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Os Mapas Conceituais são representações gráficas do conhecimento humano, ele tem a capacidade de comunicar com clareza o que pensamos e foram propostos para dar

apoio à Teoria de Aprendizagem Significativa de AUSUBEL e NOVAK (1980).

O Mapa Conceitual contém uma unidade fundamental que se denomina proposição.

Uma proposição tem como objetivo interligar dois conceitos e, por consequência, forma uma unidade semântica; portanto, um Mapa Conceitual representa o conhecimento humano relacionado a um determinado tema.

Embora o mapeamento conceitual tivesse sido identificado como uma ferramenta efetiva para reforçar o desenvolvimento da aprendizagem e na retenção do conhecimento, pesquisadores indicam que os alunos têm dificuldades em construir Mapas Conceituais, principalmente em se tratando de jovens crianças (HWANG et al., 2014). Os Mapas Conceituais auxiliam na aprendizagem; porém, há no seu desenvolvimento aumento, da carga cognitiva sobre a memória de trabalho (HWANG et al., 2014).

Assumindo que o conhecimento dentro de um domínio de conteúdo está organizado em torno de conceitos centrais, ter conhecimento no domínio implica uma estrutura conceitual altamente integrada.

Os Mapas Conceituais, então, podem captar aspectos importantes dessa inter-relação entre os conceitos e podem externalizar um padrão de conhecimento de um indivíduo dentro de uma estrutura de rede de conceitos, relações ou Proposições (NOVAK; GOWIN, 1984). Por apresentarem características relacionadas à aprendizagem num determinado domínio, os Mapas Conceituais podem ser usados na avaliação.

Ao utilizar o Mapa Conceitual para avaliação, algumas variações em sua aplicação são possíveis. Zeilik (2014) propõe alguns exercícios como (i) ”preencher espaços” nos Mapas Conceituais, (ii) fornecer uma lista de conceitos e solicitar que os alunos construam os Mapas Conceituais, (iii) oferecer uma lista com 5 ou 10 conceitos e solicitar que os alunos complementem com uma quantidade igual de conceitos próprios e, (iv) oferecer uma lista com 20 conceitos e solicitar aos alunos o desenvolvimento do Mapa Conceitual com a metade dos conceitos apresentados. Esses exercícios são considerados mais fechados, pois restringem a flexibilidade na escolha dos conceitos e a uma quantidade deles.

Luckie, Harrison e Ebert-May (2004) sugerem algumas atividades feitas conside-rando os seguintes passos: (i) desenvolve o Mapa individualmente, (ii) envia o Mapa para avaliação e recebe uma pontuação e um feedback, (iii) revisa o Mapa e envia novamente e (iv) trabalha com um parceiro no desenvolvimento de um Mapa Conceitual Colaborativo.

Cada novo Mapa Conceitual desenvolvido e enviado recebe um feedback e uma nova pontuação.

Usar Mapas Conceituais somente para avaliá-los de forma somativa subutilizaria esse recurso, o que pode fornecer informações importantes referentes aos benefícios cognitivos que ele pode demonstrar.

Novak e Gowin (1984) propuseram um método para a Avaliação de Mapas

Concei-tuais, considerando o seguinte:

• Proposição válida (1 ponto cada);

• Níveis da hierarquia (5 pontos para cada nível);

Links cruzados (10 pontos para cada link cruzado válido);

• Exemplo específico (1 ponto para cada exemplo).

Com esses critérios, consegue-se uma pontuação no Mapa Conceitual desenvolvido pelo aluno pela soma de todas as características mencionadas. Novak e Gowin (1984) ainda propuseram um índice que pode ser calculado pela pontuação dada no Mapa Conceitual do aluno em relação à pontuação dada num Mapa Conceitual de referência.

Schaal (2008), para atingir seus objetivos, usou Mapas Conceituais para avaliar o efeito cognitivo dentro de um domínio de conhecimento complexo e apresentou em seu Artigo um procedimento para avaliar Mapas Conceituais considerando os aspectos relacionados à arquitetura de Mapas Conceituais, no qual estabeleceu como critérios o seguinte:

• O ”volume” de um Mapa Conceitual (total de número de relações usadas no Mapa Conceitual do aluno);

• A ”robustez” que está relacionada à divisão de um Mapa Conceitual em sub Mapas e;

• A quantidade de Proposições precisas em relação ao volume.

Em sua abordagem, Schaal (2008) estabelece que cada aluno forneça uma lista de Proposições mais centrais (conceitos ligados por frases de ligação) e avalia sua corres-pondência com o Mapa Conceitual de um Especialista. A Tabela 1 apresenta os critérios utilizados para obter o coeficiente.

Tabela 1 – Matriz de inter-relações dentro de um Mapa Conceitual. Fonte:Schaal (2008)

No Mapa do aluno

No Mapa do Especialista

Descrição

Não conectado e também Não conectado cnc (Corretamente não conec-tado)

Não conectado mas Conectado mc (Falha na conexão) Conectado mas Não conectado wc (Conexão errada) Conectado e também Conectado cc (Conexão correta)

Com esses dados calcula-se o coeficiente pela fórmula:

Cw = (Pcnc+Pcc)−(Pmc+Pwc)

Quantidade máxima de interconexões possíveis (2.1) A avaliação dos resultados obtidos pelo cálculo demonstrou eficácia do procedimento implantado, considerando um pré e um pós-teste.

Um sistema de Avaliação do Conhecimento usando Mapas Conceituais foi proposto por Anohina-Naumeca, Grundspenkis e Strautmane (2011). O IKAS Intelligent Knowledge Assessment System avalia o conhecimento dos alunos tomando como base o mapeamento conceitual e fornece possibilidades para o professor melhorar o curso e o método de ensino.

Ele usa um modelo matemático para calcular a pontuação do Mapa Conceitual dos alunos.

O cálculo se baseia na análise das correções das relações de entrada e de saída de um conceito, e sua fórmula foi desenvolvida da seguinte forma:

CM D =

lciO número de pontos recebidos para uma ith relação de um conceito, lcmaxiO peso de um ith relação no M apa conceitual do Especialista, e

NO número de relações de um conceito.

O valor do coeficiente varia entre 0 e 1, onde 0 significa que o aluno não entendeu os conceitos e 1 significa que os conceitos foram perfeitamente entendidos. De acordo com Schaal (2008), a inter-relação dos conceitos é vista como um atributo fundamental de conhecimento.

Cada aprendiz tem uma visão particular do mundo e também de seu aprendizado;

portanto, no desenvolvimento de Mapas Conceituais sobre o mesmo domínio, os aprendizes apresentarão Mapas Conceituais diferentes, uns com relações conceituais mais ou menos consistentes ou com relações inválidas, outros com estruturas mais ricas e conceitos-chaves no domínio proposto.

Apresentar Mapas Conceituais diferentes não significa que eles estão errados, e sim que podem ser expressões particulares, podendo apresentar características da organização conceitual do indivíduo e até complementares, em relação a um Mapa desenvolvido por um Especialista.

Para corrigir possíveis relações conceituais inválidas ou inserir Proposições que possivelmente não foram representadas, os Mapas Conceituais podem ser construídos de forma colaborativa.