aproximadamente 30 cm entre a bancada e o assento)
3.6 MEMORIAL DESCRITIVO
O ambiente tornou-se seguro e agradável, adotando o estilo contemporâneo, com diversas peças, usando alguns materiais. Cores e contraste estão presentes no espaço. Juntos, todos os elementos criam uma identidade visual do projeto.
Em sequência, a vista superior da cozinha, com a localização do mobiliário, permitindo assim o melhor entendimento do projeto (Figura 36).
Figura 36 – Vista superior do ambiente
Fonte: Elaborado pela autora
Após todo o estudo realizado no referencial teórico, é possível escolher os elementos que farão parte do projeto. As cores selecionadas para o ambiente precisam ser apropriadas ao público. Por esse motivo elas foram escolhidas levando em consideração os seus significados. Em sequência, apresentamos as cores utilizadas no projeto juntamente com a justificativa dessa escolha:
O laranja: é uma cor quente, significa alegria, vitalidade e prosperidade. Está associada a criatividade, estimula o apetite e o diálogo. A cor laranja é recomendada para cozinhas e salas de jantar, pois transmite calor e energia.
O cinza: é uma das cores mais usadas no momento. O cinza simboliza o equilíbrio e pode ser usado de várias formas, como em lugares mais agitados, pois ajuda a acalmar. Representa elegância e modernidade.
O branco: simboliza a paz, pureza e limpeza. Ela combina com qualquer tipo de decoração, pois é uma cor neutra. Quando usada em excesso, a cor pode causar desconforto aos usuários.
As cores escolhidas estão relacionadas à simplicidade, ao minimalismo, ao contraste. Deixa, assim, um ambiente harmônico, elegante e aconchegante. Outros elementos também
foram aplicados no ambiente, serão descritos juntamente com os renders e o detalhamento do projeto.
Na parede 1 (figura 37), é proposta a utilização de revestimento, pois nela apresentam- se os móveis projetados incluindo o balcão pia e o fogão. O uso do revestimento facilita a higienização do ambiente.
Figura 37 – Render parede 1
Fonte: Elaborado pela autora
O revestimento utilizado para a parede 1 (figura 38), é composto pelas cores branco e cinza, tornando um efeito marmorizado, o que deixa o ambiente harmonioso. O modelo do revestimento é Orsay Almond Itagres 30,5x60,5cm (REF. 89044753).
Figura 38 – Revestimento utilizado na parede 1
Fonte: Leroy Merlin (2016)
Na parede 2 (figura 39), encontra-se as janelas. Como elas são bem grandes, utilizam praticamente toda a parede, e esse espaço ficou, portanto, desprovido de móveis, o que, evidentemente facilita a mobilidade dos usuários.
Figura 39 – Render parede 2
Na parede 3 (figura 40), foi deixado um vão para acomodar as cadeiras ao redor da mesa. Para que o ambiente fique mais limpo e fácil dos usuários se movimentarem nele.
Figura 40 – Render parede 3
Fonte: Elaborado pela autora
A cor utilizada na parede 3 é o laranja, Essência de Laranja, da Coral. Pois a cor laranja transmite calor e energia, transformando assim o ambiente aconchegante, estimulando o diálogo e criatividade
Figura 41 – Cor escolhida para a parede 3
Na parede 4 (figura 42), apresentam-se móveis projetados. Nesses armários, serão armazenados os objetos utilizados na cozinha.
Figura 42 – Render parede 4
Fonte: Elaborado pela autora
O mobiliário tem como a cor predominante o branco. Tornando assim o ambiente elegante.
A seguir serão descritos os moveis que compõem o projeto. As imagens renderizadas auxiliam no entendimento da proposta.
Mobiliários: os armários foram planejados para fazer o armazenamento dos utensílios usados na cozinha. A matéria-prima é o MDF, na cor branco, 18 mm de espessura e textura jateado. Os armários dispõem de prateleiras, gavetas com corrediças telescópicas e portas com dobradiças de pressão, e puxadores com perfil de alumínio.
Figura 43 – MDF com textura jateado
Fonte: Masisa (2016).
Para as bancadas a sugestão é utilizar granito, pois é muito resistente, ele deve ser impermeabilizado para que não adsorva líquido, gorduras e consequentemente não manche. Encontrado em várias cores, portanto a sugerida é o Cinza Mauá (figura 44).
Figura 44 – Granito Cinza Mauá
Fonte: Sol Pedras (2016).
Mesa: a mesa utilizada no projeto é a mesma existente no ambiente e será proposto o revestimento dela com laminado branco. Assim, o custo será reduzido.
Cadeiras: serão utilizadas as cadeiras existentes no ambiente, e será proposto o revestimento delas na cor branco.
Gesso e iluminação: o teto rebaixado com gesso cria várias possibilidades para a iluminação e auxilia na hora de esconder ferragens. A sugestão de fazer o rebaixo de gesso é para colocar iluminação apropriada no ambiente, pois o ambiente hoje tem o pé direito com 3,12m, a sugestão é rebaixar 25cm, com sobra de 15cm das janelas (figura 45).
Figura 45 – Detalhamento do Gesso
Fonte: Elaborado pela autora.
Para a iluminação, serão utilizadas lâmpadas de 6.400 kelvins, com tonalidade azulada, chamada branca fria, o que produz sensação de estímulo. Esse tipo de iluminação é excelente para área de trabalho, como cozinhas. Para fazer o cálculo luminotécnico, fez-se uso do site Cidade Led (figura 46).
Figura 46 – Calculo Luminotécnico
Fonte: Cidade Led (2016)
Segundo o resultado do cálculo luminotécnico, para o espaço da cozinha, serão utilizadas 8 lâmpadas fluorescentes tubulares de 40 watts cada. O modelo de lâmpada sugerido é o T10 40W Branca Bivolt (REF.87468290). As lâmpadas tubulares são de fácil aplicação e têm alta durabilidade e economia.
Figura 47 – Lâmpada tubular T10 (REF87468290)
Fonte: FLC (2016)
A luminária é do tipo de embutir, com aletas em alumínio, indicada para forro de gesso, de 1250 x 625. Tem capacidade para duas lâmpadas T10 em cada unidade, por isso, serão utilizadas 4 unidades (figura 48).
Figura 48 – Luminária para forro de gesso
Fonte: Diviworld (2016).
Nos mobiliários superiores ao balcão pia, foi sugerida a aplicação da fita de LED IP 20, (REF 04060254), ótima opção para iluminação decorativa e de fácil aplicação. O projeto luminotécnico detalhado encontra-se no Apêndice D.
Figura 49 – Fita LED IP 20 (REF 04060254)
Fonte: FLC (2016)
O piso: a sugestão para o ambiente da cozinha é colocar porcelanato acetinado com borda arredondada cetim branco 60X60 (ref. 89373326). Esse é um material prático, dá um toque moderno ao ambiente, e é barato e sustentável. Muito utilizado para pisos em projetos residenciais, por ser um material bastante durável.
Figura 50 – Porcelanato acetinado com borda arredondada cetim branco
Fonte: Leroy Merlin (2016)
Piso tátil: o piso tátil é utilizado pelos usuários, portanto será posicionado de forma que eles possam usar o ambiente com mais segurança.
Etiquetas braille: Serão posicionadas na parte frontal de cada móvel para que os usuários façam a identificação de quais objetos estarão guardados naquele local. As etiquetas serão feitas em aço inox e gravadas com alfabeto braille.
Figura 51 – Exemplo de etiquetas em braille
Fonte: Youtube (2016).
3.7 MAQUETE
A maquete foi desenvolvida com a finalidade de proporcionar a observação dos detalhes, confeccionada com MDF. Foi executada em escala 1:10, e facilmente pode ser reproduzido o mobiliário e seus detalhes. Em sequência, algumas fotos do processo de produção. As demais encontram-se no Apêndice B.
Figura 52 – Processo de produção da maquete
Figura 53 – Processo de produção da maquete.
Fonte: Elaborado pela autora.
Figura 54 – Processo de produção da maquete
Fonte: Elaborado pela autora.
A maquete foi confeccionada com MDF, as peças foram cortadas com serra apropriada, coladas e depois pintadas com tinta específica para o material. Após isso, foi feito o detalhamento com as placas em braille e o piso tátil.
4 CONCLUSÃO
Através de pesquisas pode se observar que os deficientes visuais são a classe mais representativa no país, em relação as outras deficiências ou necessidades especiais, mas muitas vezes esquecidos, no que diz respeito a desenvolvimento de produtos que auxiliam na sua vida diária. A partir da identificação deste problema, buscou-se desenvolver um ambiente inclusivo adaptado as necessidades dos usuários, levando em consideração o baixo custo de produção. Para ser possível o desenvolvimento do projeto, foi necessário um estudo mais aprofundado sobre o público-alvo, pois para a criação deve ser levado em conta as suas necessidades e dificuldades no ambiente da cozinha.
Com base no levantamento de informações realizado no processo de pesquisa, foi possível a definição dos requisitos a serem atendidos pela proposta do ambiente e a geração de alternativas para posteriormente fazer a escolha da melhor alternativa através de soluções viáveis. Os resultados atenderam os requisitos instituídos, sendo resolvidos de forma acessível e simples. Os requisitos eram de tornar o ambiente acessível, com aplicações de elementos que são indispensáveis na vida do público-alvo, como o piso tátil e a identificação em braille no mobiliário. Portanto, a alternativa escolhida seguiu as normas de aplicação para o piso tátil, deixando o ambiente com uma boa circulação, favorecendo a mobilidade, também a identificação em braille em cada módulo, portas e gavetas para que facilite os usuários no momento de usar a cozinha. Foi aplicado também um dos requisitos da entrevistada que era de aplicar o fogão por indução, pois ele apresenta menos risos de queimaduras, pois não apresenta chamas.
O projeto da cozinha para APADEVI – Associação de Pais, Amigos e Deficientes Visuais de Ijuí, foi além de ser um ambiente especialmente projetado para os deficientes visuais, pois teve a preocupação com o conforto, a ergonomia, segurança, funcionalidade e estética, estimulando assim os usuários a usufruir do espaço com mais segurança. Desta forma, foi possível atingir o objetivo do trabalho, estimular o desenvolvimento dos usuários de forma segura, pelo meio de um ambiente apropriado as necessidades.
Além de o projeto apresentar um estudo de caso, ele pode contribuir para estudos futuros na área da inclusão e acessibilidade para deficientes visuais, sendo possível aplicar algumas soluções em outros ambientes. O estudo demonstra a importância do profissional de design na contribuição para a melhoria da qualidade de vida de pessoas com necessidades especiais e a necessidade cada vez maior de um trabalho interdisciplinar entre diversas áreas envolvidas.
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