamente atendidas. Para os participantes 1 e 5 o pleno atendimento é dedicado ao fato do trabalho ter surpreendido (superado as expectativas), o que fica explícito em seus relatos:

[...] não acreditava que se chegaria tão longe quanto fomos. Técnicas foram muito interessantes e proveitosas à vida profissional (PARTICIPANTE 5).

[...] mesmo sem a presença de todos em todas as reuniões foi possível evoluir de modo consistente, graças a dedicação das pessoas e ao método utilizado (PARTICIPANTE 1).

Dessa forma, o Participante 1 indica que, visando à melhoria contínua, seria recomendado o estabelecimento de critérios para acompanhamento e monitoramento pós estabelecimento das ações, embora alguns indicadores tenham sido projetados na etapa de cenários (sinalizadores). O Participante 2 identifica a necessidade de a etapa do estudo dos padrões de comportamento adotar uma forma mais lúdica para a condução, a fim de facilitar o entendimento; e de que, na montagem da APR, talvez deva ser fornecido um tempo maior para o trabalho. A melhoria dirigida a etapa de padrões de comportamento corrobora com aquela observada pelo Especialista 3 em PSPC e TOC (o mais experiente), o que reforça a necessidade de melhoria para a etapa. O Participante 5 faz o seguinte comentário “Fiquei curioso para saber como o plano de ação final seria diferente em função dos eixos de cenários selecionados”; não consegue definir como melhorar, mas identifica nesse aspecto um importante ponto de melhoria para o método.

Para o Participante 8, o tempo dedicado ao projeto deveria ser ampliado, para possibilitar resultados ainda mais expressivos. A visão, aqui, volta-se para o evento, ou seja, cada encontro, pois se analisado o processo de construção com tarefas e leituras preparatórias entre encontros o tempo dedicado ao projeto mostra a sua suficiência.

O Participante 4 apresenta a seguinte contribuição: “a etapa de modelos mentais poderia ser trabalhada com informações, dados e fatos (pesquisa) dos atores envolvidos, principalmente os externos.” Já o Participante 9 salienta que a principal fragilidade do método é o fato de que o

sucesso do método depende muito da formação da equipe, do know-how necessário de seus integrantes. Para ter um melhor resultado é necessário verificar corretamente quem irá participar e garantir que esses realmente participem dos encontros (assiduidade tem que ser elevada). Isso para evitar possíveis distorções na análise, por intermédio de posicionamentos preponderantes de uns que sempre estão presentes, sobre os outros. É necessário equilíbrio de participação.

(PARTICIPANTE 9).

Essa constatação vai ao encontro das respostas de três especialistas em PSPC e TOC consultados, que salientam a importância da equipe de trabalho. Além disso, o Participante 9 destaca também que o tempo necessário para a execução de todas as atividades do método pode ser uma dificuldade para a disseminação e reprodução em outras situações na empresa.

Observa-se que a visão de pessoas que tiveram o primeiro contato com o método traz importantes constatações (em alguns casos sinérgicas ao proposto por especialistas), que podem ser subsídios para estudos futuros.

Pontos fortes do método

Quanto aos pontos fortes ressaltados para o método os entrevistados apresentaram quase que unanimidade em destacar que a seqüência de etapas estabelecida é o principal ponto forte do método. Quando instigados a definir uma etapa/atividade que consideram mais importante, as opiniões foram diversificadas, o que é evidenciado nos seguintes relatos:

Identificação dos pontos de alavancagem e sinalizadores de cenários para certificar que a seqüência do trabalho (construção das árvores até o plano de ação) seria realizada com atenção às variáveis chave (PARTICIPANTE 1).

[...] Para indicar uma etapa, destacaria a dos modelos mentais, uma vez que a reflexão torna-se bem mais aprofundada (PARTICIPANTE 2).

O ponto forte do método é a visão do todo, principalmente como as coisas em um problema complexo se entrelaçam de uma forma simples. Dessa forma, considero que a construção do mapa sistêmico é a parte mais marcante (PARTICIPANTE 3).

O Planejamento por Cenários é a etapa mais importante, pois norteia, direciona aquilo que anteriormente foi pensado (PARTICIPANTE 4).

Tempestade de idéias para identificar eventos e variáveis, com coleta de dados, análise gráfica e de correlações foi algo extremamente interessante e útil para reproduzir para outras experiências. A construção do mapa por enlaces também é importante, assim como a identificação dos pontos de alavancagem e dos obstáculos.

[...]. A APR e a AT são técnicas relevantes na abordagem, pois ao terminá-las o plano de ação está alinhado, restando apenas alguns complementos (PARTICIPANTE 5).

Construção de cenários, analisando condições boas e ruins e estabelecendo ações.

Etapa crítica para o sucesso do projeto e primordial para o estabelecimento das ações (PARTICIPANTE 6).

O método permite construir uma reflexão e aprofundamento de situações. Bom embasamento teórico antes da atividade diária. Estrutura bem a questão (dedica bom tempo para avaliação) antes de partir para a definição da ação. Visão sistêmica

abrangendo o todo, observando todo o processo e suas variáveis e atores. A construção do mapa sistêmico pode ser destacada (PARTICIPANTE 9).

Embora instigados a definir os principais pontos fortes do método, os participantes da equipe de trabalho acabam apontando para muitas etapas, reforçando o fato de o conjunto do método ser a referência. As declarações ressaltam pequena vantagem para a etapa de construção do mapa sistêmico e do planejamento por cenários.

O método na íntegra apresenta uma série de pontos fortes, cuja seqüência de etapas constitui sua maior força. As etapas que envolvem a APR e a AT foram valorizadas, sendo consideradas na opinião do Participante 5 bem como na resposta do Participante 8, que resume bem a percepção do grupo quanto ao método:

O fato de iniciar os estudos com análise de dados e fatos. A seqüência de atividades fornece a consistência do método. O ponto mais forte é essa consistência; trabalha muitas atividades (gráficos, mapa sistêmico, identificação dos obstáculos culminando no plano de ação). Resultado final (plano de ação): é claro que merece destaque, porém não seria possível chegar a um plano completo, sem a seqüência de etapas que permitiu culminar em um plano de ação consistente.

Contribuição das etapas (APR até o plano de ação)

Essa questão foi formulada para obter a percepção dos participantes quanto à contribuição que essas etapas forneceram para o atingimento do objetivo do projeto. Houve unanimidade por parte dos entrevistados em afirmar que as etapas do PP TOC (APR, AT) são fundamentais para o estabelecimento de um plano completo de ação para o problema.

A constatação feita sobre a melhoria necessária para a etapa de planejamento de ações do método PSPC é denotada nos seguintes relatos:

Somente as ações resultantes de cenários não garantem a construção de um plano de ação com seqüenciamento adequado. Logo, a análise prévia de entraves é muito importante. (PARTICIPANTE 6).

São as etapas que organizam tudo o que foi feito até o momento, com o estabelecimento de um ordenamento de ações. “Etapa indispensável para a planificação correta das ações”. (PARTICIPANTE 9).

Essas etapas é que geram um produto mais real para a empresa. Até o Planejamento por Cenários o produto é um conjunto de ações estabelecidas por especialistas. A partir da APR inicia a construção de uma proposta de solução para o problema até se configurar então o plano de ação. Seria difícil gerar o plano de ação a partir do resultado de cenários. (PARTICIPANTE 1).

O acima exposto, além de ilustrar a melhoria projetada, corrobora com a percepção do Especialista 1 (PSPC e TOC) que declara que as árvores do PP TOC possibilitam a entrega de um produto mais próximo à realidade das empresas, acostumadas com organização cartesiana/hierárquica.

Além disso, a proposta de complementaridade entre PSPC e PP TOC pretendia gerar uma sistemática na qual ações não projetadas no contexto de cenários fossem identificadas no momento de vincular as ações necessárias para a realização dos objetivos intermediários identificados na APR e presentes na AT. Os relatos dos participantes 2 e 8 denotam a identificação desse efeito:

A identificação dos obstáculos mostrou que muitas dificuldades de atenuação do problema são conseqüência de fatores externos, reforçando o que havia sido identificado no PSPC, gerando ações ampliadas para o tema. Permitiu um seqüenciamento lógico das ações provenientes da etapa de cenários até o objetivo final, com a inserção de outras ações ainda não identificadas (PARTICIPANTE 2).

Essas etapas conseguem realmente identificar os obstáculos e vincular as ações a serem tomadas. Torna possível a identificação de ações faltantes. Sem a construção da APR não se conseguiria alcançar um plano tão completo. O trabalho com as árvores corrigiu algumas imperfeições de análise (PARTICIPANTE 8).

Dessa forma, percebe-se que a idéia de complementaridade entre os métodos PSPC e Processo de Pensamento da Teoria das Restrições é viável, conforme já havia sido observada pelos especialistas tanto em PSPC como também do PP TOC.

No documento LISTA DE FIGURAS (páginas 164-169)