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MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS DO TRIGO, AVEIA E CEVADA

No documento MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS (páginas 116-120)

vetores de viroses principalmente a doença azul do algodão considerada o principal problema da cultura do algodão no Brasil devido o plantio de variedades muito suscetíveis a

MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS DO TRIGO, AVEIA E CEVADA

1. DIAGNOSE

1. Pragas do sistema radicular

a) CORÓS: Coró do trigo (Phyllophaga sp) (Coleoptera: Scarabaeidae)

Os adultos são besouros de coloração marron-avermelhada brilhante e medem cerca de 2 cm de comprimento por 1 cm de largura. As revoadas são noturnas e concentram-se no mês de outubro. As larvas são brancas, curvas, com a cabeça marron-amarelada (esclerotizada). Passam por três ínstares, até atingirem o tamanho de 4 cm, não constróem galerias permanentes e vivem muito próximo à superfície do solo.

BICHO BOLO: Diloboderus abderus, O inseto apresenta apenas uma geração por ano (i.e., univoltino), mais associado a sistema de plantio direto. Restos de palhadas são utilizados para a nidificação e alimentação das larvas récem-eclodidas. Os adultos são besouros de coloração preta e medem cerca de 2,5 cm de comprimento por 1,3 cm de largura. Apresentam dimorfismo sexual, os machos apresentam chifre cefálico. Apenas as fêmeas fazem revoadas. As larvas são brancas, curvas, com a cabeça marron-amarelada (esclerotizada). Passam por três ínstares, até atingirem o tamanho de 4 a 5 cm, constróem galerias permanentes e vivem a cerca de 10 a 20 cm de profundidade de solo.Atacam sistema radicular, sementes e, muitas vezes, comem toda a plântula do trigo, que vão puxando para dentro do solo. O terceiro ínstar larval da praga, normalmente coincide com a época de plantio e estágios iniciais de desenvolvimento da cultura de trigo, isto faz com que o potencial de dano da praga aumente. Os prejuízos na produtividade de grãos decorrem da diminuição do estande da lavoura e da redução da capacidade de produção das plantas. Plantas sobreviventes do ataque apresentam-se com menor números de afilhos férteis, atraso no crescimento e espigas pequenas e com menor peso.

LARVA ARAME: - Conoderus spp. (Coleoptera: Elateridae)

São besouros marrons avermelhados com cerca de 10 a 15 mm de comprimento e élitros pardos ferrugíneos pontuados com 4 manchas pretas. As larvas são marrons, com 15 a 20 mm de comprimento. Destróem as raízes causando amarelecimento e morte da planta. As touceiras são facilmente destacadas.

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PULGÃO DAS RAÍZES (Rhopalosiphum rufiabdominale) (Homóptera:Aphididae) (vide arroz)

Pragas da parte aérea: Lagartas desfolhadoras

LAGARTA-DO-TRIGO: (Pseudaletia sequax) (Lepidoptera: Noctuidae):

As mariposas apresentam coloração cinza amarelada, com sombreamento de pardo até negro; asas posteriores mais claras; com cerca de 35 mm de envergadura. Ovos são esféricos, branco amarelados, sendo colocados em linhas, presos às folhas e colmos. Lagartas apresentam coloração verde com listras dorsais e longitudinais; lateralmente possuem faixas brancas e amarelas. A pupação pode ocorrer tanto no solo como na planta.

LAGARTA MILITAR: (Spodoptera frugiperda) (Lepidoptera: Noctuidae): (vide milho) CURUQUERÊ DOS CAPINZAIS: (Mocis latipes) (Lepidoptera: Noctuidae)

As mariposa medem cerca 42 mm de envergadura; asas de coloração pardo acinzentada. A oviposição é feita nas folhas. As lagartas são de coloração amareladas com estrias longitudinais castanho escuras, por possuírem apenas dois pares de pseudopatas abdominais e hábito típico de se movimentar, são conhecidas vulgarmente como lagartas "medem-palmo". As lagartas alimentam-se de folhas, reduzindo a área foliar e podendo destruí-las completamente as plantas em estágios iniciais de crescimento.

PULGÃO VERDE DOS CEREAIS: (Schizaphis graminum, Rhopalosiphum padi) (Homoptera: Aphididae):

São pulgões de corpo oval, de coloração verde claro brilhante com uma linha longitudinal verde escuro no dorso. Antenas escuras com exceção dos três segmentos basais. Sifúnculos mais claros que o corpo com ápice preto.

PULGÃO VERDE-PÀLIDO DAS FOLHAS: (Metopolophium dirhodum) (Homoptera: Aphididae)

Formas ápteras apresentam coloração verde pálido e amarelo com uma linha longitudinal verde escura na parte alada com o abdome da mesma cor com o tórax castanho escuro Succionam seiva nas folhas, injetam toxinas e transmitem doenças como a chamada de “nanismo amarelo da cevada” (VNAC), sendo maiores em plantas menores e menos vigorosas e em anos de seca. Provocam o amarelecimento e necrose da superfície foliar podendo dar origem à plantas raquíticas e mesmo levá-las à morte.

PULGÃO DA ESPIGA: (Sitobion avenae) (Homoptera): São de coloração em geral verde escuro, sendo as antenas e os sifúnculos quase pretos. Sua codícola tem cerca de 3/4 do comprimento dos sifúnculos. Causam o enrugamento dos grãos e perda do poder germinativo, podendo acarretar danos quantitativos e qualitativos.

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PERCEVEJO DO TRIGO: Thyanta perditor(Heteroptera: Pentatomidae)

Adulto com coloração verde-amarelado, apresentam dois espinhos no protórax e medem cerca de 9 a 11 mm de comprimento. Os ovos são colocados em grupos na folha, são cilíndricos, acinzentados e com uma coroa de espinhos de coloração branca. Sucção de seiva dos grãos na fase de enchimento, reduzindo a produtividade e afetando o poder germinativo das sementes.

2. AMOSTRAGEM

 Pulgões

Amostragem semanal de plantas em vários pontos representativos da cultura. Nível de controle

 Para trigo e cevada: da fase de emergência ao perfilhamento (10% de plantas com pulgões), da fase de alongamento ao emborrachamento (10 pulgões/perfilho) e da fase reprodutiva, do espigamento a grão em massa, (10 pulgões/espiga).

 Para aveia: quando destinado para pastagem (10 pulgões/perfilho, desde a fase de emergência até o ponto de pastejo).

 Quando destinado para produção de grãos: fase de emergência até o perfilhamento (10% das plantas com pulgões), fase de perfilhamento até o emborrachamento (20 pulgões/perfilho) e fase de emborrachamento até grãos em massa (20 pulgões/espiga).

 Lagartas

Observar a ocorrência, inicialmente nas áreas acamadas, e preferencialmente aplicar o inseticida biológico quando as lagartas forem inferiores a 2,0 cm.

3. TATICAS DE CONTROLE

  

 Controle cultural

 Plantio logo no início do período chuvoso (faz com que, em geral, o ataque de pragas seja menor devido a existência de menor população no início de infestação);

 Rotação de culturas (áreas plantadas anteriormente com gramíneas, geralmente possuem alta população de pragas subterrâneas destas culturas);

 Evitar plantio próximo a outras gramíneas (as quais podem servir de foco para criação de pragas);  Incorporação dos restos culturais após a colheita;

 Plantio em solo úmido (o desenvolvimento inicial das plantas é maior e estas ficam menos susceptíveis à pragas como lagarta elasmo);

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 Plantio de variedades de ciclo curto diminui o período em que a planta fica exposta ao ataque de pragas;

 Adubação equilibrada (o excesso de nitrogênio favorece o ataque de lagartas desfolhadoras);  Preparo do solo (exposição de pragas subterrâneas à ação de pássaros e radiação solar). - incorporação profunda de restos culturais.

2. Controle biológico (Vide controle biológico).

 Aplicado: Uso de Bacillus thuringiensis no controle de lagartas; Liberação de parasitóides, pelo Centro Nacional de Pequisa do Trigo (CNPT) das seguintes espécies: Aphelinus asychis, Aphidius ervi, A. rhopalosiphi, A. uzbekistanicus, Ephedrus plagiator, Praon gallium, P. volucre e Aphidius testaceipes.

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MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS DAS PLANTAS ORNAMENTAIS

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