Ao fazê-lo, não só contribuímos para o desenvolvimento das sociedades em que trabalhamos mas também reforça mos a nossa imagem junto dos investidores, empregados e clientes, o que redundará em benefício do Banco.
4. MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Um dos pilares do Pacto Mundial das Nações Unidas é a protecção do meio ambiente e a contribuição para o desenvolvimento sus- tentável. No Grupo Santander estamos convencidos de que a conservação do meio ambiente é uma necessidade em que todos nos devemos envolver. Com este propósito, pusemos em andamento diversos projectos com os quais nos adiantamos a outras entida- des financeiras para favorecer um desenvolvimento sustentável.
As iniciativas postas em marcha durante o último ano perseguem objectivos diferentes: em primeiro lugar, tratam de reduzir o efei- to sobre o ambiente da própria actividade empresarial. Em segundo lugar, estabelecem uma política de concessão de créditos mais activa e sistemática e facilitam aos clientes e investidores a possibilidade de dispor de produtos de investimento baseados em cri- térios sustentáveis. Por último, é importante destacar o apoio a projectos de protecção e conservação do meio ambiente desen- volvidos tanto por organizações e instituições como pelos próprios empregados do Banco.
Em relação ao primeiro ponto, começaram a aplicar-se de forma sistemática medidas concretas para minimizar o impacto no meio ambiente derivado das próprias actividades do Banco, como são a utilização de sistemas de impressão e reprodução con- centrada de documentos, a poupança de papel mediante a impressão frente e verso ou a instalação de máquinas de baixo con- sumo. São actuações que, ao aplicar-se de forma geral num grupo, terão efeitos globais muito significativos. Um trabalho de formação e sensibilização prévia foi fundamental para facilitar a adopção destas medidas que já começaram a produzir frutos interessantes. Para o efeito, estabeleceu-se um programa de formação em três fases que pretende difundir o Plano de Respon- sabilidade Social Corporativa a todos os empregados do Grupo incluindo, nas acções de formação, um capítulo específico dedi- cado ao meio ambiente.
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Em relação ao segundo ponto, a política de concessão de empréstimos do Banco, caracterizada pelo seu rigor e eficácia, começou a incorporar, com carácter sistemático, critérios de protecção e respeito pelo meio ambiente em todas as operações de análise de crédito a clientes, como parte de uma Política Ambiental que resultará a médio prazo na qualidade da carteira de empréstimos do Banco. Já há algum tempo que o Grupo considera estes riscos quando analisa as operações de financiamento de projectos. A par- tir de agora, dá-se mais um passo ao sistematizar a análise para as restantes operações com empresas.
Em complemento, não se pode esquecer o papel que as entidades financeiras realizam de consultoria a clientes na sua política de investimento. Na óptica de oferecer alternativas atraentes, o Grupo comercializa fundos próprios e de terceiros cujas consi- derações de investimento seguem critérios de sustentabilidade, reflectindo uma preocupação cada vez maior de investimentos particulares e institucionais.
Por último, são numerosos os projectos de protecção e conservação ambiental em que o Banco participa quer directamente quer com a colaboração de instituições especializadas ou promovidos por empregados do Grupo.
Assim, o Banco ocupa em Espanha uma posição de liderança no financiamento de parques eólicos, com mais de 35 projectos finan- ciados nos últimos cinco anos, com um investimento comprometido superior a 250 milhões de euros. A potência destes parques, 1.108 megavatios, equivale a um quarto da potência eólica instalada em Espanha e implicará uma poupança de emissões de CO2 para a atmosfera de 2,77 milhões de toneladas métricas por ano.
5. FUNDAÇÕES
As Fundações do Grupo desempenham um papel importante no desenvolvimento das iniciativas de carácter social e ambiental, cul- tural, artístico, educativo e na promoção da investigação científica.
Fundação Santander Central Hispano
Durante o ano de 2002 a Fundação Santander Central Hispano continuou a desenvolver o seu trabalho de apoio às artes, às ciên- cias e às humanidades, tentando ser uma referência em Espanha e contribuindo para o seu crescimento cultural e científico. Uma clara aposta da Fundação está apontada para possibilitar a necessária aproximação entre o mundo humanístico e científico, com projectos multidisciplinares que estabeleçam pontes de comunicação e de diálogo entre ambos os campos.
Com estas directivas, trabalhou para recuperar a memória no mundo da arte, redescobrindo artistas, géneros e períodos, no âmbito literário e dando a conhecer escritores contemporâneos em língua espanhola esquecidos. No campo histórico apro- fundou no contexto de cada época através de grupos sociais ou personagens que influíram e marcaram o nosso futuro his- tórico.
Em complemento a Fundação quer tomar em mãos os problemas actuais com desenvolvimentos que impliquem uma projecção de futuro e que ponham a tónica nos aspectos que mais influem na evolução da vida social e das relações humanas. Neste último aspecto cabe assinalar o início de uma nova linha de actuação em torno da conservação do património natural e o cuidado do meio ambiente. Um campo que a Fundação definiu como Sustentabilidade e Património Natural e no qual tenta responder ao sinal des- tes tempos, a preservar o ambiente natural para tornar o nosso planeta habitável. Um âmbito em que a Fundação se quer envol- ver de forma activa levando a cabo um extenso trabalho educativo e de divulgação, colaborando com científicos, Administração e organizações especializadas na análise e resolução de problemas ambientais e pondo em marcha iniciativas concretas e eficazes para conseguir um modelo harmonioso de desenvolvimento económico, social e ambiental.
Em 2002 o investimento nestes campos superou os 2,4 milhões de euros, o que permitiu difundir o trabalho realizado mediante a publicação dos ciclos de conferências, da revista Moneda y Crédito e dos Cadernos de Sustentabilidade, em complemento aos catá- logos das diferentes exposições culturais realizadas pela Fundação.
Fundação Banesto
A fundação Banesto geriu durante 2002 um orçamento de 800.000 euros. A sua actividade concentra-se em projectos de apoio à infância e de promoção do ensino musical no nosso país. A concentração da sua actividade em dois campos tão concretos da acção social é a melhor maneira de garantir a eficácia dos fundos contribuídos.
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Fundação Banco de Venezuela Grupo Santander
Com mais de três décadas de intensa actividade a favor da comunidade venezuelana, a Fundação é a instituição privada mais anti- ga do país do seu género.
Os seus principais esforços permitiram beneficiar a educação, o meio ambiente e a sociedade, apoiando diferentes programas que levam a cabo organizações sociais em todo o país e canalizando recursos através do Programa Dividendo Voluntário para a Comu- nidade (DVC), para a construção de escolas rurais. A Fundação executou em 2002 projectos, programas e donativos equivalentes a 633.000 euros.
Fundação Centro Internacional de Formação Financeira (CIFF)
A Fundação Centro Internacional de Formação Financeira, criada em Julho de 2001, por iniciativa do Santander Central Hispano e da Universidade de Alcalá, pretende ser referência da realidade política e económica espanhola e latino-americana, assim como local de encontro e sensibilização de todos os profissionais do mundo empresarial interessados em potenciar o seu conhecimento de ambas as realidades, assim como as relações entre ambos os continentes. O investimento durante o presente exercício ascendeu a 300.000 euros.