Pôsteres apresentados em 21 de maio de
PREVENINDO AS DST/AIDS NOS LOCAIS DE TRABALHO
MONTEIRO JR, MARQUES, DE PAULA
PROGRAMA ESTADUAL DST/AIDS DE SãO PAULO
Segundo a Organização Mundial do Trabalho, a cada ano, a soma do Produto Interno Bruno dos 41 países com as maiores incidências de aids (incluindo o Brasil), sofre uma perda de 9 bilhões de dólares, devido a saída de trabalhadores do processo produtivo, o que vem impactanto, de modo expressivo, a economia global A complexidade que envolve a questão identidade de gênero/vulnerabilidade/processo de trabalho frente à necessidade de quebra da cadeia epidemiológica tem motivado a proposição de ações interventivas nos diferentes locais de trabalho. O Conselho Empresarial de Prevenção ao HIV/Aids (CEAIDS), tem por missão mobilizar os agentes empresariais do Estado de São Paulo na adoção de ações que contribuam na redução da transmissão do HIV e na melhoria da qualidade de vida de portadores de HIV/aids. Por outro lado, o Grupo de Trabalho Aids e Masculinidades estrutura-se em função da necessidade da absorção da população masculina pelas Unidades Básicas de Saúde, vindo a definir de estratégias de atenção à saúde reprodutiva e sexual desta população. Como resultado da integração destas instâncias destaca-se, entre outras, as seguintes atividades: 1º e 2º Curso de Capacitação de Multiplicadores de Ações de Prevenção em DST/Aids para Trabalhadores do Setor dos Transportes do Estado de São Paulo, 1ª Oficina de Inclusão do Parceiro no Acompanhamento do Pré-Natal, 1ª, 2ª e 3ª Jornadas de Prevenção às DST/Aids em Locais de Trabalho. A experiência acumulada, bem como os resultados obtidos pelo processo integração de ações entre o CEAIDS e o GT Masculinidades, demonstra a factibilidade no desenvolvimento de ações de prevenção aderentes tanto à realidade dos serviços de atenção básica à saúde e dos diferentes locais de trabalho, quanto à população masculina.
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A INTERFERÊNCIA DAS POLÍTICAS PúBLICAS DE SAúDE SOBRE O GRAU DE INFORMAçÃO DAS MULHERES PORTADORAS DO PAPILOMAVÍRUS HUMANO (HPV), ATENDIDAS NO CICAN/BA, ACERCA DESTA INFECçÃO
DJARA MAHIM SACRAMENTO DOS SANTOS, GLEICE SANTOS DE SOUzA ESTáCIO/FIB
Este trabalho buscou entender se as políticas públicas de saúde brasileiras, voltadas à saúde da mulher, interferem no grau de informação das mulheres portadoras do Papilomavírus Humano (HPV), atendidas no CICAN, acerca desta infecção. A pesquisa foi motivada pela percepção de que muitas mulheres não possuem informações sobre o HPV e suas consequências, apesar de se tratar da Infecção Sexualmente Transmissível (IST) mais comum em todo mundo, sendo responsável pela morte de milhares de mulheres por ano. Com base neste dado, objetivou-se investigar o nível de interferência das políticas públicas de saúde sobre o grau de informação das mulheres acerca da infecção pelo HPV, a fim de propor medidas que reduzam a incidência e complicações dessa doença. Foi realizada uma pesquisa de campo com 351 mulheres, de caráter exploratório, do tipo descritivo, com abordagem qualitativa-quantitativa. Observou-se que 61% mulheres nunca ouviram falar em HPV, 52% não usam camisinha nas relações sexuais e 32% não sabem nada sobre a infecção. Estes resultados permitiram identificar o alto índice de desinformação dessas mulheres, o que possibilitou concluir que a falta de informação é um fator de risco importante para a transmissão do vírus e desenvolvimento de complicações, como o câncer do colo do útero. Pressupondo-se que políticas públicas de saúde são instrumentos importantes para nortear, influenciar, informar, promover saúde e qualidade de vida para a população a qual ela se destina, foram propostas ações a serem implementadas pelo setor público, que possam ampliar o conhecimento dessas mulheres e reduzir a incidência da infecção pelo HPV e suas complicações.
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USO DE CRACK EM GESTAçÃO, ASSOCIAçÃO COM OUTRAS DST E IMPACTO OBSTETRICO E PERINATAL: ESTUDO DE 169 GESTANTES USUÁRIAS ATENDIDAS NA MATERNIDADE DO HOSPITAL DE CLÍNICAS DA UFPR NO PERÍODO DE 2005 A 2009
CIBELE FEROLDI MAFFINI, RENATO LUIz SBALQUEIRO, ALIANA MENESES FERREIRA, CAMILA CAROLINE TREMEL BUENO, RAFAELA CARLA GRACzyK, ANELISE MOLON, NEWTON SÉRGIO DE CARVALHO
DEPARTAMENTO DE TOCOGINECOLOGIA DO HOSPITAL DE CLíNICAS DA UFPR – SETOR DE INFECçÕES EM GINECOLOGIA E OBSTETRíCIA
Objetivo: determinar a prevalência de gestantes usuárias de crack na maternidade do HC-UFPR no período de 2005 a 2009 e analisar
referiram uso de crack na gravidez e dos respectivos recém-natos expostos à droga intraútero foram estudadas a prevalência de infecção pelo HIV, sífilis e associação destas com outras doenças infecciosas. A frequência de consultas de pré-natal, o tratamento do HIV e sífilis durante a gestação, o uso de AzT intraparto e o risco de transmissão vertical. Ao total foram avaliadas 168 gestações e 175 recém-natos expostos.
Resultados: a prevalência de gestantes usuárias de crack se mostrou de prevalência crescente durante os anos analisados, atingindo 2,3%
das gestantes em 2009. A prevalência de sífilis entre as gestantes foi de 7,94%, e 53% destas apresentaram outras DST concomitantes (HIV, hepatite C e HPV). 84,61% destas gestantes não fizeram acompanhamento pré-natal e não trataram as infecções. Aquelas que relizaram pré-natal foram adequadamente tratadas. A prevalência de HIV nas gestantes foi de 16,6%, sendo 19,9% dos RN expostos ao vírus. Dentre as gestantes HIV-positivo 65,72% apresentaram outras DST e infecções associadas, e 65,71% não fizeram pré-natal adequado. Apenas 25% foram tratadas adequadamente, e em 17,14% delas o AZT intraparto não foi utilizado. A taxa de transmissão vertical do HIV foi de 11,42%, e em todos estes casos não houve tratamento regular durante a gestação. Relato importante é que quando comparamos esta taxa de transmissão vertical do HIV com a serie histórica da Maternidade do HC observamos incremento de 3 vezes nestas gestantes usuárias de crack. Conclusão: foram observadas maiores prevalências de sífilis e HIV em gestantes usuárias de crack em relação à prevalência média do serviço (1,19% e 5,22%, respectivamente) e à prevalência no Brasil (1,6% e 0,5%, respectivamente). A taxa de transmissão vertical do HIV foi significativamente maior em comparação à taxa de prevalência média do serviço (11,42% contra 3,34%). A maioria das gestantes portadoras de sífilis e/ou HIV não fez acompanhamento regular de pré-natal e assim, uma minoria tratou adequadamente suas infecções. Uso de crack durante a gestação trás consequências extremamente danosas para o binômio materno-fetal.
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TEORIA TRANSCULTURAL, PROMOçÃO DA SAúDE E SExUALIDADE: CONVERSANDO COM MÃES DE ADOLESCENTES EM FORTALEZA, CEARÁ
FABIANE DO AMARAL GUBERT, NEIVA FRANCENELy CUNHA VIEIRA, PATRíCIA NEyVA DA COSTA PINHEIRO, ELIANy NAzARÉ OLIVEIRA, ADRIANA GOMES NOGUEIRA FERREIRA, EVELINE PINHEIRO BEzERRA, GABRIELE ARCANJO VASCONCELOS, LíGIA SCOPACASA FERNANDES, KELLEN ELOíSA BEzERRA, KELANNE LIMA DA SILVA
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARá, UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAú
Introdução: a família é fundamental na comunicação entre seus integrantes acerca da temática saúde sexual e reprodutiva, no entanto a
responsabilidade é concentrada na mãe que, somada às especificidades do ciclo vital, pode desenvolver processos comunicativos fortalecidos ou conturbados. Além das vulnerabilidades sociais vivenciadas pelas mulheres, as estatísticas na área da saúde evidenciam a crescente feminização do HIV/aids e aumento dos casos de gravidez precoce, sobretudo nas mulheres mais pobres/jovens/com menor acesso a medidas assistenciais e de Promoção à Saúde. A ambiguidade das mães quanto ao seu papel na orientação das filhas, aliada às características da adolescência, pode dificultar a comunicação efetiva sobre sexo/sexualidade/contracepção. Objetivo: propor com base na experiência de mulheres usuárias do Programa de Saúde da Família, ações de enfermagem sistematizadas a partir das vulnerabilidades percebidas acerca da Saúde sexual e reprodutiva. Métodos: estudo qualitativo, fundamentado na Teoria da Diversidade e Universalidade do Cuidado, de autoria de Madeleine Leininger. Resultados: a faixa etária das mães variou entre 32-46 anos. Percebe-se que as questões ligadas aos fatores sociais/ culturais contribuem para a visão da sexualidade que as mulheres possuem e dificultam o diálogo com suas filhas. Quando recordam suas experiências durante a puberdade/adolescência, sentimentos como medo/vergonha são relatados. Sobre a argumentação com suas filhas, utilizam o tema gravidez, relacionando a futuras barreiras no desenvolvimento social/profissional destas. Em relação às DST, essas são pouco discutidas como argumento de prevenção, e apontadas numa perspectiva de risco à vida, porém não esclarecendo muito sobre sinais e sintomas, o que dificulta a visão dos adolescentes ante a questão preventiva. Conclusão: a intervenção da enfermeira, como integrante da equipe de saúde, pode contribuir para a melhoria da autoestima e percepção do mundo de mulheres, mediante a sistematização de um cuidado sensível às reais necessidades de mães e filhas.
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APLICAçÃO DA PARENT ADOLESCENT COMMUNICATION SCALE JUNTO A ADOLESCENTES DO SExO FEMININO: TECNOLOGIA PARA PREVENçÃO DE DST/HIV NO CONTExTO FAMILIAR
FABIANE DO AMARAL GUBERT, NEIVA FRANCENELy CUNHA VIEIRA, MONICA ORIá OLIVEIRA BATISTA, PATRíCIA NEyVA DA COSTA PINHEIRO, PAULO CÉSAR DE ALMEIDA, FRANCISCA ELISâNGELA TEIXEIRA LIMA, JANAíNA FONSECA VICTOR, LORENA BARBOSA XIMENES
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARá
Introdução: a escala propõe a identificação da comunicação de temas relacionados a sexo, uso do preservativo, gravidez, DST e HIV entre
adolescentes do sexo feminino e seus pais (Sales et al., 2006), e pode ser utilizada como recurso investigativo para profissionais de saúde da Estratégia de saúde da familia. Objetivo: aplicar a Parent-Adolescent Communication Scale – PACS como tecnologia para prevenção de DST/HIV junto a adolescentes do sexo feminino no Brasil. Métodos: o estudo consistiu na tradução\adaptação\validação da Parent Adolescent Communication Scale (PACS) para o Brasil, visto que o instrumento é dos Estados Unidos. Após foi aplicada junto a 313 adolescentes de 14 a 18 anos, que já haviam tido o primeiro intercurso sexual. Destas, 171 (escola pública) e 142 (particular). Resultados:
meninas de escola pública possuem o primeiro contato sobre a temática sexualidade por meio da televisão e amigos, enquanto na escola particular por meio dos pais e internet. A figura da mãe na abordagem é mais citada que do pai. As informações sobre DST\HIV na particular são obtidas por meio da internet, e família, respectivamente, enquanto em públicas por meio do professor e profissional de saúde. Ainda em relação as DST, a temática HIV/aids é abordada frequentemente, ao passo que outros tipos não são destacados na comunicação. A escala demonstrou que nos dois tipo de escola o uso mais consistente do preservativo esta associado a maior comunicação pais\filhas. Outro ponto foi que adolescentes de 14-16 anos usam mais preservativo do que na faixa etária de 17-18 anos. Conclusão: a PACS é um instrumento pertinente a ser utilizado junto a adolescentes na escola, por ser de fácil compreensão e aplicabilidade contribuindo para compreensão dos fatores que podem ser estimulados na família e favorecer mudanças de comportamentos conducentes à promoção da saúde sexual e reprodutiva.
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FARMACODERMIA VULVAR: DIAGNóSTICO DIFERENCIAL COM INFECçÃO DEVIDO A HERPES VÍRUS GENITAL: RELATO DE CASO E REVISÃO DA LITERATURA
ANA CAROLINA VITOLA PASETTO, ALIANA MENESES FERREIRA, CAMILA CAROLINE TREMEL BUENO, EDSON GOMES TRISTãO, ALMIR ANTONIO URBANETz, NEWTON SÉRGIO DE CARVALHO
DEPARTAMENTO DE TOCOGINECOLOGIA DO HOSPITAL DE CLíNICAS DA UFPR – SETOR DE INFECçÕES EM GINECOLOGIA E OBSTETRíCIA
Objetivo: relatar um caso de farmacodermia pós-uso de antiinflamatório não esteróide (AINE) em mucosa genital mimetizando um
quadro de primo infecção por herpes simples, alertando para este diagnóstico diferencial na presença de úlceras genitais. Métodos: relato do caso e revisão da literatura. Resultados: paciente feminina, 22 anos, previamente hígida, foi admitida no serviço com queixa de dor, inchaço e “aftas” em região vulvar de início há 7 dias, com progressão rápida do quadro. À admissão, referiu vida sexual ativa e uso de preservativo masculino para contracepção, exceto uma relação desprotegida em janeiro de 2011. Paciente relatou uso de AINE dois dias antes do início das queixas devido a quadro de foliculite axilar. Sorologias negativas para hepatites B e C, HIV e sífilis. Ao exame: paciente em BEG e afebril. OGE: edema importante de toda região vulvar, duas úlceras profundas de aproximadamente 3 cm em região interna de grandes lábios bilateralmente, com depósito de fibrina e drenagem de secreção purulenta em moderada quantidade e área mais escurecida em grande lábio direito compatível com processo necrótico inicial. Exame especular normal. A hipótese diagnóstica inicial foi primo infecção por herpes genital, sendo iniciado aciclovir EV 1 g/dia e tratamento do processo infeccioso secundário com ceftriaxona 2 g/dia. Como não houve melhora do quadro, foi aventada a possibilidade de tratar-se de farmacodermia induzida por AINE e então conduzida com prednisona 40 mg/dia. Paciente evolui com melhora do quadro e da lesão vulvar. Conclusão: farmacodermias são grandes “imitadoras” de doenças, o que resulta em possível confusão diagnóstica. Apesar de a maioria das úlceras genitais estarem associadas com infecções de transmissão sexual, outras causas devem ser lembradas como o uso de drogas. Os AINEs consistem em uma classe de drogas frequentemente envolvida em erupções cutâneas e, na presença de úlceras genitais, deve-se estar atento para esta possibilidade.
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PROJETO “RONDA NOTURNA: CRIANDO VÍNCULOS COM AS PROFISSIONAIS DO SExO”
MARIA VITóRIA RAMOS GONçALVES CM DST/AIDS/ITABUNA-BA
Objetivo: visa contribuir para a redução da incidência das DST/HIV/aids entre prostitutas do município de Itabuna, implementação de
estratégias de redução das vulnerabilidades individuais, políticas e sociais, fortalecimento de ações que promovam integração e inclusão social, enfocando atividades socioculturais e prevenção das DST/HIV/aids, promovendo o uso correto e constante do preservativo. Métodos: identificação de cada membro do grupo da ronda, bem como, fazendo referência ao CTA, respaldando o trabalho, dando credibilidade e pedindo permissão ao proprietário do local para realizá-lo, Após permissão do proprietário, são expostos os objetivos do trabalho com uma breve palestra utilizando o álbum seriado sobre as DST e com um enfoque sobre o vírus do HIV e da aids. Resultados: percebemos que apesar da veiculação das informações de forma bombástica, as pessoas sentem necessidade de uma interação informativa, para que possam expor como era a percepção delas em relação ao tema proposto e rever os conceitos previamente construídos, modificando-os quando necessário. Até mesmo porque muitas pessoas acreditam que por terem o conhecimento teórico, sabem executá-lo na prática, no entanto, essa correlação não é verdadeira. Conclusão: a realização deste trabalho é gratificante no momento do seu reconhecimento, visto que em um dos postos, e em um bar às margens da BR 101, onde se encontravam os caminhoneiros, foi-nos relatado por um deles a importância deste trabalho noturno, em função do público alvo não ter a oportunidade direta de esclarecimento de suas dúvidas de uma maneira informal (no entanto profissionalizante), fora do ambiente institucional que muitas vezes não possibilita essa abordagem sujeito-sujeito de forma igualitária, onde as pessoas se sintam à vontade e se apropriem de um espaço que lhes é possibilitado para perguntar e esclarecer suas dúvidas. O projeto triou várias prostitutas e travestis com DST/aids, hoje em acompanhamento no CTA/SAE.
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FORMAS DE ENFRENTAMENTO VIVENCIADAS POR MÃES SOROPOSITIVAS PARA O HIV E OS FILHOS