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Metodologia e resultados

No documento Sociedade Polis Litoral Sudoeste, S.A. (páginas 153-157)

NQA- NQA-CMA

4.6. Ecologia, flora e fauna

4.6.3. Flora e vegetação

4.6.3.3. Metodologia e resultados

Considerando os objetivos do projeto, a elencagem florística da área foi realizada em duas etapas discriminadas de seguida:

• Após identificação e definição dos habitats existentes na área, efetuou-se uma listagem com com com com base em bibliografia

base em bibliografia base em bibliografia

base em bibliografia das espécies vegetais características desses habitats;

• Foram realizados levantamentos de campolevantamentos de campolevantamentos de campolevantamentos de campo para:

- corroborar a existência das espécies encontradas na bibliografia de possível ocorrência na área;

- verificar a presença na área de outras espécies não características dos habitats identificados;

- detetar a presença de espécies classificadas segundo algum estatuto de conservação;

- verificar o estado ecológico da vegetação das áreas a intervencionar;

- determinar a presença ou ausência de vegetação aquática.

Nos levantamentos de campo foram realizados transectos aleatórios em cada um dos habitats dunares identificados, de modo a tentar identificar o máximo de espécies possível.

Relativamente ao meio aquático, e como referido anteriormente, não se detetou a presença de vegetação aquática nas zonas diretamente afetadas pelo projeto, apesar de haver comunidades com interesse de conservação a montante que podem sofrer impactes indiretos (comunidades de Zostera marina e Z. noltii), descriminados no respetivo capítulo.

Da metodologia utilizada, resultou a lista de flora de possível ocorrência na área de estudo, que se apresenta no Quadro 1 em anexo (Anexo II, Volume II), associando-se o tipo de habitat para o qual cada espécie é característica e o seu estatuto de conservação, quando aplicável. Esta elencagem apresenta 215 espécies florísticas, pertencentes a 39 famílias.

Além disso, durante a prospeção realizada no terreno foram inventariadas 22 espécies, pertencentes a um total de 14 famílias de plantas vasculares, apresentadas no Quadro 20.

Nenhuma das espécies observadas no campo se encontra classificada sob algum estatuto de conservação.

Quadro 20 – Lista de espécies florísticas identificadas nos levantamentos de campo

Família Espécie

Aizoiaceae Carpobrotus edulis

Família Espécie

Nota: a negritonegritonegritonegrito, espécies identificadas presencialmente mas características de outros habitats que não os identificados para a área de estudo.

De um modo geral, verificou-se a existência das espécies características dos respetivos habitats, como sejam, Elymus farctus nas dunas embrionárias, Ammophila arenaria arundinaceae nas dunas brancas e Armeria pungens e Helichrysum picardii nas dunas cinzentas.

Excetuam-se 3 casos: o da espécie Helichrysum italicum picardi, que só se observou nas dunas da praia das Furnas e os da Cana Arundo donax e do Rabo-de-lebre Lagurus ovatus, observados apenas junto a áreas antropizadas.

A presença de espécies “não características” dos habitats definidos era esperada e pode dever-se a vários motivos. Por exemplo, o facto de a área a intervencionar se encontrar próxima de outros habitats possibilita a dispersão natural das espécies vegetais entre os diferentes habitats – verificou-se a presença constante da espécie Juniperus phoenicea turbinata nos habitats dunares e, no entanto, esta é característica do habitat “Dunas litorais com Juniperus spp.”, segundo classificação da Diretiva Habitats.

Por outro lado, ao se tratar tanto de zonas intervencionadas pelo Homem como sujeitas à sua presença (algumas dunas são atravessadas no acesso às praias), era previsível que se verificasse a existência de espécies vegetais que lhe costumam estar associadas, como foi o caso da Cana (Arundo donax), espécie identificada particularmente junto a áreas antropizadas, como já mencionado.

No que diz respeito ao estado ecológico da vegetação, existem vários fatores que contribuem para a sua classificação e que puderam ser observados in loco (Cf. Quadro 21 e Bio3, 2013).

Quadro 21 – Fatores de conservação e degradação considerados na avaliação do estado ecológico da vegetação

Indicador Fator Observado no campo

Conservação

Superfície do sistema dunar não vegetada Pouca

Estado de danificação das plantas Pouco danificadas Número de espécies de flora com interesse para a

conservação Não observado, mas de possível existência

Ordenamento dos caminhos Balizados e Não balizados (menos utilizados que os balizados)

Condicionamento de acesso Presente

Controlo de espécies exóticas Não observado

Vigilância e controlo de atividades Existente (legislação do PNSACV)

Degradação

Número de espécies invasoras Pelo menos duas, mas em áreas antropizadas Cobertura de espécies invasoras Não definida

Plantações intensivas recentes Não verificado

Rede de caminhos e acessos Além dos balizados, existência de trilhos Largura máxima dos caminhos < 4m (moderada)

Circulação de viaturas motorizadas Ausente

Considerando os fatores de conservação e de degradação apresentados no Quadro 21 e o verificado nos levantamentos de campo, pode concluir-se que, de um modo geral, os habitats dunares da área em estudo apresentam um bom estado de conservação.

Além disso, pela comparação das fotografias aéreas que se apresentam de seguida, tiradas com 9 anos de intervalo, é possível verificar que a vegetação das áreas afetas ao projeto tem vindo a densificar-se, havendo também um ligeiro aumento na cobertura do solo.

Fonte: Google Earth (2004).

(a)

Fonte: Google Earth (2013).

(b)

Fotografia 27 – Comparação da densidade da vegetação e da cobertura do solo na área de estudo entre fotografias datadas de 19/10/2004 (a) e 05/10/2013 (b)

4.6.4. Fauna

Os grupos biológicos abordados no presente item são doravante caracterizados devido à sua potencial afetação pela execução do projeto. Para cada um, consultou-se bibliografia especializada de modo a elencar as espécies de provável ocorrência, com base na sua distribuição no território continental e nas suas preferência ecológicas. Incidiu-se de modo particular na macrofauna bentónica, por se considerar o grupo com mais suscetibilidade de ser afetado diretamente nas áreas a intervencionar, tendo para tal sido definida uma metodologia de amostragem.

No documento Sociedade Polis Litoral Sudoeste, S.A. (páginas 153-157)