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MESA REDONDA COM ADOLESCENTES: CONVERSANDO SOBRE DST/HIV/AIDS

No documento VIII Congresso da SBDST (páginas 134-136)

Pôsteres apresentados em 21 de maio de

MESA REDONDA COM ADOLESCENTES: CONVERSANDO SOBRE DST/HIV/AIDS

MIRELA FARIAS PICKERSGILL, JENIFER HARTER, CAMILA FERREIRA DA CRUz

Introdução: a educação em saúde é de extrema importância no âmbito da saúde pública, sobretudo quando é direcionada à educação sexual

de crianças e adolescentes com o objetivo de orientar e prevenir as DST. Diante do exposto, decidimos levar a educação em saúde para este público à um Centro Espírita de uma cidade do sul do Brasil, com o objetivo de sensibilizá-los sobre a necessidade de ampliação do conhecimento dos cuidados em saúde a cerca da sexualidade. Descrição do caso: a atividade foi realizada em um Centro Espírita no dia 25 de setembro de 2010, tendo como público-alvo adolescentes de 11 à 19 anos. Foi realizada palestra expositiva abordando as DST, HIV e aids (sintomatologia, transmissão e prevenção) e referenciando os serviços de saúde responsáveis pela identificação de agravos e distribuição de preservativos. Também foram realizadas atividades dinâmicas com o objetivo de instigar a participação do público e um momento de questionamentos preestabelecidos ao final da atividade para verificar o aproveitamento da mesma. Comentários: a participação do público- alvo foi surpreendente, quando se comparada a outras atividades tradicionais (palestras, capacitações, aulas), mesmo sendo em um local pouco provável, já que a atividade sexual é pouco discutida dentro de ambientes religiosos. A dinâmica da mesa redonda possibilitou a participação ativa do público, pois este não se sentia compelido ou desconfortável, sendo que as atividades dinâmicas potencializaram esta característica, entrosando o público com o grupo que estava coordenando a mesa. Durante a atividade, surgiram questionamentos específicos que foram elucidados. Obteve-se 100% de aproveitamento da atividade quanto às questões abordadas no encerramento. Conclui-se que as atividades de educação em saúde, com ênfase na educação sexual e reprodutiva, devem ser realizadas de maneira dinâmica e participativa, objetivando a aprendizagem e a posterior prevenção de maneira ativa.

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ADOLESCER COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA: UM RELATO DE CASO SOBRE PREVENçÃO DAS DST/AIDS

CRHIS NETTO DE BRUM, CRISTIANE CARDOSO DE PAULA, SAMUEL SPIEGELBERG zUGE, CAROLINE SISSy TRONCO, LUCIANA CARRION CARVALHO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA

Introdução: a abordagem da saúde pública com sua ênfase na natureza multidimensional dos problemas relacionados à saúde, juntamente

com ênfase na promoção inserida na educação em saúde, proporciona uma interação entre as diferentes instâncias governamentais: saúde e educação. Nesse sentido, a escola propicia um cenário privilegiado para a realização de ações centradas aos adolescentes e jovens, principalmente no que tange a saúde sexual e reprodutiva dos adolescentes, uma vez que se encontram vulneráveis aos agravos da epidemia da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (aids) e das Doenças Sexuais Transmissíveis (DST). Descrição do caso: relatar as atividades educativas desenvolvidas em uma escola para estudantes com deficiência auditiva, da região Sul do Brasil, sobre a prevenção das DST/ aids. As ações educativas são realizadas todos os anos, desde 2008, e estão estruturadas em dinâmicas e discussões acerca da prevenção sobre as DST/aids e a promoção da saúde sexual e reprodutiva por meio da metodologia problematizadora. As atividades ocorreram nos período diurno e noturno. Os participantes envolvidos nesta parceria são: um enfermeiro, acadêmicos de enfermagem e os docentes da escola. Durante as ações tem emergido questionamentos a respeito de como efetivar as estratégias de redução da vulnerabilidade as DST/ aids para pessoas surdas. Além de questões pertinentes a fase da adolescência, como as psicológicas, físicas e hormonais. Comentários: diante da necessidade apresentada pelos estudantes, no segundo semestre de 2010 formulou-se um grupo de estudos na escola para estipular estratégias e ações a serem desenvolvidas no decorrer de 2011, dentre elas, optou-se por manter as discussões com os estudantes o que vem ao encontro do novo modelo de atenção a saúde centrada na integralidade das ações.

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ESPERANCINHA, UMA ExPERIÊNCIA DE PREVENçÃO POSITHIVA COM ADOLESCENTES INFECTADOS PELA TRANSMISSÃO VERTICAL

MARIA DE LOURDES GUIMARAES DOURADO, CELIA GERALDO TEIXEIRA, LORENA PIMENTA, ANA PAULA SANTOS NERy, GILCELIA SOUzA DE SANTANA, LUCIA SANTA RITA CONCEIçãO, LEyLA CASSIR, ALFREDO SOUzA DOREA,

MARIA CONCEIçãO MACEDO

CEDAP - CENTRO ESTADUAL ESPECIALIzADO DIAGNóSTICO ASSISTêNCIA E PESQUISA-SESAB, IBCM-INSTITUIçãO BENEFICENTE CONCEIçãO MACEDO

Objetivo: habilitar os adolescentes para o exercício da cidadania, sexualidade saudável e prevenção das DST. Promover a obtenção de

informações,troca de experiências e fortalecimento de vínculos familiares. Criar um espaço de escuta e participação propiciando a adesão ao tratamento. Promover o desenvolvimento de habilidades para inclusão social, através do fortalecimento da autoestima, incentivo ao protagonismo juvenil e a inserção no mundo do trabalho. Métodos: 15 adolescentes de 12 a 17 anos -12 do sexo feminino e três do sexo masculino, 90% afrodescendentes, tendo por cuidadoras, mulheres, afrodescendentes, chefes de familia, empobrecidas, desempregadas. 10% em uso de álcool e drogas ilícitas. Encontros mensais e realização de oficinas de: Sexualidade, Prevenção de DST/Aids, Nutrição,Qualidade de Vida, Cidadania e Direitos Humanos e Adesão ao Tratamento. Resultados: realização de seis oficinas. Distribuição de 60 cestas básicas, feitos 23 encaminhamentos para: CEDAP, Hospital Professor Edgar Santos e Projeto Adolescente Aprendiz. Elevação da autoautoestima, sentimento de confiança no grupo, responsabilização das cuidadoras e adolescentes com o tratamento, melhora da adesão. Conclusão: apesar do grupo de adolescentes estar em uso de TARV, percebemos que a adesão ao tratamento é um objetivo difícil de ser atingido. Nesse sentido as atividades do grupo de convivência foram fundamentais, pois possibilitaram o fortalecimento e/ou formação de vínculo com as cuidadoras, trabalhando questões fundamentais para o sucesso do tratamento e qualidade de vida. As atividades do grupo de convivência tem sido importantes para conhecer as dificuldades do grupo de adolescentes, no que diz respeito à adesão medicamentosa, contribuindo com informações, conhecimentos, troca de experiências para a criação de um espaço próprio, onde sejam tratados como cidadãos, sujeitos de direitos e atores sociais, fortalecendo a autoestima, incentivando o protagonismo juvenil e a inserção no mundo do trabalho. Pretendemos dar continuidade as atividades, com uma programação adequada as demandas apresentadas pelos participantes.

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ESTRATéGIAS DE CONTROLE DA SÍFILIS NA GESTAçÃO E CONGÊNITA: RECOMENDAçõES E REALIDADE

LILIAM MENDES DE ARAUJO, ACILINARA FEITOSA MOURA, JOy KELSON RODRIGUES CARDOSO, MARIA INêS BANDEIRA SILVA

FACULDADE NOVAFAPI

Objetivo: analisar as estratégias de controle da sífilis na gestação e da sífilis congênita, adotadas em uma unidade básica de saúde no

município de Teresina, identificar o momento do início do pré-natal, bem como o número de consultas realizadas durante a gestação e levantar informações referentes à realização do VDR e tratamento. Métodos: trata-se de um estudo quantitativo, transversal, realizado em uma UBS no município de Teresina-Pi, através da coleta das informações contidas nos prontuários de 65 gestantes atendidas para consulta pré-natal. O instrumento utilizado foi um formulário construído a partir das recomendações preconizadas pelo Ministério da Saúde para o controle da sífilis na gestação e congênita. Resultados: a caracterização aponta que das 65 gestantes pesquisadas, 63,10% estavam na faixa etária entre 13-24 anos. O início do pré-natal antes da 17ª semana aconteceu para 68% das gestantes, e para 36,90% o número de consultas foi de no mínimo 6 (seis). 100% das gestantes realizaram o 1º VDRL, sendo que somente para 27, 69% o exame foi feito no 1º trimestre e para 64,62% no 2º trimestre da gestação. Quanto ao 2º VDRL, a cobertura foi de apenas 46%. Ao verificar o tempo de acesso aos resultados dos exames, foi de até 30 dias para o 1º VDRL, e para o 2º o intervalo foi de até 30 dias, entretanto em 40% dos prontuários pesquisados não existia qualquer registro sobre o 2º exame. Não foi registrado nenhum VDRL reagente durante o período do estudo. Conclusão: evidenciou- -se a necessidade urgente na implementação de medidas para eliminação da sífilis congênita, tais como: maior acesso ao VDRL no pré-natal, melhorar a qualidade dos registros nos prontuários, qualificação dos profissionais e maior compromisso para o controle da sífilis na gestação e sífilis congênita por parte de gestores e profissionais da atenção básica.

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ATENçÃO BÁSICA E DST/AIDS: ANÁLISE FRENTE À POLITICA DE FINANCIAMENTO

MONTEIRO JR, DE PAULA, GIANNA

PROGRAMA ESTADUAL DST/AIDS DE SãO PAULO

A descentralização das ações referentes ao enfrentamento da epidemia de HIV/aids através da incorporação progressiva destas ações pela Rede de Atenção Básica a Saúde, vem sendo a estratégia desenvolvida pelo Estado de São Paulo, Brasil, em razão das atuais tendências da epidemia (heterossexaulização, feminização, interiorização e pauperização). Para tanto, esta descentralização vem sendo monitorada através de metodologia especialmente desenvolvida pelo Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo, junto aos municípios de maior incidência epidemiológica, num primeiro momento, e a todos os demais, num segundo momento.Concomitantemente, o Ministério da Saúde, estabeleceu a atual política de incentivo as ações em DST/aids, possibilitando a estados e municípios receberem recursos financeiros específicos a desenvolvimento de ações de prevenção e assistência estas ações, através da pactuação de metas. O presente trabalho tem por objetivo verificar se, por ocasião da pactuação de metas, houve, por parte dos municípios, a pactuação de metas referente à descentralização das ações para a Rede de Atenção Básica, bem como, a maneira pela qual tais metas vêm sendo cumpridas, ou não. Ou seja, buscou-se verificar se houve por parte dos municípios estudados, adesão às grandes linhas de enfrentamento a epidemia de aids, definidas pelo Ministério

da Saúde e pelo Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo.Utilizou-se a aproximação qualitativa, para o desenvolvimento de estudo comparativo de casos, junto a quatro municípios do Estado de São Paulo, cujos coeficientes de incidência de aids mostram-se superiores ao coeficiente estadual, tendo como ponto de análise, o ano de 2003. Dos quatro municípios estudados, apenas um aderiu à proposta de enfrentamento à epidemia proposta. Tal fato, aliado a precariedade do monitoramento dos recursos financeiros, vem comprometendo o desenvolvimento das ações de prevenção.

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No documento VIII Congresso da SBDST (páginas 134-136)

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