Relatório de Auditoria
768.168 831.597 935.181 Responsabilidades com pensões (*) (Nota 2-j):
Em sociedades espanholas 7.448.941 6.626.201 5.966.704
Dos quais: Outros activos 3.191.513 3.240.237 3.170.597
Em sociedades estrangeiras 3.001.768 4.033.609 3.541.307
10.450.709 10.659.810 9.508.011 Fundo para riscos bancários gerais (**) 132.223 132.223 132.223 Provisão para outros activos:
Activos recebidos em doação (Nota 13) 395.406 563.455 623.881
Outros activos 104.837 131.652 99.702
500.243 695.107 723.583
Outras provisões para activos 207.750 243.013 219.117
Outras provisões para riscos e encargos (Nota 17) 5.008.669 7.895.923 6.794.863
Total 22.232.040 26.040.547 23.963.448
(*) Os balanços consolidados não incluem as responsabilidades com pensões das sociedades estrangeiras cobertas mediante contratos com companhias segu- radoras.
(**) De acordo com as normas do Banco de Espanha, o saldo deste fundo é considerado como parte das reservas patrimoniais do Grupo para efeito de cumprimento das exigências de fundos próprios.
Argentina
Tendo em conta as incertezas existentes neste país depois das modificações verificadas no seu sistema financeira (forte des- valorização do peso, conversão a pesos de determinados acti- vos e passivos em moeda estrangeira dos balanços das entida- des argentinas, reprogramação de depósitos de clientes, entre outros), e esperando as normas definitivas que corrijam as assi- metrias actuais e considerando eventualidades futuras, o Grupo, de acordo com a sua tradicional política de prudência, procedeu como segue nas suas demonstrações financeiras consolidadas dos exercícios de 2002 e 2001:
1. As demonstrações financeiras em 31 de Dezembro de 2002 de todas as entidades do Grupo sediadas na Argentina foram convertidas para Euro utilizando a taxa de câmbio final de 3,54 pesos argentinos por Euro (equivalente a 3,375 pesos argentinos por cada dólar norte-americano). O
impacto desta conversão (desde o início da desvalorização) na situação liquida ascendeu a aproximadamente 982 mil- hões de Euro (505 milhões de Euro em 31 de Dezembro de 2001, após a conversão dos estados financeiros usando uma taxa de câmbio final de 1,498 pesos argentinos por Euro; taxa de câmbio que representa o mercado na data de elaboração das demonstrações financeiras do exercício de 2001), o qual foi registado, conforme indicado na Circular 4/1991, na rubrica «Prejuízos de Exercícios Anteriores de Sociedades Consolidadas» (Nota 21).
2. No exercício de 2001 foi constituída uma provisão especial no montante de 1.287 milhões de Euro (dos quais 1.244 milhões de Euro foram registados na rubrica «Perdas Extraordinárias» da demonstração consolidada de resulta- dos), destinada a cobrir – uma vez consideradas as diferen- ças de conversão referidas no parágrafo anterior – o valor
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da situação liquida contabilística dos bancos do Grupo sediados na Argentina (774 milhões de Euro) e os fundos de comércio de consolidação (incluindo a cobertura do investimento associado à compra sobre acções do Banco Río de la Plata, S.A. que se indica na Nota 3) relativos a essas entidades (513 milhões de Euro - Nota 12), ainda não amortizados em 31 de Dezembro de 2001.
Em 31 de Dezembro de 2002, a provisão total constituída ascende a 1.623 milhões de Euro (dos quais 1.356 milhões de Euro foram registados em «Provisões para Riscos e Encargos – Outras provisões»), destinada a cobrir a totali- dade da situação liquida contabilística e do fundo de comércio dos investimentos nas sociedades sediadas nesse país e do risco derivado das operações intragrupo, bem como as novas necessidades relativamente à regulação da provisão por risco-país com terceiros originadas pela mudança de classificação da Argentina (Nota 17).
3. Para o efeito de homogeneização dos critérios de contabili- dade e de apresentação das demonstrações financeiras das companhias filiais do Grupo sediadas na Argentina com as do Grupo, foram neutralizados os resultados gerados pelas referidas filiais, sem que se tenha realizado qualquer outro ajuste de homogeneização ou classificação contabilística às suas demonstrações financeiras.
Durante o exercício de 2002, não foram realizadas provisões de liquidez desde outras entidades do Grupo às filiais sediadas na Argentina.
(2) Princípios contabilísticos e critérios valorimétricos
Foram aplicados os seguintes princípios contabilísticos e crité- rios valorimétricos na elaboração das demonstrações financei- ras consolidadas:
a) Especialização de exercícios
De uma forma geral, os proveitos e custos são registados de acordo com o princípio da especialização de exercícios, aplicando-se o método financeiro às operações com prazos de liquidação superiores a doze meses. Não obstante, seguindo o princípio da prudência e de acordo com o dis- posto nas normas do Banco de Espanha, os juros vencidos e não pagos de devedores em situação de mora, em litígio e de cobrança duvidosa, assim como os juros derivados de operações sujeitas a risco-país relativas aos países classifi- cados como em dificuldades transitórias e como duvidosos e muito duvidosos, são reconhecidos quando recebidos.
b) Transacções em moeda estrangeira Critérios de conversão
Os saldos denominados em moeda estrangeira, incluindo as demonstrações financeiras das sociedades consolidadas e sucursais sediadas em países não pertencentes à União Monetária, foram convertidos para Euro utilizando as taxas de câmbio médias oficiais do mercado de divisas à vista espanhol no encerramento de cada exercício, com excep- ção de:
1. Os saldos correspondentes ao capital afecto das sucur- sais sediadas em países não pertencentes à União Monetária e as reservas e lucros acumulados em socie- dades e sucursais em países não pertencentes à União Monetária, financiadas em Euro, foram valorizadas a taxas de câmbio históricas.
2. As contas de proveitos e custos, tanto das sociedades consolidadas como das sucursais sediadas em países não pertencentes à União Monetária, foram converti- das às taxas de câmbio médias de cada exercício. 3. As operações de compra e venda a prazo de divisas con-
tra outras divisas e divisas contra Euro que não são de cobertura, são convertidas para Euro às taxas de câmbio do mercado de divisas a prazo na data de encerramen- to de cada exercício.
Registo das diferenças de câmbio
As diferenças de câmbio resultantes da aplicação dos crité- rios indicados nos parágrafos anteriores foram registadas da seguinte forma:
1. As diferenças resultantes do processo de consolidação são registadas, consoante o seu saldo seja devedor ou credor, nas rubricas de «Prejuízos de Exercícios Anteriores de Sociedades Consolidadas» ou «Reservas em Sociedades Consolidadas» dos balanços consolida- dos, deduzida da parte que da referida diferença corresponde aos accionistas minoritários (Nota 21). 2. As restantes diferenças de câmbio são registadas na
rubrica «Resultados em Operações Financeiras» da demonstrações consolidadas de resultados (Nota 25), com contrapartida, no caso de operações a prazo que não são de cobertura, na rubrica de «Outros Activos» ou «Outros Passivos» dos balanços consolidados.
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Algumas sociedades sediadas em países com normas contabilísticas específicas para registar ajustamentos por inflação (basicamente, Chile, México, Uruguai, Bolívia e Peru) registam débitos e créditos nas suas demonstrações de resultados para ajustar os seus capi-
tais próprios ao efeito da inflação. Tais débitos e créditos são reconhecidos nas rubricas «Perdas Extraordinárias» e «Ganhos Extraordinários» nas demonstrações consolida- das de resultados. O detalhe destas rubricas é como segue: Milhares de Euro 2002 2001 2000 Ganhos extraordinários: Outros proveitos 36.542 15.332 48.015 Perdas extraordinárias: Outros custos (106.079) (57.133) (116.049) (69.537) (41.801) (68.034)
c) Provisões para riscos de créditos
As provisões para riscos de créditos, são apresentadas como deduções dos saldos das rubricas «Créditos sobre instituições de crédito», «Créditos sobre clientes» e «Obrigações e outros títulos de rendimento fixo» do acti- vo dos balanços consolidados, tendo por objectivo cobrir as possíveis perdas que poderiam ser incorridas na cobrança integral das transacções de risco de todo tipo, com excepção das garantias e avais, contraídas pelas sociedades consolidadas no desenvolvimento das suas actividades.
As provisões para riscos de créditos foram calculadas como segue:
1. Provisões para riscos nacionais e estrangeiros, excepto risco-país:
a. Provisões específicas: de forma individual, em função das expectativas de recuperação dos ris- cos e, como mínimo, por aplicação dos coefi- cientes estabelecidos nas normas do Banco de Espanha. Os saldos destas provisões são aumen- tados por dotações registadas com contraparti- da nos resultados do exercício e reduzidos por recebimento das dívidas consideradas como incobráveis ou que tenham permanecido mais do que três anos em situação de mora (mais de seis anos no caso de operações de crédito à habitação com cobertura eficaz) e eventualmen- te por recuperações de valores previamente pro- visionados (Nota 7).
b. Provisõe genérica: de acordo com as normas do Banco de Espanha, deve ser contabilizada uma provisão de carácter genérico equivalente a 1% dos créditos, títulos de rendimento fixo do sector privado, passivos contingentes e activos de cobrança duvidosa sem cobertura obrigatória (sendo essa percentagem de 0,5% para determi-
nados créditos à habitação), destinada à cobertu- ra de perdas não identificadas especificamente no encerramento do exercício.
2. Provisões para risco-país: em função da classificação estimada do grau de dificuldade financeira de cada país (Nota 7).
3. Provisão para cobertura estatística de riscos de crédi- to: adicionalmente, desde 1 de Julho de 2000, o Grupo deve efectuar uma cobertura estatística de per- das potenciais nas diversas carteiras de risco homogé- neas, dotando em cada trimestre, na rubrica «Amortizações e provisões para riscos de crédito» da demonstração consolidada de resultados, para cada uma das Sociedades Consolidadas, a diferença positi- va entre 25% da estimativa estatística das perdas glo- bais latentes nas diversas carteiras de risco homogé- neas (risco de crédito de cada carteira multiplicado por coeficientes compreendidos entre 0% e 1,5%). Se a diferença for negativa, esta deve ser creditada na demonstração consolidada de resultados por contra- partida da provisão constituída para esse fim (na medi- da em que exista saldo disponível).
As provisões para perdas que podem ser incorridas pelo Grupo como consequência de garantias e avales prestados pelas Sociedades Consolidadas estão incluí- das na rubrica «Provisões para Riscos e Encargos - Outras provisões» do balanço consolidado (Nota 17). As provisões para riscos de crédito contabilizadas pelo Grupo cumprem as exigências do Banco de Espanha.
d) Títulos de dívida pública, obrigações e outros títulos de rendimento fixo
Os valores que constituem a carteira de rendimento fixo do Grupo estão classificados de acordo com os seguintes critérios:
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1. Os valores classificados na carteira de negociação, a qual consiste nos títulos mantidos com a finalidade de operar no mercado, são valorizados ao preço de mercado na data de encerramento do exercício. As diferenças líquidas resultantes de variações de preço são registadas (sem incluir o cupão corrido) como lucros ou prejuízos na rubrica de «Resultados em operações financeiras» da demonstrações consolida- das de resultados.
2. Os valores classificados na carteira de títulos a venci- mento, a qual consiste nos títulos que o Grupo pre- tende manter até seu vencimento final, por ter, basi- camente, capacidade financeira para tal, ou por ter financiamento específico, são valorizados ao custo de aquisição corrigido, durante a sua vida residual, pela periodificação financeira da diferença positiva ou negativa entre o valor de reembolso e o preço de aquisição.
3. Os valores classificados na carteira de títulos de inves- timento são aqueles não estão classificados em nen- huma das carteiras anteriores, os quais são valoriza- dos ao custo de aquisição corrigido conforme expli- cado no parágrafo acima. Para estes títulos, é com- parado o seu custo de aquisição corrigido com o seu valor de mercado, sendo este determinado, no caso de títulos cotados, pela cotação do último dia útil do exercício e, no caso de títulos não cotados, em fun- ção ao seu valor presente calculado à taxa de juros de mercado nesse mesmo dia. Caso aplicável é contabi- lizado uma provisão para depreciação de títulos por contrapartida de contas devedoras de regularização ou de custos.
Nos títulos de rendimento fixo cujo custo de aquisição corrigido seja superior ao valor de mercado, existia uma diferença líquida (para além da provisão para menos- valias constituída por contrapartida de resultados) em 31 de Dezembro de 2002 ( Notas 5 e 8) de 272 milhõ- es de Euro (206 e 231 milhões de Euro, em 31 de Dezembro de 2001 e 2000, respectivamente). Este montante não se encontra reflectido nos balanços con- solidados, uma vez que a correspondente provisão para depreciação de títulos é comparada com a conta deve- dora de regularização por contrapartida da qual a pro- visão foi constituída. Esta conta de regularização é con- siderada no cálculo do rácio de solvabilidade do Grupo. No caso de venda desses títulos, as perdas em rela- ção ao custo de aquisição corrigido, são registadas em demonstração de resultados. Os ganhos (no caso de serem superiores às perdas registadas no exercí- cio por custos) são registados a crédito de demons- trações de resultados, somente pela parcela, se hou- ver, que excede a provisão para depreciação de títu- los necessário no fim de cada exercício, que tenha sido constituído através de débito de contas de regularização.
e) Investimento em acções
Os valores classificados na carteira de negociação são valori- zados ao preço de mercado no fim do exercício. As diferen- ças líquidas resultantes de variações de preço são registadas na rubrica «Resultados em operações financeiras» na demonstrações consolidadas de resultados .
As participações em entidades do Grupo não consolida- das e em entidades «associadas» são valorizadas de acordo com o método de equivalência patrimonial (Nota 1).
Os títulos de rendimento variável não mencionados nos parágrafos anteriores são registados no balanço consolida- do ao custo de aquisição ou, se for menor, ao valor de mer- cado. O preço de mercado desses títulos é determinado de acordo com os seguintes critérios:
1. Títulos cotados em Bolsa: cotação média do último tri- mestre ou cotação do último dia útil do exercício, se este for menor.
2. Títulos não cotados em Bolsa: valor patrimonial da participação, obtido a partir das últimas demonstra- ções financeiras disponíveis das entidades participa- das, corrigidas pelo valor das mais valias não realiza- das existentes no momento da aquisição, ainda exis- tentes no fim do exercício. A diferença entre o preço de aquisição e o valor calculado conforme explicado no parágrafo anterior, que possa ser absorvida pelo aumento anual dos valores patrimoniais das entidades participadas num prazo máximo de vente anos, não precisa ser ajustada.
Foi constituída uma provisão para as menos valias exis- tentes, a qual está reflectida como diminuição do saldo da correspondente rubrica nos balanços consolidados. (Nota 9).
f) Imobilizações incorpóreas
Em geral, as despesas com aumentos de capital, emissão de obrigações de tesouraria e o lançamento de novas actividades; investimento na aquisição e desenvolvimento de sistemas e programas informáticos cuja utilidade se estende a vários exercícios; investimento na remodelação de escritórios em regime de aluguer e outros custos simi- lares, são contabilizados pelo custo incorrido, líquido da amortização acumulada. Esses custos são amortizados a débito de resultados durante um período máximo de cinco anos.
As amortizações registadas como custo nas demonstra- ções consolidadas de resultados nos exercícios de 2002, 2001 e 2000 foram de 285.573, 336.837 e 248.957 mil- hares de Euro, respectivamente, estando reflectidas na rubrica «Amortização das imobilizações incorpóreas e corpóreas».
161 g) Diferenças de consolidação positivas e negativas
Diferenças de consolidação positivas
Correspondem às diferenças positivas entre:
(i) o custo das participações no capital das sociedades incluídas no perímetro de consolidação (tanto as con- solidadas pelo método de integração global como as avaliadas de acordo com o método de equivalência patrimonial), e
(ii) conforme exigido pelo Banco de Espanha, o valor de mercado das participações no capital de outras socie- dades cedidas por terceiros nos aumentos de capital do Banco, realizadas conforme disposto no artigo 159.1.c do Texto Revisto da Lei das Sociedades Anónimas (Nota 20),
e os correspondentes valores patrimoniais adquiridos, ajus- tados na data da primeira consolidação, sendo registadas da seguinte forma:
1. Se a diferença é atribuível a elementos patrimoniais concretos destas sociedades, é aumentado o valor dos activos (ou reduzido o valor dos passivos) cujos valores de mercado sejam superiores (inferiores) aos valores líquidos contabilísticos constantes dos seus balanços e cujo tratamento contabilístico seja igual ao do mesmo tipo de activos (passivos) do Grupo (amortização, espe- cialização, etc.).
2. O remanescente é registado como diferença de con- solidação. Estas diferenças são amortizadas sistemati-
camente, a partir da data da compra, durante o perí- odo em que se considere que tais investimentos con- tribuirão para a obtenção de proveitos para o Grupo, num prazo máximo de 20 anos (Nota 12).
Os custos com a amortização do goodwill são regista- dos na rubrica «Amortização das diferenças positivas de consolidação» da demonstrações consolidadas de resultados.
Diferenças de consolidação negativas
As diferenças de consolidação negativas, apresentadas no balanço consolidado com carácter de proveitos diferidos, só podem ser creditadas na demonstração consolidada de resultados quando os investimentos em acções das socie- dades participadas que lhes deram origem forem total ou parcialmente realizados.
h) Imobilizações corpóreas
Imobilizações corpóreas operacionais
As imobilizações corpóreas operacionais são contabiliza- das ao custo de aquisição, reavaliado de acordo com as diversas disposições legais aplicáveis, deduzidas das correspondentes amortizações acumuladas.
As amortizações são calculadas pelo método das quotas constantes, em função dos anos de vida útil média esti- mada dos diferentes elementos do activo imobilizado. As taxas de amortização anuais são basicamente as seguintes:
Percentagens
Imóveis de serviço próprio 2
Mobiliário 7,5 a 10
Instalações 6 a 10
Material de escritório 10 a 25
Os gastos de manutenção e conservação são registados como custo nos exercícios em que são incorridos.
Imobilizações corpóreas recebidas em dação em cumpri- mento de crédito vencido
Estos activos são registados pelo valor contabilístico do cré- dito concedido ou pelo valor de avaliação do activo adqui- rido, dos dois o menor.
Caso estes activos não sejam vendidos ou transferidos para o imobilizado corpóreo operacional, é constituída uma provisão em função do tempo decorrido desde a
sua aquisição, da natureza do activo e /ou das caracte- rísticas da sua avaliação.
As provisões constituídas, por contrapartida da rubrica «Perdas extraordinárias» da demonstrações consolida- das de resultados, são apresentadas como uma dimi- nuição do saldo da rubrica «Imobilizações corpóreas – Outros imóveis» (Nota 13).
i) Acções próprias
O saldo da rubrica «Acções Próprias» corresponde a acçõ- es do Banco adquiridas e mantidas por sociedades consoli-
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dadas. Estas acções são reflectidas ao custo de aquisição, deduzido, se necessário, de uma provisão determinada em função do valor que resultar do mais baixo entre o valor teórico-contabilístico do Grupo e o seu valor de mercado. A referida provisão é registada por contrapartida da rubri- ca «Perdas em Transacções com Empresas do Grupo» da demonstrações consolidadas de resultados.
A totalidade das acções do Banco detidas pelas socieda- des consolidadas representa 0,08% do capital emitido em 31 de Dezembro de 2002. Nessa data, as sociedades dependentes não consolidadas possuíam 0,02% do capi- tal do Banco.
Durante o exercício de 2002, depois de consideradas as aquisições realizadas durante o ano, as sociedades do Grupo venderam 763.081.401 acções do Banco.
j) Responsabilidades com pensões Sociedades em Espanha
De acordo com os acordos colectivos de trabalho vigentes, algumas entidades consolidadas espanholas assumiram o compromisso de complementar as prestações da Segurança Social atribuídas a determinados trabalhadores ou aos seus descendentes, em caso de reforma, incapaci- dade permanente, viuvez ou orfandade. Os referidos com- promissos (que, em 31 de Dezembro de 2002, são de 9.975 milhões de Euro), estão cobertos mediante fundos internos e externos pela referida data. Em 31 de Dezembro de 2001 e 2000 encontravam-se cobertos através de fun- dos internos.
Normas aplicáveis
Os compromissos e riscos registados em matéria de pensõ- es (de acordo com as disposições do Real Decreto 1.588/1999, de 15 de Outubro, que aprova o Regulamento sobre a Instrumentalização dos Compromissos por Pensões das Empresas para com os seus Trabalhadores) devem ser valorizados e cobertos aplicando critérios objectivos, pelo menos tão rigorosos como os que se estabelecem no cita- do Regulamento, entre outros, que a taxa de juro técnico aplicável não pode ser superior a 4% anuais e que as tabe-